quinta-feira, abril 28, 2005

A propósito de uma opinião do Portocroft

Não direi todos. Os Gregos, por exemplo, falavam de homens que não apreciavam os rapazes, numa sociedade que via essa atracção como "natural". Os homossexuais dos nossos dias crescem num banho cultural que os programa para a heterossexualidade. Isto para dizer que aceito a existência de orientações sexuais "fixas". Mas acredito que muitos de nós - a maioria... - serão capazes de se sentirem atraídos por pessoas, independentemente do seu sexo, numa cultura menos dicotómica, polarizada e com a mania de definir a identidade de cada um a partir das suas preferências sexuais. Considero esta forma de "sobrecarregar o sexo de significado" um erro de pesadas consequências.

58 comentários:

lobices disse...

Profe:
...a sério: não entendo a última parte (o último período)

Ale (mestressan) disse...

Eu acredito em um comentário de Rosa, Homem e Mulher foram feito um para o outro e definitivamente sou contra o preconceito, mas acho que, ser homem quando se é homem e mulher quando se é mulher não é forçar que os outros o façam! Acho que não teriamos esse problema se não houvesse o Pré-Conceito!

Julio Machado Vaz disse...

Lobices,
Peço desculpa pela falta de clareza. Queria dizer que somos a primeira sociedade a definir uma pessoa inteira pelas suas preferências sexuais. O sexo não é assim tão importante e omnipresente, dar-lhe tanto peso acaba por estragá-lo.

Anónimo disse...

Elisa e Andorinha para que conste e não era para me justificar do meu comportamento de ontem mas pelos vistos tenho que o fazer. Eu gosto de provocar as pessoas (admito), não para as humilhar mas sim para as conhecer. Humilhar alguém nunca fez, nem faz parte do meu código de conduta. Aliás, se repararem bem nos meus comentários, tenho provocado imenso certos comentadores e até o próprio professor JMV, com o mesmo objectivo. Acho que a Elisa não se deve ir embora (mas porque raio haveria?!!), ela tem as opiniões dela e eu as minhas. Não poderemos confrontá-las? Cara Elisa, afinal a menina também é intolerante! ;)
Está a ver? Eu não acredito que alguém seja totalmente tolerante e imparcial. Andorinha gostei da tua atitude de determinação ao responderes-me hoje. Meus caros, penso que é em situações limite que se conhecem verdadeiramente as pessoas e não nos movimentos rotineiros que temos a pretensão de controlar e que controlamos por algum tempo. Eu interessei-me por este blog precisamente porque é de um psi e creio que o que se pretende é, para além de comentar o post, mostrar as várias vertentes de que somos feitos.

Maite

lobices disse...

...Júlio:
...obrigado; sinceramente não tinha entendido o sentido; agora compreendi e... concordo plenamente
...abraço

Nia disse...

Agrada-me saber que sou capaz de amar pessoas, independentemente de serem homens ou mulheres

Ale (mestressan) disse...

Amar ou não mar não é a questão agora e sim a opção sexual e o rótulo que se imp~es nas pessoas em função de tal opção, conforme explica o professor! Concordo com ele. Sem Pré-Conceitos!

lobices disse...

...to Maité das 7.02 PM:
...não quero aflorar o teor do teu comentário porque o mesmo se dirige a 2 pessoas em concreto
...queria apenas dizer que estou de acordo com a última parte do mesmo em que dizes que:
...cito:
Eu interessei-me por este blog precisamente porque é de um psi e creio que o que se pretende é, para além de comentar o post, mostrar as várias vertentes de que somos feitos.
...
...na verdade, todos temos necessidade de nos expormos; isso faz parte de nós; todos os animais se exibem perante os outros para, no mínimo, dizerem: presente!...
...o Homem não foge a essa regra e este Blog do Profe JMV foi uma espécie de "salva-vidas" das expressões então contidas no mais profundo de nós...
...o blog Murcon é um divã virtual e como tal deve ser apreciado e participado...
...devemos tolerar os que para aqui vêm chorar ou rir; os que para aqui vêm gritar ou calar; os que para aqui vêm de cara aberta ou escondida, os que para aqui vêm refrear ou pavonear o seu ego...
...eu venho porque preciso de falar e escrever como preciso de respirar; eu venho porque preciso de gritar; eu venho porque preciso de rir; eu venho de cara aberta; eu venho pavonear o meu ego; eu venho pela simples razão que posso optar por vir ou não vir; essa é a minha (a nossa única propriedade: o poder de optar...) única posse...
...enquanto a porta estiver franqueada eu estarei presente
...com amizade
...com prazer
...com alegria
...com um sorriso
...com amor
...

