domingo, maio 21, 2006

Vêem porque sempre recuso falar dos toxicodependentes como ETs?

Droga: Novo século, novos vícios



Vamos deixar de falar "em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia"
Internet, compras e telemóvel - estes são os novos vícios. Os técnicos da área da toxicodependência começam a confrontar-se com a emergência de novos vícios sem drogas.

21/05/2006


(10:33) Embora com implicações muito diferentes das que decorrem do uso de drogas, estas patologias carecem igualmente de tratamento, sob pena do viciado poder viver situações dramáticas.

Em entrevista à agência Lusa, o psiquiatra Luís Patrício, que dirige o Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) das Taipas, em Lisboa, sublinhou que a sociedade de consumo e o aumento da oferta estão a criar fortes dependências patológicas sem substâncias psicoactivas (drogas), não só nos toxicodependentes em tratamento como no cidadão que nunca consumiu qualquer droga lícita ou ilícita.

Luís Patrício vai mesmo mais longe e argumenta que "cada vez mais deixamos de falar em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia".

Face a esta preocupação, o "XIX Encontro das Taipas", que reúne em Lisboa segunda e terça-feira cerca de 400 técnicos nacionais e estrangeiros na área da toxicodependência, inclui no seu programa um painel de debate sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas", que terá como orador o professor Carlos Alvarez Vara, da Agência Antidroga da Comunidade de Madrid.

"A sociedade apela a que estejamos a gastar sistematicamente, estejamos a consumir. É preciso levar as pessoas a pensar, a crescer, para poderem escolher", concluiu.

80 comentários:

Carlos Sampaio disse...

Boa tarde...
Eu, cá por mim, acho que vou passar é a desconfiar de quem não tem vícios! Não é normal.
Não era Confúcio quem dizia que os vícios escondidos contam a dobrar?

CêTê disse...

E eu, pcworkcofeedependente sou quê? Uma adictóloga? ;]]]]]]

CêTê disse...

Já estou a ver que com este post ninguém vai aparecer LOOOOL

Lusco_Fusco disse...

Este post é mauzinho. É! É!
Mahatma
Eu pecadora me confesso:
Nicotina dependente; Cafeína dependente;
Já fui dependente de net, agora não sou. Venho aqui para sair de casa;
Sou farmácia dependente, isto será patologia? Se me curarem desta minha dependência (curando-as) ficarei eternamente grata :))))
É que esta última dependência, além de me empurrar para as dependências anteriores, não me deixa ser consumidora dependente de outros artigos e bem que gostaria ;-)
Que remédio darão para a ultima? Anti depressivos ou injecções bancárias?!!!!!
Se forem as últimas Mahatma, marque-me consulta rápido que tem aqui uma doente...ehehehehe

Agora ri-me sozinha com uma estória que a minha mãe conta duma senhora que vendia vassouras de giesta (para varrer terreiros).
Quando a senhora vinha carregada de vassouras e a chorar e lhe perguntavam:
"Que se passa, está doente?"
Ela respondia:
-Não senhor...- encolhia-se e dizia - foi o meu homem que não me bateu ontem... Ele já não gosta de mim..."
Isto sim! Chamo de dependência doentia e a precisar de tratamento urgente.
ihihihihi
Um beijo
MJ

Manolo Heredia disse...

Comunicação Social, Anúncios, Outdoors, Rádio (a publicidade do BES na TSF põe-me os nervos em franja), Cinema (na cena-climax do filme, ao fundo, o logotipo da CocaCola!)
São demasiadas armas a atacar o meu indefeso bom-senso!
Não nos drogamos, drogam-nos!

andorinha disse...

Boa tarde.

As dependências da era moderna.
Das três referidas a única de que me posso considerar um bocado dependente é da Net; quanto a compras e telemóvel faço e uso q.b.
Aliás quanto ao telemóvel, há alturas em que pura e simplesmente o desligo, quando não quero que me "chateiem"; no dia seguinte tenho algumas pessoas furiosas comigo porque me ligaram e eu tinha o telemóvel desligado, como se isso fosse um crime. Looooool
Só tenho Net há dois anos e nos primeiros tempos confesso que passava horas e horas a fio a navegar,deixando inclusivamente de fazer outras actividades que sempre me deram prazer e até de estar com amigos. Felizmente, com um bocado de esforço consegui diminuir gradualmente o número de horas e agora penso que a situação está controlada.

Lusco_fusco,
Não acho nada que este post seja mauzinho.:)
É bom que as pessoas tomem consciência de possíveis exageros a este nível; meter a cabeça na areia nunca foi a melhor solução.:)
Bjs.

Rui disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Rui disse...

Perfeitamente de acordo, Andorinha.

Agora o porquê desta adictologia?
Cá para mim é porque as pessoas não conseguem estar bem consigo próprias, quero eu dizer, não conseguem habitar e usufruir o seu próprio ser. Daí que precisem muito de "mergulhar" em realidades ou virtualidades exteriores, quanto mais absorventes melhor, que as façam esquecer-se de si próprias.

Sei que isto parece psicologia de almanaque, mas estou a basear-me no meu próprio processo de evolução interior. Isto que escrevi para trás, e que tentei resumir de forma extremamente simplificada, passa-se e passou-se comigo.

Lusco_Fusco disse...

Eu só brinquei, Andorinha.
Fui até sádica comigo. Se não brincamos um pouco com o "lado Lunar" da vida ganhamos rugas :))) Em tempos fui dependente da TV e da net. Aquela, hoje, não faz hoje parte do meu quotidiano.A internet é a minha amiga fiel só me mostra o que quero ver :))).
Um beijo.

andorinha disse...

Lusco_fusco,
Pois é...não pões os smileys nem Loool e eu interpreto tudo à letra.
Já não é a primeira vez que me acontece ( não contigo), portanto trata-se de uma "deficiência" minha, não descodificar correctamente os posts.
Vou ver se me corrijo...:)))
Quanto ao que dizes, dou-te toda a razão, temos mesmo que brincar com o nosso lado lunar; para que queremos nós mais rugas?:)
Beijinhos

Su disse...

eu sou totalmente dependente de varias coisas ao mesmo tempo...tenho resmas de vicios e não prescindo deles nem dos meus erros....
jocas maradas

Pamina disse...

Boa noite.

Cá venho eu ao vício:))). Estou a brincar. Há uma grande diferença entre hábito e vício. O Murcon tornou-se um ponto de encontro, um género de café do bairro, o que, na minha opinião, é uma coisa saudável.

Vícios ou dependências sempre houve (estou-me a lembrar do "Jogador" do Dostoievski, para ficar só pelo século XIX e por um vício). Acho que isso tem mais a ver com a personalidade de cada um do que com a época. O que vai mudando com os tempos são os objectos da dependência, conforme o estilo de vida, as modas e a possibilidade de acesso. Claro que exactamente o nosso estilo de vida actual e as várias ofertas propiciam as dependências, não sendo assim de estranhar o grande número de pessoas afectadas.

Bom início de semana para todos.

CêTê disse...

"A internet ]...[só me mostra o que quero ver :)))."- lusco_fusco
É isso mesmo.
Além de que é um mundo de conhecimentos que de outra forma não teriamos acesso. Mas tal como em tudo a usar criticamente.
Quanto ao seu Blogue, professor, passarei a chamar-lhe Café Ventoso" que alías combina bem com aconchego ;]]]]
Bom inicio de semana para todos que já têm a minha dose. ;]

Ameninadalua disse...

Boa noite a todos!

Bom já percebi que devo ser adictóloga!:)

Hoje fui para a feira de Cascais e quando cheguei a casa reparei que fiz duas compras que não precisava delas para nada...e fiquei furiosa comigo...
Para compensar lembrei-me logo em adoptar à distância, uma criancinha em África daquelas que andam anunciar mas não ajudou muito ao meu desconforto:)...

Fui educada em comprar apenas aquilo que era necessário, onde incluía alguns pequenos "luxos" mas sempre com a noção que esbanjamento e supérfulo era condenável.
Actualmente é muito difícil conseguir esse controlo; o aliciamento é enorme e mascarado de várias maneiras. O barato dos saldos,os luxos, a novidade,o coleccionar,enfim tudo serve para aliciar e tentar ao consumo...

thorazine disse...

Bem, qual é a diferença entre o hábitos ou vícios tóxicos dos mais "salutares"?

