quarta-feira, abril 20, 2005

Agradecimento

Por ser de elementar justiça, venho por este meio agradecer à Direcção do restaurante D'Oliva não ter expulso os Machado Vaz hoje ao jantar, atendendo ao verdadeiro arraial minhoto - ou tripeiro... - a que se entregaram os meus netos. Mais declaro, para preservar, na medida do possível, o bom nome dos meliantes, que não se encontravam sob o efeito de qualquer droga, nomeadamente anfetaminas ou cocaína. Para mal dos meus pecados, o seu, perdão!, nosso único problema é sofrerem de uma aterradora saúde!

91 comentários:

th disse...

Não tem nada a ver com o post...é uma consulta:
Faz hoje 13 anos que minha mãe faleceu no Porto, eu vivo em Lisboa, e até hoje não fiz o devido luto. Estive com ela na vespera, no hospital, e não consegui ficar, como ela me pediu...será por isso? este sentimento de culpa?
Tire o maior dividendo das travessuras dos seus netos...lol
Abraço tripeiro, th

Elsa disse...

E já agora que idade têm esses netos?
Eu tenho um filho com 4 anos e de vez quando também fica mais "expressivo".
Há quem se sinta incomodado mas a maior parte das pessoas acha piada!

**

andorinha disse...

Ufa! É preciso ter fôlego para aguentar a sua pedalada!:)
E chamar meliantes aos netos, onde já se viu?!
Pelo menos o que eu "conheci" nos Difíceis amores parecia uma jóia e o mais pequenito também deve ser.

E estamos na final.:)

Bastet disse...

Pois é... quantas vezes sonho em instalar um botão de off/on na minha filha! Ah, e VIVA O GLORIOSO!!!

andorinha disse...

Bastet,

Vamos organizar aqui a claque vermelha do Murcon e vamos todos ao Jamor?:)

peciscas disse...

Os netos têm um estatuto tão especial, que livram mesmo os avôs de terem de pedir desculpa seja do que for. A renovação das gerações faz-se à custa da aprendizagem da vida, a qual, por vezes tem de ser tumultuosa e nada bem comportada. Porque, se não, não é uma verdadeira aprendizagem , mas sim um simulacro pouco eficaz. Um pouco como aprender a conduzir naquelas maquinetas que simulam a estrada, as curvas, os peões e tudo mais ,mas que, ao fim e ao cabo, são sempre realidade virtual.
PS - hoje tive sorte- tirei uma senha de número baixo e consegui dizer algo, antes que chegue o maralhal do costume e tome conta da sala...

th disse...

Eu, que já sou bisavó, posso adiantar que há uma cumplicidade ternurenta, deliciosa entre avós e netos, talvez porque estejamos mais libertos, mais sábios e menos comprometidos com uma sociedade cujos valores nem sempre são os mais saudáveis.
Com todo o meu carinho...para com os netos! th

LYS disse...

JMV, tem aqui uma solução drástica para controlar o terrorismo do neto Gaspar e ao mesmo tempo condicioná-lo subliminarmente para campeão de xadrez. Põe-se-lhe um interruptor e, de cada vez que ele se portar mal, desliga-se e berra-se-lhe: Gaspar-off!!!

Anónimo disse...

Os putos, todos os putos, são beras-cumó-camando (como diria o saudoso Carlos Pinhão). Estou mesmo a ver a cara do avô babado a olhar para as traquinices dos putos... E depois, como quem não quer a coisa, vem com essa conversa... Adora os putos e o resto é conversa... Tá-se mesmo a ver...

Um abraço e uma valente gargalhada para descomprir.

MS (escrita-em-dia.blogspot.com)

SonecasS disse...

Já passei pela mesma vergonha no d’Oliva... e noutros sítios parecidos. Que jeito dá a Varanda da Barra! Aí ao menos podem correr, cantar e berrar. É que pelas outras 50 mesas há outros meliantes iguais ou piores. ;) Cumprimentos

Pedro Ventura disse...

E quem nos dera a nós esbanjarmos essa saúde e fazermos esses arraiais... Gosto de o ver conversar no pequeno ecrã. Abraços para si e para os meliantes.

http://massinhadeletras.blogspot.com

andorinha disse...

São 2h da manhã e ainda por aqui ando! Meu Deus, isto está lindo, está.:)
Ao reler o seu post lembrei-me duma frase do último livro de José Gil que reza assim: "Em crianças somos alegres, a partir de uma certa idade tornamo-nos seriíssimos, entramos num uniforme e acabou."
Lamentavelmente acho que é isto que acontece a maior parte das vezes, perde-se a alegria, começam as chatices, andamos todos como uns carneirinhos com cuidado para não tresmalhar, tudo muito disciplinado como convém.
Porque nos obrigam a ser adultos?:(

LuisC disse...

E haverá maior felicidade do que vê-los assim, atrevidos, cheios de energia e de saúde?

PortoCroft disse...

Bom dia Consulentes e 'consuladas',

A alegria de ser pai só deve ser comparável à alegria de ser avô. Essa ainda não conheço. Mas, pelo que vi do comportamento do meu pai em relação aos netos - tendo a paciência e a disponibilidade que não teve, nem podia ter com os filhos - deve ser o atingir do cume da montanha.

