terça-feira, maio 09, 2006

Ainda os estereotipos.

As mulheres são quem mais utiliza a violência física durante o namoro em idade juvenil. Empurrões, murros, bofetadas e arremesso de objectos são as formas mais generalizadas de agressão, tal como refere um estudo da Associação para o Planeamento Familiar (APF) sobre a vitimização sexual nas relações com pares em mulheres adolescentes e jovens, apresentado ontem em Évora.
Uma das principais conclusões deste diagnóstico, segundo Nélson Rodrigues, psicólogo da APF, é que este resultado quebra o mito de que só os homens recorrem à violência.
“As mulheres recorrem mais à agressividade, resultante da perda de controlo, normalmente numa discussão”, disse o investigador.
Os motivos das discussões que depois geram violência entre casais de namorados devem-se principalmente, segundo o estudo, a motivos de ciúme e falta de afectividade entre casais de namorados.
Para esta análise foram recolhidos 596 inquéritos em escolas secundárias, profissionais e de ensino superior de todo os país. Foram inquiridas 444 mulheres e 152 homens, com idades entre os 15 e os 24 anos. A diferença entre o número de inquéritos do sexo feminino e masculino justifica-se pela maior percentagem de mulheres no ensino em Portugal.
A violência de cariz sexual é também abordada neste estudo, e aí são os homens que mais a utilizam. Mas, segundo o especialista, esta é menos significativa em Portugal do que noutros países.
“No estudo, 11,51% das mulheres dizem que já sofreram contactos sexuais indesejados. As taxas em outros países industrializados podem chegar aos 50%”, referiu Nélson Rodrigues, adiantando ainda que no campo da agressão verbal os valores médios entre sexos são semelhantes.
De acordo com a mesma fonte, esta investigação é apenas representativa de uma parte da realidade dos jovens portugueses, visto que a amostra analisa apenas aqueles que frequentam os estabelecimentos de ensino.

REGOU O NAMORADO COM ÁCIDO

“Não és para mim, não és para mais ninguém”. Enquanto dizia isto, Fátima A., de 25 anos, tirou uma garrafa de um saco de plástico e regou o namorado com ácido sulfúrico. Atingiu-o na cara, no tórax e nos membros, provocando-lhe a morte. Reza a história que Fátima A. não suportou o facto de Nuno, de 23 anos, ter terminado a relação. No dia 24 de Maio, dominada pela dor e pela loucura, dirigiu-se ao trabalho do namorado, esperou pela hora de almoço e pediu-lhe para entrar no carro. Fechou as portas e consumou o crime. Os casos de violência entre namorados sucedem-se. Elza Pais, presidente da Comissão para a Igualdade e Direitos da Mulher, diz que o fenómeno está bem presente na sociedade e que aparece agora com mais visibilidade. Os maus tratos entre namorados, assim como ex-companheiros, estão já incluídos nas alterações ao Código Penal. “Estes vão passar também a ser crimes públicos”, diz. A violência doméstica passa assim a incluir todas as formas de convivência entre pessoas.

NÚMEROS

76,7%

Das raparigas puxa para tema de conversa algo que o parceiro tenha feito no passado como pretexto para uma discussão.

64,2%

Das inquiridas diz que utiliza as discussões com o companheiro para afirmar a sua independência e autonomia.

63,2%

Diz que os ciúmes provocados pelo parceiro são o principal motivo das discussões entre ambos.

55,4%

Dos jovens esquece ou não se importa com discussões ou agressões com origem nos problemas do casal.

43%

Discutem por acharem que o parceiro não se aplica o suficiente na relação não satisfazendo as necessidades afectivas.

34 ,4%

Das raparigas já deu pontapés, murros, atirou objectos, esbofeteou, puxou cabelos, ou empurrou o parceiro.

CASOS

AMANTE AGRIDE CASAL

Uma mulher de 20 anos agrediu um homem de 27 e outra mulher de 24, numa discoteca de Santarém. Na origem da agressão, em Abril passado, terá estado uma cena de ciúmes.