Em geral, o hábito é visto por olhos sociais como um comportamento não examinado e repetitivo passando rapidamente à obsessão. Podemos ter obsessão por quase tudo, desde ler todos os dias as notícias, a bens materiais (tal como um coleccionador) ou poder sobre outras pessoas (político! Já um velho adágio diz que " o humano é uma criatura de hábitos"! E todo o ser humano ressente quando, por qualquer razão, essa linha contínua de acção é corrompida! Seja porque o homem que vende o jornal não veio trabalhar ou porque fomos derrotados contra o líder do partido oposto!

Em tempos, o consumidor de ópio era conhecido por estar sob o "demónio do ópio" atribuindo a culpa a uma força controladora externa. Mais tarde o vício é colocado na categoria das doenças. Hoje, penso, ao vício por substâncias químicas já se atribui um papel mais consciente ao utilizador. O livre-arbítrio humano é posto em causa devido ao uso repetido de substâncias!

O prazer que obtemos de qualquer acção é provocado pelo lançamento de endorfinas pelo cérebro. Ou seja, nós na verdade somos é viciados pelas substâncias que o nosso cérebro liberta sempre que fazemos coisas que nos dão prazer. Ou seja, somos Hormonódependentes. Temos um vício neuroquímico.

Ou seja, o que é condenado é o hábito ou mesmo vício causado por substâncias externas! Mas, mesmo o chocolate faz libertar feniletilamina, uma das endorfinas. As feniletilaminas deram origem a um grande grupo de substâncias psicoactivas que hoje circulam no mercado negro, incluindo o MDMA, vulgo ecstasy! Na minha opinião a diferença de toxicodependência entre os consumidores de chocolate e do ecstasy não é grande. Poderá, existir sim, mais danos nos consumidores de ecstasy, pois o seu "produto" não é produzido nos Alpes suíços e sim numa cozinha por dois ou três criminosos que só têm como objectivo obter o maiores número de euros possível! Não é que o conceito das empresas farmacêuticas seja muito diferente, mas ao menos regem-se por regulamentação rigorosa.

Se observarmos por exemplo o percurso do açúcar, uma das maiores fontes de prazer da sociedade moderna. Na época dos descobrimentos, os portugueses foram autênticos traficantes intercontinentais. Ir buscar mão de obra gratuita ao continente Africano, produzir ao máximo no Novo Mundo e depois saciar a Europa com concorrência zero! Não era um negócio que qualquer um de nós gostaria ter? O verdadeiro tráfico. O verdadeiro vício! E hoje em dia, quantas vezes não ouvimos ou mesmo nós nos queixamos depois de alguns dias sem petiscar algo verdadeiramente açucarado: "estou augado, comia mesmo um docinho.."! O açúcar, uma das substância que mais radicais livres deixa no organismo está verdadeiramente aceite como uma droga da sociedade moderna.

Não defendo o uso não consciente das substâncias que o mundo natural e químico nos oferece. Mas não defendo leis hipócritas. Quando num crime não há provas nem testemunhas a questão que surge é "quem beneficia?". Neste caso, na minha opinião, também! Se as substâncias são idênticas porquê deixar um drogas que destroem como o tabaco e o álcool e proibir drogas como a cannabis? Quem beneficia com o imposto sobre o tabaco e sobre o álcool? Há zero mortes relacionadas directamente com marijuana. É hipocrisia.


DMT, um poderoso alucinogéneo que é utilizado por tribos da amazónia pertence à tabela portuguesa mais restrita. DMT está presente na maioria das plantas e animais. R. Strassman em 1996 lançou um livro resultante de um ensaio clínico em que propõe teoria da presença de DMT na glândula pineal o que é originário das experiências paranormais (que acredito quando forem explicadas vão voltar a ser normais) ou místicas ou mesmo envolvidos no processo da morte. As autoridades querem proibir natureza. Quando tal facto for provado pela ciência ocidental talvez mesmo morrer irá ser proibido, pois as concentrações de DMT no nosso cérebro irão ultrapassar as permitidas na Tabela!

A exploração, por si, já é um hábito que acompanha os humanos desde que eles ser tornaram humanos, ou seja, quando surgiu a consciência. Desde as cores às formas, os cheiros, as texturas, os armas e os sabores. Há teorias, que foi mesmo essa exploração que nos fez desenvolver a consciência tal como a conhecemos hoje. Está bem documentado a evolução que teve a sociedade do velho mundo com o impacto de especiarias e corantes do velho mundo. Catalizou a consciência. A explorações de novas sensações, com drogas ou não, é um legado deixado pelos ancestrais. Por isso é que a Guerra às Drogas já têm vencedor. Já Eça tinha confirmado, Eduardo da Maia sucumbiu à genética mesmo forçado por uma educação à Inglesa! Os humanos vão querer sempre ser humanos.

Não acho que a visão dos "toxicodependentes arrumadores de carros" seja distorcida, mas sim que a única razão de os hábitos que eles têm serem ilegais. Tal qual a lei seca nos Estados Unidos, que em poucos meses tornou jantares de família ilegais. Qual foi a consequência? Acho que foram várias, mas toda a gente acho que já ouviu falar do massacre de S.Valentim, em que pela primeira vez foram utilizadas metralhadoras por civis.

A proibição não resulta!

Não estou aqui a defender as ideias “New Age” nem os poderes da pirâmide encontrados nas drogas. Sim a exploração livre. Eu ainda não tenho nenhum curso sobre a matéria (vamos ver se é este ano que ingresso), o que sei foi o que li aqui e ali e esta é a visão sobre os hábitos que tenho no momento do que aprendi e experiênciei. Certamente que ainda vou ter mais tempo para rematar pontas ou até a reformular!

Já agora, professor, gosto bastante das suas "ruminações"! :)

fiury disse...

(atolle)
boa noite

fiury disse...

(atolle)
todos os vicios ou dependências que nos prejudiquem de alguma forma ou formas são negativos e é animador que se começe a sinalizar e a combater. mas como nas drogas "tradicionais" o mais importante é a prevenção nas familias e nas escolas. continua-se a deixar desajustados grupos de risco como os sobredotados ou os hiperactivos. rotula-se e marginaliza-se a torto e a direito.
as escolas superiores de educação continuam a não formar professores para a realidade que reune um numero assustador de dislexias, dificuladades de aprendizagem.... continuam a gramar com os noventa minutos de aulas enfadonhas, desmotivadoras, sem apoios e principalmente sem vontade de mudar e de aprender por parte de muitos professores.
sim...muitos!

Fora-de-Lei disse...

É giro ver como as pessoas reagem a este tipo de assunto se o mesmo tiver a enquadrá-lo a palavra adictologia.

Quando alguém do Vaticano (não sei quem foi...) se lembrou de chamar pecado ao facto de se passar muito tempo na Net, foi o bom e o bonito.

Mas é claro que, à luz dos princípios da Igreja Católica, qualquer vício é pecado. Ou ainda alguém tem dúvidas ?

O que vale é que eu sou agnóstico e nem sempre sou da minha opinião... ;-))

fiury disse...

quanto aos novos vicios ou pior(patologias): comprar, internet e telemovel, vamos lá ver uma coisa:
estamos a falar de quem? de pessoas que compram aquilo que não podem pagar? de pessoas que passam horas ao telemovel sem assunto e roubam para pagar as contas? de pessoas que passam horas na net e não trabalham nem cumprem as suas obrigações familiares?

Fora-de-Lei disse...

Fora de contexto (ou talvez não)

Pelo menos em Lisboa, as mulheres são cada vez mais iguais aos homens...

A PSP de Lisboa não tinha memória de um gang feminino tão violento: três raparigas, com idades entre os 17 e os 19, levaram a cabo pelo menos 14 assaltos armadas de facas. Atacavam mulheres, na rua, nas zonas residenciais de Carnide, Telheiras e Benfica. A Divisão de Investigação Criminal da PSP, depois de dois meses de investigações, conseguiu agora detê-las.

Julio Machado Vaz disse...

Thorazine,
Se bem percebi, você é pela regulamentação.

AMMedeiros disse...

Olá!
Não foi Freud que disse que o homem só será livre ou independente quando preencher três requisitos: independente materialmente, sexualmente e afectivamente?...
Assim sendo. Não sou independente nem livre, adicta, pois claro!

fiury disse...

