terça-feira, novembro 01, 2005

1 de Novembro.

Mortos que não são mortos,
fantasmas de carne e dor.
Portos que não são portos,
amarras órfãs de amor.


P.S. Não, divorciado e solteiro não é o mesmo em termos de disponibilidade para juntar os trapinhos, mas existem variações nos dois sentidos:). Mais curioso me deixa a eventual diferença entre casado e quem coabitou, há vertentes simbólicas envolvidas.

68 comentários:

Anónimo disse...

ORAÇÃO ISALTINO NOSSO

Isaltino nosso que estais na Camara
Abençoado seja o vosso nome
Venha a nós o vosso trabalho
Assim em Paço de Arcos como no Concelho
Perdoai as ofensas da Oposição
Assim como nós perdoámos a quem vos ofendeu
E não nos deixai cair na tentação
de apertar o pescoço ao pequenino
E livrai-nos da Esquerda.

www.riapa.pt.to

-Stardust- disse...

Boa tarde, Professor!

"...divorciado e solteiro não é o mesmo em termos de disponibilidade para juntar os trapinhos".

E isso é (in)dependente da existência de filhos?

mónica disse...

em dia 1 de mortos qual a diferença?

Lusco_Fusco disse...

"Mortos que não são mortos,
fantasmas de carne e dor.
Portos que não são portos,
amarras órfãs de amor."
Muito intenso este desabafo, Mahatma. Sinto exactamente o mesmo.
Um abraço

Débora disse...

Prof. JMV,

Os “nossos” mortos vivem connosco todos os dias, nas nossas cabeças e corações. Só não estão materializados, com tudo o que isso implica. Nunca os exorcizamos verdadeiramente, fazem parte de nós. Mas é um sentimento de “amputação”.
Sei que não somos eternos, mas não me resigno com as perdas “antecipadas”. Penso que são mais penosas, não sei. É difícil, para mim, falar deste tema.

Quanto ao P.S., concordo com a sua opinião – deve ser diferente a disponibilidade de solteiros e divorciados (só o sei como solteira). Porque os divorciados têm pelo meio outro processo de vivência, carregam mais e diferentes recordações na bagagem, o que irá certamente condicionar o passo seguinte, penso.

Noisy,

Fiquei muito interessada na Receita das Castanhas – mas, banha? Acho que a vou substituir. Sou avessa a gorduras, sobretudo animais …

Quanto ao tio Belmiro, ainda ontem o ouvi na Dois e ele dizia que isso de se considerar uma função menos o atendimento ao cliente, é uma falsa ideia (não sei bem se foram estas as palavras), porque requer conhecimento de logística, alguma psicologia para “enfrentar” os clientes inconvenientes e ainda mais uma séria de requisitos, ou seja, pessoas com formação. Pelo que depreendo, que podem ser licenciados.
Isso não invalida a sua opinião de que fazem mais falta soldadores do que engenheiros neste momento. Concordo, assim como outras profissões especializadas, que escasseiam.
Por um lado, faltam as escolas técnicas (penso que o ensino unificado foi um enorme erro), por outro, existe a cultura de que, qualquer tarefa que não derive da licenciatura é sempre menor e malvista. Errado! É sempre necessária formação específica para o desempenho de qualquer tarefa (sob pena de vermos as desgraças que por aí andam). Geralmente chamamos-lhe incompetência, mas muitas vezes não passa de falta de conhecimentos. O facilitismo que imperou durante muito tempo deu origem a estas situações – por um lado, os empresários pagavam menos a quem fosse iletrado (ou quase), ainda que, na prática, desempenhasse funções equivalentes às dos que tinham formação específica, por outro, os que não queriam “formar-se”, sujeitavam-se de bom grado, pois ganhavam menos, mas não tinham que aturar a escola – e isto é um ciclo vicioso.

Meninas,

Acabem com a conversa dos chocolates! Vou agora mesmo comer um, já não aguento!

Saudações,
Débora

Su disse...

os meus mortos, não estão mortos, estão vivos dentro de mim, além disso estão em mim sempre, não só durante um dia, mas spre q os trago à "superficie"

qto ao seu p.s. prof sff de me explicar bem isso:))))

jocas maradas

Julio Machado Vaz disse...

Stardust,
Mesmo sem filhos.


Su,
Assinar os papéis tem muitas vezes um peso simbólico maior do que acoabitação.

-Stardust- disse...

Prof.,

é verdade que assinar o papel continua a ter um peso muito grande e que não é apenas social... moral, talvez! Mas a quantidade de divórcios que se produzem agora, de casamentos de poucos meses estão a exercer a sua variação na questão... feliz ou infelizmente (dependendo do ponto de vista!). Por isso lhe perguntava pelo peso adicional dos filhotes, que tantas vezes é também descartado...

-Stardust- disse...

Quanto à quadra... servia-lhe um qualquer dia como título...
Muito forte.

andorinha disse...

Júlio,

Concordo que solteiros e divorciados têm disponibilidades diferentes para juntarem os trapinhos.
Como já foi referido pela Débora, os divorciados transportam consigo todo um mundo de vivências e recordações que poderão dificultar o investimento em relações futuras.
Mas aqui faria uma distinção entre homens e mulheres.
Os homens divorciados( se viverem sozinhos) tenderão a juntar os trapinhos mais facilmente, porque isso lhes facilita imenso o viver quotidiano.
Como não foram educados para serem autónomos, as tarefas comezinhas do dia-a-dia ainda são para a maior parte deles um "bicho de sete cabeças". Se puderem ter quanto antes novamente cama, mesa e roupa lavada, por que não?
Que me perdoem os homens aqui da tertúlia, mas é a minha opinião.:)
As honrosas excepções só servem para confirmar a regra.:)

"Mais curioso me deixa a eventual diferença entre casado e quem coabitou..."
Diferença em que sentido?
No investimento em futuras relações?

Não percebi a sua resposta à su.
As suas respostas têm normalmente o condão de me confundir.:)))))
Assinar os papéis não tem SEMPRE um peso simbólico maior do que a coabitação?

Manolo Heredia disse...

Solteiros, casados, coabitados... cada caso é um caso.

Andorinha,
Está a esquecer-se das mulheres divorciadas com filhos pequenos que procuram homem que as ajude a "levar o barco"! Não são tão poucas como isso, e muitas vezes estes casos são classificados como "cama mesa e roupa lavada" para o lado do homem!

Ameninadalua disse...