Que eles se conservem assim: 'terroristas' das velhas gerações e, sempre com essa 'aterradora saúde'. E que o Prof., de igual modo, aterradoramente saudável, os possa ver crescer, com a mesma energia e alegria. Porque Murcons há muitos, JMV há só um. E há muito quem precise de si para, quanto mais não seja, resistir e sobreviver aos 'Rats' no sótão. ;)))

yulunga disse...

Bom dia.
Dr. pois eu acho que os avós são muito mais condescendentes com os netos do que foram com os filhos.

risocordetejo disse...

A prova de como funciona mal a justiça em Portugal :-)

yulunga disse...

Oh Dr. Murcon o titulo do post de ontem foi complicado para mim e o Dr. foi lixado, por isso cá se fazem cá se pagam.
Sabe que tenho um amiga que é psicologa e que um dos filhos dela está-lhe a dar algum trabalho. Ela diz que ele é hiperactivo, eu digo que ele é mal educado.
Não estou com isto a dizer que seja o caso dos seus netos, por amor de Deus, mas convem saber distinguir entre aterradora saude, travessuras, vivacidade e ma educação. E como no caso da minha amiga se aplica "em casa de ferreiro espeto de pau", o Dr. não se quer juntar a nós?
Agora sou eu que me encontro às suas ordens :-)

yulunga disse...

Dr. Murcon entenda, por favor, esta provocação com o maior respeito que o Dr. me merece, mas a sua presença aqui por vezes seria uma obrigação.

PortoCroft disse...

yulunga,

Aquelas notícias que eu ouvi na rádio esta manhã sobre uma inesperada vaga de calor(até a denominaram de tsunami térmico) na região de Cascais, não teve nada que ver com contigo e o 'post' de ontem, não é? ;)))))

yulunga disse...

Portocroft, julgo que não, mas vai na volta sei lá.

yulunga disse...

Portocroft, mas que noticia é essa? Eu não ouvi nada para além de estar cheia de frio. Para mim calor tem que ser muito mesmo. Menos de 25º para mim é inverno rigoroso e eu não sinto calor algum. Deves estar a brincar com a noticia

PortoCroft disse...

;)))))

yulunga...

;)))))))))) Estou a falar sério. ;)))))))))))))))) Acho que rebentou a bolha. ;))))))))))))))

yulunga disse...

Portocroft, nalgumas coisas sou de uma crendice tão inocente que até doi. Não ouvi, mas fico a aguardar o calor

Tão só, um pai disse...

Engraçado,
Voltando ao post, em "pai novo", ficava com os cabelos em pé, por causa das correrias nos restaurantes e nourtos espaços mais fechados.

Normalmente, havia sempre um deles que batia com a cabeça no canto duma mesa. Para não falar nos copos e pratos partidos. Com estes, podíamos nós bem ...

Hoje, olho para isso como a coisa mais natural do mundo. Engraçado, ainda não sou avô ...

lena disse...

e eu conto o tempo que falta para que a minha me pequena me encomende um(a) neto(a) :)))))))
aiai ;D


e sim, vamos todos ao jamor e levamos um cartaz a dizer "os murcões vermelhos somos nós!!" :DD
(alguém que tenha uma ideia melhor :D, que eu tenho cá um merlito bebé que salvei ontem dos dentes de um dos meus gatos e vou ter que o levar ao centro de recuperação de aves de monsanto

té mais logo, tou com saudades :)

yulunga disse...

TSUP, claro que é o mais natural do mundo. As crianças necessitam de espaço, por isso a escolha do restaurante, quando existem crianças também deve ser levada em conta.
Claro que as correrias são normais, por vezes até participo nalgumas, mas quando se excede o limite e são chamadas à atenção existem reacções que demonstram não excesso de liberdade, mas falta de tempo, e presença por parte dos pais na sua educação

PortoCroft disse...

yulunga,

Tens toda a razão. Mas, não tem que ver apenas com o tempo e disponobilidade dos pais. Tem que ver com a sua própria maturidade. Tem que ver com o apoio dos avós paternos e maternos, que devem funcionar como o fiel da balança: Nem desacreditando os pais, nem mimando em demasia os netos.

Eu confesso que poderia ter sido um melhor pai para os meus filhos mais velhos. Se não o fui, tal deve-se à conjugação de quase todos esses factores. É por isso que, relativamente aos mais novos, já com a maturidade, a disponibilidade e a paciência que eu não tinha, julgo estar a fazer um muito melhor pai. E, só não digo excelente, para que não me caiam os dentes todos. ;)))

É por isso que, quando se fala em aborto e na sua despenalização, o factor imaturidade, quer da mulher quer do homem, que não pretendem ter aquele(a) filho, me parece que deve ser tido em consideração. Não como uma forma de planeamento familiar, mas como uma forma de obviar, em casos extremos, o dobrar do cabo das tormentas para esses jovens e para o filho(a) que está sujeito a nascer sem ser desejado.

yulunga disse...

