segunda-feira, maio 08, 2006

Que o S.Juon lhes puonha a birtude, carago!:).

Porto Canal arranca em Junho
2006/05/08 | 16:54
Director-geral do projecto televisivo espera atingir, em dois meses, «os cinco mais vistos» da região.

O projecto televisivo Porto Canal arranca dia 23 de Junho, véspera de S. João, às 19h00, e irá ocupar o canal 13 do pacote digital e 18 do pacote analógico da TV Cabo, anunciou hoje o director-geral do canal, Bruno Carvalho.

Em declarações à agência Lusa, o responsável adiantou que o investimento global para o arranque do projecto rondará os quatro milhões de euros, estimando alcançar o break-even point no terceiro ano de actividade.

O canal, com estúdios em Matosinhos, funcionará em regime aberto, 24 horas por dia.

Para sustentar o projecto financeiramente, o Porto Canal contará com a colaboração de empresas, autarquias e outras entidades, como a Universidade do Porto.

As produtoras envolvidas - Farol de Ideias, Filbox, Media Luso e OP - terão sempre 60 por cento ou mais na estrutura financeira do novo canal, esclareceu o responsável.

Garantidas estão também parcerias com as autarquias de Matosinhos, Gaia, Gondomar, S. João da Madeira, Amarante, sendo esperadas formalizações com as restantes câmaras da Área Metropolitana do Porto até ao arranque do canal.

Com o objectivo de manter uma identidade regional, «capaz de dar visibilidade a pessoas que normalmente não a têm nos restantes meios de comunicação», Bruno Carvalho pretende que o Canal Porto atinja, em dois meses, «os quatro/cinco mais vistos» daquela área.

«A meta será chegar ao mais visto nesta região», frisou o director-geral do novo canal, que chegou a ser administrador da NTV, entretanto transformada em RTP-N.

A informação propriamente dita ficará a cargo de uma equipa de quatro jornalistas, coordenados pelo ex-subdirector do jornal Público, Daniel Deusdado, que ocupará o cargo de director de informação. Sobre a grelha de programas, apesar de garantir estar já «praticamente fechada», Bruno Carvalho preferiu não revelar ainda pormenores, mas adiantou que o canal arrancará com apenas «três ou quatro rostos conhecidos», pois o objectivo é que o projecto seja também uma «fábrica de novos rostos» no panorama televisivo.

«Tentaremos fazer as coisas sempre com os pés na terra», concluiu o empresário de 37 anos, garantindo que a programação do Porto Canal será 100 por cento original e 100 por cento falada em português.

PortugalDiário.

19 comentários:

andorinha disse...

Boa tarde.

Esperemos que sim, que as coisas corram bem, seria importante para esta região.
Manter uma identidade regional e apostar em rostos pouco conhecidos parecem-me bons objectivos, oxalá se concretizem.
Já a expectativa de serem em dois meses um dos cinco mais vistos da região parece-me optimista demais.
Para quem tem os pés bem assentes na terra...

maloud disse...

Acabo de ouvir isto: Podes dizer ao Murcon, que em Sta. Catarina também está em destaque.
Como já deve ter percebido, por este andar, tomamos conta da FNAC. É o que dá ter dois talentos históricos.

Julio Machado Vaz disse...

Maloud,
Ainda vamos presos!!!!!!:))))).

Pamina disse...

Boa noite.

Congratulations aos nortenhos!:) Bom arranque, nessa noite tão especial para vós, e muito sucesso para o novo canal.

CêTê disse...

Que uma chuva de estrelas cadente ilumine o Porto! Boa sorte para o projecto.


Ainda a propósito do livro... o que é que está por detrás da resistência de não lhe darem (no mínimo!!!) o mesmo destaque que "livros-cócós enalaçados"? Guerras editoriais ou simples ignorância?

E vá lá vá lá: não se encontrar na "pornographia"! ;]]]]]]


Ainda há pouco no Jumbo dei pela também ausência do seu livro... poderá ser bom sinal mas não o repõem pk?

