sexta-feira, março 30, 2007

Estou elucidado.

Acabo de ouvir um advogado caracterizar da seguinte forma as acusações que pendem sobre o seu cliente e justificam uma fiança de 250.000 euros - "coisas normais em Democracia".

25 comentários:

Marx disse...
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Marx disse...

Estranho seria o advogado dizer outra coisa qualquer. Para quem já andou com o proceso Casa Pia ás costas, as tricas da UNI deverão ser, efectivamente, «coisas normais». Já nada arrisco é quanto ao «em Democracia».

lobices disse...

...coisas normais da Democracia
...ou
...a Democracia tem destas coisas
...
...vá-se lá saber
:))

Angie disse...

No conceito universal "externo", que é o que todos consumimos - e insistimos em consumir -. o RS passava com distinção no exame de democrata antifascista, com um CV que consta dos anais.

É giro ver "as jarras" onde foram parar as flores de Abril, pela mão dos seus legítimos possuidores...

Contra os valores odiados, os contra - valores deram nisto :):)

andorinha disse...

Boa noite.

É tudo normal em democracia...
Ao que isto chegou.:(

MJ disse...

Boa noite :-)

Democracia? Onde?

Bom fim-de-semana. :-)

fiury disse...

eu não.
têm sido tantas as doenças desta democracia que penso mesmo que só as entendo à "luz" do "demo".
valha-nos deus!

robert disse...

Rica Democracia!

Maria Manuel disse...

Caro professor de facto a democracia tal como já comprovado na história tem também os seus deficits, como sistema de organização e expressão do colectivo não é dos melhores, mas parece ser aquele que mais jus faz à liberdade individual e à expressão do colectivo. Ajusto perfeito não há e isto não é justificação para p deficit de democracia, agora penso que somos chegados a um tempo de plenos egoísmos, umbilicalismos só possíveis em democracia. O menos bom é quando instituições como a Justiça são em praça pública é posta em descrédito, claro que os factores que o justificam são múltiplos, mas tal significa que é o tempo de repensar Democracia…esta certamente estará com algum estado de patologia, só espero que não de bipolaridade…como tão moderno que é. Esclarecido não duvido, mas espero que, tal como lhe é habito, actuante quer no diagnóstico quer na terapêutica.

Indy_ disse...

O que acontece em democracia é serem os direitos dos indivíduos salvaguardados. Entre esses direitos consta o de não lhe ser restringida a liberdade para além dos casos em que tal seja estritamente necessário.
Entendeu o juiz do processo ser a medida de caução medida de coação suficiente para assegurar a eficácia do inquérito e a descoberta da verdade. Por que haveria de aplicar outra medida? Porque a sociedade, que não conhece as normas aplicáveis ou que - mesmo que conheça tais normas - não conhece o processo em pormenor o exige?
A Justiça não se faz pelo voto da maioria, faz-se pelo Direito e por aqueles que o estudam e a quem o Estado confere legitimidade e autoridade para o aplicar.

Ti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ti disse...

A opinião que eu tenho sobre isto é que não a deveria ter!
Se houvesse "segredo de justiça" eu, e todo o público em geral, não deveriamos saber nada sobre esse processo, pelo menos até haver um veredicto...

Mas o que realmente me parece também errado é a liberdade com fiança. Graças a isto hipoteca-se também a vida daqueles que ainda vão ser julgados e por isso devem ainda ser considerados inocentes, até prova em contrário.

Julio Machado Vaz disse...

Maralhal,
Se calhar não fui claro, estou completamente de acordo com este tipode medida de coacção. O que me entristece é a noção de certos crimes serem "normais em Democracia" quando comparados com outros mais graves. Habituais é uma coisa, não somos anjos, mas normais... Só falta dizer que são crimes..., não criminosos:(.

Ameninadalua disse...

Pois!

Tem toda a razão ...isso faz toda a diferença. Uma coisa é haver criminosos que sempre soubemos que os houve e que os há, outra coisa é termos a noção clara e de de acordo com os nossos valores e princípios que determinado acto é crime, independentemente de ser feito por esta ou aquela pessoa na sociedade.

