segunda-feira, maio 22, 2006

Velharia a propósito.

As coisas


O Gaspar saboreou o primeiro Natal. Não, não vos aldrabei quanto à sua idade, o ano passado já por aqui cirandava. Mas sejamos francos: um bebé não goza o Natal, tenta sobreviver à adoração amassadora dos adultos que o rodeiam! Agora, com vinte meses, sua excelência exibiu autonomia mais do que suficiente para obrigar os pais a dividirem a atenção entre o seu destemido navegar pela sala e o ataque às monumentais lascas de bacalhau, escoltadas por iguarias que justificam denominação clássica: “com todos!” Estômagos simplesmente reconfortados ou distendidos pela gula, a maralha avançou para o ritual dos presentes. Um dos primos mais velhos compôs uma figura credível de Pai Natal, apenas traído pelo exagerado entusiasmo com que retirava do saco as prendas a si destinadas.
Em ocasiões de barafunda, refugio-me num canto, esboçando os sorrisos e respostas indispensáveis, mas com a família não há problema - sou um morcão e pronto! Por carinho e orgulho de Avô babado, seria inevitável que Gaspar fosse para mim a estrela da noite. Confortável e seguro no colo materno, espiava a agitação circundante com atenta e elogiada placidez. Quando os presentes começaram a submergi-lo como as cheias do Douro fazem a Miragaia, a mudança foi espantosa. Como ninguém resistira à tentação de o mimar, o improvisado Pai Natal gritava o seu nome constantemente e os embrulhos faziam bicha, à espera das mãos da Mãe. E ela, extremosa, descascava-os antes de lhe servir o conteúdo.
O miúdo foi apanhado na voragem. A exigência de um novo espanto e o incitamento à alegria seguinte obrigaram-no a saltar de surpresa em surpresa, sem verdadeiramente as descobrir. Às tantas, vi-o aflito, com firmeza agarrando contra o peito dois brinquedos e por isso incapaz de corresponder ao desafio de explorar mais um. Quando as ofertas de todos aqueles reis magos de trazer por casa terminaram, Gaspar parecia mais confuso do que feliz e brincara pouco, se chegara a fazê-lo.
Não lhe faltará tempo ao longo do ano, dirão vocês. Claro, nada disto é um drama, e contudo merece reflexão. O dilúvio de coisas sobre as pessoas – que não apenas as crianças! – impede que as revirem, à cata de segredos e fascínios. Limita-lhes o tempo de atenção e sobrevivência, cada uma é vertiginosamente substituída por outra, da qual se espera maior satisfação. Esta sucessão interminável, vivida a uma cadência alucinante, reflecte o triunfo das ditas: simbolicamente, porque lhes confiamos a responsabilidade de serem arautos das palavras que não dizemos; filosoficamente, porque o seu reinado significa que uma sociedade se tornou dependente delas para se aproximar de paz ou alegria interiores. E por isso, as sucessivas desilusões não são vistas como falhas da teoria, mas como simples provas de que a coisa ideal ainda nos espera, capaz de compensar a tristeza pela perda de efeito da última que nos encantou.
Longe de mim preconizar a confiscação de algum presente do Gaspar. Mas penso que tal enxurrada prejudica o imaginário do puto, lembro-lhes frase básica para os processos educativo e de crescimento: “agora não posso brincar, entretém-te um bocadinho”. Ora a insatisfação expectante que o dilúvio de brinquedos provoca não favorece a autonomia imaginativa que transforma papel amarfanhado numa bola, carrito solitário em grande prémio completo ou o boneco favorito no interlocutor para longa conversa “adulta”.
Recordo mensagem preventiva sobre as drogas: “são apenas substâncias, o efeito depende do contexto e dos indivíduos”. Pois bem, os indivíduos que somos desenvolveram um contexto cultural que nos tornou “coisasdependentes” graves. Depois, resta o “pormenorzinho” de que por cada miúdo inundado de prendas existem muitos vivendo atroz seca de brinquedos. Em África? Não, aqui. Invisíveis? Só para quem use antolhos egoístas.

26 comentários:

CêTê disse...

Boa tarde!;]
Mensagem bem a propósito.
Que é feito do prazer de namorar as coisas/pessoas "tântricamente"? A capacidade de antecipar antes de sermos surpreeendidos por aquilo que não se desejou. E depois vem a escalada à procura desse prazer que foi roubado ou perdido ;[

Lusco_Fusco disse...
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Lusco_Fusco disse...