Provavelmente quando pensamos nos nossos mortos já falecidos, as recordações e as ausências são bem diferentes dos "mortos" ausentes mas ainda vivos.
Nos primeiros, o periodo de luto é sempre caracterizado por um processo doloroso de resistência e de não aceitação da morte, mas passado esse periodo e ao aceitarmos a sua inevitabilidade, sentimos uma saudade "doce" e tranquila que nos fará manter no presente as lembranças muitas vezes numa forma positivamente ficcionada.
Quanto aos mortos ainda vivos, exigem na mesma um periodo de luto mas o sentimento que nos fica no final muitas vezes não é doce como ainda é intranquilo... existe um passado onde podem existir rejeções e mágoas que nos é dificil ultrapassar e esquecer.

Quanto ao "recomeçar" com uma nova pessoa, penso que resolvida e ultrapassada a situação anterior e se nos posicionarmos numa abordagem de futuro, podemos sempre acreditar que o amor é possivel e fazermos do passado algumas aprendizagens mas julgo que não muitas porque tudo pode ser diferente...
Os filhos podem ser factores de perturbação para uma nova relação; depende muito da forma e da aceitação que todos tiverem uns para com os outros mas é importante que cada parte entenda que deve respeitar o espaço de vida de liberdade de cada um.

andorinha disse...

Débora (6.49)

Concordo, em parte, com o teu comentário.
Também eu acho que o ensino unificado foi um enorme erro e que continuam a faltar escolas profissionais que satisfaçam uma procura cada vez maior.
"É sempre necessária formação específica para o desempenho de qualquer tarefa".
Plenamente de acordo. Mais uma vez continuamos na cauda da Europa. Na Alemanha, por exemplo,para qualquer profissão é necessário frequentar uma escola profissional e simultaneamente fazer um estágio numa empresa, ou seja, alia-se a vertente teórica à prática. Ninguém pode ser padeiro, pintor, costureira, etc sem esses requisitos. Assim, o aluno quando chega ao fim do curso está muito melhor preparado para enfrentar os desafios que se lhe colocam a nível profissional.
Aqui é o que se vê - licenciados que saem das faculdades e que não estão minimamente preparados para o mercado de trabalho.
Claro que se deve investir sobretudo naquelas áreas em que escasseiam profissionais em detrimento de outras em que os há em excesso e que por isso estão a desempenhar as tais tarefas menos valorizadas socialmente.
É evidente que todas as tarefas são dignas, mas já imaginaste a frustração que é alguém tirar uma licenciatura para poder vir a ter a profissão com que sempre sonhou e depois ver todos os seus sonhos irem por água abaixo?
De todos os estagiários que me passaram pelas mãos nos últimos seis anos ( na licenciatura em Línguas - via ensino)
só dois estão efectivamente a leccionar; todos os outros ou estão desempregados ou a dar explicações ou a trabalhar nos mais diversos sectores( caixas de supermercado, recepcionistas em consultórios, vendedoras em boutiques...)enfim, vivem debaixo duma tremenda frustração,estando alguns à beira duma depressão.
Alguns deles seriam, sem dúvida, excelentes professores.
E é este o país que temos.
O ensino está nas condições que todos sabemos e, no entanto,
gente nova com qualidade tem que se contentar com o desemprego ou um emprego precário.:(

andorinha disse...

manolo (8.24)

Nós devemos viver em planetas diferentes.:)))

"...mulheres divorciadas com filhos pequenos que procuram homem que as ajude a "levar o barco"!
Aqui em Portugal????!!!!
O homem é que vai tomar conta dos filhos DELA? Muitas vezes nem dos próprios filhos ele cuida.:(
E achas que há muitos homens que queiram juntar os trapinhos com mulheres que tenham filhos pequenos???
Continuamos a viver numa sociedade machista e tudo isto é muito pouco provável.

Su disse...

prof (eu sabia, só queria q o dissesse;);) e amigos os contratos só saõ assinados pelos interessados, além disso todos tem mtas alineas....e só assina quem sabe e gosta de assinar

por isso eu prefiro procurações irrevogaveis permitindo fazer negócio consigo mesmo:)))) é obvio q´é/foi opção, e todas as opções implicam riscos, mas viver é optar

uma coisa q nunca entendi, foi quem assina uma vez e gosta de contratos pq são tão renitentes nos outros possíveis contratos; enqto q entendo perfeitamente quem nunca os assinou...opsss não vale se valer do "falhanço", nem de "adereços" nem de vivencias, pois td isso existe em solteiros, casados, viuvos, divorciados, o probl foi o doc. assinado, qual é ? desculpas ?
afinal "negócio é negócio" i.é., é como quem cria uma sociedade, sabe q tem o fisco em cima, mas mm assim pode vender as suas quotas spre q bem entender
opssss eu hoje estou mto ..
mto.....simplista
opsss deve ser do dia ...ehehehehe
jocas maradas

Julio Machado Vaz disse...

Andorinha,
Plenamente de acordo, as mulheres são mais auto-suficientes e isso também conta. E a dois também são elas a levar mais do que eles, é verdade:).
Há pessoas para quem a coabitação não exerce o efeito "dissuasor" do casamento - quando este surge... -, como se simbolicamente "não valesse" e começassem da estaca zero. Mas sabe como nós psis nos safamos sempre nestas alturas: "Cada caso é um caso!":)))))))))))).

Su disse...

ops esqueçi q o papel assinado tem peso, claro q tem, principalmente na nossa sociedade ser fulana de tal casada com , é diferente de ser fulana de tal, solteira, maior ..... :)))))))

logo as "comadres/compadres" se perguntam onde está o erro/a deficiencia/a anormalidade, além disso até o peso do não acompanhante, em grupos, onde todas as outras ficam "olhando" a tal solteira, como um perigo eminente, tipo mulher-bomba
já não falando na opção de não ter filhos, aí, cai o carmo e a trintade ..opsss:))))))

td isto dum ponto de vista de mulher, pq em relação ao homem td é mais facil, ié, ainda é considerado "normal/aceite", enfim a sociedade todos os dias nos mostra isso..opssssss blá blá blá

oh noise, menino onde andas?? (não respondas onde!!!) vem cá gritar q se a sociedade é machista é pq as mulheres deixam, td bem, mas nem todas, mas vem cá.....para nos ou me documentares melhor.....

moon disse...

Olá malta!

