Quarta-feira, Abril 27, 2005

A propósito de um comentário da Elisa.

Também acho que aqui falamos muito mais de política(s) do que possa parecer à primeira vista, as relações humanas estão cheias dela(s):). Neste momento leio o livro coordenado pela Lígia Amâncio sobre "Aprender a ser homem - construindo masculinidades". Cito: "... Com efeito, a masculinidade não constitui um atributo dos seres homens, tal como a feminilidade não é um traço das mulheres. Masculinidade e feminilidade constituem formas de pensar, dizer e fazer, socialmente construídas em diversos planos da vida em sociedade, incluindo os das relações entre homens, entre mulheres e entre homens e mulheres".
Sem negar diferenças entre os sexos ao nível biológico/comportamental (área bem mais invocada do que definitivamente(?) estudada), estou de acordo. E construção social implica política, na medida em que verificamos e aceitamos ou contestamos assimetrias, relações de poder, marginalidades, processos de normalização. Longe vai o tempo em que pensávamos afectos e sexo como ilhotas impávidas, ao abrigo das marés culturais. Pelo contrário, a sexualidade é um espelho privilegiado de sociedades que, em diversos tempos e espaços, organizaram políticas sexuais de modo a solidificarem e protegerem as ideologias dominantes. Basta comparar a chaveta heterossexual/homossexual, que nos hipnotizou nos últimos 150 anos, com a activo/passivo que preocupava Gregos e Romanos. Não são de modo algum sobreponíveis. A primeira faz depender a "normalidade aliviada" de alguém do sexo ("correcto") do parceiro; a segunda do seu comportamento e estatuto na relação sexual, seja qual for o sexo do outro.
Ups!, tenho de ir trabalhar, gente:)

130 Comments:

Blogger Rosa said...

Até porque em todas essas questões que menciona (masculinidade, feminilidade, afectos, sexo...) acaba por se incontornável o tão em voga "politicamente correcto" ;)

4:45 PM  
Blogger lobices said...

"...Basta comparar a chaveta heterossexual/homossexual, que nos hipnotizou nos últimos 150 anos, com a activo/passivo que preocupava Gregos e Romanos. Não são de modo algum sobreponíveis. A primeira faz depender a "normalidade aliviada" de alguém do sexo ("correcto") do parceiro; a segunda do seu comportamento e estatuto na relação sexual, seja qual for o sexo do outro..."
...
...permito-me subscrever
abraço

4:48 PM  
Blogger Elisa said...

JMV
O trabalho da Lígia Amâncio sobre as questões de género tem sido notável. O dela e de outras sociólogas (é curioso (ou sintomático?)... a análise das questões de genéro tem sido essencialmente desenvolvida por mulheres...)como a Karin Wall (ICS), a Virgínia Ferreira (CES), a Anália Torres (ISCTE), a Sílvia portugal (CES)... por exemplo. O antropólogo Miguel Vale de Almeida creio que também escreveu uma tese (que a Celta publicou) sobre as questões da construção da masculinidade. Como eu e a maior parte de nós que por aqui andamos, o Júlio deve ter livo o Segundo Sexo da Beauvoir... lá se dizia o que a Lígia Amâncio agora reforça: 'uma pessoa não nasce mulher, torna-se mulher. É a sociedade que produz esse ser'. empre subscrevi esta frase, crendo que a mesma se aplicaria aos homens também. O género (mais que o sexo) tem condicionado a condição dos seres humanos a todos os níveis... socialmente, económicamente, culturalmente e sim, também políticamente.

4:59 PM  
Anonymous Anónimo said...

Discordo do livro coordenado pela Lígia Amâncio ao afirmar que "Masculinidade e feminilidade constituem formas de pensar, dizer e fazer, socialmente construídas em diversos planos da vida". Isso é algo muito pobre para se dizer sobre homens e mulheres. Está cientificamente provado que os dois hemisférios cerebrais são diferentes nos homens e nas mulheres. Mais "espesso" um nos homens (mais virados para as ciências exactas) mais "espesso" o outro nas mulheres ( mais viradas para a sensibilidade e para a linguagem). Por isso fala-se tanto e tenta-se pôr em prática pedagogias diferenciadas não só ao nível dos diferentes estádios de aprendizagem como também da diferente capacidade de apreensão e aplicação de conhecimentos por parte de homens e mulheres. Acredito que o ser humano é um ser andrógino mas também penso que há nos homens mais caracteristicas ditas "masculinas" e nas mulheres caracteristicas ditas "femininas" e que não se deve apenas ao modelo de sociedade em que estão inseridos mas essencialmente a algo que nasce com cada um.

Maite

5:00 PM  
Blogger Elisa said...

E bolas, Júlio!!! Foi pior a emenda que o soneto... agora sim, arranjou pano para mangas e sarna para nos coçarmos. Diferenças de género? Ui... eu nem quero começar a falar, sendo uma feminista dedicada e tendo fama de ciclone, ainda colho algumas tempestades :)

5:03 PM  
Blogger Elisa said...

Maite
O professor salvaguardou essas diferenças... e a Lígia Amâncio tenho a certeza que as conhece. O género é amplamente socialmente constituído. Veja a situação das mulheres em todo o mundo... é só por serem do sexo feminino que ainda são tão descriminadas?

5:05 PM  
Anonymous Anónimo said...