" Depois, resta o “pormenorzinho” de que por cada miúdo inundado de prendas existem muitos vivendo atroz seca de brinquedos. Em África? Não, aqui. Invisíveis? Só para quem use antolhos egoístas."

Não devemos culpabilizarmo-nos disso. É uma verdade o que fala, podemos minorar a situação, ajudandos os que estão próximos, mas não podemos acabar com ela. Sempre assim foi, é e será.
Sabe que não sei qual dos meninos é mais feliz se o que obtém os brinquedos feitos, se o que os imagina e cria ?...

Brincadeiras

O grupo da minha infância
Brincava com imaginação
Criava o personagem
E vivia-o com emoção.
Era livre de escolher,
O faz de conta
que queria fazer,
O resultado era digno de se ver:
“Sala de Cinema”
Improvisada na ocasião
A entrada era ao tostão.
Com tijolos por assento;
Papel vegetal por tela;
A luz: o iluminar da vela…
O filme: o livro aos quadradinhos,
Esfiapado pelo meio,
Que colado folha a folha
Seguia toda a história;
Enrolado em varetas
Sustentadas lado a lado
Por mais velhos,
viciados no cigarro.
Moviam enredo lento,
Ao espectador atento.
Com sombras a ofuscar,
a leitura soletrada
Do principante das letras
Que a ler não lia nada.

Faz de conta
Que és a mãe,
... a vizinha,
... o pai,
...a médica,
... trapezista de oliveira
... o cowboy...
Desempenhados com ardor
Retratando na brincadeira
Tudo o que havia em redor,

Papeis inocentes e perigosos
Recriados do concreto
Sem adultos e sem regras
Sem infantários piegas.

Éramos os produtores actores,
E para mim os melhores.

Como vê, nem tudo é mau :)))
Um abraço
MJ

thorazine disse...

lusco_fusco disse: "Não devemos culpabilizarmo-nos disso. É uma verdade o que fala, podemos minorar a situação, ajudandos os que estão próximos, mas não podemos acabar com ela."

E podemos sempre partilhar o que temos, sejam palavras ou bens materiais! E mais importante ainda, ensinar os mais novos a partilhar. Quantos miudos já no seu sentido de "posse" se recusam a partilhar seja qual for o seu brinquedo só porque "os outros" podem estragar?

andorinha disse...

Boa tarde.

Boa sequência de posts.:)
"O dilúvio de coisas sobre as pessoas - que não apenas as crianças! - impede que as revirem, à cata de segredos e fascínios."
Nesta sociedade de abundância (para alguns) deixou de se dar o devido valor às coisas, perdeu-se a magia de as saborearmos longa e gostosamente.
Quando tudo se obtém com facilidade, deixa de ser tão valorizado.
Ainda me lembro de quando era miúda e os meus pais nem sempre me podiam dar tudo o que eu queria, a alegria que era para mim ter um brinquedo novo; nunca me saturava dos meus brinquedos até porque não eram assim tantos. E tinha coisinhas que eu adorava e que eram feitas pela minha mãe à mão.
Hoje em dia conheço pais que "inundam" por completo os filhos com brinquedos em quantidades tão exageradas que os miúdos acabam por não lhes ligar nenhuma...
E de pequenos começam a ficar "coisasdependentes"...

Cêtê,
"Que é feito do prazer de namorar as coisas/pessoas tantricamente?"
Nem mais...

Pamina disse...

Boa noite.

Concordo com a "mensagem". Tentei não cometer, e evitar que os meus pais cometessem, esse erro com o meu filho, especialmente depois dum Natal, em que ele ficou tão confuso que desatou num enorme berreiro. Modéstia à parte, acho que teve "poucos" brinquedos, mas bons.
Quanto à partilha e à tomada de consciência de que nem todos os pais podiam comprar brinquedos no Natal, aprox. entre os 5 e os 10 anos, pela época do Natal, habituámo-nos a escolher vários brinquedos que ele já não queria, os quais metíamo-nos num saco e íamos levar a um bairro de imigrantes africanos, não muito longe da nossa casa. Devo confessar que, esp. nas primeiras vezes, me senti um bocado envergonhada e tipo aquelas senhoras caridosas que, nos tempos da minha infância/adolescência, costumavam ir aos bairros de lata no dia 8 de Dezembro levar os enxovais que nós fazíamos no liceu. Os habitantes do bairro receberam os sacos, onde também íam algumas roupas, muito bem, portanto continuei com a prática, até me mudar dali.
Não sei se tudo isto teve alguma influência na formação do carácter do Viktor. Não gasta muito dinheiro em "bens da moda", compra apenas o que precisa e não é addicted to anything, excepto ir para a cama cedo, pois é muito dorminhoco:).