Ale (mestressan) disse...

Maite,

Você também foi homenageada em meu blog! ;) que bom sou livre para considerar todos meus amigos, mesmo sendo a opinião de alguns que a amizade não pode ser feita aqui. Eu sou fácil de gostar das pessoas e podem ter certeza, gosto de quase todos aqui, conforme disse em meu blog. Se eu fosse homossexual o seria com total força, me entregaria completamente sem nenhum medo dos rótulos ou mesmo se eu fosse bi...bem, na verdade em tudo o que sou, procuro ser o melhor que posso de mim mesmo! ;o) - Um beijo a todos!

yulunga disse...

Jesus Cristo, Maria José!
Palavra que estou atrofiada com tantos anónimos e ofensas estuporadas e porras do género.
Vamos lá ser um bocadinho adultos, mas só um bocadinho.
É lógico que não temos que partilhar as mesmas opiniões e devemos defendê-las com unhas e dentes, gritos, murros na mesa, no Pc e no diabo a sete, mas devemos deixar de lado a ofensa, apenas por ofender.
O Dr. Murcon como pessoa não é mais nem menos que eu ou que qualquer outro, mas como figura conhecida merece um pouco mais de respeito, porque ele apesar de não ter aqui a sua foto dá a cara de outra forma.
Não sabemos quem lê isto e de que forma se pode tornar prejudicial ao Dr.
Podemos e devemos falar de tudo abertamente.
Podemos "chamar os bois pelos nomes", mas não "nomes aos bois".
E como estou a deitar fumo pelas ventas fico-me por aqui.
Boas blogadas maralhal

Ale (mestressan) disse...

Yulunga,
Já estamos "resolvidos" - não há mais blogofensas, hehehe - ;) - Todos nos amamos! ;) Um beijo

yulunga disse...

Elisa, e tu moça volta, que a nossa conversa sobre politica ainda não acabou, ai não, não.
Empirismo vs. Racionalismo
Senso comum vs. Razão
Experimentalismo vs. Cientifico
Simples vs. Complexo
E agora sabendo que és socióloga, este blog terá muito a ganhar com a tua participação e com aquilo que podemos aprender e partilhar.

yulunga disse...

Ale, estou como o Portocroft: Em pulgas.
Até amnahã a todos

Anónimo disse...

Caro professor JMV
Não concordo, em absoluto, com essa ideia de que "Os homossexuais dos nossos dias crescem num banho cultural que os programa para a heterossexualidade." Acho que hoje dificilmente programamos o que quer que seja a não ser programas informáticos. Nunca, nestes últimos séculos, como actualmente presenciamos comportamentos tão díspares e as pessoas se "dão ao luxo" de exibir formas de pensar tão livremente. Por isso não acho que o "banho cultural" a que se refere, interfira com a desejada orientação. Acho apenas que os homosexuais utilizam formas de protesto senão ridículas, pelo menos folclóricas o que não abona a seu favor. Eu não sou contra nem a favor da homosexualidade. Cada um é como é, e se acha que precisa de mais espaço na sociedade que lute por isso. Agora não esperem que eu lute por eles, era só o que me faltava!

Maite

Ale (mestressan) disse...

Homo
Bi
Trans
Hétero
Metro
O que importa é que todos somos SEXUAIS! Viva o SEXO! ;o)

PortoCroft disse...

Prof.,

Não sei até que ponto poderemos aceitar que, na globalidade e não apenas nas elites, o comportamento homossexual, fosse considerado 'natural' pela sociedade grega de então. Como o Prof. sabe, bem melhor que ninguém, a maior parte das vezes, os comportamento das elites dum país estão em muito desfasadas daquilo que é aceite como 'normal' pela plebe. Mas, como aos nossos dias só chegam relatos dessas elites, talvez estejamos a cair no erro de aceitar tal como um facto absoluto, na globalidade da sociedade grega de então.

Não estou seguro que uns tenham, mais do que outros, tendências - se calhar o melhor seria usar a palavra capacidade - para aceitarem, com naturalidade, uma atracção por pessoa do mesmo sexo. Mas, acredito que, à partida, tendo os constrangimentos sociais certos, sobretudo durante os anos chamados de menoridade, todos temos, potencialmente, muitas probabilidades de nos vermos confrontados, senão com atracção sexual, ao menos com a probabilidade de prática de sexo homossexual puro e duro.