"Tem muita saída"- diria a rábula do nosso querido José Pedro ;]]]


Fiquem bem!

(isto hoje está muito vazio... está a dar o quê no canal Panda?)

Fora-de-Lei disse...

"Tentaremos fazer as coisas sempre com os pés na terra, concluiu o empresário de 37 anos, garantindo que a programação do Porto Canal será 100 por cento original e 100 por cento falada em português."

Dizes bem, tentaremos. Pelo menos, aqui não há aldrabice. No início, a TVI também era para ser um canal da Igreja Católica. Lembram-se ? Agora, até já alinha no "Big Brother", "Fiel ou Infiel", etc, etc...

100 % original ? Pois, tá bem... já me tinhas dito.

100 % falada em português ? Falada ou dobrada ??? Tá bem, ok... vai dar emprego aos gajos que dobram.

E porque é que será que eu sou assim tão céptico ?

Porque estou farto do pseudo-empreendorismo que vem do Norte. Se fosse noutros tempos, até me cheirava a 28 de Maio...

maloud disse...

O pseudo-empreendorismo do Norte aguentou o barco durante o PREC.

Aspásia disse...

Boa noite

Desejo boa sorte ao novo canal nortenho... então e o Prof. não vai lá fazer uma perninha?
Mas secalhar, depois de Difíceis Amores... só se for Impossíveis Amores...;))

mayer disse...

Até que enfim que vaMOS TER UM CANAL DO NORTE,CARAGO...

Precisamos de mostrar aos lisboetas que as nossas ruas são mais bem calcetadas do que as deles(ver Av. dos Aliados...)

Angie disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Angie disse...

Cêtê:
"...o que é que está por detrás da resistência de não lhe darem (no mínimo!!!) o mesmo destaque que "livros-cócós enalaçados"? Guerras editoriais ou simples ignorância?..."

Por Deus! Ainda bem que não estão lado a lado em destaque...
Eu percebo a ideia, mas neste país...como confundir O Tempo dos Espelhos com esse lixo editorial?!
Claro que, como alguém dizia, é o lixo editorial que permite às editoras publicar obras menos vendáveis (ditas eruditas), que são aquelas que quase ninguém procura e estariam condenadas pela lógica de mercado.
Mas Deus nos livre do "nosso" book ombrear em logística de prateleira com MRPinto, e outros que tais para que não há pachorra...Isabéis Allende, Paulos Coelhos, Alberonis, Marias Romas, Ritas Ferro, Códigos De Vinci etc, etc, etc...
(Por isso é que não vou perder depois de amanã na FNAC o lançamento do "Couves e Alforrecas", do João Pedro George!!!)

Por cá, o "estado da nação" é o seguinte:
- temos o livro em 2 das 3 Bertrand (foi numa delas que o comprei há já umas boas semanas, e estava logo à entrada, na banca das obras do J. Luís Borges)
- há no Jumbo (leia-se, Box)
- e há na FNAC: também está bem destacado, embora os que têm honras de ribalta sejam os que vão ser apresentados pelos autores (JPG, Rodrigo Guedes de Carvalho, Manuel Alegre, e mais 2 ou 3).


(Ò Fora-da-Lei: para sermos honestos, temos de concordar que o Norte é a terra do empreendorismo.
Não quer dizer que o resto do país seja um deserto na matéria (que não é) nem tão pouco que ao Norte não faltem outras virtudes que serão o forte de outras "regiões". Mas quanto a iniciativa, força de trabalho e sentidoo de mercado... estamos conversados!

António Couceiro disse...