ESBOFETEOU O MARIDO

Em 2002, Fátima foi detida depois de ter esbofeteado o marido. Apanhada em flagrante por dois agentes da PSP da esquadra de Santo Condestável, no Porto, acabou por ser acusada.

AGREDIDO PELA MULHER

Paulo Fernandes, 32 anos, foi vítima de violência doméstica. Durante sete anos foi várias vezes hospitalizado. “Precisava de Polícia sempre que entrava em casa”, dizia. Decidiu denunciar o caso em 2005.

NÚMEROS DA APAV

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, 3,3 por cento dos crimes contra pessoas ocorrem entre namorados ou ex-namorados.
Pedro Galego (Évora), com M.A.

55 comentários:

Carlos Sampaio disse...

Boa tarde.

E já agora… há estudos para faltas de razoabilidade, agressividade, sob as suas várias formas, e respectivas consequências para os casos de ruptura em que existem filhos comuns ao casal... ?

Carlos Sampaio disse...

Professor

Apresentado as minhas desculpas para o caso de estar a desviar o tema, não queria deixar de acrescentar que, no que concerne a reacções agressivas a rupturas afectivas, existem muitas vezes uma vítimas indefesas e ignoradas. Trata-se de problemas muitas vezes silenciosos mas provavelmente de consequências mais graves do que algumas "simples" agressões físicas.
Divórcios e protecção de menores

Fora-de-Lei disse...

"As mulheres são quem mais utiliza a violência física durante o namoro em idade juvenil. Empurrões, murros, bofetadas e arremesso de objectos são as formas mais generalizadas de agressão..."

Os putos de hoje estão feitos uns autênticos mariquinhas pé-de-salsa... Vão baixando a bola, não respondem à letra e depois, quando dão por ela e já é tarde de mais, ainda acordam com a almofada espetada na cabeça, que é por causa das tosses....

andorinha disse...

Boa tarde.

Se a violência for exercida por mulheres sobre homens só se perdem as que caem no chão:) (como costuma dizer em sentido contrário aqui um colega de bancada.) :)))

Qualquer tipo de violência é para mim inadmissível, como sempre disse.
E alguém dizer "Não és para mim, não és para mais ninguém." é algo que só consigo enquadrar no domínio do patológico.

Fora-de-Lei disse...

andorinha 7:13 PM

"Se a violência for exercida por mulheres sobre homens só se perdem as que caem no chão (como costuma dizer em sentido contrário aqui um colega de bancada)."

Vê lá, vê... ;-))

Fora-de-Lei disse...

Putos do meu país, ponham os olhos no Sr. Pinto da Costa. A Carolina é que sabe como elas lhe mordem...!

Rui disse...

Depois digam que eu não tenho razão quanto à falta de simpatia das mulheres do meu país!... :)))))

Agora falando a sério: isto assusta-me sobremaneira.
A mulher e a rapariga desempenhavam habitualmente o papel de contraponto à tradicional agressividade e violência masculinas. Isso está a acabar. Estamos a assistir a uma progressiva aproximação das mulheres aos "valores" masculinos naquilo que eles têm de pior. Trata-se aqui de uma tendência (irreversível?) para não só um pensamento único, mas também para um actuar único.

E depois, isto é tão triste: lembram-se do tempo em que os jovens (e a sua generosidade) apontavam para caminhos mais justos e mais humanos para a humanidade? Que fazem os nossos jovens? Que sociedade vão eles construir?

AQUILES disse...

Para mim só há uma questão. Porquê ou para quê a violência? Seja ela masculina ou feminina.
Mas devo aqui referir, e a sério, que muita violência do homem sobre a mulher é devido a fartar-se de a ouvir, quando ela ultrapassa o limite do razoável ao atazanar-lhe a paciência. De certeza que o Noise é da minha opinião, embora a dele seja "científica".

andorinha disse...

Fora de lei (7.19)
"Vê lá, vê..."
Isso é uma ameaça???
Ainda bem que estou longe.:)

Rui (7.47)
Simpatia com simpatia se paga.:)))
O que deve assustar é a violência, ponto. Independentemente de quem a pratique.

CêTê disse...