E claro que "nosso único problema é sofrerem de uma aterradora saúde" esta frase é apenas a ponta do novelo que o Dr. quer que desenrolemos.
Por mim começo já.
Volto ao ex da minha amiga.
O petiz quando é chamado à atenção, e nos dias em que a vida não lhe sorri, por vezes entre dentes para além duns safnões dados no ar, ainda largas uns dasss.
Nem uma palmada na hora certa. Muitos gritos por parte da mãe.
Os gritos são tão habituais que uma voz mais alta ou firme já não surte efeito.
As palmadas? São de todo desaconselhavel. Pode traumatizar a criança.
Para mim o que traumatiza a criança é ter tudo de mão beijada, é não saberem lidar com um não,não saberem lidar com a punição, é acima de tudo não terem a presença e a atenção dos pais para os beijos e para os estalos se for caso.

PortoCroft disse...

adenda ao último parágrafo:

Sem ser desejado ou num momento indesejável.

Tão só, um pai disse...

Yulunga,


Também dei umas "palmadinhas", e vinha-me um sentimento de culpa ... como se morresse por dentro.

Como podemos bater em algo que quisémos e foi feito com tanto amor. E que amamos tanto?

Antes os gritos ... e mesmo esses deverão ser muito contidos.

Com a idade, tudo é relativizado. O que antes constituia fonte de ansiedade, hoje é motivo para um sorriso.


E os avós ... são uma peste pior do que os netos ...

TSuP

noiseformind disse...

Para não me chatear mais em restaurantes comprei quota num e quando apanho com miudagem mal-educada é só mostrar-lhes a porta de saída a eles e à família que, entre indignações várias, lá se calam. Se as pessoas não têm mão (sim, com chapadas e tudo) nos filhos então que não os tenham. Claro que há sempre restaurantes "da família" em que esta regra é inaplícavel. Por exemplo no Marujo quantas vezes não fui eu chatear o Sr Pinto da Costa, chegando-me ao ponto de me sentar ao lado dele a discutir o problema de ter largado o Domingos ou de ter permitido a saída prematura do Kostadinov sem que ninguém me tivesse mandado sequer calar? Claro que o meu pai ser cliente filial do tasco muito ajudou para que ninguém tivesse a lata de me pôr no meu lugar.

E além disso há restaurantes e restaurantes. Por exemplo, se se vai à Cufra não se pode esperar silêncio monástico, se se vai a um chinês não se pode esperar uma paz beneditina. No Al Forno por exemplo, local típico de amantes de diversas idades e apaixonados em diversas fases da relação é de contar com mais paz. Já o Varanda da Barra tem avacalhado mais e mais, refugio-me mais no Varanda do Sol.

Agora, toda e qualquer pessoa num restaurante tem o direito a comer em paz e ter ambiente para conversar com os seus convivas. Por exemplo: o facto de andarem miúdos a correr pelo restaurante À volta das mesas, é um daqueles casos em que a autoridade dos pais é insigne, de tão nula. Gritam-lhes para se sentarem, depois ameaçam bater-lhes, depois ás vezes batem-lhes mesmo, e o que antes era incómodo pelos risos passa a ser incómodo pelo choro de super-ego infantil repentinamente deprimido.

Aliás, a forma como as pessoas se comportam num restaurante em adultas tem muito a ver com a forma como lhes foi permitido comportar em crianças. Uma pessoa que tem o telemóvel à frente e mesmo assim o deixa com o toque no máximo, que depois de atender fala como se estivesse a tentar ser fisicamente escutada pelo interlocutor, que berra para os empregados, é claramente alguém que vê o restaurante como local de rédea-solta e nele nunca encontrou limites.

Portocroft, e digo-te já, a chapada, se não fôr aplicada como forma de penalização acumulada mas no momento da "primeira infracção" e com explicação veemente e não com gritos desordenados e peixeiros, continua a ser a mãe espiritual de uma educação responsável:))))))))))

Pq não acredito que um pai que ama o seu filho queira que ele cresca num mundo sem limites e não lhe custe pelo menos tanto como custou À criança tal reprimenda. Agora deixar andar o miúdo horas naquilo e depos ir lá e dar montes de safanões como tenho visto nos sítios mais in do meu Porto e de Lisboa ou Braga é totalmente despropositado, pq a cirnaça n vê ali a causa-efeito- andava ali a tanto aos saltitos, pq agora?

Abraço e bom almoço (sugestão para evitar famílias largas, vão a um vegetariano, o Nakité raramente tem balbúrdia)

Peter

noiseformind disse...

Portocroft,
Avós como fiéis da balança?
Mais depressa a Flockhart deixava de ser anóretica pá:)))))))))))))

Tão o Éme não disse logo no nascimento do primeiro neto: "dos palavrões e dos rebuçados trato eu?" Portanto tás a ver, e támos a falar do psi dos psis e de todos os portugueses:)))))))))))

PortoCroft disse...

Peter,

Sabes que, aqui há coisa de 1/2 anos pouco mais ou menos, houve um debate acérrimo e polémico, como não podia deixar de ser, sobre o 'Don't Smack The Children'.