OLá:
Como já devem ter notado, sou novo neste blog esperando vir a ser bem recebido por todos...
Não sou nortenho, mas sou de Coimbra, uma Coimbra mais ou menos nortenha!
Com esta ideia de um canal de TV Regional afiguram-se-me duas ideias:
a Primeira tem a ver com uma remota e "satisfatoriamente pirata" emissão de TV levada a cabo pela Rádio Universidade de Coimbra! Meus amigos, não sei se por ser pirata e como tal proibida, se por ser regionalista, mas o que é facto é que Coimbra parava nas suas horas de emissão! Verdadeiramente divinal!
A segunda, leva-me um pouco ao ressurgimento da tão anteriormente falada, Regionalização!
Que programa fará Pinto da Costa? com Rui Rio? Poderia ser o "Mel com Fel"????
Apesar de alguma dúvida no seu exito, desejo ao canal as maiores felicidades e que o vosso, dificil, objectivo seja concretizado...
Um abraço a todos

Fora-de-Lei disse...

Angie 2:03 PM

"Mas quanto a iniciativa, força de trabalho e sentido de mercado... estamos conversados!"

Essa é a versão Século XXI daquela lenga-lenga inventada pelo 'António das Botas', em que se dizia que "o Porto trabalha, Coimbra estuda e Lisboa diverte-se". Mudam-se os tempos, mudam-se as versões, mas o conceito permanece...

CêTê disse...

angie,
tem razão! ;]

Angie disse...

Fora-da-Lei (2.32)

Calma aí!
Isso é o que se chama dizer mais do que eu quis dizer.
Não vejo as coisas a preto e branco, e muito menos com a lógica "construtivista" (e determinista) do dito Botas!
Se defendesse isso, dava-lhe os parabéns cheia de inveja: porque se estava a divertir, e eu não!

Podíamos falar do país e das suas características regionais...mas isso é 1 tema que dá pano para mangas. Não estou nessa, pode descansar. E depois resvalávamos para a regionalização ( sou contra) e as coisas podiam descompor-se...

Mas quanto à questão de que no Norte há mais empreendorismo, acredito piamente. Haverá concerteza menos "public relations", menos superficialidade, mas olhe... poupam nos almoços e nos rituais afins!
A coisa é assim:
- Por exemplo: quando estou no Porto e faço compras: entro, vejo, reviro, acontece que nada me interessa ou que não há o que quero. Os lojistas agradecem de sorriso aberto, ora essa, de nada, volte sempre.Às vezes ainda pedem desculpa por não terem sido úteis.
E isto não é 1 flash, é sistemático. E tanto acontece na baixa como na Foz.
Sou cliente há anos de 1 certa loja de molduras (num sítio de bolinha vermelha, por acaso...) e quando lá entro a festa é garantida. Quando preciso de indicações sobre outros ofícios (nem imagina as dicas peciosas que já consegui), desdobram-se em atenções, chegam a pedir que esperemos e vão no carro para orientar...
Cá no burgo onde vivo, a antipatia é a norma (com excepções, claro). E para essas bandas, nem falar...E à medida que vamos para sul, a coisa piora...Apetece dizer-lhes, cá e aí: "Olhe, quer-me deixar trocar de papel consigo por um bocadinho, que eu ensino-o (a) como deve fazer para vender e exercer a sua função"?
Dir-me-á que isto é o registo do comezinho e mais superficial. Mas é também verdade que diz muito sobre a mentalidade e a atitude.

- Depois, temos outras coisas. Por exemplo ( e aqui falo com conhecimento de causa porque tenho as minhas raízes no Minho e passo lá muitas temporadas): é raríssimo que alguém não tenha duplo emprego: ou melhor, uma actividade principal e uma outra (tantas vezes diferente) fora do período laboral. Todos lutam que se desunham. É certo que depois exibem... mas também não disse que era a terra do bom gosto. É também vulgaríssimo encontrar famílias envolvidas de alma e coração no negócio, como antigamente: coisa que praticamente se perdeu no resto do país. Isso cria critérios de continuidade histórica que se reflectem no espírito (positivo) de clã e sobretudo numa evolução sempre apostada no brio e na melhoria da qualidade. Aí está: um termo de tanto se fala hoje, e que cada vez tem menos suportes práticos.
No Norte, em geral, ninguém nega uma mãozinha para resolver problemas (até os bancos são um pouquinho diferentes, pelo menos na abordagem). Há espírito de entreajuda, imaginação e arrojo. E capacidade de trabalho: as pessoas ambicionam estar melhor na vida, e não propriamente ficar a descansar. Desde miúda que me habituei a medir essas diferenças, ora 150 Kms para cima, ora 150 kms para baixo...Ao princípio de forma bem mais genuína, como imagina (as crianças não têm preconceitos!).
E desde esses anos mais verdes, nisto tudo encontro talvez apenas uma única excepção: que é nas questões relativas ao trabalho da terra. Infelizmente.
Finalmente, até em termos profissionais, quando trabalho com colegas do norte ou do sul, (simpatias aparte), a diferença é palpável. Não é 1 fórmula construída, não. É mesmo.