"Foram inquiridas 444 mulheres e 152 homens, com idades entre os 15 e os 24 anos. A diferença entre o número de inquéritos do sexo feminino e masculino justifica-se pela maior percentagem de mulheres no ensino em Portugal."- que universo mais faccioso!?
Muito embora os casos falem por si (a utilização de ácido acrescenta, ao já mais do que condenável acto, uma perversidade e ódio desmedido)
muitos outros - mediaticamente comnhecidos - e praticados por homens foram omitidos. Pronto ... tadinhos podem não ser tão maquiavélicos ... são mais força bruta! ;P
Tenham uma boa noite.

andorinha disse...

Aquiles (8.04)
"...muita da violência do homem sobre a mulher é devido a fartar-se de a ouvir..."
Parece impossível que estejas a falar a sério!
Isso é coisa que se diga ou sequer se pense?!

Rui disse...

Andorinha e Cêtê,
este estudo não deve esconder o facto indesmentível de a esmagadora maioria das agressões físicas serem de homens sobre mulheres. Não sejamos ingénuos.

Não sejamos ingénuos, também, a querer fechar os olhos para o facto de, em 1º lugar, virem realmente as que são perpetradas por adultos sobre crianças de ambos os sexos.
E, para mim, as crianças que aprendem que os problemas se resolvem com violência, terão mais dificuldade em resolvê-los de outra maneira quando mais velhas. Ou não será assim?

Fora-de-Lei disse...

andorinha 8:15 PM

Os professores dizem que sofrem de stress por causa da xinfrineira dos putos, durante as aulas. Alguns até dizem que, se pudessem, era porrada nos putos que até fervia. E um gajo não pode dar um bilhete na sua mulher quando esta não lhe desampara a loja a sarnar-lhe a carola... Mas o que é isto ?!?!?!

Andorinha, se te pusessem uma buzina a apitar permanentemente em cima dos teus pavilhões auditivos, eu queria ver como reagias... ;-))

Angie disse...

Fora-da-Lei:

Deixei lá em baixo um recado, ainda acerca do empreendorismo nortenho...

Lusco_Fusco disse...

Boa tarde!
Tou pasmada. Essa notícia da agressividade com ácido li, e vi depois a imagem, duma catraia, de 19 ou 20 anos, com a cara e o corpo num estado deplorável provocado pelo namorado. Parece-me travestida. Lembro-me bem de ter advertido a minha filha da possibilidade e da atenção que deve ter na escolha até dos amigos( se bem que não está escrito na cara)
Acho os homens mais violentos e inconsequentes ainda que aparentemente sãos :))). Uma verdade assim nua e crua com um sorriso cai menos mal. E sei do que falo.
Há nessas estatísticas algo estranho. Se é antes do casamento ou não há mais mulheres nas redondezas (para se sujeitarem á violência, ou perdoem-me, ainda não conseguiram dela o que queriam e deixam-se levar.
Homens?! lol Quem não os conhecer que os compre. ehehehehehe
MJ

andorinha disse...

Rui (8.30)
Concordo totalmente.

Fora de lei (8.35)
Não sei que te diga, homem:)))
Eu sou uma pessoa pacífica, só reajo se for provocada.

Mas ainda bem que algumas mulheres estão a adoptar os maus hábitos dos homens. Loooooooooooool

CêTê disse...

Rui, de facto a violência sobre as crianças é que dói... a doer! E à frente delas, é como diz: é uma escola! Façamos votos que saibam daí tirar lições para a vida e que se afastem da fácil réplica de experiências vividas.


Fora-de-lei, aos professores, o que às vezes dá vontade é de bater aos pais lol´. Quanto aos pequenos rebeldes saiba que os mais carentes e aqueles que mais estão vulneráveis à nossa atenção. Já me passaram alunos pela vida a quem lhes eram partidas cadeiras (nem as de pés de frango resistiriam de certo ;])nas costas e a quem foi muito dificil passar o conceito de "castigo" que não fosse o físico. E cada um de nós? Como o entende e aplica? ;]]]
Agora é que é: até amnhã

AQUILES disse...

Andorinha

Ainda estou à espera da opinião "cientifica" do Noise. :):)

AQUILES disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
AQUILES disse...