E concordo que, a sociedade onde as opções sexuais estejam relativisadas, o potêncial das pessoas - suposta ou na realidade - oprimidas pelos seus impulsos sexuais, será muito mais sã.

PortoCroft disse...

Maite

Porquê esse nós e eles?

Então não acha melhor que todos os cidadãos se sintam perfeitamente integrados na sua própria sociedade, de nascimento ou acolhimento? Não lhe parece que a sua sociedade será muito mais saudável aceitando a deles na sua plenitude? E não valerá a pena a sua sociedade lutar por isso?

Voltamos à frase do Zapatero:

"Digam, olhos nos olhos, aos espanhóis homossexuais que são cidadãos de segunda."

Anónimo disse...

Caro Portocroft
Quem tem a ousadia de ser diferente também tem de a ter para lutar. Como sabe nada na vida nos é servido de bandeja. Pelo menos eu acho isso. E nada como lutar por um objectivo para que lhe demos mais valor.

Maite

PortoCroft disse...

Maite,

Neste aspecto, não concordo. Poderei concordar, com o princíprio que invoca, noutros aspectos da vida em sociedade. Neste nunca. Porque estamos a falar duma coisa básica que é o direito das pessoas serem como são e exprimirem-se enquanto tal. O direito à indiferença como nosso carissímo Prof. JMV, por muitas vezes, destacou.

Ninguém tem o direito de causar sofrimento a outrém por motivo da sua opção sexual. E, por isso mesmo, esta é uma luta que deve ser de toda a sociedade.

Ana disse...

Os homens dos nossos dias crescem num banho cultural que os programa para a heterossexualidade.

Nisto é que acredito , para mim o Homem não nasce bi , nem hetero , nem homo, nasce sexual....

Gostaria de ter crescido numa sociedade em que nos ensinassem a ser seres sexuais e apaixonarmo-nos por pessoas independentemente do sexo......

bye bye

Ana disse...

"Os homossexuais dos nossos dias crescem num banho cultural que os programa para a heterossexualidade."

Quando se diz que os homosexuais crescem num banho cultural , está-se à partida a pressupor que se nasce homosexual.....acho extremamente perigosa essa afirmação.....

e agora é que é mesmo bye bye

Anónimo disse...

Discordo portocroft
Há outras lutas pelas quais nos devemos empenhar mais como por exemplo os sem abrigo, as crianças institucionalizadas, os idosos, a prevenção da delinquência juvenil e tantas outras. Eles não são pessoas sem recursos (fisicos ou mentais) e à mercê da sociedade. Até creio que não são assim tão discriminados, pelo menos eu não os discrimo no meu quotidiano(e como eu há imensa gente) mas também não os trato como uns "coitadinhos", porque não são.

Maite

P.S. já sei o que estão a pensar a "maite discorda de tudo". Não é bem assim, eu apenas pego naquilo com que não concordo. Acho apenas que aquilo com que concordamos, e concordo muitas vezes, não me parecer ser de todo para discutir, senão ficávamos aqui todos a dizer "sim, pois, concordo contigo etc), não era?

Elsa disse...

Concordo inteiramente com aquilo que a Maite escreveu aqui:

"Nunca, nestes últimos séculos, como actualmente presenciamos comportamentos tão díspares e as pessoas se "dão ao luxo" de exibir formas de pensar tão livremente."

Acho que realmente o peso das escolhas (sexuais) de cada um é cada vez menor e melhor aceite por todos.
Aqui há uns anos atrás era impensável termos governos como estes dois últimos, por exemplo.

PortoCroft disse...

Maite,

E porque há-de concluír que acho essas lutas menos importantes? Todas as lutas tendentes a melhorar a vida dos nossos concidadãos, são importantes.

Acho que faz muito bem em não considerar os homossexuais coitadinhos. Não o são. Mas, são discriminados no dia a dia e nas mais pequenas coisas. E isso não é aceitável.

Acredito que, para essa causa, só seria possível obter a sua concordância e empenho se, eventualmente, algum fruto do seu ventre tivesse tomado essa opção. Ser-lhe-ía aí muito mais fácil sentir as dores do seu fruto. E, no entanto, todos 'eles' têm mães e pais e, sobretudo, espectativas de vida que, muitas vezes - subliminarmente, como convém claro - lhes são negadas.

Apesar de tudo, reconheço o seu direito a discordar. É também um seu direito básico que não tenho o direito de lhe negar. ;)

Anónimo disse...