A Lei não está nem pode estar isenta desses valores que são fundamentais orientadores duma sociedade.

thorazine disse...

Ó professor, mas não acha que é injusto uma medida de coacção não ter o mesmo peso para todos? O esforço de pagar 250.000 € para uns não é o mesmo que é para outros. Favorece mais umas classes sociais do que outras.. ;((

Maria José disse...

Bem, eu até estava a precisar de me rir, portanto foi com muito agrado que deixei esta minha cabeça ler e reler esta fabulosa descrição do que esperar em Democracia...

andorinha disse...

Boa tarde.

Júlio,

"O que me entristece é a noção de certos crimes serem "normais em Democracia" quando comparados com outros mais graves."

Completamente de acordo, como já disse em cima.

Agora não percebo, como já disse o Thora, como pode concordar com uma medida destas, a mais leve das medidas de coacção e que só os endinheirados podem pagar.
O desgraçado do Zé da esquina ficava com termo de identidade e residência ou em prisão preventiva.
Isto não é perpetuar duas "justiças", a dos poderosos e a dos mais desfavorecidos?

Fora-de-Lei disse...

indy_ 1:34 AM

Do ponto de vista formal, a sua argumentação está correcta. Correcta ao ponto de nos permitir concluir que a Justiça é feita por uma elite social e não uma elite intelectual.

Quando afirma, com toda a razão que "a Justiça faz-se pelo Direito e por aqueles que o estudam e a quem o Estado confere legitimidade e autoridade para o aplicar." a pergunta imediata a fazer é a seguinte: e a que classe social pertencem esses "ilustres" que estudam Direito e a quem o Estado lhes dá a atribuição de o poder aplicar ?

Portanto, seja em Democracia, seja lá no que for, a Justiça é tudo menos cega. Quando muito é zarolha... ou seja, só vê para um dos lados.

Mãe&Advogada disse...

Ao dizer-se que certa coisa é normal em Democracia, pode ser-se levado a pensar que num contexto contrário de ditadura, seria uma coisa no mínimo anormal... E apresenta-se essa coisa, indiciadamente menos boa, como fazendo parte de um Bem maior, que pretensamente a justifica ! E depois admiram-se que para muitos, o fim destas e de outras coisas consideradas normais na nossa Democracia, os faça ter saudades das anormalidades das ditas, duras formas de regime, e que tudo isto sirva para criar nas massas, a dúvida, e a nostalgia !

Se tiverem a paciência de ler este trabalho até ao fim, e de ver este filme até ao fim, poderão ver, como, aos poucos, "O futuro está sendo decidido no espetáculo da comunicação!" in Nova ciência política da comunicação

http://paginas.terra.com.br/noticias/bandeira/pb123.htm

http://www.eraumavezumarrastao.net/

Manolo Heredia disse...

Diz-me que caução pagaste, dir-te-ei quem és!!
Os 250 mil são um aviso à navegação: Este é peixe grosso, capaz de tirar da miséria qualquer agente da justiça que aceite colaborar no branquemento da falta.

isabel victor disse...

Uih ! O que aqui vai ...
Demo(cracia)nã lembra ao diabo !

São todos Santos ...

Aspásia disse...

JOGOS DE PALAVRAS...


DEMO! CRASSAMENTE ERRADA...

(INSPIRADO NO DA ISABEL VICTOR...)

*******

250.000... SÓÓÓÓ???

DEMOSGRAÇAS POR NÃO SER MAIS...

*******

QUE DEMODESGRACIA...

lobices disse...

...hoje não é o dia das mentiras?
...então, pode ter sido uma antecipação
...bom Domingo
abreijos

Ameninadalua disse...

Bom dia

Professor

Hoje no seu programa, alem de terem apresentado um "caso" com uma pessoa muito interessante:), referenciou Philip Roth, um escritor norte americano o qual eu tambem considero muito aconselhável e particularmente um dos seus últimos livros "O Animal Moribundo"...

Su disse...

demo..demo...cracia.......

"coisas normais" ...não sei o q são.............


jocas maradas