Se vamos aqui falar da violência sobre crianças, nem sei o que conte. O cardápio é tão extenso que fico angustiado. A pobreza, a ignorância e a falta de esperança são uma mistura explosiva.

noiseformind disse...

Depois de passar a última meia-hora a comentar os posts do fds e início da semana (não sabias ser menos profícuo e respeitar as minhas cãs tentativas de acompanhar o arranque da Queima das Fitas Boss????) cá estou eu na "prata da casa". E digo desde já que não me fio nesse estudo, mas sei que o puseste aqui para semear entre nós a dúvida pois nós somos cegos e tu tudo vês, nós somos argila e tu és feito de aço, etc, etc, etc ; ))))))))))

No entanto, passado o momento de divertimento ali com as palavras do nosso irmãos FDL e do nosso irmão Aquiles lembrei-me (a memória fotográfica é uma, como dizia a minha santa e muito defunta avó, filha duma meretriz) destes estudos que aparecem citados ao mesmo tempo nesta notícia. E desapareceu-me todo o qualquer resquício de sorriso que estivesse até então presente. Já que estámos a escalpelizar as adolescentes (e tanto eu como qq homem presente sabe que uma adolescente em mini-saia de colégio é meias ao xadrez é coisa a que um homem não consegue nem deve resistir, seja qual for a diferença de idades para a pitinha) pq não dizer que neste estudo está já evidenciado o elevado grau de auto-inculpação da gaja lusa? Pq não dizer que estão já aqui os elementos que levam a que somente 1/4 das violações cheguem a transformar-se numa queixa? Há uma matraca lá em casa a grasnar? Pois, se calhar pq as mulheres portuguesas passam 2/3 do seu tempo em casa na cozinha e se juntarmos o tempo que passam na lavandaria (sim... as mulheres portuguesas tb lavam...) temos 5/7. Se calhar falam pq trabalham o mesmo nro de horas que os homens mas para ter os garotos tiveram de abdicar de empregos financeiramente mais recompensadores. Se calhar não calam a matraca pq o trabalho delas não é recompensado em termos de esforço contributivo para a família. Pq se calhar têm de ir levar e buscar os miúdos. Pq se calhar os bons exemplos como o Guilherme ainda são uma muito pequena gota no oceano lusitano. Se calhar... se calhar... se calhar. Se calhar pq não se cumpriram as promessas de "e viveram felizes para sempre" com que os agora maridos silenciosos na sala as levaram ao altar. Se calhar pq nunca dá para ir de férias em condições pq o novo carro que ele achou tão urgente comprar leva-lhes o salário ganho para "os dois". Se calhar... se calhar... se calhar. E se calhar se os homens ouvidores destas matracas incaláveis que não seja pela chapada ou pelo "foda-se, cala-te!!!!" conversassem com elas e não fizessem do casamento a extensão da casa dos pais, se calhar, elas seriam companheiras e não reféns... dos seus sonhos do que um dia podiam ter vivido. Mas isto, caraças, sou só eu a efabular sem qualquer fundamento ; )))))))))

noiseformind disse...

Espero da parte dos meus fellowes murcónicos
visita ao meu profundo, extenso e sentido comentário ao post do Boss sobre a vitória do Porto no Campeonato...

andorinha disse...

Noise,
Excelente efabulação, miúdo:)
Assino por baixo.

noiseformind disse...

E já agora cá fica a "bomba". A maior parte das jovens portuguesas ainda (ainda pq nos anos 70 e 80 eram quase a totalidade) iniciam a sua vida sexual como "prova de amor" em relação aos seus parceiros. Não admira que diante dos resultados físicos e emocionais dessa "prova de amor" a vontade seja dar com qq coisa no gajo bem-falante e mal-fodente. Digo eu, que nunca estive com um homem português para ter dados em primeira mão, boca ou traseiro...

Andorinha,
Isto não vai lá com assinaturas... próxima semana incendiámos qq coisa machista... olha... tipo o Estádio de Guimarães se entretanto os adeptos do Vitória não se anteciparem loooooooooool

noiseformind disse...

