segunda-feira, maio 01, 2006

Balanço.

Maria,
Que tal vou depois desta maratona de pontes e fins-de-semana alargados? Bom, let's keep it simple, darling:): deixei Cantelães ao som das cigarras, escrevo no Porto com o "ronronar" do frigorífico em fundo. Adivinha onde me sinto melhor? O senhor Augusto plantou castanheiros e insistiu em mostrar-mos. Fiquei ali, especado. Quanto tempo, perguntei? Bastante, disse ele. Maria, lá em cima vivo o ontem do amanhã dos miúdos e isso agrada-me - dá sentido ao hoje.
Love,
Júlio.

28 comentários:

Aspásia disse...

É preciso acarinhar o ontem de uns e o amanhã de outros; mas é fundamental viver o melhor possível o nosso hoje.

Bom início de semana laboral...

Olhar disse...

De baterias carregadas:), boa semana de trabalho para todos, especialmente para si Professor.

Ameninadalua disse...

Boa noite!


"...lá em cima vivo o ontem do amanhã dos miúdos e isso agrada-me - dá sentido ao hoje."

Mas isso é bonito demais Professor!

Pensar e sentir assim não é mesmo para qualquer um...

Hoje a projecção do sentido dos nossos actos não vão assim tão longe; apenas se distanciam até ao limite do nosso egoismo e do nosso interesse...

Muito bonito mesmo :)

Pamina disse...

Desejo um magnífico magusto familiar daqui a dez anos, com os primeiros frutos:).

andorinha disse...

Ainda agora chegou e já está com saudades de Cantelães?:)))
Ai essa preguicite, a pouca vontade de regressar ao trabalho...:)
Mais a sério, destaco também a frase citada pela ameninadalua. É linda e plena de significado: é importante que o "hoje" faça sempre sentido.

Fique bem:)

Lusco_Fusco disse...

Boa noite!
Professor um encanto esse seu desabafo com a Maria... Sentir assim é viver o hoje pleno de sentido e sentimento...

Castanheiro é arvore que demora a crescer, mas aos 8 dez anitos já dá castanhas. Ainda se vai divertir nos magustos à pala dos castanheiros com os netos e bisnetos :)))
Um abraço e bom início de semana.
MJ

Lusco_Fusco disse...

Depois de escrever apercebi-me que devo ter usado um regionalismo (procurei no dicionário e não encontrei) "à pala" quer dizer á custa de, por causa de.
Desculpem.
MJ

Vida Involuntária disse...

Olá! Os/as "fiéis" são mais ou menos os mesmos. Falta o Prince Master Noise...Cadê?
Castanheiros...belíssima árvore! Mas vão precisar de ser enxertados para dar bom fruto. Lá, o bom feitor, sabe, com certeza."Saudades do futuro"? Das castanhas por vir? Nandinho Pessoa dixit.
Bom Maio, boa gente! Inté!

Fora-de-Lei disse...

Parece impossível, mas nunca vi um castanheiro. Ou por outra, já devo ter visto mas nem dei por nada...

noiseformind disse...

Boss,
Isso de castanheiros começa a cheirar ao cúmulo da preguiça: nem queres dar uma saltada ao Feira-Nova mais próximo para arranjar víveres para o magusto ; )))))) e claro, há sempre a interpretação erotizante dos casulos das castanhas semi-abertos, fazendo lembrar a parafernália genital fêmea ; )))))))) mas isso já são outros divãs loooooooooool

noiseformind disse...

FDL,
Pra acalmar a tua indignação dou-te já esta consolação. Tás a ver um benfiquista? Pronto. Tanto um castanheiro como um benfiquista não ganharam o campeonato este ano. Já se vê por aí +- como é um castanheiro ; )))))))))))))))))))))

Fora-de-Lei disse...

noiseformind 10:35 AM

Mas falamos de castanheiros ou de "papoilas saltitantes" ? ;-))

Vanda Baltazar disse...

aqui esta mais um post escrito a tinta de carinho! :)

...Dar sentido ao "hoje" é ter carinho pelo "amanhã" :) é esperá-lo e vê-lo crescer...ao mesmo tempo que as castanhas...que ha-de assar, em memórias de amor, partilha e de ser assim...como é :)

Agora que "o vi no espelho", já consigo imaginar o porquê da Maria estar em Inglaterra-mas, claro, eu tenho uma imaginação muito fertil;)

Quanto à preguicite...olhe, sofro também do mesmo mal e parece que não me curo, mesmo que à noite me xingue a mim mesma, dizendo que me estou a transformar numa parasita :) ou numa tia :) DOLCE FARE NIENTE depois de 30 anos de trabalho!!!

AQUILES disse...

Ter hoje o ontem de amanhã, é o privilégio de quem tem muita envolvência aconchegante. Outros diriam mimo. Mas que vai sendo melhor apreciado conforme se vê os rebentos a florir e a medrar. ...

yulunga disse...

Bom dia, bom dia maralhal.

Love?
Júlio

Eu sabia... Mas estava difícil chegar lá.
E não é que o blog faz muito melhor que vinte analistas juntos?
E fica muito mais em conta :-)

E já agora aproveito para pedir a todos que aqui vêm para assinarem esta petição contra o genocídio em Darfur, bem como para a divulgarem aos vossos contactos de mail.

http://www.humanrightsfirst.org/international_justice/darfur/voices/index.aspx?source

Vida Involuntária disse...