CêTê disse...

Voltei aqui para cafezar e matar 2 vícios em um. ;]
Ao ler o que escreveram revelou-se uma verdade oculta atropelada na rotina- Como tenho dois miúdos os brinquedos abundam e acumulam-se, arrumados nas épocas de férias em caixas de arrumação. Tão didácticos e pedagógicos!!!! ;]]]]] (se pudesse desenhava florzinhas LOOOL) ... mas baí daí o pequeno passa a vida a ouvir ranhetes meus porque além de não lhes ligar nenhuma passava a vida a brincar com tudo o que não é de brincar a armadilhar a casa a misturar tudo... e eu parva e burra não tinha ainda pensado que ele só estava à procura (á maneira dele do prazer que eu lhe roubava). Perguntam vocês como é possível??? Em casa de Ferreiro...

Boas cafezadas

noiseformind disse...

Boss,
Cheguei à minutos a casa e ouvi isto da boca do MMC (Manuel Maria Carrilho):

-Eu é que levei com a câmara por trás e não gostei.

Freud teria alguma coisa a dizer sobre isto...

Lusco_Fusco disse...

lol Noise, beijão.
eheheheheheh Foi assim também que a Alemanha perdeu a guerra lol não se virou de frente para "cumprimentar" o inimigo....lol

moon disse...

Olá!

A sociedade de consumo...

Nos estados unidos há quem tenha feito fortuna como "guru" da simplicidade.
É o caso de Elaine St. James que, certo dia, ao decidir alterar radicalmente o seu estilo de vida acabou por influenciar o de muita gente. Passou a papel a sua experiência e quando Oprah Winfrey, declarou em rede nacional de televisão que St. James era o seu modelo viu a sua obra 'catapultada' para o topo da lista dos mais vendidos.
Segundo St. James:
"O princípio de simplicidade perante a vida é aplicável a tudo.
Quanto menos você possuir, menos trabalho terá a limpar e organizar as coisas. É tudo uma questão de atitude e de procurar o que existe para além do consumo e da correria. Não significa vida monástica ou um total isolamento no campo. Trata-se apenas de estar mais atento às coisas simples da vida."
O resultado da sua mudança de estilo de vida foi tempo para estar em família, tempo para estar só e tempo para gozar a natureza.

Quando, há já algum tempo, li o artigo relacionado com este tema não dei muita importância. Entretanto ao folhear recentemente revistas antigas para delas me desfazer, reli-o e, sem ser radical, decidi pôr em prática algumas dicas. O que é certo é que me livrei de muitas coisas que já não faziam falta, ganhei espaço na garagem, nos armários e a casa parece que recuperou uma dinâmica diferente. Os meus jovens deixaram-se influenciar e fizeram o mesmo nos seus quartos. Foi um fim de semana feliz e a família está toda mais organizada. E podemos ainda melhorar e muito.
Acredito sinceramente que se pode viver com pouco. Claro que não me refiro a viver em condições de pobreza, de falta de conforto ou de carência.
Acho que compete a cada um parar para pensar e traçar caminhos de vida de forma a respeitar os seus ideais mais profundos. Ando a tentar...:))))

goncalo disse...

Também estou a acompanhar o debate na RTP. Manuel Maria Carrilho fez no livro, e está a repetir no debate, uma coisa que já não é nova: lança duas ou três questões reais sobre o funcionamento da comunicação social e da agência de comuicação e com isso tenta justificar a derrota que teve em Lisboa. Deste modo, finge que quer promover um debate sério sobre os media, contribuir para mudar as coisas, e por aí fora. O objectivo é claro: recuperar a imagem para continuar a sua carreira(?) política. Como é habitual, o Pacheco Pereira tem sido a voz mais lúcida, em poucas palavras definiu o livro do Carrilho: a descrição de uma tese da conspiração que usou os jormnalistas para evitar que MMC ganhasse as eleições. Nada tenho contras as teses de conspiração, mas todas apresentam o mesmo problema: o que as prova é a convicção do autor...

Muitos têm levantado dúvidas sobre a saúde mental do Carrilho. Embora não seja psi nem tenha formação na área, atrevo-me a dizer que o Carrilho está perfeitamente consciente do que está a fazer))).

JFR disse...

Ainda sobre o Alzheimer, publicado no Blogue ABAIXA-VOZ.