Aquiles,
Podes não acreditar... mas só agora é que li o teu comentário dizendo-te a aguardar a minha opinião "científica" ; )))))))))) espero ter sido, mesmo sem saber que estava a ser, preenchedor em relação ao assunto ; )))))))))

AQUILES disse...

Noise
Com muito fundamento, mesmo muito fundamento.
Que deus me perdoe, mas eu acho que a maioria dos homens portugueses são uns asnos insensiveis para com as mulheres. Daí levá-las tantas vezes ao desespero. Digo eu, que percebo pouco de n mulheres

andorinha disse...

Noise,
Sou muito pacífica , já te disse, não alinho nessas violências.
Na próxima semana é só paz e amor.:)))))))))))))

Aquiles,
Se fosse eu a escrever o que o Peter escreveu, aceitáva-lo da mesma forma?
Responde sinceramente.:)

noiseformind disse...

Aquiles,
(se não quiseres responder acena à Andorinha com um saquinho de chá Preto (da variedade Puh-Erh), ela não resiste...

; )))))))))

Andorinha,
Desmancha-prazeres (pelo menos prazeres bélicos ; ))))))))) )

noiseformind disse...

Já agora, se tb quiseres ser meu amigo ; )))))))))) só custa 8E por cada 100gr... quase o mesmo do da Andorinha...

AQUILES disse...

Andorinha
Aceitava sim. Apesar de, apesar de e apesar de haver haver da tua parte uma má impressão sobre os homens em geral, quiçá azedume, eu respeito muito a tua opinião. E digo-o com sinceridade e respeito.
E sabe Deus que alguns homens são uns bons filhos da pauta. Mas ue tb sei que muitas mulheres o são.
Enfim, humanidades.

noiseformind disse...

E já que estou a pedir e estou... pq não oferecerem a este vosso colega este cházinho especial (no sentido que cada gr custa 1€ e no sentido em que a produção mundial são apenas 40Kg) que comprou 100gr mas ainda não teve coragem de abrir o recipiente?????? Vá lá... sejam solidários para com este colega de caixa de comentários que passa mal...


Se acharem o outro muito caro :.........( :...............( :................( cá ficam mais alguns que eu tb goxto ; ))))))))))))

AQUILES disse...

Noise e Andorinha.
Eu aqui não encontro nada disso.
Só têm duas hipóteses. Porto Formoso ou Gorreana em várias variedade. Tenho aqui agora comigo um pacote de chá de ponta branca, colheita única num ano. Se quiserem, a Andorinha que me mande por mail um endereço e eu ponho amanhã no correio.

andorinha disse...

Aquiles,
Fico contente por saber isso, a sério.:)
Não tenho uma má impressão sobre os homens em geral, tenho sim uma péssima impressão de alguns e uma óptima impressão de outros.
Gostava muito que o homem português tivesse uma outra mentalidade e uma postura diferente face à mulher, só isso, que a respeitasse como a um ser com iguais direitos e deveres e não é isso que acontece, infelizmente. As excepções só confirmam a regra.:)

andorinha disse...

Noise,
Desmancha-prazeres, eu??????

Afinal que chá queres, já não percebo nada.:)))


Aquiles,
Obrigada pela gentileza.:)
Mando-te já o meu endereço.

AQUILES disse...

Mas Andorinha
O que eu disse, a pobreza, a ignorância e a falta de esperança são uma mistura explosiva que potenciam tudo. A falta de intervenção nesta área impede que se debele o problema. Lembras-te do silêncio dos bons? O não agirmos com as policias?
Sem acção ficamos pelos lamentos.
Com um paternalismo que nada resolve, e uma desesperança que cada vez mais se incrementa. E se associa à promiscuidade, à falta de valores. O quadro por aqui é negro, nesta ilha.

AQUILES disse...

http://www.gorreana.com/

http://www.cm-ribeiragrande.pt/Default.aspx?Module=Artigo&ID=117

andorinha disse...

Aquiles,
Haverá sempre "atenuantes" que não justificam nada. Mas entendo o que dizes: a pobreza a todos os níveis, a ignorância e a falta de valores acabam por determinar muita coisa.
Claro que me lembro do silêncio dos bons.:)

Lusco_Fusco disse...