Andorinha, Elisa que querem para regressar..que eu me ajoelhe????
Não o faço porque não me apetece ;)
Mas se fôr preciso mesmo, faço-o prontus
Bolas raparigas!!!!!!!!!
Vocês são umas chatas!

Maite

P.S. mas não esperem que eu não venha a dar "uma alfinetada ou outra" até porque se o fizesse estaria a discriminá-las.

Anónimo disse...

ali no outro post onde se lê "se o fizesse" deve ler-se "se não o fizesse"
Bem pessoal agora tenho mesmo que ir
Boa noite para todos

portocroft acho que nesse ponto tem razão, "com as dores dos outros podemos nós bem".

Maite

Anónimo disse...

Ufa! Está novamente com uma pedalada.:)))
Ainda nem consegui comentar o seu post anterior e já está cá outro!

Concordo consigo quando diz que as orientações sexuais serão fixas.
Não sei se concordo quando diz - "...mas acredito que muitos de nós serão capazes de se sentirem atraídos por pessoas...numa cultura menos dicotómica."
Numa cultura que tratasse da mesma forma homosexuais e heterossexuais
haveria mais gente a interessar-se por pessoas do seu próprio sexo?
Haveria, se calhar, mais pessoas a assumirem publicamente a homossexualidade, isso sim, agora que o número aumentasse por essa razão não me parece.
Quando fala em atracção por pessoas independentemente do seu sexo, parto do princípio que se está a referir a atracção sexual.
Em sentido mais lato, considero perfeitamente possível sentir atracção tanto por homens como por mulheres, ao fim e ao cabo, sentirmo-nos atraídos por pessoas.

Subscrevo na íntegra o seu esclarecimento ao Lobices.:)

PortoCroft disse...

;))))))

Maite,

Ainda a hei-de ver a defender as dores dos outros. Quanto mais não seja por um princípio de justiça. E, minha amiga, sem justiça, não há democracia. ;))))

Anónimo disse...

Maite,
Falar de sem abrigo, crianças de instituições e misturar tudo com homossexualidade é mesmo misturar alhos com bugalhos! Usando a mesma linha de pensamento também poderia argumentar que os sem abrigo podem-se assumir como sem abrigo perante toda a gente e os homossexuais não... Escondem da familia, escondem na escola, escondem no emprego.... Não me parece que sejam situações comparaveis.... e relativamente a "Nunca, nestes últimos séculos, como actualmente presenciamos comportamentos tão díspares e as pessoas se "dão ao luxo" de exibir formas de pensar tão livremente." temos o caso da grecia antiga que refuta por completo a afirmação... Concordo plenamente com o Portocroft!

Camila

andorinha disse...

Maite,
Por mim não tens que justificar nada. Eu simplesmente vou tirando as devidas ilações das coisas.
"Eu gosto de provocar as pessoas para as conhecer." É um gosto um bocado estranho, mas enfim, gostos não se discutem.
Pode-se discutir é a eficácia desse método. Ficaste a conhecer-me melhor?!!!
E conseguiste provar que a Elisa é intolerante? Se achas que sim.....

Falas em provocação - não é isso que me "aborrece"; eu gosto duma boa provocação. Em relação a outro tipo de provocações aprendi a ter capacidade de passar por cima e pura e simplesmente ignorar.
Não é isso que está em questão e atrevo-me a dizer, tu sabes. É o deixar as coisas nas entrelinhas, é o atirar uma frase ao ar e deixá-la ficar para ver o que dá.
Onde fica então a frontalidade? Questionei-te mais do que uma vez e não me respondeste.
Depois não venhas falar de carácter...

"Eu creio que o que se pretende é, para além de comentar o post, mostrar as várias vertentes de que somos feitos."
Não, Maite, o que se pretende é´(para além de comentar o post)que dialoguemos uns com os outros de forma civilizada.
Isto deverá ser um espaço de diálogo franco e aberto e não uma mostra das nossas possíveis qualidades ( sim, porque defeitos não acredito que alguém queira mostrar).

And last but not the least - sim, eu sou uma pessoa determinada

andorinha disse...

Júlio e maralhal,

Sorry! O anónimo das 9.16 sou eu!

andorinha disse...

Maite,

Só agora li o teu comment das 9.1.
FIQUEI ESTUPEFACTA!
Regressar porquê, se eu nunca saí?!!!
Vês como me conheces tão mal!
Achas que me "expulsavas" daqui com o que disseste?!
Como já disse num outro comment, vou continuar a comentar os posts do Júlio sempre que me apetecer e tenha tempo e falo com as pessoas que quiser. As outras ignoro-as, pura e simplesmente.
Se quiseres voltar a ter uma atitude "normal" por mim tudo bem,
se não...tudo bem na mesma.