Um país sem prioridades

Li e ouvi, respectivamente no Público e na Antena 1, uma notícia absolutamente fantástica de que o Ministério da Saúde estaria a negociar eventual apoio às cirurgias de colocação de bandas gástricas. O custo destas intervenções pode atingir 8 500 €. E o dito ministério propõe-se pagar integralmente, cada uma das operações. Isto realizado em clínicas privadas, já que, nos hospitais públicos, a lista de espera pela cirurgia é de sete anos.
Para além dos desvios possíveis de quem, não sendo excessivamente obeso, utilizaria essas condições para recorrência a melhorias estéticas, pergunto como é possível a preocupação do Governo com um assunto cuja importância relativa é muitíssimo menor do que muitos outros problemas de saúde existentes no nosso país.
Se exemplos faltassem, demonstrativos de que a falta de bom senso na definição de prioridades é uma característica dos nossos governantes (e não exclusivamente dos actuais), bastará saber o que o Estado faz, ou melhor não faz, nos casos de doentes de Alzheimer. Segundo o blogue Murcon, são 70 mil em Portugal. Destes, 46 mil não têm qualquer tipo de assistência. São gente sem remédios! São gente sem as terapias aconselhadas! São gente sem condições para comprar fraldas! São gente sem acesso a lares, por estes, em muitos casos, se recusaram a receber doentes de uma segurança social que lhes não paga a tempo e horas!
Perante isto, não posso deixar de perguntar se os nossos governantes, deputados e demais políticos, sabem, compreendem e interiorizam a nobreza da função que exercem?
E, pergunto ainda, se estudam e aprofundam cada uma das propostas que lhes são feitas. De forma a decidirem no sentido que a responsabilidade que os contribuintes pagadores do seu salário impoe.
Há prioridades que determinam que certas matérias, em certos momentos, nem sequer sejam aceites para análise e discussão (é o que se deveria passar com as bandas gástricas). A bem de um conjunto de matérias ainda tão mal tratadas ou esquecidas (é o que passa com o Alzheimer).
Governar é, essencialmente, gerir com recursos escassos as prioridades de realização. Portugal deve muito do seu atraso e difiiculdades à ausência deste tipo de competências na grande parte dos nossos governantes, deputados, autarcas, empresários, sindicalistas, juízes e demais decisores.

Julio Machado Vaz disse...

Gonçalo,
Hiper-consciente:))))))))).

noiseformind disse...

jfr,
Solução fácil. A malta que tem Alzheimer tem de engordar... :)))))))))

noiseformind disse...

Gonçalo,
Eu teria que passar uma semana a pão e água (e sexo) com a Bárbara Guimarães para ajuizar de possíveis lesões à auto-imagem do Carrilho que ele possa ter sofrido exposto ao longo de tantos anos a ela. Era um estudo que valia a pena fazer, quer pela originalidade, que por questões de compreensão da psique humana...

noiseformind disse...

já somos 250.000 visitas a este blog?????????????????????????????????????????????????????????????????'

thorazine disse...

É verdade!

Será que todas elas já têm o reflexo rápido de carregar no "parar" antes de algum sinal sonoro se manifestar? - não é que me queixe da selecção, por acaso (ou não) bastante do meu agrado, mas cada vez que se refresca a página lá vem o homem falar de cotonetes! :)))

andorinha disse...

Noise (11.14)
Looooooooooooool

Gonçalo (12.02)
Com a ressalva de que não li o livro, concordo contigo quanto à análise que fazes do debate. Segundo MMC a culpa é das agências de comunicação e de jornalistas que são mercenários.
Gostei das intervenções de PP, sempre muito calmo, lúcido e oportuno, tentando que se discutisse o essencial e não o acessório.
E claro que o MMC está perfeitamente consciente do que está a fazer.(confirmado por um psi às 12.29) :)))

Noise( 12.39)
Tu tens mesmo uma imaginação diabólica, miúdo.:)

E pronto, gente, até amanhã:)

Aspásia disse...

Boa noite

Também não tive muitos brinquedos, mas eram muito estimados e bem aproveitados em múltiplas aplicações.
Muitas férias passadas no Alentejo e convivendo com crianças da aldeia, também revelava um outro mundo de diversôes simples mas apaixonantes, diferente das urbanas.
Hoje o consumismo começa no berço, com prendinhas caras, muitas sem utilidade, para o recém-chegado...
Enquanto outros há que nada ou pouco têm, como já aqui se focou.

Até amanhã

noiseformind disse...