Diziam alguns que o 'Smack' causa traumas nas crianças e blá blá blá.
Isto, num país, onde os pais podem ser responsabilizados criminalmente por tudo e mais alguma coisa que um filho faça enquanto na menoridade.

Embora não seja a favor de tareias despropositadas, acompanhadas de gritos histéricos das mães e pais e, claro, dos choros enérgicos e pontuais incontinências nervosas das crianças, eu sou a favor dum bom 'Smack' no local e momento próprios. Ou seja, não é nos locais públicos que se educam os filhos, é em casa.

Admito que, vez por outra, possa me ter excedido. Uma palmada a mais ou com mais força. Mas, posso te dizer que, dos muitos motivos de orgulho que tenho dos meus filhos, o de nunca me terem deixado ficar mal onde quer que me acompanhassem, é um deles.

A minha filha mais velha com 3 anos e 1/2 já comia à mesa, de faca e garfo e com um comportamento irrepreensível para a idade. O mesmo em relação a todos os outros.

Hoje em dia, com os mais novos, admito que puno muitissímo menos fisícamente. A palmada na bunda é rarissíma e só acontece em casos extremos. Mais maduro, tenho mais tempo e mais disponibilidade para o diálogo com eles, e isso faz muita diferença.

Mas, também sou capaz de admitir que, quando for avô, se calhar serei o primeiro a incentivar as travessuras dos meus netos. ;))))

noiseformind disse...

Exacto, a punição fora de um contexto específico é terrível para a crianças, pq não lhe mostra comportamentos, não lhe indica limites. Se calhar em casa o puto voa da cadeira quando quer para fazer o que quer e ninguém lhe diz nada, pq haveria de se conter no restaurante? É para a criança não faz sentido, até vai detestar os restaurantes se a assimetria de tratamento dos pais for assim tão grande. E mais, vai assimilar a educação como uma coisa para "consumo externo" e não do dia a dia e no trato regular com os outros.

Peter

Quanto aos "meus filhos", Deus NSJC me livre de tal castigo. Espero por eles na altura em que tiver a vida bem vivida e calma e tempo para os manter na asa. Sempre ouvi falar muito bem dos pais tardios, a começar ali pelo Éme, que do dele só diz maravilhas :)))))))))))

Lá para os 90, ainda irei a tempo?

looooooooooooool

Peter

PortoCroft disse...

Peter,

Mas, nem duvides que só estamos preparados para ser pais, para aí a partir dos 30/35, muito raramente antes. Podemos até procurar fazer o nosso melhor mas, o nosso melhor, regra geral, é curto.

Pensava que me ías falar da minha última afirmação, o de eu-avô, provavelmente, ser o primeiro a incentivar as travessuras dos meus netos. Mas, vá lá, escapei. ;)))

noiseformind disse...

Nada disso, nada disso, os avós estão lá para isso mesmo e muitas vezes são a única fonte de afecto e atenção para os netos. Os pais muitas vezes estão perdidos em carreiras, em afazeres, na impossibilidade de compreenderem os filhos. Se não fosse esse excesso dos avós como seria possível ás crianças crescerem com fé no amor?:))))))))

Man, eu pai só lá para os 60. Aidna tenho 20 anos de vida pela frente, já to reformado, vou gozar a paternidade com toda a sapiência (E as quinquagenárias aos pulos, "ele tá a reconhecer que a idade é um posto, até que enfim aprendeu") que os anos certamente me trarão. Mas nesta fase da minha vida quem me tira as orgias na piscina tira-me tudo e isso não é compatível com ir deitar as crianças a horas e ler-lhes a história de adormecer e meditar depois sobre o milagre que é a concepção n achas?

Peter

yulunga disse...

Noise é isso mesmo. A palmada certa na hora certa, o castigo certo no momento exacto. E tudo a começar em casa.

PortoCroft disse...

Pois é Peter,

Será que os avós são assim tão indulgentes com as travessuras dos netos, apenas e só por amor ou será que o fazem para irritar os pais e, com isso, dizerem aos filhos, ainda que indirectamente: Hey!...Sou eu o teu pai. Estou ainda aqui vivinho da Silva?

Não será uma forma de nós-avós, reclamarmos atenção dos nossos próprios filhos? ;))))

Rosa disse...

Portocroft, Noise

As crianças são apenas isso: crianças. E não há erro educacional maior que esquecer-se disso e pretender que se comportem como adultos em miniatura.
Quanto às palmadas, considero-as bastante graves (o que não significa que vá cair o Carmo e a Trindade se algum dia perdemos a cabeça e lhes damos uma bem dada). Considero-as graves não pelos possíveis traumas que possam causar na criança - isso parece-me tudo treta de psi, não? :) - mas pela mensagem que transmitem: ao darmos uma palmada numa criança estamos a ensinar-lhe que o uso da violência é tolerado na resolução de conflitos e que a lei do mais forte prevalece. Resumindo e baralhando, parece-me tudo uma questão de respeito. E elas são tão merecedoras do nosso como nós do delas.

Ps: Desculpem lá se está muito denso, mas, talvez por deformação profissional :), as crianças são um assunto que me toca especialmente.

noiseformind disse...