Andorinha, porquê o cepticismo?
Em Portugal há homens tão adoráveis como no resto do mundo.
Ou serei eu uma sortuda por conhecer alguns?
Quanto a relacionamentos não sou a pessoa mais indicada para falar nisso: Namorei e casei, pronto!
E a mana sempre disse que no dia em que eu me divorciasse deixava de acreditar no casamento. Eu também pensava assim. Agora já não. Mas nada de dramas.
Acho que independentemente do estado civil que se tem, o percurso de vida de cada um é que vai marcar a forma como se encaram as relações sejam elas de que tipo forem.

Professor, essa quadra....


Noise: Nada de Ufffff!!! Hoje recuperei.... Será que dá para tirar esse traseiro? Não me apetece falar com um rabo!!!:)))

luscoefusco disse...

"P.S.Não, divorciado e solteiro não é o mesmo em termos de disponibilidade para juntar os trapinhos, mas existem variações nos dois sentidos:). Mais curioso me deixa a eventual diferença entre casado e quem coabitou, há vertentes simbólicas envolvidas."

Divorciado e solteiro não é a mesma coisa, numa nova relação, divorciado sabe para o que vai; solteiro vai iludido ihihihihi
Coabitar não sei, mas é casamento sem contrato protegido também por lei, daí a diferença não me parecer grande. E se existe a rubrica filial iguala-os.
"Manolo"
"...mulheres divorciadas com filhos pequenos que procuram homem que as ajude a "levar o barco"! Não são tão poucas como isso, e muitas vezes estes casos são classificados como "cama mesa e roupa lavada" para o lado do homem!"
Que maneira tão fria "juntar util ao agradavel", neste caso...:( Onde ficam os filhos? Mulher normal não pensa nela primeiro :(. Muitas mulheres sustentam casamentos insustentaveis pelo lado marital, mas com mais valias para os filhos. As separações normalmente dão-se quando não há nenhum dos dois lados(insisto, mais o de pai)... Mulher é sempre mais mãe que mulher. Se aguenta um homem como bom pai para filhos, acredito que não quererá dar-lhe um desconhecido como pai.
Que acha?...
A minha experiencia di-lo. A minha filha tinha 4 anos quando me separei, eu tinha 27... Continuo "só" mas bem acompanhada, com ela. Hoje tem um pai, o dela, que adora. Se ficasse na mesma casa não sei se gostaria como gosta. Miúda, com 12/13, anos dizia-me "Gosto muito do meu pai, mas na minha casa não.". Adorei o meu pai. Nunca privaria a minha filha do dela. Só ela o poderia apreciar como tal. Um estranho não seria a mesma coisa.
Sinto muito, é o que penso.

Su disse...

prof..mil dsculpas, eu aqui a chamar o noisinho e o prof aí queitinho, rindo-se destas maradices em frente ao monitor..opsss já nem escrevo mais nada.......medoooooo, mas sabe como é o noise é naquela base, grita e imagina-os a todos como recrutas dele, mas q tem lucidez apesar de "fogo" nos seus comentários..opsss cada vez mais me enterro....era só para pedir mil perdões pelo ilustre estar desse lado

jocas maradas

andorinha disse...

Júlio,

Isso também percebi - o efeito "dissuasor" do casamento e o sentido que lhe atruibui.
Mas e também por isso mesmo, insisto - assinar os papéis não tem sempre um peso simbólico maior do que a coabitação?

Não me responda novamente "cada caso é um caso!":)))))))))))

Su disse...

eu respondo andorinha :)) claro q tem mais peso, basta mostar o BI,
por isso a maioria q coabita, não apresenta: "a minha companheira" mas sim "a minha mulher"
.....opssss não sei se me fiz entender, estou nierbiosaaaa:))))
jocas maradas

andorinha disse...

moon (9.57)

Não é cepticismo, é a constatação de uma realidade.:)))
Ainda somos um país de machistas.
Claro que há aqui homens tão adoráveis como no resto do mundo e eu também conheço alguns, felizmente.:)
Mas gostava de conhecer mais.:)))

fora-de-lei disse...

andorinha 8:14 PM

"Os homens divorciados (se viverem sozinhos) tenderão a juntar os trapinhos mais facilmente, porque isso lhes facilita imenso o viver quotidiano."

Não sei se existem estatísticas a esse respeito, nas - caso existam - talvez se comprove o oposto...

andorinha disse...

su,
Tu não me baralhes, rapariga.:)
Estás a falar dos estatutos diferentes em termos de sociedade, é isso? Ser casado ou viver com?
Como essas coisas me passam ao lado...
Agora sou eu que digo - não sei se me faço entender...

jocas maradas

andorinha disse...

Fora de lei (10.17)

Não são necessárias estatísticas, basta estarmos a par da realidade.:)
As mulheres são muito mais auto-suficientes; os homens sem a mulher ou a mamã sentem-se à deriva em assuntos domésticos.
Por que vos custa tanto assumir isso?
Continuo a dizer que as honrosas excepções só confirmam a regra.

fora-de-lei disse...

andorinha 10:29 PM

Tens que alargar o teu "universo estatístico", observando também as gerações mais novas. Irás então concluir que isso não é mais verdade...

Mas as coisas não foram niveladas por cima, foram claramente niveladas por baixo. Ou seja, não foram os rapazes que aprenderam a fazer comer, passar a ferro, etc, etc. Não, foram as raparigas que passaram a não saber fazer nada disso.

Aliás, estou até convencido que hoje em dia - numa situação de ruptura conjugal - há, no capítulo que focaste, mais raparigas "desasadas" que rapazes.

A tradição já não é o que era... ;-))

luscoefusco disse...

Concordo em absoluto consigo "Andorinha". São realmente "saiadependentes" ihihihihi

Lusco_Fusco disse...

Os comentários da Luscoefusco são meus, não sei como saiu a pelicula :)

noiseformind disse...

Boss,
Isto veio-me à cabeça quando tava aqui a fazer uma viagem pelo mundo dos blogs das pessoas que estão a tentar engravidar. Nem Uminha, uminha que fosse, amostra de ppl "junto".
TODOS (A amostra é a de blogs nos favoritos deste blog) são casados. Mas casados a sério. E fiquei a pensar (sim, é verdade, eu penso) que esta coisa de casamento=tradicionalismo não é bem linear. Pq o que estes casais passam (e em muitos casos são testemunhos tétricos) são verdadeiras tormentas. E são casais que transcendem a coabitação, têm o papel passado. Por outro lado a taxa de natalidade nos casais "de papel passado" é mais elevada que nos casais "em união de facto". E eu sei, o factor tradição nas classes médias não é niglegenciável ; ))))))))) mas quer dizer, estar casado permite uma prossecução de objectivos integradores maiores?
Ou seja, a minha pergunta em relação aos divorciados era pensar num homem divorciado a passar por todo este conjunto de FIV, FEV, ecografias, injecções diárias de hormonas ou indotores de fertilidade ao lado de uma mulher e se o projecto dele de vida, tendo sido já alterado pelo menos uma vez, não estaria mais disponível para uma reconfiguração que um homem a experimentar o primeiro casamento.