Cara Elisa
Uma coisa nada tem a ver com outra.
Uma coisa é dizer que as mulheres vivem num mundo sob o poder dos homens e outra é afirmar que mulheres e homens são essencialmente iguais. Em relação ao 1º caso também eu sou a favor da igualdade de oportunidades na nossa sociedade mas com isso não quero dizer que eu queira precer-me com os homens. Aliás penso que as mulheres ainda não venceram essa batalha (há tão poucas em cargos de chefia) porque precisamente querem jogar o jogo dos homens e não se afirmam na sua feminilidade como algo que é tão "potente" como o "poder dos homens".

Maite

5:14 PM  
Blogger Julio Machado Vaz said...

Então não me lembro, Elisa?:) Tenho saudades dela e do velho Sartre! Os homens "masculinos" também não nascem, tornam-se...

5:21 PM  
Blogger Elisa said...

Maite
Estamos em acordo absoluto. Só não entendi bem é o que é que não tinha a ver com o quê...

5:23 PM  
Blogger Julio Machado Vaz said...

E claro que não me passa pela cabeça que homens e mulheres sejam "essencialmente" iguais, Maite. Não faria sentido com cérebros diferentes!

5:23 PM  
Blogger madeira said...

Maite, concordo contigo.
A forma de pensar/agir/reagir diferenciam-se entre masculino e feminino desde o momento em que são seres independentes, quiçá ainda dentro da mãe.
Como diz o povo, há coisas que estão no sangue.
Só posso concordar com a Elisa se admitirmos que uma pessoa, também, não nasce homem, faz-se homem. Para além das influências do meio em seu redor há um programa genético que irá ditar muito da sua forma de ser.
Posso ensinar um canhoto a escrever com a mão direita, mas este será sempre um canhoto.
Da mesma forma, um indivíduo que seja homossexual, por muita educação heterossexual que tenha será sempre um homossexual. E por aí adiante...

5:29 PM  
Blogger Elisa said...

Júlio
Nem mais! E pondo mais uma acha na fogueira... não será que também as mulheres reproduzem essa 'masculinidade' desses homens 'masculinos'? Não apenas por não terem capacidade ou oportunidade ou mesmo vontade de se imporem num mundo com (como disse a Maite) um tão potente poder dos homens... mas por, sobretudo pela via da educação, perpetuarem esses modelos de masculinidade (e de feminilidade)?

5:30 PM  
Blogger andorinha said...

Mais uma vez sou obrigada :) a concordar com a Elisa.
"Uma pessoa não nasce mulher, TORNA-SE mulher. É a sociedade que produz esse ser." Claro que sim.
Desde cedo que existem "normas" diferentes estabelecidas logo no seio da família para meninas e para meninos. O que a mim me entristece é que estes valores sejam normalmente transmitidos por mulheres, os seja, pelas mães.
"O género tem condicionado a condição dos seres humanos a todos os níveis..." - mais uma vez subscrevo.

5:32 PM  
Blogger Elisa said...

Andorinha...
ao mesmo tempo e em perfeita sintonia. :-))))
Mas foi a Beauvoir quem escreveu aquela frase, não eu.

5:34 PM  
Blogger andorinha said...

Elisa,
" E bolas, Júlio!!! Foi pior a emenda que o soneto..." Foi nada; eu acho que foi o post ideal para comentarmos depois de toda aquela discussão democracia vs ditadura.
Ele sabe bem o que faz.:)

5:36 PM  
Blogger Elisa said...

Andorinha
há pouco tive vontade de dizer que este foi o melhor post do JMV... mas como tem o meu nome 'on it' isso poderia parecer hum... suspeito. Mas que dá pano para mangas, lá isso dá.

5:39 PM  
Anonymous Anónimo said...

Caro Profesor, nada como um pouco de controvérsia para o fazer juntar-se a nós ;) E gostei imenso da sua ironia... ;)
Cara Elisa a menina é tão tolerante!!!! será que a tolerância não acaba por ser uma relação oblíqua???? ;)

Maite

5:40 PM  
Blogger andorinha said...

Eu sei, Elisa, também eu li a Beauvoir e o Sartre há muito, muito tempo.

Júlio,
Desta vez tenho que concordar consigo.:) - " Os homens "masculinos" também não nascem, tornam-se." Se a mulher é um ser "construído", o mesmo se aplica ao homem.

5:41 PM  
Blogger andorinha said...

Júlio,
Folgo muito em o ver tão interventivo.:) Assim é que se junta mesmo ao maralhal, senão nós é que partilhamos as nossas ruminações consigo, enquanto que o contrário pouco se verificava.

5:44 PM  
Blogger Elisa said...

Maite
ui... como devo entender esse comentário que, de repente, não me parece isento?
Sou tolerante? De facto... ou melhor, creio ser aberta a todos os pontos de vista... Não é uma relação oblíqua... mais uma (de)formação profissional que veio cimentar a educação e os valores de respeito pelos outros que os meus pais entenderam transmitir-me... Não creio que mereça que a discussão se volte para o meu carácter... ou para o carácter e a personalidade de qualquer dos intervenientes...

5:47 PM  
Blogger andorinha said...

Eu também acho que foi, Elisa e no momento adequado. Mas aí está também toda a inteligência e perspicácia do Júlio.
E o ter o teu nome o que é que tem?
Nada de falsas modéstias.:)))

5:47 PM  
Blogger Elisa said...

Andorinha
Não deve ter sido assim há tantooo tempo :)

5:51 PM  
Blogger lobices said...