E é a última vez que o digo: não volto a perder tempo com estas respostas e contra-respostas pessoais. Para mim, este blog não é isso.
Se quiser, faço isso no meu e não aqui.

andorinha disse...

A todo o maralhal,

Leiam com atenção o comentário da Yulunga das 7.38 e vejam se ela não tem razão?

PortoCroft disse...

Andorinha,

Tem toda a razão. ;))))))))

PortoCroft disse...

Fora de contexto mas, motivo de orgulho...

Acabei de ver uma reportagem na BBC sobre a Casa da Música, no Porto, onde foi elogiado o Arquitecto Rem Koolhaas (será assim o nome dele?) e realçada a capacidade empreendedora dos portugueses.

Pelo que depreendi, se bem aproveitada, a Casa da Música, poderá ser uma fonte de receitas muito importante para o Porto e, pagar-se por si própria.

Este é apenas mais um exemplo de que quando os portugueses são atrevidos, são do melhor que há no mundo.

AJFRM disse...

ora viva,
expliquem-me lá como me hei-de desinçar disto:

se fui criado e educado segundo certos padrões formatadores psico-sociais,
como poderei eu próprio me forçar a 'forçá-los', transgredi-los?

não é?
porque a aceitação como normal de atitudes e conceitos sociais 'à partida' anormais!
é e pode ser de uma violência enorme.

onde me situar no que 'e certo e errado?

ou será tudo certo?
ou tudo errado?
quais as 'normas' a seguir?

isto é muito confuso!

as minorias têm direitos, aceito.

mas, e as maiorias?

não têm o direito de não serem apontadas na ponta de um dedo como 'ditaturiais'?

isto não é simples.
e ninguém terá uma verdade suprema.

mas já que estamos em democracia...

é preciso muito tempo e paciência por parte de minorias para poder ver evoluir mentalidades , usos e costumes.

é que não é já a seguir! :)))

Caty disse...

Eu queria era saber onde anda o noise
Eu bem venho cá para me injectar com a dose diária das palavras dele mas o homem teima em não aparecer...

Anónimo disse...

Professor, peço desculpa pelo despropósito deste comentário.
Sou menina e tenho medo que a minha primeira relação sexual doa.
Que conselhos me dá para atenuar esta dor, aparentemente normal?

Brigada.

G.

noiseformind disse...