A questão no fundo é: o divórcio tornar-nos-á mais utilitaristas? Não quero dizer com isto realistas, quero apenas dizer que: o divórcio não tornará mais escassos os nossos recursos para projectos comuns? Os anos, discussões e inseguranças da prossecução de um filho em situações de esterilidade não serão um exemplo que os segundos laços não são tão fortes como os primeiros????

Que depois acabou por entroncar no teu PS, que, desgraçadamente (e desafiadoramente ; )))) ) acabou por ser outro ponto de partida ; ))))

Que faz pensar em termos de "utilidade". Quer dizer, casar é ÚTIL! Mas existe uma maior consciência de que essa utilidade interfere com a liberdade, daí que seja em pessoas que mais viveram ANTES do casamento que as dúvidas se acalentam mais. Maior nro de parceiros sexuais, co-habitações passadas, divórcio dos pais, em todos estes cenários temos pessoas a casar mais tarde ou a optar por outros percursos. O que até podemos deitar pela janela fora se pensarmos que muitas pessoas fazem do casamento uma afirmação social pura e simples e não percebo...

... a sério...

...não percebo...

... mas a sério...

... não percebo...

o facto de as pessoas acharem estranho uma mulher se tornar uma doméstica economicamente dominada pelo marido. Parece-me perfeitamente natural que alguém sem saídas profissionais e um estatuto social elevado o faça, pq as pessoas se entronizam no lar e fazem dele ponto de partida para um projecto. Se a maternidade tem vantagens em termos sociais é nas classes mais altas, em que o marido normalmente aufere de valores astronómicos em relação à mulher. Nos blogs de mães com mais do que 2 filhos (ver o tal blog para fazer a survey) não há uma única mulher que não tenha além do emprego as compras, o levar e buscar os filhos à escola e nenhuma com um emprego de ordem social e económica superior ao homem. Nas perspectiva de racionalizar as despesas e melhorar o ensino, não me parece nenhum "crime" que uma mulher opte por parar com o duplo desgaste de ter um emprego que é um apêndice em termos de rendimento em troca de uma maior entrega aos filhos. Quer dizer, não é nas qualificações que estãos os "tectos" de acesso das mulheres a melhores carreiras. Estão na ida ao bar ás 7 ao fim do trabalho, estão na ausência do grupo que se junta para uma partida de sueca, ou nos grupos que se juntam para decidir parcimoniosamente a divisão de um bem público para interesses privados. E estas mulheres vão transmitir o tal vírus ás filhas "cria os teus filhos, para que eles tenham tanta sorte como tu tiveste". Não é por acaso que as mulheres caucasianas nos EUA já estão atrás dos homens dos 3 principais grupos étnicos (hispÂnicos, negros e asiáticos). A reprodução social a que as mulheres ficam obrigadas pelos meacamismos exclusores da sociedade parece-me uma barreira bem mais difícil de derrubar que o acesso a educações iguais aos homens ; )))))))))))

Resumindo, e fazendo outro pergunta nada inocente pessoal...

noiseformind disse...

SERÁ QUE O CASAMENTO NÃO É UMA ORGANIZAÇÃO MACHISTA PQ COLOCA NA MULHER A PROSSECUÇÃO DE OBJECTIVOS COMUNS NÃO PARTILHADOS (OU SEJA... OS FILHOS??)

NÃO ESTÁ O HOMEM DIVORCIADO MAIS LIVRE PARA REORIENTAR O SEU GIROSCÓPIO EMOCIONAL DO QUE A MULHER, PELO PESO QUE ACARRETA PARA ELA A SEPARAÇÃO, DEPOIS DE EXPLICADAS AS CAMBIANTES ESTRUTURAIS DE RENDIMENTO????????????????????

fora-de-lei disse...

noiseformind 10:51 PM

Eu, por exemplo, não te sei responder a essa pergunta. O que eu sei é que em consequència do divórcio, o actual edifício jurídico do país garante (virtualmente) que seja sempre a mulher a ficar com os filhos. Nem que se trate de uma grande mula...!

Sandra Feliciano disse...

Que delícia de quadra. O JVM agora surpreendeu-me...

Lusco_Fusco disse...

Hoje a diferença não é muita. Não assinam papel mas a lei por si só encarrega-se de dar uma igualdade quase equiparada.
Não se assina contrato nem tem que assinar, mas a coabitação três anos é "casamento" sem assinatura :)
Só vejo uma vantagem, a insegurança de parte a parte fortalece a relação,um e outro são considerados "bem móvel" na coabitação. Com a assinatura parece que se adquire a posse temos o "bem imóvel" :o) E o desgaste da rotina com o certo e imutavel, desgasta a relação.
Daí eu achar que a coabitação é a melhor maneira de manter uma relação estavel, a adrenalina masculina continua a manter-se.

Conheço a estória de um casal que durante 20 anos coabitaram. Os filhos crescidos e já maiores pediram que se unissem pelo contrato. Acederam. Meio ano volvido separaram-se.

Sandra Feliciano disse...

Professor:

Este comentário é só para informar que não resisti a levar a sua quadra de recordação para o meu canto.

Juntei-lhe as devidas referencias ao autor e ao local onde a encontrei, evidentemente!

Espero que que não leve a mal. Mas se levar, diga, que apaga-se e pronto! ;-)

noiseformind disse...

MAs é uma faca de dois gumes não é Fora?
Fica com o filho, ficando condicionada permamentemente em relação a vida social (digam o que disserem dos tempos modernos) e o marido regressa à condição de solteiro. Quer dizer, a prole como elemento corporal da mulher, inerente, permaente. E o pai ao fds, o pai um fds por mês, o pai com "namoradas", o pai com um carro novo, o pai que se atrasa na pensão de alimentos, o pai que aldraba nos rendimento, etc, etc, etc, etc...
Pq uma mulher chegar a um tribunal e dizer "não queroa custódia dos filhos" é coisa que não encontro nem na relação nem no Supremo ; )))))))))) encrontro centenas de casos com pais a pedirem reconfiguração de direitos e alteração de pensão de alimentos por "súbita" perda de rendimentos (o que, se eu não fosse tão informado nestas lides, me faria pensar que o divórcio afecta dramaticamente o rendimento masculino e portanto a sua produção profissiona ; ))))) )

Anónimo disse...