Por fim...desafio-o para 1 exercício: veja lá quantas empresas portuguesas estão MESMO internacionalizadas.
E conte as que são do Norte, do Centro, e de LVT (não indo mais a sul).
Está lá a resposta!!!

yulunga disse...

Bom dia maralhal.
O canal do Porto a ocupar o canal 18?
Vocês também não fazem a coisa por menos.
Faz-me lembrar um programa de rádio do Carlos Cruz sobre sexo e em que o slogan era mais ou menos:
Sexo sempre no ar, ou algo parecido.
Espero Dr. Murcon que consiga lá uma bocadinho para nos falar daquilo que sabe mas não a horas que nós já sabemos ;-)

Aos tripeiros em particular parabéns e felicidades para o novo canal; aos portugueses em geral a mesma coisa, claro.

noiseformind disse...

Bem... já tivemos dois canais nortenhos Boss ; (((( a experiência foi, passe o publicanismo, uma merda em termos estruturais, sem critério nenhum para manter programas e com uma confusão em relação à programação que depois passava no 2: de que tu, aliás, foste vítima ; (((((((((. Um canal regional não deve existir para garantir produção a um Centro Regional como é, quer queirámos quer não, o complexo da RTP em Gaia. Mas pronto, eu quero ser, acima de tudo a sobretudo, optimista. E se tu és... eu sou...

Fora-de-Lei disse...

Angie 8:38 PM

"Há espírito de entreajuda, imaginação e arrojo. E capacidade de trabalho: as pessoas ambicionam estar melhor na vida e não propriamente ficar a descansar."

Nem que para isso tenham que pôr as crianças a trabalhar em vez de as mandar para a escola, não é ?!

Quando neste país ainda havia algum pudor face ao trabalho infantil, os arautos da treta diziam que essa chaga típica do Norte era uma questão de ordem cultural.

Agora, face ao encerramento de muitas fábricas têxteis e do calçado, começam a optar por pôr as crianças na prostituição. Também será cultural ? Duvido. Só se é por ambicionarem estar melhor na vida...

Atenção que esta constatação não é minha, é o resultado de uma recente investigação conduzida pela Universidade de Braga.

Angie disse...

Fora -da-Lei

Assim não dá.
"Presumo que presuma que eu presumo" essas coisas todas, como diria a outra.
E a presunção chega, maxime... ao trabalho infantil!
Como é óbvio, não foi nada disso que eu disse: ative-me cem por cento ao mundo dos adultos, dentro do respeito pelo direitos dos sub-18.
Se assim não fosse, o tal espírito que por acaso eu admiro e retratei conforme sinto não seria uma mentalidade exaltável. Mas reprovável. Como é evidente(issimo).

Trabalho e empreendorismo podem ser coisas reconhecíveis, sem entrarmos no domínio da dos fantasmas da sujeição esclavagista...

Lamento, mas não percebeu nada do que eu disse.
Ou aliás - palpita-me -, não quis perceber:):):)
Mas está tudo bem!

O que eu pretendi descrever é justamente o contrário e está nos antípodas das suas premissas forçadas: e é a liberdade. A liberdade de querer fazer (e poder fazer), a autonomia, a iniciativa, a insatisfação com o "carpe diem".