Boa noite!
Hum!Hum! Boa tertúlia... :)
Palminhas "pó" Noise. Andorinha que outro guardião precisamos?! Além de dar tareia verbal tem um físico de respeito … heheheh
Beijoca

AQUILES disse...

E a falta de Esperança. Esta é crucial. Sem ela ninguém sai do atoleiro onde o puseram , ou aonde caíu.

AQUILES disse...

Boa noite a todos.
Vou calar o nível.

AQUILES disse...

Andorinha
Mas a propósito do tema hoje, o meu ultimo coment. no Domingo foi:
Esqueci-me de dar os parabéns às mães. Elas são cruciais para os filhos e para os pais.
E isto, da minha parte, diz muito.

yulunga disse...

Boa noite maralhal.

Pois cá para mim numa relação: violência zero.
Mas se algum dia alguém me der um "bilhete", lógico que retribuo com o maior prazer.
Essa coisa das miúdas gostarem um bocadinho de sacudir o pó aos miúdos também é um pouco com a certeza e as costas quentes de que eles por fisicamente serem mais fortes não irão ripostar.
A mim irrita-me solenemente ver quando isso acontece e quando elas o fazem (e abusam tanto) mesmo na brincadeira e dão com força. Muito sinceramente, nestes casos, tenho pena que eles não lhes respondam com o tal “bilhete”; um bilhete forte e seco!

Numa relação nada justifica a agressão; seja ela física, verbal ou psicológica.
A situação do ácido nem sequer tem adjectivação.

No que diz respeito aos homens felizmente que estes perderam a vergonha, nunca entendi de quê, e começam a denunciar os seus casos.

P.S. Fora da Lei, claro que continuo a ser a tua sister in arms para o bem e para o mal até que a morte nos separe. Mas, porque foste mauzinho abro uma excepção à minha maneira de ser e quando te apanhar levas uns belos “selos”.

andorinha disse...

Aquiles (12.26)
Eu sei que sim.:)

Lusco_fusco,
Tens razão, mas nem é preciso impor o físico, a tareia verbal é mais do que suficiente para calar os mais cépticos.:)
Beijinhos.

Até amanhã, gente:)

yulunga disse...

Fora da Lei (8:35)
Essa da mulheres serem buzinas, a culpa é vossa e existem estudos.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que os homens usam
em média 1.500 palavras por dia, enquanto as mulheres usam no mínimo 3000; ou seja, o dobro. No congresso onde este estudo foi apresentado, uma mulher levantou-se e disse:
- Lógico que as mulheres falam o dobro dos homens. Nós temos que
repetir tudo o que dizemos para que os homens entendam.
E o orador perguntou: - Como assim?

;-)

noiseformind disse...

http://www.batteredmen.com/

Cá estão eles... ; ) serão, segundo as previsões do site, 835.000.


ARE YOU ABUSED? DOES THE PERSON YOU LOVE...

• "Track" all of your time?
• Constantly accuse you of being unfaithful?
• Discourage your relationships with family and friends?
• Prevent you from working or attending school?
• Criticize you for little things?
• Anger easily when drinking or on drugs?
• Control all finances and force you to account in detail for what you spend?
• Humiliate you in front of others?
• Destroy personal property or sentimental items?
• Hit, punch, slap, kick, or bite you or the children?
• Use or threaten to use a weapon against you?
• Threaten to hurt you or the children?
• Force you to have sex against your will?

If you find yourself saying yes, it's time to get help.

Pensando em muitos casamento portugueses, realmente tenho de admitir que haverão muito homens abusados, especialmente neste capítulo:

• Force you to have sex against your will?

Realmente... por muitos homens só mesmo com a colega de trabalho, com a vizinha ou com a menina brasileira que lhes serve o café. Com a mulher já é exagero ; ))))))))))))

noiseformind disse...

http://www.batteredmen.com/batultra.htm

Mas oh caraças... um gajo tem de ser ULTRA-SENSITIVE para sentir estas coisas?