á comentdora seguinte aconselho que evite generalizar. é injusto e nao é intelectualmente correcto. como sabe cada ser humano é um mundo de emoções e quer seja home ou mulher todos somos humanos e todos temos defeitos.À muitos anos kramer contra kramer tratava disse.

andorinha disse...

Noise,

Embora sem qualquer experiência de divórcios:), não acho que o divórcio torne mais escassos os nossos recursos para projectos comuns e que os segundos laços não sejam tão fortes como os primeiros.
Por que diabo isso haveria de acontecer????
Por esse prisma, qualquer nova relação seria sempre "pior" que a anterior?
Muitas vezes poderá ser melhor, penso eu, aprende-se com a experiência e nunca há duas circunstâncias iguais. Os segundos ou terceiros laços podem ser mais fortes que os primeiros, portanto.

Casar é ÚTIL, dizes tu. Quanto mais não seja tem a utilidade de se partilharem despesas.:)))
A solo as despesas são maiores.

"Muitas pessoas fazem do casamento uma afirmação social pura e simples..."
Pois fazem.....e?????

"...não percebo o facto de as pessoas acharem estranho uma mulher tornar-se doméstica economicamente dominada pelo marido."
Eu é que não te percebo!
Eu acho muito estranho e tenho imensa pena que haja mulheres que se sujeitem a esse papel, independentemente da classe social a que pertençam.
E os casais que não têm filhos? Onde se aplicam aí os teus argumentos?

Tu tás bem, miúdo?:))))))))

fora-de-lei disse...

noiseformind 11:26 PM

"Fica com o filho, ficando condicionada permamentemente em relação à vida social..."

Algumas ficam tão condicionadas que, às vezes, já é quase noite cerrada quando se "lembram" que têm que ir buscar o(a) filho(a) à creche, ao colégio, a casa dos pais, etc. São umas infelizes... ;-))

Quanto a esse tipo de pai que descreves, e que infelizmente não será tão raro como isso, nem sei o que dizer. É uma tristeza...!

andorinha disse...

Fora de lei(11.02 e 11.41)

Quanta agressividade por aí em relação às mulheres...

fora-de-lei disse...

andorinha 11:58 PM

"Quanta agressividade por aí em relação às mulheres..."

Eu agressivo contra as mulheres ? Não, nada disso. O que eu não gosto é de ver qualquer falsa vitimização, venha ela de onde vier.

Eu não sou agressivo contra as mulheres. Por exemplo, eu continuo a gostar da minha mulher como se fosse o primeiro dia. E olha que de submissa ela tem mesmo muito pouco... Eu prezo é a seriedade e desprezo o sofisma mascarado.

Não reparaste a forma como eu considerei os homens que não sabem ser pais ? Será que também aí eu fui agressivo contra os homens ?

Sandra Feliciano disse...

andava eu a saltitar de blog em blog para por a escrita em dia de pois de uns dias de ausência da blogosfera e deparei-me com esta pérola no "Substrato - Um blog endrominado". Achei que vinha tão a propósito desta vossa discussão aqui, que não resisti a brindar-vos com um copy&paste! ;-)

"Bunda Mole

Cristina acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.
Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha. Chegando ao escritório, quase foi atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.
Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório.
Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.
Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos. Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as
crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo.
Jantaram em silêncio.
Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar. Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
- Tá ficando com a bundinha mole, Cristina... deixa de preguiça e começa a se cuidar.
Cristina olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro! Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!
Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas. Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...
Resolveu agir com sabedoria. No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas. De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de caju e as unhas de vermelho.
Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.
Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localizá-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu.
E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.
- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.
Um beijo da preguiçosa...


Esse sexo é feminino, Patrícia Travasso

Posta da Inês4Jazz"

(em www.substrato.weblog.com.pt)

andorinha disse...

Fora de lei (12.09)

Pareceu-me ver aí uma certa agressividade. É talvez a forma como dizes as coisas. No entanto,se vi mal, peço desculpa.
Também eu abomino falsas vitimizações mas não era isso que estava em questão, pois não?
E olha - podes gostar da tua mulher (não duvido) e podes ser agressivo em relação às mulheres.
Uma coisa não invalida a outra.

Pamina disse...

Boa noite,

No geral, identifico-me com o comentário de Ameninadalua(8.31).
Pensei ainda numa outra situação de "mortos ainda vivos", não devido ao terminar de uma relação, mas porque embora vivos fisicamente já não o estão em espírito. Talvez seja a situação mais dolorosa de todas.

Também concordo com o que a Andorinha(10.29) disse, sobre os homens portugueses terem ainda muita dificuldade em tomar conta de si. Espero que as coisas mudem nas gerações mais novas. Claro que há honrosas excepções. Por acaso, conheço alguns divorciados cinquentões que não sabiam estrelar um ovo e que hoje se desembaraçam muito bem das tarefas domésticas. Um deles em particular, devo admitir, com soluções algo originais e muito eficientes. "A necessidade é a mãe da invenção."

O Noise focou também um ponto interessante no comentário das 11.26. Mas como é que se resolve isso? A mulher divorciada com crianças pequenas vai sempre ficar mais "presa" do que o ex-marido. Ainda por cima se o juíz lhe reduzir a pensão. Não que, de qualquer maneira, deva abundar o dinheiro para baby-sitters. Nos tempos de lazer, como no horário de trabalho, coitadas das que não tiverem pais que possam tomar conta dos netos.

Durmam bem. Até amanhã

noiseformind disse...

Em muitas espécies de peixes e rãs os machos têm de fertilizar uma bolsa de ovos expelida pela fêmea. Como a libertação dos ovos é pre-incidente À sua fertilização são os machos que ficam intrinsecamente com o cuidado da prole. Digam o que disserem ninguém me convence que não há em toda esta sociedade moderna um rasto de biologismo por aqueles 9 meses que a mulher passa com o miúdo dentro dela. Afinal o investimento "obrigatório" do homem é mínimo, e entre os primatas superiores a "educação" da parte do macho é marginal, tirando talvez a brutalidade : )

Por exemplo, pq é que no nosso sangue corre uma carga 105 vezes maior de testosterona que no sangue das mulheres? Este tipo de dismorfismo hormonal está associado a espécies com situações extremas de violência intra-espécie, atingindo o máximo nas cobras-capelo, que são canibais entre si. Que passado tenebroso alojámos em nós? E esta camadinha encerada de civilização, que resistência tem? Leiam Estalinegrado ou A Luta por Berlim de Antony Beevor e reparem: violações, perseguições, suicídios...