...o que eu aprendo com todas as vossas intervenções!...
...bravo!...
...estou a gostar
...a sério
...continuem; eu cá não intervenho porque não sei como intervir; eu penso que se nasce macho ou fêmea porque essa é a única forma de preservar a espécie; o "resto" deriva de muitas coisas que eu não domino...
...a única diferença entre todos os animais existentes à face do planeta é que o Homem é o único que "discute" esse problema (se é que é um problema...)
...simplista?
...talvez
...desculpem lá...
...

6:00 PM  
Anonymous Anónimo said...

Andorinha
Às vezes a ingenuidade "mata"

Maite

6:00 PM  
Blogger andorinha said...

Elisa,
"...não será que também as mulheres reproduzem essa "masculinidade" desses homens masculinos...?"
Penso que sim, sobretudo algumas mulheres em cargos de chefia
, mas não só....
Pensam que só conseguem (ou será mais fácil) singrar e construir uma carreira profissional de sucesso se agirem como os homens, abdicando muitas vezes, se calhar, de se mostrarem tal como são, com medo que isso as desvalorize. Tentam "abafar" a sua parte feminina e agir como pensam que agiria um homem naquela situação.
Isto para mim continua a ser um indicador de que ainda nos valorizamos muito pouco. Quando é que perceberemos que mulheres e homens são diferentes, mas que diferença não significa inferioridade?

6:04 PM  
Blogger andorinha said...

Elisa,
Foi mesmo há muito tempo, a sério.
Li-o quando tinha 20 anos porque já nessa altura estes temas me interessavam imenso, "absorvi" avidamente essa leitura. Foi, sem dúvida, dos livros que mais me marcaram! Como já tenho 51, já vês, foi há uma eternidade.:)

6:07 PM  
Blogger andorinha said...

Maite,
"Ás vezes a ingenuidade "mata".
Essa não percebi, não percebi mesmo.

6:10 PM  
Blogger Elisa said...

eternidade? Não. Foi ontem ;-)

6:15 PM  
Anonymous Anónimo said...

Bolas, hoje devo estar muito hermética :))))) tenho dias....
Peço desculpa se pareci de alguma forma agressiva mas há certas relações ambíguas que não consigo
encaixar. (Será intolerância?)

Maite

6:21 PM  
Blogger lobices said...

...ontem?
...foi hoje
...o tempo não existe
:)

6:21 PM  
Blogger andorinha said...

Maite,
Se fui ingénua podias-me dizer em quê. Assim, como já te disse, fico sem perceber.

Elisa,
É simpático da tua parte dizer que foi ontem, quem dera:)
Mas foi um livro que me fez tomar pela primeira vez consciência de muitas coisas que na altura dificilmente eram faladas e que contribuíu imenso para a minha construção enquanto mulher.

Já reparaste que os homens estão com medo de "entrar"?

6:27 PM  
Anonymous tataranha said...

Bem, a minha intervenção irá ser muito simplista para este tema, mas cá vai. Não acredito em atitudes "masculinas e femininas", "homem e mulher" respectivamente. A sociedade tem têndencia a nos restringir, e ainda antes de nascermos destina-nos uma série de acontecimentos consoante o nosso sexo. E carregamos esse peso connosco, de uma maneira ou de outra.

6:28 PM  
Blogger Elisa said...

Não sei se será medo... Mas é pena que não entrem na conversa... assim a mesma fica 'desigual' rs

6:29 PM  
Blogger lobices said...

...to Andorinha:
...eu sou homem mas não estou com medo de entrar; simplesmente não consigo entrar...
...é um tema "estéril" para mim
...só isso
...lamento
:)

6:30 PM  
Blogger lobices said...

...to Elisa:
...exacto
...fica "desigual"
...porque somos "desiguais"
...porque tentar fazer crer que somos iguais?

6:31 PM  
Blogger lobices said...

...to All:
...mas que grande sensaboria não seria se não houvesse género...

6:32 PM  
Blogger andorinha said...

Maite,
"Devo estar muito hermética". Para mim, estás. Não estou a perceber rigorosamente nada do que estás a dizer.
Não é questão de estares a ser agressiva ou não.
"...mas há certas relações ambíguas que não consigo encaixar."
Relações ambíguas de quem com quem?!!!
Olha, Maite, se quiseres ser mais clara tudo bem, agora fazer com que as pessoas leiam nas entrelinhas essa não é a minha especialidade, confesso

6:33 PM  
Blogger lobices said...

...há que aceitar que existe masculinidade e feminilidade
...há que aceitar que um ser humano do género masculino possa ter atitudes que "pertencem" ao género feminino como o contrário
...há que entender que não é o meio que faz um homem ser masculino ou uma mulher ser feminina: eles já o são!...
...machismo e feminismo são outros conceitos
...que não os do género
...

6:34 PM  
Blogger Elisa said...

sexo... Lobices... sexo...
Claro que não somos iguais... mas em termos de condição social (direitos humanos sobretudo) não deveríamos sê-lo? Eu acredito que sim.

6:35 PM  
Blogger Elisa said...

Lobices, com certeza
Falava eu que isso não pode é estar na base da discriminação das pessoas, como recorrentemente tem estado.

6:37 PM  
Anonymous Anónimo said...

Andorinha mas a grande capacidade das mulheres é precisamente saber ler nas entrelinhas.
Não me deixes ficar mal ;)

Concordo em absoluto lobices.
Quando se começa a confundir uma coisa com outra dá o que se vê.
Personalidades com dificuldade de se afirmar.

Maite

6:39 PM  
Blogger andorinha said...