Está confirmado, a Andorinha confirmou-me que se vai transferir para Lisboa no fim do ano. Licença sabática. Isto não tem NADA a ver com a recente contratação do Rui Costa para o Benfica, fique bem claro desde já ; )))))))

Boss,
E tu a falar de velharias...

Thora,
Eu limito-me a carregar no Moderna. Se bem que a nossa rádio Moderna não tem um dos géneros mais modernos que há: o hip-hop. Mas parece-me bem. Os homens portugueses ainda não estão prontos para ouvir um bando de negros a cantarem músicas de como lhes comeram as mulheres a semana passada loooooooooool loooooooooooooooooool loooooooooooooooooooool loooooooooooooooooooool looooooooool o macho luso é, por definição, limitação em termos de raças...

noiseformind disse...

thorazine,
Eu basta-me rezar um Pai Nosso e mal acabo já está a dar música. Como vez a fé pode-nos salvar, pelo menos de muito lixo sonoro ; )))))))

noiseformind disse...

"Quando, há já algum tempo, li o artigo relacionado com este tema não dei muita importância. Entretanto ao folhear recentemente revistas antigas para delas me desfazer, reli-o e, sem ser radical, decidi pôr em prática algumas dicas. O que é certo é que me livrei de muitas coisas que já não faziam falta, ganhei espaço na garagem, nos armários e a casa parece que recuperou uma dinâmica diferente. Os meus jovens deixaram-se influenciar e fizeram o mesmo nos seus quartos. Foi um fim de semana feliz e a família está toda mais organizada. E podemos ainda melhorar e muito."

É caso para dizer: com Elaine St.James desperta a fada do lar que há em ti ; ))))))))))))))))) vou já oferecer esse livro à minha empregada doméstica ; )))

noiseformind disse...

Malta, vou-me (para vosso refrigério, eu sei). Hoje joga a MINHA selecção (a selecção onde estão os jogadores do FCP) em Braga e lá estarei aos gritos de "PORTUGAL!!!! PORTUGAL!!!! PORTUGAL!!!!!! SCOLARI PRÓ &#&"$$%!!!!!!!!, eventualmente sem o Quaresma, o que mostra que o racismo é coisa feia, basta ver que quem lixou o puto foi o Lourenço, os pretos são lixados com os ciganos, quase tanto como nós somos com os pretos loooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool loooooooooooool loooooooooooooooooooooooooool loooooooooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooool loooooooooooooooooooool

CêTê disse...

Bom dia,
Perde 4/5 da "tourada" de ontem mas ONTEM gostei do que ouvi do PP- mas convenhamos que estava muito bem posicionado para "botar faladura". O Ken é que continua na sua... (tadita da Bárbara, ela havia era de escrever um livro a queixar-se do Carrilho lhe ter destruído a Imagem tão bem lançada pelo Maestro - agora uma pessoa até fica na dúvida quem é o "boneco")



Vou escovar a língua

Bons cafés

(bolas, noise! perdi o meu coment à custa de estares a met~er 3 post seguidos)LOL

Ameninadalua disse...

Bom dia!

As coisas e a educação para o Ter ou para o Ser!!!

As coisas em forma de presentes que oferecemos às nossas crianças no Natal não são um mal em si; nós compramo-las porque gostamos delas e as achamos adequadas e porque tambem sabemos que as crianças tambem vão gostar, porque lhes ilumina a ilusão e o prazer...

O resto é que é mais complicado; ou seja o dar tudo a uma criança é talvez tirar-lhe a oportunidade de se expor à vida e todos nós sabemos que a nossa própria exposição perante a vida é ao mesmo tempo uma ameaça mas tambem a grande oportunidade de a aprendermos e de tomarmos as decisões no sentido de a "ganharmos"...

Quanto ao Carrilho concordo totalmente com o Gonçalo, esta pode ser sim considerada uma tese de conspiração em que as provas estão apenas na convicção do autor, com a agravante de ser uma tese extemporânea que não interessa a ninguem a não ser ao próprio...

thorazine disse...

Noise, a fé não cura só os males sonoros! Pelo que sei, os zumbidos das igrejas fazem trabalhar o "ponto de Deus" que faz libertar as "tais endorfinas", que curam muitos males (e pelo que dizem até fazem milagres)!

Por isso, talvez todos os grandes males do mundo, desde cantor pimba que utiliza tudo o que seja básico e reles para entreter ao homem-bomba que mostra o seu amor pelo infiél, cura-se com endorfinas! Venham elas..

Talvez seja o futuro, comprar a fé em cápsulas! :)))