No (quanto a mim) delicioso trabalho de recolha de Sofia Aboim pode-se ler a páginas tantas que o divórcio é aceitável quase na mesma percentagem para quem tem casamento civil quer tenha vivido em conjunto ou não e muito menos aceitável para quem tenha um casamento religioso. Portanto, o facto "viver junto" choca com os planos normativos pre-incidentes. Viver junto como parte de dois projectos diferentes origina aceitações de divórcio (e culpa, e ressentimento e outras manifestações) tb diferentes independentemente do período de experiência, que normalmente está repleto de uma ideia fantasiosa de "teste" quando de facto já muita coisa se passa em comum, a começar pela sempre niglegenciada (dado ser pouco romântica, imagino) economia comum ; ))))))

Mas mais a baixo lá está, a nossa marca de atraso em relação aos primos europeus do Norte ; ) Se por um lado 70% dizem que o casal deve dividir exactamente as tarefas domésticas já quanto interrogadas sobre a efectiva divisão de tarefas no seu próprio agregado só 18% referem uma divisão igualitária. Portanto, caraças, tirando o status, afinal qual é a vantagem para a mulher casar com o marmanjo do namorado mesmo? ; ))))))))))))))



Andorinha dixit,
""...não percebo o facto de as pessoas acharem estranho uma mulher tornar-se doméstica economicamente dominada pelo marido."
Eu é que não te percebo!
Eu acho muito estranho e tenho imensa pena que haja mulheres que se sujeitem a esse papel, independentemente da classe social a que pertençam.
E os casais que não têm filhos? Onde se aplicam aí os teus argumentos?

Tu tás bem, miúdo?:))))))))"

Tens pena? Achas estranho? Bem... e mulheres a ganharem 1/10 do marido, isso consola-te mais? ; ) os casais sem filhos são casais com valores mais elevados de empregabilidade da mulher. O nosso problema é que quando os filhos começam a aparecer a mulher fica mais e mais e mais em casa, acabando por desistir em muitos dos casos de uma trajectória profissional. Mas o que eu não acho correcto é que alguém tenha "pena" dessas mulheres. Sendo que o seu rendimento para o casal era marginal é portanto natural que esse passo da actividade menos importante para a inactividade profissional seja automática. Mas eu vou mais atrás. Por exemplo, as mulheres licenciadas dentro dos casais neste momento estão em maioria (72% delas estão casadas com homens com esse grau de ensino enquanto que os homens com com licenciatura casados com mulheres com o mesmo grau são 45%) no entanto isso não se traduz no RENDIMENTO delas DENTRO do agregado. Ou seja, da obtenção do grau académico até à transformação dessa competência vai um universo de distância. Aliás, quando cruzámos a escolha entre qualificações dos conjugues e rendibilidade as mulheres estão em mais de 86% com parceiros que têm rendimentos pelo menos 15% acima delas. O que eu digo é que temos o contexto e temos a mudança. Claro que espero que estes nros mudem, e que mudem rapidamente ; )))))))) mas no contexto social que temos é uma escolha VIÁVEL, ACEITE e até mesmo APOIADA ; )))))))) falo da realidade, não da pena que tens dela miúda ; )))) se o Estado não apoia a MATERNIDADE, é claro que os casais e os agregados familiares se formatarão em torno dela para a tornar mais aceitável.

; )

lusco fusco disse,
"Daí eu achar que a coabitação é a melhor maneira de manter uma relação estavel, a adrenalina masculina continua a manter-se."
A adrenalina masculina não se dissipará a partir do momento em que ele sabe todas as noites a caminho de casa quem vai encontrar? Não se dissipará quando a caminho de casa souber de cor os sítios por onde tem de passar para realizar os seus deveres? A pergunta que eu faço é (da inocÊncia dos meus castos 27 aninhos): adianta alguém imaginar que a separação é mais fácil só pq não têm de ir ao cartório quando todo um conjunto de rotinas estão instituídas? (fora-de-lei, isto é uma deixa para ti pá ; ))))))))))) loooooooooooool )

Moon,
Isso do anti-ufffffffffff cheira-me a "cão que ladra..." (ou neste caso, mulher que diz que mama...) ; )))))))))))) mas diz o Grande Mahatma "tende fé nos vossos irmãos maralhos" e eu tenho fé... eu creio... ; )))))

Pamina,
Pois é... eles não têm de enfrentar o teatrinho diário de os mandar para a escola, de os obrigar a fazer os deveres, as imensas reuniões de pais. E nisso pouco mudou pq a tendência social é para o consumo, e as relações são para as pessoas cada vez mais algo que depois de se ter consumido e passado o prazo de validade deve ser arrumado (com os "incómodos" anexos). Acho que nesta pressão social sobre o ego das pessoas se esmaga grande parte da pretensa igualdade potenciada por novos modelos de ensino. Caraças, como crescerão estes filhos de pais porreiraços e sempre bem-dispostas e de mães sempre desalinhadas e cansadas? É uma resposta que para a dar temos de pisar cascas de ovos ; ))))

E já agora, Andorinha,
Pq é que a taxa de divórcios mais do que octuplicou desde meados dos anos 80 e a taxa de casamentos em que pelo menos um dos cônjugues é divorciado teima em não crescer? Quer dizer, a pergunta que eu te faço é: então se o pessoal se divorcia e isso não lhes quebra o arrojo, pq é que depois preferem a coabitação? Tão com a primeira arrijaram o casamento e com a segunda a coabitação? E pq é que são as mulheres divorciadas as que por um lado mais dizem "não planear voltar a casar" e que depois são as que mais casam em segundas núpcias? E, oh, horror dos horrores, ao contrário do que seria de pensar as com filhos são as que até casam mais depressa enquanto que as sem filhos são as que mais insistem em coabitar sem casamento... Ai ai ai... isto é muito complicado... não somos um país de contradições, somos UMA contradição ; )))))))) looooooooooool looooooooooool looooooooool looooooool




São 4h50 pessoal... vou ler qq coisita até ao nascer-do-sol ; )

noiseformind disse...

ameninadalua disse,
Quanto ao "recomeçar" com uma nova pessoa, penso que resolvida e ultrapassada a situação anterior e se nos posicionarmos numa abordagem de futuro, podemos sempre acreditar que o amor é possivel e fazermos do passado algumas aprendizagens mas julgo que não muitas porque tudo pode ser diferente...
Os filhos podem ser factores de perturbação para uma nova relação; depende muito da forma e da aceitação que todos tiverem uns para com os outros mas é importante que cada parte entenda que deve respeitar o espaço de vida de liberdade de cada um.