Lobices,

Eu nunca disse que homens e mulheres são iguais; disse apenas que diferença não deve ser encarada como sinónimo de inferioridade por parte das mulheres.

A todo o maralhal,
Uma vez que a Maite não responde, alguém é capaz de me explicar(se souber) a que é que ela se está a referir?
Devo ser mesmo ingénua, mas confesso que ainda não percebi.:(

6:39 PM  
Blogger lobices said...

...o post original do Profe versa uma questão inserta num determinado contexto, o de um livro da Lígia Amâncio... depois de o lermos na sua totalidade, talvez haja lá matéria para se dissecar; o que o Profe escreve é um excerto...
..."...a masculinidade não constitui um atributo dos seres homens... mas sim formas de pensar, agir...etc..."
...não estou de acordo
...para mim
...a masculinidade é um atributo do macho como a feminilidade é um atributo da fêmea
...que, depois, a sociedade em que se inserem lhes "atribua" outros conceitos e deles nasçam novos atributos de masculinidade e/ou feminilidade, isso já é outra coisa
...o belo do ser humano, o belo do Homem, é existirem como uma Dualidade para formarem o Par
...é este, o PAR que constitui a base do sistema da preservação da sua própria espécie
...os "enfeites" são outras coisas, outros conceitos, outras analogias, outros atributos, outras formas de ser e de estar, de agir, de pensar, etc...
...como eu adoro a mulher não só como a minha parte dual com a qual eu posso formar o par mas também pelo facto de ela ser fêmea...
...

6:43 PM  
Blogger Elisa said...

Maite
eu costumo escrever sem pó nas entrelinhas. Parece-me sempre a melhor solução. A si não? Não sei porquê mas parece-me que toda essa conversa tem a ver comigo... e não com o post do JMV onde, aliás, a questão das assimetrias de género e não só estavam presentes.
Mais ainda, não tenho muitas dificuldades em afirmar pontos de vista, mesmo porque não passam disso mesmo: pontos de vista. Têm o valor que têm, à semelhança dos seus e dos de qualquer outra pessoa. Se tem alguma coisa a dizer-me, diga directamente... sem entrelinhas nem pó nas ditas. Acredite que eu faço-o sempre. Mas deve ser, evidentemente, por ter dificuldades de afirmação.

6:45 PM  
Blogger andorinha said...

Maite,

É a última vez que abordo este assunto.
As mulheres terão uma enorme capacidade de ler nas entrelinhas, mas eu, apesar de ser mulher, não tenho.
E se não percebo uma coisa gostava que me explicassem. Não tenho a presunção de perceber tudo.
E não te preocupes, se a "deficiência" é minha e só minha, como iria eu deixar ficar mal as mulheres?

6:48 PM  
Blogger andorinha said...

Elisa,
BOA, é isso mesmo.
Também não consegues ler nas entrelinhas?
Somos a "vergonha" das mulheres.:)

6:51 PM  
Blogger lobices said...

...to Elisa:
...to Andorinha:
...
...somos todos iguais excepto por causa do sexo?...
...não, não somos todos iguais e apenas diferentes por causa do sexo
...existem muitas outras diferenças e ainda bem...
...o que vocês começaram a discutir foi a desigualdade entre os sexos... e isso não está implícito no post do Profe
...porém
...a desigualdade já vem desde a nascença e nos génes: a fêmea pressupõe desde logo e, por natureza, a submissão no acto sexual da procriação; o macho pressupõe a imposição pela força, pela necessidade da erecção como símbolo de um poder dado como natural ao macho mas tão somente como forma física do "animal" poder penetrar...
...isso, desde os primórdios foi sempre assim
...e é apenas isso que distingue o homem da mulher
...porém, ao longo da sua evolução nenhum macho deixou de actuar como aquele que "põe" e a fêmea nunca deixou de actuar como aquela que se coloca numa posição de deixar ser "posta"...
...ainda faltam muitos milénios para a evolução final
...ainda estamos nos primórdios da maturidade que ainda não temos
...estamos ainda a gatinhar
...quando entendermos que a entidade que conta é o PAR, aí sim, aí acabarão os conceitos das diferenças entre os sexos
...

6:53 PM  
Blogger Elisa said...

Andorinha
Creio que a Maite deve ter alguma coisa para me dizer... desde o comentário 'elisa a menina etc etc...' que tenho essa sensação. Costumo ser desempoeirada, nas entrelinhas e em tudo o mais... deve ser por isso que quando o pó se acumula entre as linhas tenho dificuldade em compreender. De qualquer forma, que é que isso interessa?

6:54 PM  
Anonymous Anónimo said...

Cara Elisa
Nem tanto (não seja tão egocêntrica ;) )
Mas já é a segunda vez que leio um comentário seu deste género neste blog. Porque será?
Por mim pode pensar o que quiser a meu respeito. Tem toda a liberdade de o fazer ;)

Maite

6:55 PM  
Blogger Elisa said...

Lobices
fizemos interpretações diversas do post do JMV. Eu entendi que era também das desigualdades de genéro, motivadas pelo facto de nascermos com sexos diferentes, que se tratava. Daí a questão da construção social da condição feminina e da condição masculina.

6:55 PM  
Blogger Elisa said...