"É preciso levar as pessoas a pensar, a crescer, para poderem escolher", concluiu"

este é o remédio para as novas patologias?

já agora podiam adiantar a que horas se toma e a partir de que idade? se não for pedir muito quem o deve subsidiar.
por favor não se esqueçam das contra-indicações

andorinha disse...

Fora de lei(10.49)
Isso foi diferente. A Igreja disse que era pecado passar muitas horas na Net, a ler ou a ver televisão, penso eu, em vez de se ler a Bíblia.

Agora ser "pecado" ou não, depende do que se faz na Net.:))))))

E se é pecado, confessa-se; se é uma adictologia é uma doença e precisaremos de tratamento. A vertente é diferente.
Não temos culpa, somos dependentes.:)

P.S. Vê se avisas quando é que és da tua opinião; assim, não se pode conversar.Loooooooooooooooool

Quanto ao comment das 11.20 nem digo nada; vou passar a ignorar completamente essa tua faceta machista.
Tenho dito.

Fora-de-Lei disse...

andorinha 11:31 PM

"Quanto ao comment das 11.20 nem digo nada; vou passar a ignorar completamente essa tua faceta machista. Tenho dito."

Não sejas assim. Foi apenas para ilustrar do que são capazes de fazer as mulheres realmente libertas só para - quem sabe ?! - poderem satisfazer os seus "vícios" consumistas ou outros... ;-))

fiury disse...

"pensar, crescer e escolher" as drogas. há de todos os tipos, marcas e preços. bem, vou deligar os telemoveis, a net e amanhã não compro nada, não vá ficar viciada!já deve ser o sono!
o que provoca o bem estar são as drogas, o que provoca o mau estar não interessa nada...isto faz-me uma confusão...!!!!que me desculpem os seus colegas psiquiatras.

andorinha disse...

fiury (10.46)
Já cá faltava o habitual e cíclico ataque aos professores.
Já vamos estando habituados a sermos os bodes expiatórios de tudo o que vai mal neste país.
Os alunos estão na net, usam e abusam do telemóvel, compram isto e mais aquilo porque nós, professores, os incentivamos, claro.
Tem dó, usa a cabeça, se conseguires.
Pais que não controlam minimamente nem o tempo nem o que os putos fazem na net; que lhes satisfazem todos os caprichos em termos de compras; que lhes dão telemóveis desde a mais tenra idade...e se fosses por aí em vez de atacares pessoas que dão o seu melhor mesmo quando poucos ou nenhuns incentivos têm para o fazer?
Criticar é fácil, construir algo de positivo é mais difícil.

11.19 e 11.28
Estamos a falar de pessoas que passam horas na net e não dizem nada de jeito.
E não se pode conversar com quem não tem um discurso articulado e coerente.

andorinha disse...

Fora de lei(11.38)
Ah! Essas é que são as mulheres realmente libertas???!!!
Desculpa lá, não tinha percebido.:)

fiury disse...

(atolle)
só costumo dar o beneficio da dúvida uma vez. até pode ser um defeito, mas duas nunca dou.
(alguns sabem doque estou a falar)

fiury disse...

(atolle)
boa noite

thorazine disse...

Professor Júlio Machado Vaz,

Talvez a culpa é minha devido a este "problema de expressão"! Não sou a favor de uma proibição. Sou a favor a uma nova regulamentação das drogas. Para não falar do grande valor médico de algumas substâncias que é mais que evidente pelos poucos estudos feitos (e que muita gente não beneficia devido a argumentos pobres), falo do uso generalizado de substâncias análogas (produzidas pelo cérebro ou vindas do exterior) que são aceites e toda gente tira proveito/prazer! Isso é hipocrisia. Nos anos 60, como o professor sabe, o LSD foi um dos grandes condicionantes do movimento anti-guerra. Talvez por ser tão eficaz na reconstrução dos valores sociais e comunitários. Será que realmente o governo Americano o veria com bons olhos? Até à altura os mais "pobres" não tinham acesso a poucas fontes do que é que realmente se estava a passar. Pelo que sei, há mais contras que prós em ir para a guerra. (Mas isso já é outra discussão!)

Sou a favor de uma discriminação de todas as substâncias e o seu controlo pertencer ao estado, e não a redes criminosas. Grande parte das receitas dos impostos sobre as drogas deveriam ser para encaminhamento de toxicodependentes problemáticos a tratamento. As percentagens de toxicodependentes em tratamento na Suiça, por exemplo, é bastante superior à nossa! Sou a favor a serem concedidas licenças a cientistas para poderem fazer investigação sobre o tema e informação factual ser divulgada. Parecem ter medo da verdade tal qual como Inquisição quis calar Galileu. Tal qual a RR aconselha todos os cristão a não ir ver o Código da Vinci. (mas pronto, isto é outra discussão também).

Sou a favor da regulamentação, obviamente. Numa "sociedade", como seu próprio nome indica, têm de existir parceria não saprofitismo. "A minha liberdade acaba quando começa a do outro"! Agora, quando um ser humano consome uma substância não vejo quem é o criminoso e quem é a vítima.

Sou a favor do desfrutar da vida, seja isto o que for para cada um. Se para uns o clímax é provocado pelas endorfinas libertadas a observar um por do sol à beira mar, para outro pode ser as endorfinas libertadas devido à ingestão de uma planta mágica.

Mas como disse, é só a minha visão. Sei que ainda tenho muito a aprender com a côdea de broa. :)

(Chinezzinha) disse...

Andorinha

Agora é moda dizer mal dos professores. Rssss
Gostava de saber porque essa inveja toda em torno da nossa classe.
Será o nosso alto salário? rss
Será todo o trabalho que trazemos para casa? Ou termos que educar para além de formar?

Desafio a quem de nós diz mal experimentar um dia como professor.
Quem topa? O fiury??? Não! Trabalhar cansa. rss

Beijos e boa semana de trabalho
Ana

Xá Verde disse...

Já estou a ver as companhia aereas a proibir o consumo de compras a bordo, o governo norte-americano (e a seguir todos os outros) a mandar colar nos sacos de compras frases apelativas como "os saldos matam" e os tipos que vendem a metadona a perder a comparticipação dos serviços de Saúde, por ela nada poder fazer pelos crédito-dependentes.
Amigos, ao que chegamos...
Ainda não sei se fumar ou comprar demais me vai matar... mas que viver mata, tenho a certeza absoluta.

thorazine disse...

Professor, descobri agora, enquanto ouvia a sua entrevista no dia 18 deste mês, que a sua primeira área de trabalho foi toxicodependência! Seria bastante interessante a sua opinião, seja ela a favor ou contra!

E falando na Grécia antiga e da continuidade genética e memética. Em Elêusis, durante os dois mil anos das civilizações da Grécia clássica, era celebrado um grande festival. Deméter reencontrara a filha, Kore ou Perséfone, que fora raptada e levada para o mundo dos mortos pelo seu senhor e governante, Plutão. Era em redor disto que se realizavam os Mistérios Elêusis.

Vários historiadores já tinham concluído que algo era bebido pelos iniciados. Gordon Wasson e Albert Hoffman, sugeriram no seu livro "The Road to Elêusis" que o preparado era alucinogénio. Na sua defesa escreveram:

Sem dúvida, o fungo da cevada [ergotina] é o provável ingrediente psicotrópico na preparação da poção elêusica. O seu aparente relacionamento simbiótico com a cevada significava uma expropriação e uma transmutação adequada do espírito dionisíaco perante o qual, o cereal, a filha de Deméter, se perdeu no abraço nupcial com a terra. O cereal e o fungo, além do mais, estavam unidos como irmãos num encontro bissexual, possuindo já, na época em que a donzela se perdeu, o potencial para o seu regresso e para o nascimento do seu filho fálico [cogumelo] que cresceria do corpo dela. Um hermafroditismo semelhante ocorre nas tradições míticas sobre a mulher grotescamente fértil cujas facécias obscenas teriam alegrado Deméter, afastando-o da tristeza mesmo antes de beber a poção.

Não quero com isto usar a tradição (memética) como argumento à minha ideia. Mas sim uso o impulso (genética) de procurar estados alterados de consciência pelo ser humano. Não sou a favor das touradas só por serem "tradição"! Mas sei que a violência contra a própria espécie ou outras é uma das características genéticas da maquinaria biológica humana (e que talvez sem ela não chegaríamos ao que somos hoje), mas que temos de "controlar" pois facilmente rompemos pela liberdade dos outros adentro. O consumo de substâncias, em si, não prejudica directamente o próximo.