Oh menina, agora tens é de dizer aqui ao ppl como é que isso se faz no pormenor... não podes dar uma receita mais... específica? Já tens aí os ingredientes... agora podes-nos dar a preparação? ; )))))))

Funcionária maltratada no local de trabalho disse...

Noiseformind, olhe, você convenceu-me por exaustão! Tanto barulho reorientou-me os pensamentos de tal maneira que ainda antes da sua segunda mensagem já era capaz de dizer que 2+2 eram 5 se você você fosse capaz de dizer tal malvadez
Professor, e você assiste impávido ao maltratar dos neurónios desta pobre funcionária pública?!?!?!?!?!?!?!?!? Temos o Governo a acabar com os nossos direitos, o Noise do outro lado a acabar com o nosso direito à ignorância.
Oh Noise homem, você não existe!

Manolo Heredia disse...

Andorinha 9.09 PM,
Quanta amargura vai nessa alma!
Não acredito que os homens sejam, em média, assim tão maus.
Estás a esquecer-te dos casos como o meu, em que existem "os teus, os meus e os nossos" filhos. São os recasamentos mais estáveis, pois existe simetria de interesses.
Ah! esquecia-me de dizer: "Só há casamento estável quando há interesse mútuo em que ele continue."

Chica disse...

Bom dia a todos
Em 1º lugar quero felicitar o Prof. JMV pelo blog, pelos temas interessantes que aqui coloca....sou uma leitora assídua e nunca comentei.
Desta vez vou fazê-lo porque o tema toca-me.
O divórcio
Sou casada pela 2º vez e muito feliz, tenho 2 filhos fruto do meu 2º casamento.
O que eu posso dizer é que para mim o divorcio foi uma experiência á qual eu agradeço...agradeço pelo facto de me ter ensinado o que devo fazer e o que não devo fazer para o casamento dar certo, aprendi com os erros...
Não é pelo facto de ter tido um mau casamento que uma pessoa vai desistir....pelo contrario, ajuda-nos a continuar.........

pedrasolta disse...

É a primeira vez que escrevo num blog e, confesso, gostei da discussão. Permitam-me dar a minha modesta opinião sobre o assunto. Efectivamente acho que não é a mesma coisa ser "solteiro" ou ser divorciado, e quando digo solteiro refiro-me a ausência do estado de coabitação. A maior parte das vezes os divorciados (homens ou mulheres) transportam com eles um passado de muitas "raivas", mas também alguma nostalgia e conforto, o que poderá levá-los mais facilmente a uma nova tentativa. Quanto ao facto da exstência de filhos, pela minha experiência, acho que as mulheres são mais selectivas na escolha de parceiros o que as leva a não juntarem "os trapinhos" com facilidade.

andorinha disse...

Noise,

Tu não distorças o que eu digo, miúdo.:)))
Pegaste apenas num ponto que mencionei e escreves esse testamento!
"...e mulheres a ganharem 1/10 do marido, isso consola-te mais?"
Claro que não, mas uma coisa não contradiz a outra.
Isso tem a ver com a forma como a sociedade está estruturada e organizada e com o facto de as mulheres ainda desempenharem a maior parte das vezes tarefas mal remuneradas.
Mas mesmo estas tarefas podem constituir para elas fonte de alguma satisfação; eu continuo a achar que é terrível uma mulher ter que abdicar da sua trajectória profissional e limitar-se a ficar em casa. Tenho "pena" se elas se sentem pressionadas a fazê-lo e não porque genuinamente tenham vontade de o fazer. Se o trabalho é fonte de realização profissional (independentemente do que a mulher aufere com isso) a mulher nunca deveria ter que abdicar dele.

"Parece-me perfeitamente natural que alguém sem saídas profissionais e um estatuto social elevado o faça..."
A mim não me parece mesmo nada natural, parece-me até inconcebível que alguém possa viver assim.
Essas mulheres são o quê?
Bibelots de luxo que os maridos conservam em casa?
Em relação às outras sinto pena, em relação a estas sinto desprezo.
Fui clara?:)))))))))))))))
E se fosse o homem a abdicar do seu trabalho para ficar em casa acharias seria isso para ti uma escolha viável, aceite e até mesmo APOIADA?

andorinha disse...

manolo (10.31)

Não vai amargura nenhuma na minha alma, manolo!
Falo pelo que constato e não pela minha experiência pessoal.
Sempre disse que me referia ao panorama geral e que excepções haveria sempre.
Casos como o teu eu sei que existem e ainda bem.:)

andorinha disse...

Noise,

Reescrevo o último parágrafo (ainda é do sono....):)))))))
E se fosse o homem a abdicar do seu trabalho para ficar em casa, seria isso para ti uma escolha viável, aceite e até mesmo APOIADA?

yulunga disse...

Bom dia maralhal.
Não concordo nada que exista uma diferença entre divorciados e solteiros na disponibilidade de juntar trapos. E principalmente se essa disponibilidade se prender com mágoas da relação anterior.
Quer num caso quer noutro existe um passado, uma relação que acabou, a tal bagagem que a Débora fala. Se uma pessoa estiver numa relação e numa entrega a 100% não vejo diferença nos pós relação entre namoro, casamento ou união de facto.

yulunga disse...

Em relação a quem foi casado e a quem coabitou, para mim é tudo igual. Desde que se esteja na relação com o respeito, o empenho, a disponibilidade, a entrega que devem existir em qualquer relação amorosa não vejo diferença no facto de se assinar um papel ou não.
A unica vantagem da união de facto talvez seja na eventualidade de uma separação. Tudo é mais simplificado sem duvida.Em vez de se preencherem uns quantos requerimentos e conservatórias e notários para cá e para lá, tudo se resolve com meia duzia de sacos do Jumbo com os trapinhos de um dum lado e do outro no outro lado.
E porque quem assume uma união de facto à partida são pessoas práticas, perante os sacos com os trapos a resposta à pergunta, "Quem sai? Saio eu ou sais tu?", ao fim de uma meia hora está dada

yulunga disse...