Maite
um comentário, de que género? Não percebi a que se referia concretamente... se quiser ter a bondade de me esclarecer, agradeço, se não quiser agradeço também. Ora pois.
Não penso nada de si Maite, que haveria eu de pensar de alguém de quem desconheço tudo? Sou egocentrica, de facto, mas não sou completamente estúpida para ajizar sobre os outros num cenário de quase total ausência de dados sobre eles. Lamento desapontá-la cara Maite, mas sou de opinião que os juízos de valor e os julgamentos apressados sobre os outros e sobre as coisas, apenas nos conduzem à cegueira. A liberdade de o fazer tenho-a, efectivamente, mas escolho livremente não o fazer.

6:59 PM  
Anonymous Anónimo said...

Estou a adorar estas conversas herméticas de mulheres lol

Andorinha não me peças isso.

E agora vou retirar-me

Boa tarde
(Ah, não vou fugir, que nem vos passe pela cabeça :))) mas tenho mais que fazer obviamente.

Maite

7:01 PM  
Blogger Elisa said...

Antes de me 'meter para dentro e fachar a janela', deixo um endereço de um site, relativamente insuspeito e feito por pessoas nada egocêntricas, em que se podem ver vários exemplos (que podem chocar os mais sensíveis) sobre o modo como as diferenças biológicas (de sexo) afectam a condição social (de género) das pessoas.
http://www.amnistia-internacional.pt/

7:04 PM  
Blogger Elisa said...

Antes de FECHAR a janela por hoje, definitivamente (que a minha vida não é só isto, embora às vezes pareça)gostava de dizer que não encaro o espaço dos comentários como um espaço de competição. Creio que este espaço serve para trocar pontos de vista e que com eles podemos aprender... tenho aprendido bastante com quem costuma por aqui andar. Recuso-me a desaprender o respeito e a aprender a escrever com pó nas entrelinhas. É tudo.

7:10 PM  
Blogger andorinha said...

Maite,

Não tenho a subtileza nem se calhar a elegância da Elisa a dizer as coisas, mas digo-o de outra forma.
Os teus comentários hoje estão a ser totalmente descabidos e terei que depreender que, ou te falta coragem para dares os nomes às coisas ou às pessoas,ou então pretendes criar um clima de suspeição e por aí, minha cara, apesar de ser ingénua , não vou.
Por mim, esta polémica termina aqui; quanto mais "tempo de antena", pior.

7:14 PM  
Blogger andorinha said...

Elisa,
Posso assinar também o teu comentário das 7.10? É que mais uma vez é exactamente isso que eu penso. Isto para mim também não é nenhuma competição, não se trata de ver quem é , supostamente mais inteligente ou quem tem a melhor resposta ou quem é o detentor da verdade. É tão só um espaço que eu gosto de partilhar com quem também escreve sem pó nas entrelinhas.
É pena que um assunto que dava "pano para mangas" e que estava longe de estar esgotado tenha sido relegado quase para 2º plano por causa destas "alfinetadas". Mas enfim, se é isso que algumas pessoas pretendem da tertúlia, o que poderemos nós fazer?

7:22 PM  
Blogger Ale (mestressan) said...

Fiz em meu blog uma pequena homenagem a todos vocês, artistas do cotidiano! Obrigado por existirem na Blogosfera!

7:26 PM  
Anonymous Anónimo said...

Ao encontro do ‘Murcon’, dou com um fórum invadido pelo variado, inquieto e continuamente circulante oceano da sede de comunicação. E mergulho.

Às duas questões oceânicas que foram colocadas no post de JMV: “Masculinidade e feminilidade constituem formas de pensar, dizer e fazer, socialmente construídas (...)”

e “(...) a sexualidade é um espelho privilegiado de sociedades que, em diversos tempos e espaços, organizaram políticas sexuais de modo a solidificarem e protegerem as ideologias dominantes”,

contraporia as questões de N. Hanson em Patterns of Discovery, 1958, para quem os factos são tão impregnados de teoria quanto nós esperamos que as nossas teorias sejam impregnadas de factos – ou, os factos são pequenas teorias e as verdadeiras teorias são grandes factos.

Neste contexto, Goodman (1978) acrescentou que começamos, em qualquer ocasião, com alguma velha versão, ou mundo, que tenhamos à mão com a qual ficamos encravados até termos a determinação e a habilidade para a refazermos numa nova. A feitura do mundo começa com uma versão e termina com outra.

Diria que, este forum, que começou com a masculinidade e a feminilidade como formas de ‘construir socialmente o estar’, prosseguiu com a “organização das políticas sexuais de modo a solidificarem e protegerem as ideologias dominantes” e preparava-se para terminar com o conceito de que “a masculinidade é um atributo do macho como a feminilidade é um atributo da fêmea”.

Mas, puro engano, no debate destas magnas questões surgiu um atalho pertinente para “o modo como as diferenças biológicas (de sexo) afectam a condição social (de género) das pessoas” o que pode ser explorado no site da amnistia-internacional.

Efectivamente, a feitura do mundo começa com uma versão e termina com outra.

Esoen, agradecendo a permissão de anonimato

7:52 PM  
Blogger Tão só, um pai said...

... Caramba! Mas, afinal, o que é isso de ser masculino e ser feminino? O que é isso de ser macho e ser fêmea? O que é isso, a masculinidade e a feminilidade? Não somos machos e fêmeas desde os tempos mais remotos? E se hoje voltassemos à estaca zero, e tivessemos de fazer pela vida como caçadores em tribos nómadas, o que mudava "socialmente" na produção do macho e da fêmea? Ah, mas aí, o socialmente talvez fosse a natureza ... ou não?

8:13 PM  
Blogger PortoCroft said...