Eh Portocroft, para entarmos por aí tenho de ligar o psicómetro e começar-te a cobrar uma sessão. Mas eu começaria a dissecar essa questão com uma das palavras que me são mais queridas: depende.

Depende da relação do pai com os filhos, depende se é uma pai ou se é uma mãe, depende da actividade social dos pais que lhes permita ter uma vida própria descontextuzlizada do ambiente familiar e autónoma e sabes que se isso hoje em dia é mais frequente, os cotas continuarem a socializar é certo que não socializam tanto como pessoas de 30 para quem é quase obrigatório a saída.

Um pai reformado em casa com um grupo de amigos extremamente escasso vai ter certamente uma disponibilidade hard-bonned maior para estar com os netos do que um pai que apesar dos 60 e tal ainda trabalha, tem não sei quanto shobbies, faz 3 viagens no estrangiero por ano, quase todos os fds refugia-se com a companheira em recantos do país ou em espectáculos. Quer dizer, sobre estas duas estruturas podemos depois construir vários cenários fazendo variar a relaçao que existe entre pais e filhos tendo em vista a partilha do contacto com os netos, que vai desde pais e filhos com relações distantes que os netos unem e fazem redescobrir uma nova proximidade (não andou o Éme a dizer em várias crónicas e em Vários momentos que viveu "alegremente ensanduichado" entre os pais e os netos depois do divórcio?) e há pais e filhos que depois de uma intensa participação dos pais na infância dos ganapos, não completamente desinteressada tb do lado dos pais visto terem ali uma ama gratis, na adolescÊncia depois perdem muito do contacto com os rebentos.

E pelo meio destas novas construções sistemáticas temos outras, muito comuns, de visitas rituais dos filhos aos pais, que são extremamente comum nos meios nã-urbanos. A romaria de fds em que a casa dos avós se enche de tropelias várias. Ainda há um certo pudor dos avós mais conservadores em visitar os filhos, têm a convicção de que os filhos os "devem" visitar, coisa que os filhos muitas vezes até agradecem, ficando assim livres um pouco dos deveres domésticos que o casal de "avós babados" toma a seu cuidado.

E cá, está, uma destinça desinteressada deste teu amigo, não te esqueças. conta 365.353.245.543.0003 da UBS, 90 euros loooooooooooooooooooool
loooooooooooool loooooooooooooooool

noiseformind disse...

"não pelos possíveis traumas que possam causar na criança - isso parece-me tudo treta de psi, não? :) - mas pela mensagem que transmitem: ao darmos uma palmada numa criança estamos a ensinar-lhe que o uso da violência é tolerado na resolução de conflitos e que a lei do mais forte prevalece."

Rosinha, amiga, deu cabo do seu próprio argumento. Então diz que as crianças são apenas crianças e que isto de avaliação de traumas é treta de psis e depois diz que elas conseguem abstrair um pensamento tão complexo de uma chapada? Precisamente pq são crianças não o fazem, as suas mitografias correm noutros leitos. São crianças, logo para eles a chapada é o reforço da admoestação e que não afecta o amor filial que os pais lhes têm se este continuar a ser expresso. Estou a falar da tal chapada propedeutica e não da chapada a que se seguem duas ou três e deslocadas no tempo e espaço. É como a violência entre crianças, que tanto é diabolizada como exonerada. Tratam-se essencialmente de gestos arugmentativos, ou não brincassem logo juntas as crianças mais novas depois de chapadas mútuas.


mas isto é treta de psi claro, como nós sabemos, normalmente depois de uma chamada a resposta da criança é "que acto tão irresponsável da tua parte mãe, estares-me a mostrar que a violência é uma solução. Se eu soubesse os números ia já ligar para o 112, prefiro um lar de acolhimento que isto":)))))))))))))))))))))))

Peter

PortoCroft disse...

Rosa,

Não se trata de pretender que se comportem como adultos em miniatura. Trata-se de que aprendam a se comportar nos locais próprios. Num jardim, numa piscina, numa zona de recreio infantil, podem e devem dar largas ás suas travessuras.

Pois, essa é a discussão do 'Smack' a que me referia. Mas, o que se esquecem é que, assim como há pais e pais, há filhos e filhos. E alguns filhos são autênticos 'demónios à solta'.

É evidente que é sempre preferível não se chegar a esse ponto. Mas, contínuo de opinião de que um 'Smack' em criança evita muitos dissabores pela vida fora. A eles e aos pais.

Anónimo disse...

Estou atónita!! Não é que pela primeira vez estou em pleno acordo com o sr noiseformind. Aliás, nem tenho nada mais a acrescentar a não ser (claro tinhamos de ter 1 divergência - tb não seria normal concordar com ele em tudo), que ser pai só aos 60 ou aos 90, sr noiseformind,...nem sabe as coisa boas que vai perder.
Portocroft é isso mesmo "não é nos locais públicos que se educam os filhos, é em casa."
Boa tarde para todos

Maite

PortoCroft disse...

Peter,

90 euros? Só? bahhhhh...isso gasto eu em cigarros por semana. ;))))))

PortoCroft disse...