A pressão para os “-ismos” determina a tendência para comportamentos marginais, vulgo pela nossa fantástica cultura portuguesa, “de Risco”. Vejam bem, ser heterossexual num país como este tem tanto de discriminatório como ser homossexual, e o risco de cair sob a panaceia da “normalidade” é ainda maior. Senão vejam: falemos de SIDA. Rapidamente as pessoas se excluem sob o argumento beatífico de que “não têm comportamentos de risco”, cientes de que não iremos perguntar mais além. As meias palavras, “sou fiel”, o “confio”, cheios de magnânima postura heterossexual condicionaram logo à partida a conversa, ficando nós sem saber a data dos últimos exames, os comportamentos efectivos face ás situações de potencial contágio, nada. Meia dúzia de chavões e está a coisa resolvida, está a linha demarcada. E se eu lhes disser?: oh pá, tanto quanto se me é dado a aperceber, tenho 95% de probabilidade de não ser apanhado na teia, mas não sou infalível. E digo logo: no carro, com mamada em vista, não coloco o preservativo. “Eh pá”, dizem então os protegidos pelo bondoso placebo verbal, “este tipo deslava-se, este tipo é um irresponsável, este tipo não conta para o nosso clube, nem sei como é que ainda n apanhou nada…”. Agora vejamos outro paradigma, um que me é particularmente apetecível. Os jovens homossexuais adolescentes escandinavos. Nos programas escolares têm desde tenra idade a apresentação de situações dualistas e ambíguas em relação aos afectos, exemplos são dados do Jurgen e do Tedd, que se conheceram numa viagem e “partilham a vida”. Ora não existe, nos 12 anos de estudos sistemáticos que já levam os centros de investigação sexual daqueles 5 países, um aumento substancial do nro de homossexuais por tal medida curricular, polémica à altura da aprovação. O que acontece é que o “frenesim sexual”, que em Portugal e noutros países tem o –ismico nome de “bar-gay”, nesses países tem uma expressão muito menor, as relações são orientadas muito mais para a continuidade e para a identificação com o outro e o sexo não é negligenciado mas potenciado.
Ou seja, a escolha sexual, sem pressão de assinatura de cruz numa generificação oca per se aos 6 ou 7 anos, pode resolver muitos conflitos de escolha sexual. Por exemplo, a esperança que muitos terapeutas depositam no espírito dos pais ao lhes transmitir que o filho está “confuso” relativamente ao seu Tray-role. Em muitos casos trata-se apenas de um “deixem-me em paz, foda-se” que o adolescente mete na mão do psi para ele ir adoçar o bico aos pais carentes de certezas.
Discípulo de Kinsey (ou não tivesse o meu PhD o crivo do seu Instituto), derivo fundamentalmente dele na questão da nuance. Estudos derivantes aos seus inquéritos nos anos 90, iniciados por Baglay e Tremblain mostraram que a deriva estatística não se verifica como passagem inter-comunicacional para questões de praxis. Ou seja, as nuances tendenciais que Kinsey reportou eram afectadas por várias questões decorrentes da própria classificação de Kinsey e não de assumpção dos próprios interrogados.
E mais, o risco suicida diminui drasticamente em sociedades tolerantes para com escolhas, que sendo definitivas e não tendenciais (tb Bagley, em 96 em Suicidal Behaviours in adolescent and adults: taxonomy, understanding and prevention) tornam-se, por isso, problemáticas ao nível da comunicação.
A importância dada ao sexo é a importância dada ao sexo que não se faz. Quem o faça satisfatoriamente não terá necessidade de exorcizar seja que fantasmas forem no contexto das palavras. Oral, anal, dupla penetração serão apenas conceitos expressionais de um mesmo prazer universal. E aqui, ao contrário do Éme não vou muito pelo “e caímos no outro erro, que é endeusar o “fazer muito bem”, o mecânico. Se tivéssemos o pessoal a 20% melhor na parte mecânica, tínhamos muito menos ignorância sobre o prazer, muito menos mitificação da genitália e acima de tudo, mulheres muito mais activas sexualmente do que o que temos. Em Guedes, 2001, estudo que durou 2 anos na região de Braga, ainda tínhamos 80% das mulheres a considerarem o amor, per se, como uma afrodisíaco e potenciador do prazer sexual, quando qualquer passagem de olhos pela definição da Espiral de Morris nos diz que por amor muito se cala das más performances sexuais. O próprio gritante violar dos nossos olhos com a palavra Orgasmo estampada nas capas das revistas faz cada vez mais mulheres, sequiosas de uma mudança social que parece tão democrática mas ao sei leito não chega, fingirem o orgasmo, sinal de que o sexo auto-dissolve-se e renasce na sua significância. É pouco importante para os defensores do amor romântico como situacional, mas já é determinante para eles como sinal de “modernidade”. E enquanto as mulheres continuarem a assobiar para o lado em relação a tomarem a iniciativa em relação a procurarem parceiros e entrarem no jogo de esperarem quem lhes apareça por baixo na janela ou ao lado no bar vamos ter, nós psis, de culpar os homens pelo seu “vergonhoso comportamento egoísta” em relação ao sexo. Dada a igualdade que as mulheres procuraram noutras áreas, acho que já é tempo de lhes atribuir a quota parte respectiva neste status Quo. ; )))))

Maralhantes, me voy

Boa tertulina

amok_she disse...

Porque não tenho pachorra para aturar atitudes pedantes; porque desaprovo totalmente a atitude pedante da DRA Elisa; porque acho dum ridículo atroz as capelinhas q se formam na base do pedantismo e respectivo seguidismo; porque se alguém aqui foi "ofendido" ou, pelo menos, tentou-se q fosse - se é q isso existe nestes meios:-> - desde que aqui entrou, essa pessoa fui eu; porque não tenho pachorra para ver as patacoadas que se derramam sobre qq um q se atreva a emitir uma crítica acerca da capelinha reinante...tb. decidi abandonar o barco!...pelo q acabei de apagar todas as minhas msg.s e vos prometo ficarem, desde já, livres da minha reles participação!

Quanto às palavras do Prof, reservar-me-ei o direito de as comentar...no meu blog.

Coronel_Lacerda disse...

Pequena correcção:

A Elisa é Professora Doutora.

Anónimo disse...