Boa tarde consulentes e 'consuladas',

Duplamente impedido de meter bedelho mais cedo, dada uma consulta médica primeiro, e o Blogger depois - desde as 19 horas que não me franqueia a entrada nos comentários -, ainda assim aqui vai o meu bitaite.

Li o 'post' e dei comigo a pensar nos meus miúdos quando eram pequenos. E, na realidade, que me recorde, desde muito cedo, as miúdas sempre se fascinaram por bonecas e trapos e os miúdos por bolas e carros.

Pelo meu lado, nunca tive a preocupação de os fazer o que quer que seja. A preocupação maior sempre foi a de deixá-los, e apoiá-los no que quizessem, ser. Mas, como é evidente, a partir do momento em que tomam consciência de si próprios, eles deixam de ser nossos. Passam a ser do mundo. E é esse mundo que, ainda que connosco por perto, os vai modelando de acordo com os conceitos sociais vigentes.

Nesse sentido, o que o Prof., a sua citada, a andorinha e o meu ciclone de eleição: elise escreveram, parece-me correcto. Um homem e uma mulher, não nascem, fazem-se. São o produto das interacções da sociedade em que estão inseridos. Para o bem e para o mal. Isto segundo os meus próprios conceitos de bem e mal, claro.

Mas, apesar dos conceitos e exigências sociais mudarem quase tão rápidamente quanto eu despejo as canecas de Guinness, tal não me impede de pensar que há aspectos no carácter dum homem que nunca poderão ser igualados por uma mulher e vice-versa e, nem todos os conceitos sociais juntos os poderão subverter. Carregamo-los e transmitímo-los nos génes.

9:03 PM  
Blogger António Luís said...

Convido o autor e os prezados frequentadores deste excelente Blog, a visitar o meu em: http://sentidospercebidos.blogspot.com

9:25 PM  
Blogger PortoCroft said...

A que horas começa a discussão?

Então eu paguei bilhete e tudo. O assunto é espctacular e fica tudo parado?

11:24 PM  
Blogger noiseformind said...

Esta mensagem foi removida por um administrador do blogue.

11:33 PM  
Blogger noiseformind said...

"... Com efeito, a masculinidade não constitui um atributo dos seres homens, tal como a feminilidade não é um traço das mulheres. Masculinidade e feminilidade constituem formas de pensar, dizer e fazer, socialmente construídas em diversos planos da vida em sociedade, incluindo os das relações entre homens, entre mulheres e entre homens e mulheres".

Éme, my dear, parabéns. O livro da Professora Lígia Amâncio chegou ás mesmas conclusões que

Psychoendocrine research on Sexual Orientation: current status and future options (1984)

Como apenas 21 anos separam as duas publicações, gostaria de dizer que é injusto dizermos que Portugal está sempre 30 anos atrasado em relação ao mundo. Conseguimos vencer uma barreira de 9 anos em relação à percepção comum. Nestas alturas que os últimos cravos de Abril são varridos das ruas rumo às respectivas lixeiras municipais são notícias como esta que nos animam: )))))))))))))

Já agora, para não pensarem que isso é o pior, cá fica um link para uma lição a dar a crianças de 14 anos no Canadá!!!!!!!!!!!!!!!!!!

LIGIA AMÂNCIO NO CANADA SERIA UMA BOA... PROFESSORA DE CICLO, INVESTIGADORA É QUE ERA MAIS COMPLICADO...


Em resumo. Temos a Professora Lígia Amâncio a descobrir a pólvora para as populações profissionais ou universitárias aqui de TugaLand e na América lições do programa normal de qualquer escola não sub-financiada que são tão ou mais completas que as conclusões que o nosso Deus tão bem copy pastou ; )))))))))))) o que em Portugal é vendido como Lebre sobre investigação e análise comportamental é Gato para grande parte do Ocidente desenvolvido. Nada contra a senhora, adoro mulheres baixinhas e tudo. : ))))))

25 de Abril para sempre? Não, vou mais pelo post da “Bitch”: “Eu digo que resta muita Democracia por cumprir”.

E tenho dito, maralhal amigo. :))))))))))))))))

11:39 PM  
Blogger AJFRM said...

Desejo Insaciável

Tudo quanto possuis te parece pequeno; tudo quanto possuo me parece grande. O teu desejo é insaciável, o meu não. Olha a criança enfiando a mão num jarro de gargalo estreito tentando retirar as nozes e os figos ali contidos: se enche a mão, não a pode tirar, e põe-se então a chorar.
- Deixa algumas nozes e poderás tirar as restantes!
Tu também: deixa o teu desejo ir-se embora, não ambiciones muitas coisas, que algo obterás.

Epicteto, in 'O Festival Da Vida'

Não será certamente nenhum de vós, nem entre todos, que enunciará o Graal desta questão.

O que porventura provavelmente mais perto terá andado foi um tal de Darwin... e tudo o que daí decorreu e decorre...

Mr Lobices,
sageja vem com a experiência,
bom caminho.

11:46 PM  
Blogger noiseformind said...

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11:52 PM  
Blogger noiseformind said...

Esta mensagem foi removida por um administrador do blogue.

11:54 PM  
Blogger circe said...