Não é que eu faça grande consumo, mas este tema cativa-me bastante! Acredito que este tipo de substância que mexem o eu possam ser grandes ferramentas no futuro para compreender melhor a mente, ou a consciência, ou a alma..ou seja qual for o nome que cada um lhe dá!

Cumprimentos 

noiseformind disse...

Boss, será discordância o que sinto? Ou será que a coisa passa por um mero posicionamento defensivo de gajo que não tem livro de receitas a jeito? Mmm... adictologia? Sim, mas já existe há tanto tempo. Olha para os escaparates de uma qualquer ingrata Bertrand e verás: "Louca por compras" "Diário de uma ninfomaníaca" "Maníaco do Fast Food". Tanta gente que enriqueceu e ganhou notoriedade à custa de mostrar e registar a sua compulsividade. A personalidade compulsiva não é matriz de consumos adictivos psico-activos. Sim, que não posso falar estruturalmente de um vício que é um mecanismo de recompensa engendrado pelo cérebro (o qualquer-coisa-holic) para obter prazer de determinados processos e o trajecto que um substâncio-dependente faz para obter o seu produto.

Digo já a barbaridade das barbaridades: coloco um fumador muito mais próximo de um toxicodependente do que de um jogador compulsivo. Como me atrevo a tal classificação? Pq existe um síndrome de abstinência descritivo de uma substância que é negada ao organismo pelo viciado em causa. Ou seja, é preciso distinguir o fornecimento de um bem integrável no consumidor de interacções potencialmente narcóticas, como por exemplo o caso dos viciados no sexo.

Para mim esta é uma linha divisória tranquila e mormurejante e acenarei com toda a minha biblioteca de Craig Nakken se for preciso para a manter assim... : ))))))))))))))))))) protegida das tuas investidas unificadoras ; )))))))))

Até pq o posicionamento do Estado em relação ás duas questões não me parece que seja comparável. Principalmente quando o comportamento adictivo se dá numa situação de total integração do indivíduo, como é o caso das compras ou do sexo. Ou na situação em que o comportamento só pode ser auto-remediado com a anuênica do indivíduo, como é o caso da adição em relação ao jogo.

A dificuldade que um fumador tem em manter uma discussão mais animada sem o recurso automático, compulsivo e cíclico ao cigarro coloca a disfunção associada ao tabaco no plano da associado farmacológica. Da mesma forma que o viciado em cafeina lida com a percentagem de teobromina como metabolito final tb o viciado em chocolate lida com a sua necessidade de obter essa teobromina directamente, sem passagem pelo fígado. Processos adictivos diferentes em relação a substâncias diferentes criam dependências químicas diferentes portanto é óbvio que teria sempre de existir uma multiplicidade de adicções com origem em consumos químicos.

Já a adicção comportamental parece-me muito mais oportunística e associada de forma muito mais linear ao estilo de vida. Não existem muitos africanos sub-sarianos (excepção feita aos sul-africanos, mas esses são viciados em apanhar SIDA) viciados em compras!!!!! (tirando a esposa do Eduardo dos Santos em Angola... ok...). No entanto, numa região tão pobre como a Mauritânia tens taxas de prevalência de consumo de quat (pra que é que a malta quer a wiki? Consultem...). Ou seja, o abuso de substância não segue os caminhos turtuosamente sociais do abuso associado ao estilo de vida.

Podemos dizer "estilos de vida levam a consumos..." "formas alternativas de... levam a...". Sem dúvida. Tudo bem. Podemos até dizer que o mal dos ocidentais é serem ricos e terem muito com que se encharcar, quantas e quantas vezes com o beneplácito dos Srs, Drs, Psiquiatras que receitam... receitam... receitam.

noiseformind disse...

... (os teclados parecem de ressaca por estas bandas) ...

noiseformind disse...

Disse o

Rui,
"Cá para mim é porque as pessoas não conseguem estar bem consigo próprias, quero eu dizer, não conseguem habitar e usufruir o seu próprio ser. Daí que precisem muito de "mergulhar" em realidades ou virtualidades exteriores, quanto mais absorventes melhor, que as façam esquecer-se de si próprias."

Clap, clap, clap, clap, clap... e para mim será esta uma questão em que entroncam as drogas recreativas (recreativas para quem está perto de quem as consome, podendo essas pessoas recrearem-se com a figura de parvo que o consumidor está a fazer). As drogas recreativas não parecem tanto uma questão de efeito mas sim uma questão de diluição do ego num grupo. Exemplo disso a malta que nas várias Queimas e Enterros universitários se comportam como posessos sob o efeito... DE UM SHOT!!!! Ou seja, o consumo de um psico-activo como forma de desinibição social, em que os dois tipos de motivação são praticamente equidistantes.

No entanto, existem trajectórias de subsituição mais ou menos enunciativas de que o trajecto é maioritariamente percursor ou instigador de absorção de químicos. Dou o exemplo de um comportamento aditivo extremo totalmente desligado de subtâncias químicas por definição, a ortodexia. Está normalmente associada à anoréxia e consiste do consumo apenas de comida saudável. Aqui quimicamente não temos recompensa nenhuma para o comportamento aditivo. Porém, lá está a carência do ego que o Rui ali sustentou, a fazer-se sentir. A necessidade de que algo funcione sob o ritmo próprio.

Na anoréxia nervosa temos que a necessidade de controlo associado à alimentação está correlacionada com a sujeição a humilhações e ataques ao ego por parte de elemnentos do mundo da doente. Normalmente quando um elemnto muito próximo como o namorado é um factor de destruição da auto-confiança praticamente todas as abordagens terapeuticas, incluindo as farmacolóigicas, falham. Ora remover elementos que estejam alinhados com uma trajectória de vida e remover uma droga per se não me parecem questões essencialmente iguais.

Cruzam-se em muitas estradas, atenção que penso que se cruzam. Porém cruzam-se em trajectórias diferentes e estágios diferentes do processo de consumo e de obtenção de satisfação. Por exemplo, os efeitos inibidores de consciência da heroína incapacitam muito mais rapidamente que qualquer cartão de crédito uma pessoa de aceder a auto-crítica do comportamento. A recompensa endócrina do consumo de cocaína ultrapassa em milhões de vezes o resultado de múltiplas horas de sexo. Etc... Etc... Etc...

Recompensa e acção, motivação restrita e motivação alargada. Penso que os êmbolos que fazem mover a substÂncio-dependênca e a adicção comportamental terminam as suas espirais em pontos bem distantes. Quem toma a substância quer perder o controlo de si. Quem tem sistemas de constricção e ciclo comportamental procura criar ilusões de ultra-controlo. Portanto, passados os tais cruzamentos, estes dois tipos de comportamentos adictivos terão resultados diferentes para o indivíduo e portanto, terão de obter programas de tratamento que, tendo muitos cruzamentos em comum, pretendem integrar a pessoa de forma diferente e em diferentes comandos de que abdicou.

Terei dito assim tamanhas barbaridades, malta? ; )))))))))

noiseformind disse...

Em relação aos vícios deste mundo levo, como sabeis, vida frugal e livre desses escolhos ; ))))))))))))))))))) só a castidade nos salvará (e até ela chegar para nos salvar, pequemos com férrea convicção)



Thorazine,
Textozinhos deliciosos, é sempre bom termos por aqui sangue-fresco, não te preocupes, não somos vampiros, ninguém te vai chupar : )))))))) pelo menos sem vermos as tuas análises. Li uma frase tua que é comum neste tipo de debates... "Agora, quando um ser humano consome uma substância não vejo quem é o criminoso e quem é a vítima.". A vítima é o consumidor e todas as pessoas afectadas pelo processo de manutenção do vício da pessoa, incluindo as ressacas. O criminoso é quem lhe forneceu a substância sem controlo e, por inacção, o Estado que não impede a substância de ser distribuída ou que não a regula. Penso que neste último século ficou comprovada a incapacidade de o Estado impedir as pessoas de acederem à farmacopeia de "lista negra". Para mais com as novas drogas químicas que podem ser cozinhadas por qq tipo com uma licenciatura em Bioquímica. No entanto... porém... atenção que não quero com isto dizer que a vítima não tem responsabilidades. Fazer disto um trajecto de um só sentido em que o consumidor tem de exigir mais e mais recursos do Estado baseado na promessa abstracta de uma desintoxicaçao e obtençao de um período majorado de afastamento do consumo é tb absurdo, por impraticável ao nível de obtenção de recursos para esse fim. Da mesma forma que acho que o aborto deve ser legalizado mas não acho que o nro de abortos realizados por alguém seja indiferente.