Não suportando mais a pressão do anonimato e carente dos momentos virtuais com as saudosas senhoras que hoje abandonaram esta tertúlia, aproveito para endereçar os meus maiores respeitos ao autor do blog e aos que continuam firmemente nesta missão de enlouquecer o éter, apresentando-me corajosa e definitivamente, de forma a poder pertencer, sem reservas, ao valoroso grupo de debate:

pseudónimo: Esoen; nome: Ester Nunes; natural: Bragança; doméstica: marido, filhos, netos e bisnetos; signo chinês: tartaruga; curso: instrução primária; passatempos: hortas e leituras; livro que levaria para uma ilha deserta: “O orgasmo”.

Anónimo disse...

Caramba, amok_she

Cheguei tarde e vejo que desistiu.
Mal a conheço e vejo que não posta mais neste blog.
Desculpe, mas, pelo que fui lendo, parece ter experiência de desaires e de sacanagens.Serão tão insuportáveis assim as diatribes do Murcon?
Para mim, acho que você, que mal conheço, tem a “competência do desengano” de que falava o céptico Cioran, pelo que fico a aguardar essa competência assinada por aí, no éter.

Esoen

yulunga disse...

Bom dia maralhal.
Eh, eh, eu ontem aqui a dar pancada, julgava eu, aos anónimos e afinal agora fui ler e a confusão afinal foi outra e sem anónimos, eh, eh.
Ganda nóia!

yulunga disse...

Bem... Amok_she, mais uma desistência? Porquê?
Os temas vão sendo bem colocados e cada vez mais controversos e isso vai criando alas (a dos prós e a dos contras), vão-se criando alguns atritos, vão-se provocando algumas feridas e as anteriores também vão sarando julgo eu.
Aqui para além de dizer o que se sente, sente-se muito mais aquilo que se diz, e então fica tudo tão à flor da pele...
Esta é uma luta saborosa e, uma luta só com um lado é coisa de D. Quixote e não tem piada.
Lutem lá com o vosso imaginário, matem lá o monstro que o virtual vos atormenta e voltem a esta luta.
Beijinhos cá da Yulunga.

noiseformind disse...

Depois ainda dizem que as mulheres são mais tranquilas que os homens, e afinal o que se assiste por aqui nos últimos dias é uma verdadeira "guerra de comadres". O que não é má ideia de todo, confesso-me apreciador de lutas de gajas na lama, mas penso que estão apenas a colher o que semearam. Quando se fala por falar de assuntos tão melindrosos mais cedo ou mais tarde acaba-se por se acertar numa "corda sensível" e claro, a tendência é bazar. Mas pronto, maralhos, por cá ficámos a manter isto com nível, se calhar um dia destes ainda fazemos um banner aí no início da caixa do comentários a dizer "estrogénio não entra" looooooooool looooooooool loooool looooooool loooooooool looooooooooool loooool

Meninas, voltem, deixem-se de Blogniques e coisas assim que aqui, entre o livre-pensar e o humor, é que está a salvação da vulgaridade;))))))))))))))

E vejam bem, tanto lamento a partida da Elisa, com 38 anos e portanto engate ainda muito apetecível, como a da amok_she, a mulher dos dois amores, perdão, almas gémeas. Todos fazemos cá falta, o ego do Éme, agora que foi projectado ao nível de líder de culto satânico, não pode ser assim desinflado!!!!!!!! ; ))))))))))))

E agora ao trabalho, vejam lá se não fazem nenhuma asneira, ou seja, aborrecerem-se!


PEter

noiseformind disse...

Aliás, acho que alguém devia ter explicado à Elisa que o facto de passar o dia agarrada À caixa de comentários do blog não lhe dava direito a uma noite de sexo louco com o nosso Mestre (vulgo Éme):))))))))))))))))))))))))))))

Digo mais ainda: isso devia estar colocado sob a forma de aviso logo à entrada do site!!!!!!!!!!

loooooooooooooooool

PEter

Anónimo disse...