Olá Maite,

Não aconselho a fazer perguntas ou, indirectamente, a solicitar considerandos, poque o Peter hoje está a cobrar. ;))))))))

Rosa disse...

Noise, amigo,

É através de pequenas palavras, gestos e atitudes diárias que se constroem personalidades. Não se trata de "abstrair um pensamento", mas sim de enraizar um comportamento, pela força do hábito, da repetição. E quanto às chapadas mútuas entre crianças, que logo a seguir brincam juntas, convenhamos que, além de serem de igual para igual, acontecem também porque foi esse o exemplo.
E não precisa de recorrer às caricaturas. Elas só se aplicam em opiniões fundamentalistas, o que não é, de todo, o caso da minha.

yulunga disse...

Portocroft os avós podem e devem participar na ajuda dos netos e mais ainda na maturidade dos filhos para que sejam bons pais. A responsabilidade da educação deve ficar a cargo dos pais. Os avós já forma pais uma vez, não se devem tornar a ama seca dos netos, visto terem chegado a altura de viver em tranquilidade. E importante os filhos assumirem-se como pais e respeitarem o tempo e o espaço dos avós

PortoCroft disse...

'mas pela mensagem que transmitem: ao darmos uma palmada numa criança estamos a ensinar-lhe que o uso da violência é tolerado na resolução de conflitos e que a lei do mais forte prevalece.'

Rosa,

Pego nesta frase, só para sublinhar isto:

As crianças têm que ser educadas para uma sociedade onde impera a lei do mais forte. É o tipo de sociedade que herdámos e é também a que lhes vai ser legada. Esquecer isto, não me parece ser o melhor caminho para prepararmos os nossos filhos para a 'selva' que os espera lá fora.

yulunga disse...

Rosa quando falei de palmadas é uma palmada apenas na hora certa. O meu pai deu-me duas apenas. Usava mais o castigo, que sim esse doi de outra forma. Ainda me lembro de todos.
E não, não sou traumatizada

PortoCroft disse...

yulunga,

Eu sou, sempre fui, contra um influência de tal forma excessiva, por partes dos avós, que colocasse em causa a autoridade dos pais.

Mas, acho que a presença e participação dos avós é extraordinariamente importante para as crianças. Porque, quanto mais não seja, eles representam as fundações desse casulo que é a família.

noiseformind disse...

Maite, isto é mesmo assim, uns dias em desacordo, outros dias de acordo, um pouco como o PS e o Bloco de Esquerda, mas acima de tudo filhos da mesma Revolução Cultural:)))))

Portocroft pá, então pronto... já é mais uma semana de vida que te dei, só disso já mereço um reverencial agradecimento. Eu sei eu sei, o praço do tabaco aí por terras de Sua Majestade não é brincadeira. Mas há por aí muito doto de confeitaria portuguesa que arranja isso a preços lusos, tens de te informar:))))))

Rosa, nenhum de nós é fundamentalista, aliás, eu se visse os netos do Éme no D'Oliva a fazer banzé não tinha coragem de os criticar, afinal trata-se da descendência directa do nosso quase-Prémio Nobel:))))) e ao génio tudo deve ser perdoado. Sei lá se ao interromper lá a balbúrdia não estaria a tirar inspiração para uma futura obra de Relevo????

; )))))

E agora deixo a vossa companhia, travail oblige loooooooooooooool

que é feito do Lobices pa?
nem parece dele esta longa ausência. E a andorinha tb anda desaparecida hoje.
Quer dizer, sendo ela de Guimarães e ele ali de perto do Douro, já estoua imaginar o ditado popular: "uma andorinha não faz a primavera, mas faz o Lobo uivar".

Serão eles o primeiro de muitos futuros "casais do Murcão"? A ver vamos looooooooool

Rosa disse...

Ah, Portocroft...

Enquanto as crianças forem educadas para viver numa selva, o mundo nunca deixará de ser uma selva... Tem que se começar por algum lado, não? :)

noiseformind disse...
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noiseformind disse...

Fogo, este comment saiu cravejado de erros ortográficos looooooooool

só me posso desculpar pela pressa

yulunga disse...

Portocroft, claro que a presença é essencial, mas não imputar-lhes a responsabilidade. Quem quer tocar guitarra tem que deixar crescer as unhas, não usa as dos outros

yulunga disse...

Noise, eu estou aqui meu pardaleco. Porque finges que anão me vês? Diz-me. Fala comigo

Tão só, um pai disse...

Concordo convosco no que toca a:

Educá-los em casa (where else? - common sense)

Chamá-los à atenção sempre que necessário e evitar certas brincadeiras e correrias que ponham em perigo a sua segurança e o bem estar dos outros (bolas, é óbvio)

Não acho que seja imprescindível comerem de faca e garfo aos três anos e meio - nem motivo de orgulho. Prefiro que cultivem a imaginação, a comunicação, a sociabilidade e o àvontade numa mirídade de situações - ah, e que sejam ternurentos ...)