Ultra-sensitive men don't have different reactions to an abusive relationship, often, they have more intense reactions. They're magnified, and we can see them more clearly. If you recognize any of the patterns you see in this article, whether or not you're ultra-sensitive, it's time to look at whether your relationship is abusive. Some clues:

* Do you dread "talks" with her?
* Does your pulse rise and your mind become foggy at the mere thought of a disagreement or conflict with her?
* Will you do anything to avoid the conflict and keep the peace?
* Do you have inexplicable aches and pains, or tenseness?
* Are these worse when you're around her?
* Do you have panic attacks at the mere thought of conflict, or mere thought of being with her?
* Do you find yourself looking for a lot more "alone time"?
* Does being alone seem a lot more calming and appealing than spending time with her?

Quer dizer... não pode ser um gajo normal? Dirão os meus colegas aqui de bancada: "isso de ser ultra-sensitive não será paneleiro encravado no lado errado da barricada homo/hetero?". E em contrariá-los não posso, seria pouco sensível da minha parte ; )))))))

noiseformind disse...

http://members.aol.com/asherah/cts.html

Para pararmos de rir depois de nos solidarizarmos com os "battered men" ; )))))) estava a ser tão bom mas... ; )))))) o que é doce acaba, já dizia a mulher do poeta pouco antes de ele entrar em casa e arrancar-lhe dois dentes à chapada e murro.

Mas podemos sempre ser crentes e ir por este estudo que diz que afinal é quase meio-meio. ; ))))))))))) eh pá... mas eu não me fiava, pq são estudos baseados em queixas... portanto... EUA e queixas é coisa que não joga muito em termos de verdade. E divórcios e tal e coisa... nã... não faço muita fé, lamento...

AQUILES disse...

Noise
Caramba. Porque é que um homem com sesibilidade há-de logo ser "um paneleiro encravado no lado errado"?
Então acaso advogas que o padrão é ser bruto insensivel e porrada na mulher?
E também quem garante que os "do lado errado" são homens de sensibilidade?

intimidade indecente disse...

Caro Professor,
Aproveito para lhe dar os meus parabéns pelo fabuloso "O Tempo dos Espelhos", que é de "ler e chorar por mais". Admiradora sua desde há uns bons anos, em que o ouvia atenta na Rádio Nova, não posso deixar de referir como constitui uma importante referência para mim, que muito considero e cuja orientação, através do seu valiosíssimo trabalho, muito me tem dado colo ao longo do percurso que os 5 anos de Psicologia, que agora se precipitam na hora do "agora é que são elas" e no exercício profissional da mesma.

Quanto ao tema em cima da mesa, parece-me cada vez maior a tendência para se desvanecerem as diferenças de género no sector da violência conjugal. Ainda assim, convenhamos que a prevalência clássica faz com que os homens superem as mulheres nesse domínio de recurso à agressividade física, enquanto me parece que as mulheres se munem de armas mais verbais mas não menos letais para inflingirem dor, quanto mais não seja psicológica (como se fosse menos dolorosa...), aos seus companheiros. Parece-me que o que está aqui em causa é a velhinha dicotomia expressividade das mulheres/instrumentalidade dos homens, que os leva a ser mais pragmáticos e a buscar resultados imediatos recorrendo aos tão afamados "bilhetes" que alguém mencionou já.
As tendências alteram-se e torna-se fundamental compreender em que medida a terapia de casal se pode ajustar a elas, nos dias que correm. O grande problema, aqui, é também o impacto que estas situações têm nas dinâmicas do casal e da família, que exibe relaxadamente modelos expressão e comunicação de afectos desajustados aos filhos, que muitas vezes vêem nessas estratégias a única forma de contactar com o exterior.
O amor (ou o casamento) continua ainda a funcionar como tubo de ensaio (ou escape) para experiências que deveriam ter lugar ainda a um nível individual, num primeiro momento e, só posteriormente, partir para uma relação diádica. Em Portugal, grande número de homens e mulheres continuam a permanecer em casa até ao momento em que decidem transferir-se "de mala e cúia" para um espaço de casal. A geração Kanguru priva-se da tão necessária temporada a viver sozinha, fundamental para ganhar autonomia, material e psicológica, para experimentar papéis e responder a desafios.
Espero ter levantado mais alguns pontos para tão saudável discussão.
Até breve!