Da mesma forma que acho uma política de verdadeiro merceeiro esta ideia de que substituindo heroína por metadona se consegue uma panaceia que tudo cobre, quando há 18 anos que os Australianos já começaram a abandonar esta ideia de aplicação maciça de metadona para a localizarem em consumidores ainda com valores de integração na sociedade ainda algo normalizados e portanto capazes de ter elementos anímicos e motivacionais para abandonar o hábito. Daqui a 20 anos estámos-lhes a seguir as pegadas, atabalhoadamente e sob pressão de uma qq norma comunitária. Mas isto dava latex para um preservativo enormeeeeeeeeee...

noiseformind disse...

ammedeiros,
Não me lembro dessa citação de Freud mas a existir será, quando muito, um despudorado plágio das palavras de Demócrito quando escreve "não consigo ser livre se o meu corpo, as vestes e a casa que albergam o meu corpo, e os desejos que fazem correr o sangue no meu corpo, sejam de acordo à minha vontade" : )))))))))))

mentecalma disse...

Não se preocupem; nada melhor que uma boa adctiologia; seja ela qual for!

thorazine disse...

Bem, eu já sabia que ao meter-me com este tipo de discurso por aqui ia encontrar quem soubesse dar nomes às coisas..hehe
Eu não defendo o uso compulsivo de drogas que provocam adição física. Defendo a liberdade o fazer. Mas acho que realmente o ser humano tem capacidade para lidar com o tal padrão, sendo ele o comedor de chocolate como o consumidor de substâncias que lhe dão prazer. O observar, pensar e escolher.

Na wikipedia encontrei isto:

"Scientists have long accepted that there is a biological basis for drug addiction, though the exact mechanisms responsible are only now being identified. It is believed that addictive substances create dependence in the user by changing the brain's reward functions, located in the mesolimbic dopamine system—the part of the brain that reinforces certain behaviors such as eating, sexual intercourse, exercise, and social interaction. Addictive substances, through various means and to different degrees, cause the synapses of this system to flood with excessive amounts of dopamine, creating a brief rush of euphoria more commonly called a "high".

Although the high may last only a few minutes, it also produces more longer-lasting effects in the brain. Dopamine signals occurring normally in the reward system (travelling from the ventral tegmental area to the nucleus accumbens) lead to the activation of proteins designed to calm the initial reaction and foster a continued desire to pursue the behavior responsible. Addictive substances create a greater than normal dopamine release, and the subsequent reactions of the brain are greatly exaggerated as well. The amygdala, hippocampus, and frontal cortex associate the use of the drug with intense pleasure and well-being; an association that is strengthened with each exposure, and which over time comes to dominate normal thoughts and desires. When cravings for the drug are no longer controllable, the user is considered addicted."

É muito vago considerar o que é adito ou não. Eu pelo que vejo, a necessidade de comprar, comprar, comprar não é assim tão controlável. E em relação ao sexo nem se fala, se não chamas às reacções que as pessoas têm à falta dele de ressaca, não sei que nome se há-de lhe dar.

Mas se estamos a falar de drogas, podemos falar de todas. Perante a linha divisória entre substância que provocam sintomas de privação ou não, biologicamente só um grupo restrito delas é que o provoca. Tal como a cocaína, heroína, nicotina, codeína, quetamina, xanax. Agora, drogas como a cannabis, MDMA, LSD, DMT e toda uma lista de químicos e plantas alucinogénios vão ter de ir para o grupo de prazeres como o sexo ou o consumo compulsivo pois não há registo cientifico de sintomas de privação com estas drogas. Aliás, há uma substância alucinogénia, a Ibogaina que após investigação se mostrou capaz de reduzir sintomas de privação de drogas como a cocaína, heroína, nicotina, álcool, etc..! Por isso, esta concerteza que não irá pertencer ao "grupo privado"!

O quat ou Khat é um arbusto utilizado há uns milhares de anos, por isso imagina que não se liga mesmo ao estilo de vida mas sim à tradição. E não é preciso ser rico para ter dois ou três arbustos em casa.

Em relação à posição do estado devido à total integração do indivíduo na sociedade mesmo com o vício. Bem, se o jogo, o sexo, as compras, o álcool, o tabaco e o café fosse fortemente regulamentado achas que esse tipo de integração continuava? Acho que ficou a prova pela lei seca.

Em relação ao ego é dita uma grande verdade. Nesta sociedade, tudo que seja para dissolver o ego põe o ser humano em risco. Mas, os monges budistas, os yoguis da índia a que toda a gente dá valor pela enorme capacidade de concentração meditativa e racional, chegaram lá devido a uma dissolução do ego. Se for o Dalai Lama a fazê-lo está correcto, agora um "simples mortal" que se socorreu de drogas já é "pobre de espírito".

E realmente, essa visão do consumir drogas para esquecer actualmente não faz muito parte da realidade. A heroína e cocaína ainda podem esconder alguma coisa. Mas se olharmos para o MDMA, o LSD, DMT e outras é impossível escondermos ou abafarmos seja o que for. São substâncias que forçosamente nos obrigam a olhar para dentro, a examinar ás nossas estórias passadas mal resolvidas. Talvez seja por isso que há tantos "acidentes" com drogas deste tipo. E talvez seja por este efeito que seja grande ferramenta para a psicoterapia. (Quem não se fiar À primeira que perca um tempinho a ler factos --> http://www.maps.org/mdma/).

Mas também andar a 200/h na auto-estrada não é para todos e não é por isso que os carros não atingem tais velocidades ou mesmo não é proibido andar de carro. É a liberdade. Se alguém cometer alguma infracção ai é que é punido.

Achas que a vítima é o consumidor e o criminoso é o traficante. Mas, não achas que cada um sabe o que é melhor para si? Mas por exemplo, drogas com fluoxetina podem facilmente ser adquiridas. A minha mãe facilmente obtém sem receita. Acho que isso se processa assim pelo mundo fora. É impossível controlar o ser humano de consumir o que quiser, mas mesmo assim achas que a fabricação deverá estar a cargo dos estudantes de bioquímica, que concerteza não têm como principal preocupação a saúde do público-alvo. E realmente, a vítima têm culpa obviamente, mas o que está em causa é o corpo dela, não o de outros. E a visão dos que “sustentam” o vício penso já ter sido ultrapassada. A visão do heroinomano que anda a arrumar carros diminuiu muito, e aliás, os consumos de drogas como a heroína estão a diminuir. Ou seja, isso são desculpas. Grande parte dos consumidores das “novas drogas”são pessoas integradas na sociedade e socialmente activas. Não vejo os consumidores de cannabis a roubar para sustentar o “vício”! Vejo muitos sim, a fazer negócio disso devido ao auto-cultivo não ser permitido ou à sua produção não ser feita pelo estado. E a maior parte dos efeitos negativos das drogas é devido à impureza destas e à falta de informação que o público tem sobre o seu uso e efeitos. Basta pesquisar um pouco para encontrar as diferenças entre análises a um “espécime” de rua e a uma substância pura!

Em relação à substituição com metadona também acho que é tapar o sol com a peneira. Mas, se fores olhar para outras países que não a Austrália como a Suiça e a Holanda vais ver que a descriminização já tem os seus frutos. O número de consumidores de drogas com heroína é inferior aos nossos assim com os que têm acesso a programas de tratamento é bem superior ao nosso. Aliás, há uma grande percentagem de consumidores que aderiram ao programa mas não deixaram de consumir conseguindo integrar-se mesmo assim na sociedade e ter uma vida ao que podemos chamar “normal”.

Por fim, há um ponto fundamental nisto tudo. A liberdade que deveríamos ter de fazer o que quiséssemos com o nosso corpo logo que isso não afectasse terceiros. Desde miúdos fomos forçados a aguentar a cultura do álcool. A maioria já teve com a família autênticos jantares bem “regados”! E não foi por isso que não nos tornarmos pessoas não alcoólicas. É o tabu. Como havia para o sexo (e ainda continua a existir) existe para as drogas. Mas como é incontrolável, como tu próprio dizes, é impossível omitir o conhecimento. Por muito que a inquisição quisesse manter a terra no centro do universo, Galileu venceu!
Em relação às análises, podem estar descansados. Não tenho nada que vos vá fazer sentir sintomas de privação!)