Não acho que seja imprescindível apanharem umas palmadas (vocês gostavam de levar reais pontapés no vosso real rabiosque, sim, agora, que já são adultos, só porque fazem tolices? não o acham humilhante? o que acham que sente uma criança quando leva uma palmada? - claro, se um gajinho ou gajinha me der um soco ou pontapé, leva troca)

Os avós são estragadores. Claro. Eu gostava de ser Pai e Avõ!

PortoCroft disse...

Rosa,

O facto de as prepararmos para enfrentar a 'selva' não impede que, de igual modo, as preparemos para viver em harmonia.

Se quiseres, e pondo as coisas a outro nível, o facto de se ser militar e estar preparado para fazer a guerra, não significa nem impede que o mesmo militar não esteja preparado para fazer a paz.

yulunga disse...

TSUP, olha eu sempre fui rebelde, que não sinifica mal educada. Levei umas quantas palmadas, que não me fizeram mal algum. E já adulta com 18 anos, estiquei-me um pouco mais e levei uma galheta no focinho. Julgas que me virei? Que discuti? Se a minha mãe a deu, com essa idade, só podia estar coberta de razão.

Tão só, um pai disse...

Yulunga,
... mas eu, nunca nem em qualquer situação, te faria uma coisa dessas ... que queres, és mulher ...

Anónimo disse...

“Um Homem Bom – O Esdrúxulo Espinho
Em Maio de 1940, enquanto que a França bolchevista se ajoelhava às patas de Hitler, 700 mil refugiados judeus amontoavam-se em Bordéus. Apercebendo-se da situação desesperada daquela gente, o cristão António de Oliveira Salazar dava ordens ao pessoal do consulado para darem com urgência os vistos. Vendo uma fonte extra de rendimentos, a ordem foi cumprida, mas atroco de 500$00 cada passaporte. E para ganhar ainda mais, o negociante diplomata parte para Bayone, vai até à fronteira de Henday e, com a sua caneta, assina a papelada….a troco de uma notinha. Quando Salazar é informado da situação, manda regressar o responsável e expulsa-o do Corpo Diplomático, obrigando-o a devolver o dinheiro. Ficará célebre a frase de Salazar: ‘Salvarei todos os que puder ‘”.
Milhas Ruah in “Espírito”, Revista Oficial da RIAPA, nº 1, 2005

www.riapa.pt.to

Rosa disse...

Portcroft

Não posso concordar contigo. Pegando no teu exemplo, imagina um mundo onde não existissem militares preparados para fazer a guerra...

yulunga disse...

TSUP, os filhos são como os anjos. Não têm sexo. Ou não transmites aos dois os mesmos valores?

Maria Lua disse...

Eu que pensava ter falhado completamente como mãe fico agora muito mais descansada ... se JMV falhou como avô que mal tem uma ilustre desconhecida ter falhado com mãe? ;-)
Claro que estou a brincar ... ainda consigo ir a alguns restaurantes (ainda bem que há muitos!!!)

yulunga disse...

Diz-se aos meninos: Tu filho sê macho, que é como quem diz come as filhas dos outros. Às nossas (salvo seja) metemos-lhes um aspirina entre os joelhos e dizemos por nada deste mundo a deixes cair.

PortoCroft disse...

Rosa,

Seria o mundo ideal. Mas, eu também defendo isso. Eu também acredito em tudo o que o John Lennon escreveu no 'Imagine'. Só que isso é utópico. E tens o exemplo da discussão que tivemos ontem sobre o uso da palavra tolerância. Enquanto os comportamentos forem de tolerância... haverão sempre pessoas, grupos e etnias que não se sentem aceites.

E agora, a partir disto, faz as extrapolações que desejares.

PortoCroft disse...

yulunga,

Não achas que um bago de arroz, seria mais seguro? ;)))))))

yulunga disse...

LOL

yulunga disse...

Portocroft não me tinha lembrados dos "magrinhos". Palavra que não estou a descriminar as maiorias

yulunga disse...

Discriminar

Rosa disse...

Portocroft,

Acreditar só não chega. É preciso agir. E começar já é metade de toda a acção :)

E agora tenho que ir almoçar! Divirtam-se!

yulunga disse...

Rosa, olha eu já nem almoço...

PortoCroft disse...

Ah!...Pois...Há procura de acção ando eu. ;))))

Bom almoço Rosa Sorrisos. ;)))

Tão só, um pai disse...

Ah ah ah, essa do bago de arroz ...

Yulunga, prefiro não bater

Tens razão, as crianças são como os anjos.

No entanto, talvez por outro e qualquer motivo, a minha forma de ralhar com a pequerrucha sempre foi diferente ... as razões também eram diferentes e, como veio com 4 anos de diferença (ou seja, mais tarde), as ansiedades educativas já estavam mais controladas (ou seja, EU estava mais velho e, julgo, um nadinha mais experiente)

yulunga disse...

Portocroft, pois... mas falava-se de educação. E nós estamos a abusar um pouco. Não sei mas adoro cerejas.
Pessoalmente acho que hoje em dia não se transmite valores às crianças e considero os pais muito permissivos à forma como os filhos os desrespeitam

yulunga disse...