Estou baralhada com o meu género
misto, Portocroft!
Pelo que vou ouvindo por aqui - e
lá fora - sou fêmea anatomicamente, mas tenho um cérebro XY, como explicar...
visto saias de preferência - X enveredei pela Matemática, vulgo
ciências exactas - Y
na infância, construía carrinhos de
madeira e trepava às arvores e detestava bonecas - Y
adoro cozinhar e fazer tapetes smirna - X
raspo móveis e paredes e pinto a manta - Y
Sou livre - Y , mas não estou disponível - X
and so on,
será que vocês, amigas, amigos,
e, sobretudo, Júlio, percebem o que eu penso/como vivo os géneros -
masculino/feminino/ ou assim assim,
antes pelo contrário?
Ou seja, nasce-se XY, ok. Mas, perdoem-me os psis, os sociólogos e
antropólogos, não insistam nessa dos "moldes" - bonecas davam-mas aos montes, eu é que gostava de
carros e trotinetes e puzzles!

Mas também, não saí grande peça...:)

12:05 AM  
Blogger noiseformind said...

Já que estou a ser mauzinho, cá fica um nome e um link, para verem que não é de agora que uma génia se lembrou desta matéria e que de repente passámos para o topo da lista de publicações internacionais:)))))))))))

Ronald F. Levant

12:14 AM  
Blogger noiseformind said...

Eh pá Portocroft, tirei-te o comment 69. foi sem querer pá, até pq quando me fazem sexo oral gosto de estar a ver e essa posição a isso não ajuda. Os meus pêsames!!! ; )))))))

Peter

12:15 AM  
Blogger PortoCroft said...

;)))))

Circe,

Esse humor é que me mata. ;)))))))))

12:16 AM  
Blogger PortoCroft said...

Noise,

Eu sou mais pelo partilhar. ;))))

12:18 AM  
Blogger circe said...

Conclusão minha: o meu cérebro, com
as duas metades já aqui referidas,
é bué de espesso...
looooool loooooool looooool

grrrrr.....que ainda não sei fazer
bold, negrito, destaque, ou isso

(problemas de espessura, tão a ver?) :(

12:24 AM  
Blogger noiseformind said...

Oh Portocroft, eu bem tentei espevitar isto, até "insultei" intelectualmente a Ligiazita. Oh pá, mas se calhar exagerei, fundamentei demasiado bem e agora não há volta dar-lhe, hábito ganho em anos de congressos com 70 nacionalidades ao barulho, verdadeiras "Torres de Babel" onde só há tempo para um ataque directo, bem fundamentado e feroz. Mas pronto man, antes isso que estar aqui a puxar dos galões, como pretendia aquele(a) aqui há uns dias loooooooooooooooooool

E além disso isto sem gajas prós quinquagenários (Éme incluido) não puxa loooooool looooooool looooool loooooooooool looooooooooooooool looooooooooooool

Man, o trabalho chama. Se aparecer por aí alguém com uma ideia de jeito envia sinal de fumo, que é como quem diz, pega Fogo à Roda do Milénio looooool

Abraço a todos, over and out,



Peter

12:25 AM  
Blogger PortoCroft said...

Circe,

Mas, olha que tu não fiques chateada com o que os psis e os sociólogos e antropólogos dizem.

Eu, por exemplo, quando era miúdo gostava muito de bonecas.

E ainda gosto. ;))))))))))))))))

12:27 AM  
Blogger noiseformind said...

Circe... não suporto ver uma mulher a dizer que não sabe uma coisa. Seja no sexo anal, seja nas tags, gosto de ajudar; )))))))

COMO TAGAR

12:30 AM  
Blogger andorinha said...

Circe e Portocroft,

Elejo-os aos dois como os reis do humor nesta tertúlia. Merecem-no, sem sombra de dúvidas, palavra de andorinha.:)

12:31 AM  
Blogger PortoCroft said...

Andorinha,

A Circe é impagável. Já chorei de riso. ;))))))))

12:35 AM  
Blogger andorinha said...

Noise,
Até que enfim que fizeste alguma coisa de útil por outro ser humano.:)

12:35 AM  
Blogger circe said...

Pois eu, man, dei no oposto:
adorava "conduzir" os carritos que
"gamava" aos putos, e agora, ando
de bicicleta...;))))))))))

Então diz-me, como faço o bold?
Apetece-me um despique com o Lobices...

12:38 AM  
Blogger andorinha said...

Portocroft,
Mas agora que já foram eleitos, têm que justificar essa eleição todos os dias, ou seja, têm que nos deliciar sempre com esse vosso belo humor.
Até para que as coisas não fiquem tão cinzentas.

12:40 AM  
Blogger PortoCroft said...

Circe,

A porção de texto que queres que apareça a negrito, colocas assim:

< a letra B e >aqui colocas o texto < depois /B>

12:42 AM  
Blogger PortoCroft said...

Andorinha,

Hoje tive pena de não ter podido comentar mais cedo. Mas, tinha uma consulta marcada e depois o Blogger estava com problemas.

Mas, pela minha parte, está sempre tudo bem. Desde que não hajam arrogâncias.

O importante é que se discutam os assuntos e que se esteja de mente aberta. Ninguém sabe tudo. Sejamos humildes para aprender.

12:45 AM  
Blogger noiseformind said...

Andorinha sabes que eu sou assim… um verdadeiro chulo , ou seja lá como chamam a essas pessoas altruístas que ajudam as mulheres desinteressadamente

12:47 AM  
Blogger circe said...

Safa, Noise, espero que não cobres
esta lição, que eu já estou tesa,
as propinas levam-me o guito todo,
e além disso, Ich vershteen népia de inglês, ragazzo mio, ando a fazer a 4ªclasse à noite. Mas mais
vale à tarde que nunca, né?