Querem lá ver que agora tenho de me armar em Madre Teresa de Calcutá? (apesar do meu nome ser também Teresa - daí o nick - mas vou já adiantando que aqui prefiro que me chamem Maite). Amok_she até concordou comigo no seu último comentário que postou, depois de tantas desavenças entre nós! Tanta destemperança para quê? Porque "deletou" os seus "comments"?? Nós já os tinhamos lido. Minha cara, desistir é um atríbuto dos fracos, daqueles a quem falta argumentos. Eu não acho que você seja fraca. Porque haveremos de encarar os obstáculos com fatalismo e não como base para o nosso processo de aprendizagem contínuo? E como diz ali o sr noiseformind, algum humor também é preciso.
Portocroft gostei que "os estrangeiros" nos (a nós portugueses) tivessem elogiado, o que parece que até para alguns portugueses custe a admitir que sim, nós somos corajosos e empreendedores. Não é sr noiseformind?
Camila, "misturar alhos com bogalhos?" Porquê? Então não são todas minorias? Acho melhor não ir por essa linha de orientação! Porque senão vejamos... Será que não são os próprios homosexuais que se auto-marginalizam? "Escondem da familia, escondem na escola, escondem no emprego.... Não me parece que sejam situações comparaveis...." E não serão eles também intolerantes perante outras minorias? ai ai!!! Penso muitas vezes que as pessoas só olham para o seu umbigo, e mais grave "exigem" que os outros o façam também.

Um bom dia para todos

Maite

Anónimo disse...

Falando por falar, de assuntos tão melindrosos, mas sem qualquer tendência para bazar, venho por este meio agradecer ao senhor noise a forma como tem sabido manter isto com nível, mas, se calhar, seria bom que não fizesse o tal de banner, aí no início da caixa dos comentários a dizer "estrogénio não entra", como os Bolinhas faziam antigamente com as Luluzinhas, porque até os meus bisnetos (que não têm o Tray-role avariado) conhecem a história do Sebastião que come tudo tudo tudo sem colher, fica todo barrigudo e depois dá pancada na mulher.

Ester Nunes

PS: agradeço as simpáticas fotos, de generosas meninas, com que se tem esforçado por elevar o nível do blog.

Aqui em Bragança, eu e as minhas comadres, sequiosas de uma mudança social que parece tão democrática mas que ao nosso leito não chegava, já não fingimos o orgasmo, um sinal de que o sexo auto-dissolve-se e renasce na sua significância.

Mais lhe digo que andamos a praticar a Espiral de Morris, como o senhor ensinou, e nos estamos a dar muito bem.

Quanto à historinha que o senhor noise estava prestes a contar do senhor Eme e da senhora El, deixe-se de m.....

lobices disse...

...gostei de vos ler
LOL

PortoCroft disse...

Maite,

Olhe que não. Olhe que não. ;)

As discriminações começam, a maior parte das vezes, em casa. Porque há ainda muitos pais e irmãos ignorantes. como quer que depois, os homossexuais se aventurem a dar a cara na rua, se o trauma da dicriminação, já aconteceu dentro de portas?

Ninguém lhe exigiu nada. Nem é licíto supor que, apenas porque se vê as coisas com outros olhos, se esteja a falar em causa própria.

Você desilude-me nestas pequenas coisas. Julgava-a mais desempoeirada.

Anónimo disse...

Lobices

Então não é q tirou o rosto do rectângulo?

Daqui da minha horta, e já cansada de leituras, afianço-lhe que gostava de ver o seu rosto bem parecido.

A minha neta, que estudou ilustração, pede que coloque novamente um retrato menor, tipo ale ou uma paisagem cogniscitiva, tipo noise.

Verdadeiramente admiradora, tanto quanto é possível neste quadradinho,

Ester Nunes

Anónimo disse...

oops

Afinal voltou o retrato.
mantenho tudo o q disse.

Ester Nunes

lobices disse...

...to Ester:
...coisas do blogger...
...ora vem...ora vai
...mas o sorriso não é meu: é vosso
...

circe disse...

Bom dia, gente bonita,
Apetece-me partilhar convosco 3 alegrias:
Uma frase fulcral do Noise - A importância dada ao sexo é a importância dada ao sexo que não se
faz;
Uma pérola de Nia - Agrada-me saber que sou capaz de amar pessoas
independentemente de serem homens ou mulheres;
Quanto à descentralização, tão falada e necessária no nosso amado
País (nunca esquecendo o Ale e o PortoCroft) só temos a ganhar, de
parte a parte, com a partilha dos
respectivos blogs. Que são, sem desprimor para o nosso Anfitrião,
EXCELENTES.
At last, but not the least, um abraço, sentido apesar de virtual,
para a Ester.
É sempre bem vindo quem vier por bem (desculpe, Júlio, até parece
que esta casa é minha...;)

Anónimo disse...

Circe

A Ester agradece e promete manda-lhe umas couves da horta logo que chova.

Lembranças cibernéticas

Ester

Ale (mestressan) disse...

Obrigado pela referência Circe! ;o) Beijinho - ALE

Roberto Iza Valdes disse...
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