TSUP o dialogo sempre primeiro. Sempre a resposta verdadeira aos porques, mas tudo o resto (palmada, castigo) também faz parte da aprendizagem. Isto na minha opinião claro. Convem ir lembrando isso.

LYS disse...

Noise, Porque não nos presenteia com uns pequenos excertos da sua prosa de ficção?
(É evidente que fiquei curiosa depois do que disse...)
P.S. Leu o MUROS do JMV, of course! O que achou? Ele deveria gostar de saber a nossa opinião sobre o livro. (Yulunga, Portocroft, Lobices, Rosa, Maite,Andorinha et coetera estão a ouvir?)

PortoCroft disse...

lys,

Estou na 'escuta'. ;))))

Rosa disse...

Lys,

Eu estou a ouvir, mas não li o MUROS... Portanto, népia de opiniões da minha parte! :)

PortoCroft disse...

Eu também não li. Outro dia, tentei encomender esse e outros dois, na loja online da Bertrand e arrepiei caminho. Mais de 1/3 do total eram despesas de envio.

De maneira que, quando aí for proximamente, compro. Quem sabe até consigo um autógrafo do Prof.? ;))))

yulunga disse...

Presente! Não li e estive aqui à seca. Vocês foram almoçar. Eu não. Fiquei aqui firme! Agora vou trabalhar. Bom debate

fun disse...

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"

Ah Camões
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo.

-----------

é do melhor!

Rosa disse...

Ó Yulunga, se tem que abdicar de alguma coisa, abdique do trabalho, nunca do almoço! :)

PortoCroft disse...

Rosa,

Para quem tem algumas dúvidas existenciais, essa é uma grande certeza. ;))))))))

Rosa disse...

Portocroft,

Eu sou ao contrário do Cavaco Silva. "Dúvida" is my middle-name! :)

PortoCroft disse...

Rosa,

E daí, não ser de admirar a quantidade de candidatos dispostos a colmatar essas dúvidas... ;)))))

Maria Heli disse...

Boa tarde! Encontrei o seu blog por acaso e...resolvi usar toda a minha "lata" para lhe pedir o favor de ir ao blog onde escrevo, recomendar-nos um livro!
É que no sábado, dia 23 de Abril, comemora-se, como sabem, o Dia Mundial do Livro. Assim, para que o assinalemos, lá no blog, pedi sugestões de livros. Espero pela sua - até me vou sentar - ;) e claro pela de todos que quiserem participar! obrigada :)

Anónimo disse...

Por ser de elementar justiça, venho por este meio confidenciar que não devemos sujeitar os demais comensais de um restaurante (ou o D'Oliva tem uma sala de ATL?) a partilhar as saudáveis algazarras dos "nossos", estejam eles, ou não, na idade adulta.

Um comensal

Urban disse...

eheheh, consigo imaginar, até porque lá tenho duas filhotas em casa que "sofrem" do
mesmo. Terríveis elas. Ainda bem!

andorinha disse...

Rosa,

Estou totalmente de acordo com os comentários que foste fazendo ao longo do dia.

Portocroft,
"..não é nos locais públicos que se educam os filhos, é em casa."
Também subscrevo.

Agora, deixem as crianças serem crianças; elas têm muito tempo para aprenderem a agir como adultos. E viverão depois mais felizes?
Não leram o meu comentário acima?:(

And last but not the least
Noise,
Deste pela minha ausência? Que bom!:))))))))))
Mas já devias ter reparado que nunca comento de manhã - de manhã tenho aulas e quando não tenho fico a dormir. Desse prazer não abdico nem pelo "Murcon".

E que insinuações torpes são essas acerca de mim e do Lobices?:))))))))
Não te metas com pessoas desta faixa etária, mete-te com gente da tua idade. Loooooooooool
Ou será que estás com ciúmes?!!

lobices disse...

...hi maralhal!...
...cheguei!...
...adorei ler-vos assim a todos de seguida; desde ontem que não punha aqui os dedos nas teclas...
...mas outras (e melhores) razões assim o "ordenaram"...
...pois é:
...primeiro:
...aqui não há vôos de andorinhas com uivares de lobos, óhh Peter
LOL
...quanto ao tema do post do amigo Júlio, deixem-me que vos conte uma história verdadeira passada comigo
...era eu um puto esperto, aí pelos meus 9, 10 anos, tipo reguila da 4ª. classe, quando num certo dia, em casa, falando com a minha mãe sobre um certo assunto de que já não me lembro, a verdade é que o mesmo se alterou de tom e catrapuz, levei uma estalada da minha mãe!...Ora toma que já almoçaste!...
...Este puto reguila que era eu, armado em chico esperto, armou-se em inteligente e querendo parafrasear o Cristo, virou-se para a mãe e disse-lhe:
Pois agora dá-me na outra face!... todo ele armado em bonzão!... e não é que ela, a minha mãe não me fez a vontade? Ai é? Catrapum!... Lá levei uma outra bofetada na outra face!...
...meninos(as): abençoada lição!
...serviu-me para o resto da vida
...ainda hoje me rio com isso mas ahh mulher dum raio!...


abraço a todos
beijinhos pra todas

inté manhã