Mas é como disse, deve existir por aqui gente com mais qualificações para falar deste tema. Mas estes são os meus argumentos!



“If the people let the government decide what foods they eat and what medicines they take, their bodies will soon be a sorry state as are the souls of those who live under tyranny”

Thomas Jefferson, 3rd President of the US

Fora-de-Lei disse...

Muita conversa, mas ninguém se chega à frente... vou ter que ser eu.

Maralhal, vai uma ganza ? ;-))

noiseformind disse...

FDL,
Troco por uma orgiazita : ))))))))))

Julio Machado Vaz disse...

Noise,
Claro que não é novidade nenhuma, dizemo-lo há anos! Quanto a nomes..., que se divirtam!:).

thorazine disse...

Sr. Noise,

E eu? Acha que disse muitas barbaridades? :)

noiseformind disse...

thorazine,
Nenhumas miúda, nenhumas, continuas a dizer coisinhas com muito jeito ; ))))))))))) e olha que este comentário vai TODINHO para ti e para o debate que vem do que te li...

A marijuana tb é usada à milhares de anos. Em que horto é que posso comprar uns pézinhos para plantar lá em casa e inserir-me nessa longa tradição? ; )))))))))))))))
Em relação ao sexo, pela média de actos sexuais nacionais, não deve haver assim grande risco de o "vicio" se colectivizar looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool
O alcool para mim sempre foi um mistério não ser mais regulamentado. Repara que o alcool tecnicamente é a única droga que pode matar alguém de overdose e cuja venda é totalmente legal e livre. Não falo numa lei-seca, mas que há muito fazer a montante do canal de distribuição em termos legais, totalmente. Não adianta meter lá uma folhinha fotocopiada de papel a dizer que não se vende a malta bÊbada, disso tenho a certeza, não pode ser essa a única responsabilização do Estado face ao consumo. Não sei é que se poderá fazer de diferente ; ))))) a idade já não me ajuda...
"Mas também andar a 200/h na auto-estrada não é para todos e não é por isso que os carros não atingem tais velocidades ou mesmo não é proibido andar de carro. É a liberdade. Se alguém cometer alguma infracção ai é que é punido." É proibido???????????????????????????????????????????? ; ) é a liberdade. Mas lá está, o Estado aqui coloca nas pessoas o arsenal que as pode levar À morte. Não me custaria muito que o Estado regulasse os carros de fábrica a 120Km/h. Poupavam-se MILHARES de vidas por ano, disso não tenho qq dúvida. Até pq muitas vezes o excesso de velocidade provoca acidentes em que não está envolvido o carro em excesso de velocidade. Portanto, outro exemplo em que o Estado se desresponsabiliza.
"Achas que a vítima é o consumidor e o criminoso é o traficante. Mas, não achas que cada um sabe o que é melhor para si? Mas por exemplo, drogas com fluoxetina podem facilmente ser adquiridas."
Não, não acho que alguém querer tomar cocaína ou heroína, que são psico-activos, seja uma decisão que deva ser apoiada de forma alguma pelo Estado. Pode ser condicionada, regulamentada, etc... Claro que imagino que há malta que vai para Bioquímica só para "cozinhar" umas drogazitas, mas se isso afectasse o grosso da população consumidora... ; )))))))) mas não afecta.


"or fim, há um ponto fundamental nisto tudo. A liberdade que deveríamos ter de fazer o que quiséssemos com o nosso corpo logo que isso não afectasse terceiros. Desde miúdos fomos forçados a aguentar a cultura do álcool. A maioria já teve com a família autênticos jantares bem “regados”! E não foi por isso que não nos tornarmos pessoas não alcoólicas. É o tabu."

Não é assim pq depois para consertar o teu corpo é preciso ir gastar recursos que são de todos. Como no caso da malta da banda gástrica. Pq eles não se controlam a comer TODOS somos obrigados a pagar-lhes uma operação caríssima e com custos elevados de manutenção. O mesmo se deveria passar com os fumadores, etc. Que a malta já paga, quando faz um seguro no privado! ; ))))))))) essa política estava muito bem aplicada no público. Factores de risco não aleatórios de origem comportamental deveriam ser indexados ás contribuições para a Segurança Social.

Claro que isto é mais complicado, o tabaco é uma fonte fortíssima de receita por via dos impostos que gera... etc... etc... etc... o alcool nem se fala... etc... etc... os espanhóis já começaram a proibir consumos públicos de tabaco e já cortaram 28% nas vendas. Afinal que lei seca é que não resulta? ; )))))))) Se as drogas são sociais, proibir a sua aparição social parece-me uma boa ideia de normalização social, para defesa dos não consumidores, especialmente. Como aquela DELICIOSA ideia dos suecos, com carros que não arrancam se o condutor estiver alcoolizado. Fico agradecido pela ideia cerceadora de liberdade que eles tiveram ; ))))))))))

thorazine disse...

Ao menos miudo! LOL Nota-se muito que sou "jovem"? É pelo discurso ou pela idade que foste cuscovilhar? :)

Pois, eu não sou a favor dessa visão do estado dizer o que podemos e não podemos fazer! Obviamente tenho consciênciencia que há limites e que na estrada eles são ultrapassados a todo o instante. Cada vez que se comete uma infracção quase que se mete em perigo todos os carros que estão num raio de 500 metros. Mas lá está, a Segurança e a Liberdade são inversamente porporcionais. Eu sou mais a favor da liberdade mesmo que para isso tenha que abdicar de alguma segurança. Tal qual os revolucionários preferiram poder falar mal do chefe de estado em vez de puderem andar com as notas a sair do bolso, às 5 da matina numa rua da baixa!

Mas sei que não se pode ter tudo. Acho bem não se puder fumar em locais públicos, é um grande atentado aos não-fumadores. Só sou contra a 60% das receitas sobre o tabaco ir para o estado, em vez de ir para apoios às vitimas de cancro. E ai está. Também sei que se eu não quero o Estado como "papá" a dizer o que eu posso ou não posso fazer, também não posso exigir para ele do bolso dele tratar da feridos quando eu cair da bicicleta! Mas isso, estava resolvido, o imposto de 200% sobre todas as drogas dava para cubrir a prevenção (informação factual) e o tratamento!

Os não consumidores não têm culpa de quem consome! Mas grande percentagem de humanoides que temos por aqui consome alguma coisa, nem que seja o meio copo de tinto recomendado pelo Sr. Doutor.

Não sabia essa ideia dos Suecos, mas que resulta sim senhor. Mas como é que é feito o controlo? É preciso bufar ao balão para o carro abrir?

Obrigado por não meter "chupado" o sangue todo logo da primeira vez! :D

thorazine disse...

Errata: Onde se lê "por não meter" deverá lêr-se "Por não me teres"! É a dislexia escrita! hehe

Paz disse...

Tropecei no "ruminâncio" snr. Dr. Desculpe mas há gente a precisar de uma dose de Eutasil. Ouvi falar em ressaca de canábis... em dependências... em proibições e liberdades. Como somos um país de moral e costumes, e como tais características são difícies de alterar. Do alto de cada pedestal cada um defende o seu território com a melhor arma (na maior parte das vezes, o ataque). Como nos confundimos e como confundimos os outros. Mas vou tentar não fugir ao tema (desculpem). Estou adicto por completo da minha própria vida. O telemóvel irrita-me, a televisão repugna-me mas, acima de tudo é o modelo standard da nossa sociedade que me incomoda.
"Em casa onde não há pão..." - vá lá, concentra-te (penso para os meus botões).
Não podemos confundir liberdade com democracia. Bem sei que a ordem, ou antes, a regulamentação, é necessária para o salutar desenvolvimento das sociedades. Mas liberdade é coisa que não tenho no meu país. Liberdade é FAZER O QUE EU BEM ENTENDO NO MEU ESPAÇO sem incomodar ninguém sem encargos para o estado (e para aqueles/as que se sentem incomodados com os gastos em saúde decorrentes do uso de drogas). Não se preocupem, eu não quero o vosso quinhão. Só quero é que não me apontem, não me condenem, não me levem a nenhuma comissão de dissuasão pois de nada vai servir. Apenas poderá ferir-me e revoltar-me ainda mais contra os que com atitudes "pidescas" governam o nosso país. Sim, o NOSSO país, o do patriotismo futeboleiro, dos treinadores de bancada em todas as questões, o país dos que ficam em casa de braços cruzados á espera que alguém faça alguma coisa por si.