Vou levar o cão à rua, volto já

12:58 AM  
Blogger noiseformind said...

Circe, jeg håper at De betaler i gjennomtrengningssamleie. Kanskje oral kjønn er ikke en dårlig start. Hva gjør De tror?

E mais não digo,mas ficou bem claro como se pode perceber pelo que disse logo no início do comentário q as minhas lições até são baratinhas:)))))))

1:04 AM  
Blogger andorinha said...

Portocroft,
Vou aproveitar também essa tua explicação sobre o negrito; tenho que aprender alguma coisa.:)
Bons sonhos, maralhal.

1:04 AM  
Blogger circe said...

Noise,
bons sonhos para ti também.

Andorinha,
estou a ver aqui grandes obstáculos
a essa eleição:

a) o PtCroft já é membro honorário
do Núcleo Duro, logo não pode acumular cargos (ainda ontem se
falava aqui no Estado de Direito...
b) não posso aceitar tal responsabilidade, pois que o poder
traz solidão e cria expectativas
no eleitorado. Diz-me lá como iria
eu desempenhar tais funções nos
dias em que acordo com "os azeites"
loooool looooool looooool

1:41 AM  
Blogger Lyra said...

Bolas! Não sei como tem tempo para isto. Mas ainda bem :-)

2:26 AM  
Blogger H. Blayer said...

Bem... Isto está ao rubro... Saí há pouco duma conferência com o Dr. Mário Bettencourt Resendes e com o Prof. Paquete de Oliveira...
Nos Açores, tivemos a sorte de termos um Ministro da República capaz (Laborinho Lúcio) de organizar um "Congresso da Cidadania" em que se fala (e falou) da "Cidadania Activa", em todas as ilhas dos Açores, mas mesmo todas, Corvo (com os seus 400 habitantes, +/-) incluídos. Nem vos passa quantas pessoas anónimas participaram ao longo destas últimas semanas em tudo o que se passou englobado neste Congresso, tudo o que se discutiu...
E conversar e debater e trocar argumentações é tão bom. Afinal, é disso que se trata. É por isso que venho aqui, ao blog do "Murcon" que me irrita pela simplicidade com que fala da complexidade dos outros. Mas que me irrita de forma positiva. Eu, abaixo assinado, exijo POST's DIÁRIOS, sem interrupção. Quem assina por baixo? :)

3:12 AM  
Anonymous Anónimo said...

Isso é comigo, Lyra?
Saiba que, além de dormir 4 horas por noite, desde os 5 anos, também "I can´t take my eyes off of
this blog and many others". :-))))
Um abraço, DamienLyra.

Circe

3:21 AM  
Anonymous Anónimo said...

Bolas Circe, 4 horas por noite??? Os seus pais devem ter passado as "passinhas do algarve" consigo.
Mas voltando ao ponto da situação de ontem.
Na minha opinião, masculinidade e feminilidade é um aspecto congénito(claro que há desvios, mas isso nem vou comentar) e ninguém me convenceu do contrário (aliás nem a mim, nem a outros). A prova desta minha opinião está bem patente nas atitudes reveladas nos comentários. É só repararem nas conversas das mulheres e dos homens e especialmente neste post isso é bem evidente (assim como noutros anteriores a este).
Aqui nos comentários confundiu-se género com carácter, e este dito num deles(como há outros) é sintomático disso mesmo: “não será que também as mulheres reproduzem essa 'masculinidade' desses homens 'masculinos'? Não apenas por não terem capacidade ou oportunidade ou mesmo vontade de se imporem num mundo com (como disse a Maite) um tão potente poder dos homens... mas por, sobretudo pela via da educação, perpetuarem esses modelos de masculinidade (e de feminilidade)?”. O carácter constrói-se, é moldado pelos modelos da sociedade onde vivemos e principalmente pela família onde crescemos....o género não. E no carácter não há distinção de sexo porque ou se é vertical, integro, se tem espírito de liderança, se é frontal etc...ou não.
Cara Elisa não se deve ser precipitado nem demasiado lento na descodificação da personalidade dos outros, sob pena de perdermos a oportunidade de interagir convenientemente com eles.
Eu não gosto de citar muitos autores, não porque não os conheça ou a sua obra, mas porque isso tirar-me-ia o prazer de dizer as coisas à minha maneira.

Um bom dia para todos

Maite

9:35 AM  
Blogger amok_she said...

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9:59 AM  
Blogger lobices said...

...só para vos desejar um bom dia a todos...
...

10:16 AM  
Anonymous Anónimo said...

Cá estamos, trocando matéria. Os blogs cansam mas não são inúteis.

Qq q seja a configuração, dão. E dão. E dão.

A doação é perigosa mas agradece-se. E grata. E grata.

Esoen

10:22 AM  
Blogger lobices said...

...é maralhal: a Circe quer um despique comigo em "grosso" vulgo bold...
...já estou a ficar aflito
...acho que me vou dedicar mais ao itálico ou será melhor o sublinhado?...
...quem majudaaaaaa???...

11:22 AM  
Anonymous Anónimo said...

Ah, e aos tretapeutas infecto-cosmopolitas que aqui nos acolhem e ajudam, gratuitamente.

Um grande bem-hajam

Esoen

11:32 AM  
Blogger lobices said...

...to AJFRM das 11.46 PM:
...
...terminou o seu comentário com um interessante:
"...Mr Lobices,
sageja vem com a experiência,
bom caminho..."

...
...meu querido amigo de Viseu: bo