Com permissão do patrono, peço licença para defesa da honra feminina, a propósito de castanhas e castanheiros:

Parafernália, trás V. Alteza,Prince Noise, exposta perigosamente a algum livre directo, enquanto a dos lados fêmea está anatómica e adequadamente acomodada ao corpo a que diz respeito. Diria mesmo, harmonicamente acomodada.

noiseformind disse...

Cara Vida,
Olhe que a olhar para os vaginismos que militantemente teimam a acomodar-se na anatomia fêmea eu diria que só posso esperar que sejam castanheiros ainda jobencitos ; ))))))))))

Mário Santos disse...

Noise e Vida: LoL!

mtc disse...
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Angie disse...

Castanheiros? Bravos ou mansos?
Se são vários, serão um souto.
Ou soito, como por aqui se diz.

Souto de Cantelães...hummm...soa bem, já viu?

Por mim, a rainha das árvores é o choupo.
Altas e esguias, românticas, frondosas, mas deixando entrever a paisagem.
E ondulantes, mal a brisa desponta.
E aí sim, fazem um barulhinho delicioso: um ronronar que é um verdadeiro embalo.

Apesar de ser da terra do Choupal, garanto que é uma árvore que fica a matar nas paisagens do Minho.
Fala a experiência.

PS- A Maria iria gostar: têm um ar completamente british...

Fora-de-Lei disse...

Angie 7:44 PM

"Apesar de ser da terra do Choupal..."

Do Choupal até à Lapa
foi Coimbra os meus amores
e a sombra da minha capa
deu no chão, abriu em flores

Ó Coimbra do Mondego
e dos amores que eu lá tive
quem te não viu anda cego
quem te não ama não vive

mtc disse...
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Angie disse...

Fora-da-Lei
Não me digas que és 1 espécie em vias de extinção e gostas de fado de Coimbra...
Mas para saber assim tão bem a letra...será que deixaste por lá (cá) algumas memórias?!...

Enfim: esses são os cromos redutores da cidade...mas são os que ficam e não há nada a fazer- É como o bibópuartocarago, os portorriquenhos, os penso-eu-de-que, os "ó-zé-a-nossa-é-melhor, etc e tal.
Mas com isto até já me esquecia que tu não és do nuorte, sãotinho!

Mas uma coisa é bem verdade sobre Coimbra: "quem te não viu anda cego"...

Ora, eu acho que os editores do Professor (como não me atrevo a dizer que é ele, arranjo então uns testas de ferro)estão mesmo CEGUETAS.
- Então não é que não quer(em) cá vir lançar o livro dele?!
Bolas, já não pedia como décor o Paço das Escolas! Mas agora que temos a maior FNAC do país...abençoada pela asa protectora de Santa Clara (é assim que se chama a zona) NEM ASSIM?
'Tou desiludida...

Aspásia disse...

E claro que a primeira dúzia de castanhas será para os netinhos... e a segunda dúzia, na senda dos cocos, será enviada à Maria, que nesse futuro não tão remoto assim, já será Catedrática de Arte Dramática e Leitora de Português em Oxford...

God Save Miss Maria!

Fora-de-Lei disse...

Angie 12:57 AM

"Fora-de-Lei, não me digas que és uma espécie em vias de extinção e gostas de fado de Coimbra... Mas para saberes assim tão bem a letra... será que deixaste por lá (cá) algumas memórias ?!"

Para ser sincero, não gosto assim muito do Fado de Coimbra. Embora aquelas sessões de fado no Arco da Almedina tenham o seu quê de mágico. Talvez por ser alfacinha, prefiro o Fado de Lisboa. E desse gosto mesmo.

De qualquer forma, recordei a inesquecível voz de Zeca Afonso quando me lembrei da letra do fado em questão. Quanto às memórias deixadas, sim. Plagiando alguém que anda por aí, posso dizer que - por acaso - já fui muito feliz em Coimbra... ;-))

Angie disse...

Fora-de-Lei

Eu gosto dos dois: sou doida por fdl (passe a coincidência da sigla...) e por fdc.
Sim: Zeca Afonso, claro: um génio musical intemporal que excede o fdc, tal como o Carlos Paredes, que nunca abandonou a toada de Coimbra nem tão pouco a afinação especial da guitarra que aqui se usa.

Vou-te dar 1 dica: se alguma vez voltares cá ao burgo, há agora um sítio absolutamente fora de série para tomar 1 copo e ouvir fado, e nos intervalos, enquanto se fala, ver no plasma gigante cenas únicas da vida da cidade (o que é dizer, do país): as greves acádémicas, as visitas de Salazer, Cerejeira e Tomás aos Gerais... a polícia de choque, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira,"n" gente nova que agora povoa os Passos Perdidos do Parlamento....etc, etc, etc.
Vale mesmo a pena reter o nome.

Chama-se À CAPELLA.

E é mesmo uma capela desactivada, com 2 andares, adaptada a bar e com 1 vista espantosa sobre Coimbra. Fica na alta, claro, na Rua do Colégio Novo (ao pé da Fac. de Psicologia). Pode-se estacionar ao fundo da Sá da Bandeira, junto ao Mercado D. Pedro V. E é só subir uns metros pelas velhas calçadas.
Não sou sócia, nem conheço os donos...juro.
A propaganda é desinteressada.
Mas acho é 1 sítio imperdível!!!
Não percas.

Fora-de-Lei disse...

Angie 1:46 PM

Obrigado pela dica.

Su disse...

o tempo... vivido hoje
jocas maradas de tempos