Liberdade? Onde?

Mariajoao disse...

Obrigada, professor! Tinha a certeza de que, um dia, mais cedo ou mais tarde, alguém iria atestar que o “mal” de que sofro está, clinicamente comprovado. Já posso imprimir umas quantas cópias deste post e com elas calar as bocas maledicentes que com ar de desdém me acusam de “consumista compulsiva”. Já posso, sem complexo de culpa, continuar a intoxicar-me com uns “trapitos” que sou “obrigada” a sniffar, pelo menos, uma vez por semana, sob pena de, pela abstinência, ficar deprimida e com um mau-humor que só os “meus homens” (ainda!) aturam.
O único problema que me preocupa é o desfalque galopante que esta adictologia está a provocar no meu parco orçamento de professora. Se, no início, me satisfazia com uns simples “charros” de Zaras e Pinkies, agora, a exigência tornou-se maior e já não passo sem umas injecções de YSL ou Gucci.
Assim sendo, enquanto não me curo de tal “mal” (mais fácil seria libertar-me das benzodiazepinas!), estou a arquitectar um plano de angariação de fundos. Como não tenho perfil de arrumadora de automóveis, decidi que vou vender bancos descartáveis aos maridos entediados que, enquanto as suas shoppingdependentes esposas, se deleitam dentro das lojas, em verdadeiras orgias, principalmente por altura dos saldos, esperam e desesperam, em pé, encostados aos varões das escadarias. Junto assim o útil ao agradável: amealho uns cêntimos e redimo-me um pouco, contribuindo para minimizar o sofrimento de quem vive e convive com tal patologia.

(Se tiverem tempo e pachorra, leiam um divertido post sobre os saldos, cujo link aqui deixo, escrito por alguém de quem sou ORGULHOSAMENTE dependente.

noiseformind disse...

thorazine,
Isto de miúdo/a é dos 8 aos 80. Como podes reparar pesquisando !miúda! e !noiseformind! dentro do blog murcon ; )))))))

Aliás, sabe-se lá pq artes raramente me dou com malta acima dos 20 e só em casos muito excepcionais (tão excepcionais que são só duas pessoas em todo o meu grupo de amizades) acima dos 50 ; )))))))))

Nos BEP no Pavilhão Atlântico era eu com 27 e a pessoa mais velha a seguir tinha 16 (e a mais mamalhuda tinha 13!!!!!!!) ; ))))))) looooooooooooooool

thorazine disse...

Ainda-me me falta uns meses para fazer 20! Ainda estou com sorte..

Posso ser teu amigo? :)

13? O que os telemóveis e a intermete faz.. ! :)))

noiseformind disse...

Qualquer dia temos aí a malta a embebedar-se numas barracas de lona com o único fim de conseguir desavergonhar-se o suficiente para dar umas quecas... aí sim, estaremos na vertigem do apocalipse looooooooooooool looooooooooooooooooool loooooooooooooooooooool looooooooooooooooooool e olha que olhando para a Queima deste ano e dos últimos 5 anos... já faltou mais!!!!!!
Quanto a seres meu amigo por mim tudo bem, mas pagas a coca que snifrares que isto não é o Natal dos Hospitais ; )))))
Quanto à Internet penso que tens toda a razão, as mamas das miúdas parecem sempre maiores no ecran. Principalmente aquelas que são tiradas de cima para baixo. Por isso mesmo deve-se sempre pedir envio das respectivas glândulas registadas a partir de várias posições e com a cara bem presente, para garantir que não há aldrabice. Mas isto é uma temática que, por demasiado erudita, escapa à vernaculidade venéria venusiana deste blog, não é o teu pensamento concomitamte comigo em relação a isto?

thorazine disse...

Acho que por aqui se dispensava bem a lona (podia-se trocar por algo melhor) e as barracas! O chão, devido ás tais endorfinas, soa sempre a "fofo"! (Por falar em queima, achei deveras cómico a polícia andar a vaguear pelo queimódromo à caça de charros acesos! Hipocrisia!)
Como já alguém disse, "os" da coca andam sempre à cóca! Sempre atento! (mas acho engraçado referireste a mim como um consumidor de drogas, inferência que não se pode tirar sempre que alguém fala de sexo! :D)

As mamas delas...upa upa! Hoje em dia com o "ai faibe" é das formas mais eficazes de atrair "viewers" é meter fotos do "1-bigo" e das G. Mamárias! Provavelmente daqui a uns tempo já oferece o "5 digital" em que vais ter acesso aos vários ângulos para os efeitos 3D das 13teen serem descortinados! Acho que não escapa à tal vernaculidade venusiana do blog, já vi por aqui opiniões bem mais obscenas, do ponto de vista moral! :D

noiseformind disse...

Hoje em dia 1qualquercoisateen que se preza tem sempre uma pastinha pronta para mandar em caso de conversa interessante com garoto anatomicamente proporcional (normalmente a conversa ser interessante é coisa que está directaemnte ligada a ele ser interessante) com as maminhas, traseiro, video na praia nua e pelo menos 3 fotos a segurar garrafas de alcool. Que o mercado aperta! Lá fora (no hi5) é uma selva!!!!!!!! Uma amiga minha de 14 anos dizia que o Hi5 devia ao nome de 5 ser a idade mínima com que as miúdas podiam meter fotos nuas ; )))))))) looooooool looooooool looooooooool loooooooooooool looooooooooool looooooooooooooooooooooooooool

thorazine disse...

Ou, sendo mauzinho, que quem anda por lá obrigatóriamente quer perder os 5! :))))

noiseformind disse...

Eu, que fiz voto de castidade e só faço sexo em dias de 24 horas (nos com mais ou menos abstenho-me) limito-me a apreciar a degradação dos costumes. Nem vou aqui referir as frat-parties da chavalada toda a fazer sexo em casa dos pais de um dos convivas. Só pensar nisso seria demais para o meus quaisi-octagenário coração...

Em relação aos polícias à procura do charro mostraste pouca estrutura cristão Thora. Então eles à procura e vocês não lhes dão um bocadinho? ; ((((((( que mau exemplo de cristandade... assim morre o luminar do Ocidente. Já viste o que seria de um imã de uma mesquita à procura de gente para lapidar a mais recente adúltera e ninguém dar um passo em frente? Já viste os danos ás articulações que pode causar numa pessoa lapidar alguém sozinho??????????? Os muçulmanos aqui têm um espírito de união que eu só poderia invejar, se tão relres sentimento não me estivesse vedado...

noiseformind disse...

Ou como diz o comum macho latino, Hi5 pq 5 minutos de conversa é o que precisas para saltar para a queca das miúdas que por lá habitam loooooooool looooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooooooool loooooooooooooooooool loooooooooooooooooooooool loooooooooooooooooooooooool loooooooooooooooooooooooooooooooool looooooooooooooooooooooooool

noiseformind disse...

Ia fazer uma errata em relação a "saltar para a queca". Mas depois pensei melhor e até faz sentido. Saltámos para uma queca sempre que nos aventurámos a entrar numa cama onde já está outra pessoa viva e de género diferente do nosso (muitos de vós acharão que eu ter estes critérios faz de mim um heterossexual não-necrófilo esquisito, mas que posso dizer em minha defesa???????)... ; ))))))))
Ás vezes também nos saltam para a queca (e usando aqui queca e não cueca já não temos de pensar que o homem em causa neste acto sexual é um travesti looooooooooooooooooool)

noiseformind disse...

Errata,
Por cama quero dizer tb carro, mota, escada, parede, elevador, beco, duna, varanda, banco de autocarro, assento de comboio, avião, cadeira, mesa, banca de cozinha etc, etc, etc...

thorazine disse...

Pior do que isso, para um octagenário, é pensar que na altura dos 60's toda a gente o fez, menos ele! :D

Charros feitos estavam a tira-los da boca dos "sóbrios" (no meio daquele alcóol por litro todo) e a fazer cara de mau como quem diz: "é pena não teres mais nada senão mostrava já a minha autoridade sobre o teu ser". Quanto às barras de chocolate em bruto, já não sei, não é o meu departamento, mas que eles incentivam ao consumo do alcóol lá isso é. Só faltava andarem com os balões a verificar que todos passavam os 0,5 para "já no exterior procederam à caçação do título de condução"! Allah manda reunir as pedras, eles obedecem!

thorazine disse...