Ameninadalua disse...

Noise!

Isso é que é trabalho!:)

Fica-te muito bem e gostei de ver-te comentar dessa maneira, mesmo contra a tua "classe de machos"...:)

Francamente eu não tenho dúvidas relativamente ao estudo apresentado;reconheço igualmente o aumento, digamos da iniciativa das mulheres em agredirem pela forma física.
Elas se por um lado, cada vez mais têm consciência da sua insatisfação dentro da relação, por outro, passaram a ter níveis de exigência maiores...

As mudanças comportamentais dos homens não acompanham nem o ritmo ,nem o sentido das reclamações das mulheres e portanto só pode dar violência se não houver o auto-controlo necessário nessas circunstâncias...

Da parte dos homens, é um pouco a confusão total; se por um lado os papeis que lhes são exigidos já não são os mesmos...por outro os novos são ainda flexíveis, indefinidos e ao sabor da arbitariedade de cada mulher...por isso acabam por se posicionar nos que cedo aprenderam e interiorizaram e que dificilmente conseguem abandonar...
É o descalabre... sentem que não fazem bem mas tambem não lhes faz sentido e vontade de mudar.

A violência exercida dentro de casa parece-me ainda pender e muito para o lado dos homens, tanto mais que ainda encontram muitas mulheres disponíveis para os aparentemente, aceitar com os seus bons ou maus hábitos de comportamento...

péssima disse...

A quem interesse:
http://www.sexualidadefeminina.blogspot.com/

keeper_of_the_pussy disse...

E ofereçer a outra face? E, acima de tudo, continuar a ser um gentleman? E ter uma vaca na rua, mas uma senhora na cama? E, o post anterior? Vai partilhar os lucros do livro com as suas autoras?
E já agora, quem somos, donde vimos e para onde vamos? Grato ao Prof. JMV pelo espaço cedido. KP.

Fora-de-Lei disse...

Em linha com a crescente ascendência das mulheres sobre os "homens", aqui vai mais uma:

Fascinado com as tarefas domésticas, o marido resolveu lavar uma camisola dele. Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou de lá:

- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina ?

- "Isso depende", respondeu-lhe a mulher... O que é que diz na camisola ?

Ele gritou outra vez, muito feliz com a resposta:

- Mantorras !!!

andorinha disse...

Fora de lei (3.24)
Looooooooooooooooooooool

Bruno Inglês disse...

Boa noite caro professor e pessoal do blog, julgo que este fenómeno se pode explicar por vários factores. Eu, humildemente, avanço com um que julgo contribuir grandemente:

- A impunidade!

A verdade é que, hoje em dia, a sociedade tolera muito pouco a violência/agressão masculina sobre mulheres ou crianças. O cerco está bem apertado e, no imaginário da maioria dos homens diferenciados, agressões conduzem à esquadra e à ruptura do casal. Já a situação inversa goza de uma escandalosa ... impunidade.

Temos também de ter em atenção, que devido à evidente diferença de constituição/força física, as mulheres tendem a agredir/ameaçar recorrendo a alguns objectos, nomeadamente facas, etc. Não bastava terem a língua afiada...

Para além disso, julgo que os homens tentam controlar-se mais do que as mulheres, porque sabem que, devido à sua força, as suas agressões podem ser devastadoras ou mesmo letais... já as mulheres, julgam que aqui a malta é um saco de boxe que aguenta tudo!

Isto é uma pequena e simplista análise da situação... se calhar estava na altura de mandar meia-dúzia de mulheres para a prisão, por este tipo de crime, para que as outras de acalmassem...

Bom, ou então aprovar uma lei que permita ao homem recorrer à chapada em casos justificados...

Epá, vocês não me liguem...

Um abraço

PS: Já agora lanço aqui uma ruminação... Terá o aumento do culto sado-masoquista algum paralelismo com esta situação? Mudam-se os tempos mudam-se as vontades...