Andorinha
Tu ás vezes passas-te à força toda, não?
No comentário das 12,54 "Em relação às outras sinto pena, em relação a estas sinto desprezo."
a que mulheres te referes e em especial às que sentes desprezo? Desprezo????

Realmente ou sou eu que estou com um feitio intragável hoje ou não sei... Li os comentários e a sensação que tive ao tentar assimilá-los foi aquela que temos em pequenos com a comida: vai-se mastigando e mastigando e vai-se fazendo aquela bola ao canto da boca que só vai para baixo com um bocadinho de água (mas só um golinho que não quero que enchas o estômago de água, ouviste? vá engole isso!)

yulunga disse...

Até depois maralhal.
Boas blogadas.

ovo mole disse...

O núcleo duro (ND) permite ..?

Para já, quer-me parecer que alguns comentários-alguns- encaram o estado civil das pessoas qual clube originando clubites.
Em segundo, é impressão minha, ou assume-se à partida nesses comentários que quem está casado está-o invariávelmnete por razões "menos nobres" e que os que estão juntos estão-o pelas razões nobres, como se o facto de se estar casado fosse logo um atestado de comodismo, inércia, etc?
Como se os que se juntam em vez de casarem estivessem sempre em estado de graça e os casados não. Isto é mesmo assim? A pergunta não é retórica.
A responsabilidade na cohabitação é menor que no casamento?
A visão pragmática dos sacos de Jumbo com os pertences é o espelho desse pragmatismo associado à cohabitação vs casamento.
Mas não é isto sinal de que as pessoas que pragmaticamente vivem em união de facto não estarão dispostas a investirem sériamente numa vivência conjunta? Ou só os casados padecem da conjugalidade..?

Os filhos mantêm casamentos? Mas alguém yem dúvidas sobre isto? A pergunta certa é: chegam os filhos para se manter um casamento?
A resposta imediata será um não rotundo, mas eu acho que esse "não" não deve ser tão rotundo como isso, antes cheio de retic~encias..porque os filhos devem estar sempre em primeiro e segundo e terceiro e que eu não tenho dúvidas que o maior sofrimento emocional da criança é a separação dos pais, isso não tenho. Pelo saber de experiência feito.

Quanto às mulheres que ficam em casa, se é o que elas querem e gostam, não vejo pq são realmente crucificadas e isto não tem nada a ver com rendimentos globais do agregado familiar. Tem a ver com o que a pessoa sente que é melhor para si, para a sua estabilidade emocional.
Fiquei a saber que a andorinha me despreza pq eu já passei pelas fases todas. E dependo financeiramente do meu marido, mesmo a trabalhar, pq o que eu ganho não dá para os alfinetes. O facto de eu trabalhar quando estou colocada não me dá nenhuma sensação de emancipação financeira, pq isso até seria anedótico.

Manter um casamento é uma tarefa hercúlea. Precisa-se de amor, paciência, abnegação, condescendência, luta, guerra às vezes, imaginação, compreensão, silêncio, barulho, desgaste, carinho, irritação, medo, esperança, eu sei lá. Dá muito trabalho. Para mim, continua a compensar. Mas tudo isto devia ser válido para a cohabitação. Ou não?

CêTê disse...

Excelente mote, Professor!






Mas hoje não me apetece deitar-me no sofá. Digamos que me apetecia antes ouvi-lo ...

Sandra Feliciano disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Sandra Feliciano disse...

Gostei tanto da quadra do JVM, que hoje deu-me para agarrar nela como mote e... acrescentar-lhe mais umas! ;o)

Mortos que não são mortos,
fantasmas de carne e dor.
Portos que não são portos,
amarras órfãs de amor.
(JMV)

Marés que não são marés,
correntes de negra lama.
Ventos que não são ventos,
velas órfãs de chama.

Naus que não são naus,
frágeis cascos sem prumo.
Lemes que não são lemes,
timoneiros órfãos de rumo.

Vidas que não são vidas,
encalhadas em lastro duro.
Passados que não são passados,
presentes órfãos de futuro.

Ciclos que não são ciclos,
tempestades sem bonança.
Vivos que não são vivos,
almas órfãs de esperança.
(SF)

andorinha disse...

Yulunga (2.05pm)

Vou tentar ser mais clara.:)
Lamento a situação das mulheres que têm que abdicar da sua vida profissional e que são "obrigadas" por diversos motivos a ficar em casa; se o fizessem de livre e espontânea vontade seria diferente.
As outras,as que pertencendo a uma classe social alta e podendo exercer uma profissão não o fazem, preferindo ficar em casa a viver à custa dos rendimentos do marido,a essas eu chamei bibelots de luxo e é assim que as considero. Por essas só sou capaz de sentir desprezo.

ovo mole disse...

gripe das aves ou vacas loucas?

mercúrio nos peixes...

Anónimo disse...

ovo mole
para quem acha que o Prof JMV devia acabar com os comentários está a comentar muitas vezes não acha?

Anónimo disse...

Yulunga e, principalmente, a Omelete (Ovo Mole) :), muito bem, (e não é pela empatia da semana anterior), é que estava a ver que a única e verdadeira importância de tudo isto era o dinheiro, as carreiras, os empregos e sei lá que mais.
JF

Anónimo disse...

anónimo: pois, tb já tinha pensado nisso. Mas eu TB defendi a criação dum fórum, lembra-se?
E acha mesmo que eu posto muito?
Eu acho que não, até pq já cheguei a meio da festa e isso inibe-me um bocadito.
Além do mais, não tenho opinião formada sobre tudo o que possa ser lançado pelo professor.


JF:
obgd pelo comentário simpático.
Mas, para mim, o trabalho fora de casa é importante.
Só não vou armar-me em n sei q e apelidar as pessoas de desprezíveis por preferirem trabalhar sempre em casa.
Até pq alguém imagina que uma dona de casa não trabalha?
E alguém tem dúvidas de que a disponibilidade duma mãe é inesgotável, integral e (o mais giro de tudo) eterna?

Consigo imaginar imensa coisa desprezível, ficar em casa não é certamente uma delas.

ovomole

amok_she disse...

...oh ovo!, tu 'tás mesmo mole!!!...átão tu na percebes q, prós virtuosos...todos os q ñ usam dessa cartilha, da virtuosidade!:-> ...são desprezíveis!?! tesss...tesss...'tás crú, ovo, mt crú!... e isso ag com a gripe das avezitas...é de morte!;-)))

amok_she disse...

...olha, maria_yul...mt me apraz q comeces a abrir os olhinhos...finalmente!;-)