Se queres falar de macho latino realmente tens de falar de cuecas, os típicos slips justinho de preferência de cor branca, branco sujo ou mesmo arriscando o beje! O boxer, dizem "eles", tira a sensualidade.

Em tua defesa sempre podes alegar que queres ser "normal"! Surge sempre a questão: "mas porquê que "eles" querem ser sempre diferentes?" - tu replicas - "Eu sempre quis ser normal!!"

andorinha disse...

thorazine,

Agora que mais ninguém nos está a ouvir diz-me cá uma coisa: és mesmo um miúdo de 19 anos do Porto???
Huuuummmmm...tenho sérias dúvidas.

P.S. Não se aceitam mentirosos neste blog, consta do Regulamento Interno.:)

thorazine disse...

Por muito que diga que sim, sei que tu sabes destas manhas da intermete! :)))

Mas cá para nós que ninguém nos ouve, sim tenho 19 primaveras e sou do Porto - a zona concreta não refiro devido às conversas ilícitas!) - e é provavel que me encontrem casualmente a subir de S. Bento em direcção aos Clérigos!

thorazine disse...

Andorinha,
a resposta anterior era para o noise! Não reparei devidamente no nick, partidas o cérebro! Por isso, basta ler num tom mais educado do que ele está escrito que o sumo está lá! (Não quero aqui dizer que tenho menos respeito ao noise, só estava numa conversa mais "animada"!) As minhas desculpas! :)

andorinha disse...

Thorazine,
Li e não fiquei nada convencida.:)
É mais provável que te encontre casualmente a subir de S. Bento em direcção à Batalha. Loooooooool

thorazine disse...

Quiça! hehe

Também não vou pôr aqui a fotocopia do BI, ai é que ele me apanhavam! Mas é bom, sempre me alimenta o EGO! "Ahh e tal, eles até pensam que eu sou mais velho.." lol

O pior é se a vossa dúvida é se eu não sou mais novo! Mas isso, também nuca fez mal a ninguém, ser criança é desculpa para quase tudo! :)

Mas pronto, é verdade sim. Ando aqui no meu estudo, para ver se consigo entrar no curso que quero para o ano conseguir prolongar a subida que é até perto dos Clérigos até um bocado mais à frente, como por exemplo em frente ao hospital de S. Antonio. Para que curso não digo senão o Noise faz já julgamentos despropositados! :)

andorinha disse...

Thorazine,
A minha dúvida (quase certeza) é se tu não serás ligeiramente mais velho.
E para quem começou aqui a cavaquear há dois dias tens uma relação de enorme proximidade com o Noise.
És sempre assim tão palrador e extrovertido como aparentas ser aqui, miúdo?:)))

thorazine disse...

Neps. Mas é o que disse, por mais que diga que não toda a gente sabe das mentiras da internet! Mas sim, sou da geração "Songoku"!

Ando a cavaquear há dois dias, mas de tempos a tempos vinha cá ler os textos do professor e as opiniões. Parei para escrever quando achei que tinha alguma coisa a dizer. Agora, fui ficando..

Mas não, não sou nada extrovertido. Aliás, falta-me imenso traquejo social e digo já que gaguejo sempre que falo para alguém novo pela primeira vez. Mas, como para muitas coisas, na internet dá para passar por cima disso já que ninguém está a olhar... :))

Em relação à proximidade com o Noise, é porque ele foi o único que me deu trela na conversa.. :)))

Mas a tua dúvida também, não tê relevante importância. Ainda há pouco tempo li em qualquer lado, que o mais triste no envelhecer não é o corpo a fraquejar mas sim na mioria das vezes o cérebro continuar a estar limpo e cheio de ideias novas, tal qual como quando se desfrutava os 20 anos. Ou seja, a idade do corpo não conta muito, então na net muito menos.. :)))

andorinha disse...

Thorazine,
Concordo, a Net encobre muita coisa, até duplas personalidades.:)))
Já eu, ao contrário de ti, sou uma gralha, aqui, mas muito mais lá fora.

A tua cumplicidade com o Noise penso que é antes por tu o conheceres muito bem, ou estarei errada???:))))

Quanto a idades, para mim não importam, mas sim as mentalidades, como bem sabes, miúdo. Looooooool

thorazine disse...

hehe
Até então acho que só existe um observador dentro da minha cabeça, se existe mais do que um "eu", este eu não sabe da existência do outro... :)

Não, que eu saiba não conheço o Noise pessoalmente. Já tive a ver as fotos dos testes com coca-cola dele e não o conheço. Aliás, acho que pessoalmente não conheço ninguém das fotos.

O avontade com que falei com ele foi mesmo ele ter dado letra em relação à minha opinião sobre as drogas. Para além do Agostinho da Silva, foi das únicas pessoas que vi que "gostou" de ouvir alguém com a opinião contrária a falar..(ou escrever)!

Mas eu sou bom moço, não te preocupes..

PS- Tou a ver que por aqui muito se desconfia! Há razões para isso? Eles andam ai? :))

andorinha disse...

Thorazine,
ehehehehehehhehehehehehe
Isto está bonito, está:))))
Pronto, se dizes que não conheces o Noise pessoalmente, eu tenho que acreditar.

Calculo que sejas bom moço, dá para ver nas entrelinhas...

Uma certa desconfiança é sempre saudável, não achas?
Não se pode confiar em toda a gente logo à primeira.

Fica bem, miúdo:)

thorazine disse...

Se a ciência é a procura da verdade, desconfiar é o segredo do ciêntista. :))

O "miúdo" remete sempre para um sentimento patrenal, bem confortável! ;))

Fica bem, graúda! hehehe :)))

andorinha disse...

Thorazine,
Maternal, neste caso.Loooooooool
A graúda:) fica bem, não te preocupes...

Porta-te bem, miúdo, goza a vida, mas tem cuidado com as armadilhas..)))))

thorazine disse...

Andorinha
Pois, a andorinha macho também se chama "andorinha"! hehe! Mas, pronto, admito que saiu-me ai lado..

Sim, terei cuidado. Sempre que aparecerem armadilhas eu corto o fio azul! Mas agora a sério, armadilhas acho que há em todas as fases da vida, talvez o que mudo é a calma com que se olha para ela. Digo eu..

Toda a gente diz o "goza a vida que é jovem"! lol
Há um medo generalizado que os jovens não se divirtam ou não aproveitam esta "dádiva!! hehe :)))

andorinha disse...

Thorazine,
Saíste-me um resmungão, sempre a contra-argumentar.:))))

Atenção que eu não disse "goza a vida porque és jovem", não sabes que isso não faz parte do meu discurso?
Pensei que me conhecias melhor.Looooooooooooooooooool
A vida é para ser gozada em qualquer idade, aprende, miúdo:)

Estou a gostar deste nosso diálogo um bocado "estranho" eheheheheh

thorazine disse...

Só é "estranho" aquilo com que não estamos familiarizados, por isso não, não sei se faz parte do teu discurso ou não mas se tu do dizes eu acredito (com aquele tal pingo de desconfiança)! :))

Toda a gente diz-me o que eu tenho de gozar e tal, mas pelo que dizes não é só por ser jovem! Custumam dizer-te muitas vezes "goza a vida graúda"?

Como alguém tivesse a coragem de partir do princípio que alguém que seja adulto não sabe gozar a vida! Ou mesmo que alguém "tão aterefado" tenha tempo para a gozar. Ou não? Das duas três! :))

andorinha disse...

Thorazine,

Isto é uma prova de resistência? Ver quem desiste primeiro???:)))

Respeita as pessoas mais velhas...

Em mim podes acreditar, sou de confiança.
Às vezes dizem-me "goza a vida, "miúda", por incrível que pareça.Loooooool
Apesar da idade mantenho bem vivo o meu lado infanto/juvenil:)

Claro que há muitos adultos que não sabem gozar a vida, uns porque não sabem mesmo, outros porque "não têm tempo", outros porque se auto-destroem, tantas razões, miúdo:)

Por isso eu disse "goza a vida, mas tem cuidado com as armadilhas", porque gosto de ti, miúdo.:)))))

thorazine disse...

Andorinha,

Eu respeito as pessoas mais velhas. Aliás, essas é das poucas regras hierárquicas a que tento obedecer porque reconheço o valor da experiência de vida! :)

Agora, sim, tento sempre ter cuidado com as armadilhas..apalpo sempre o terreno novo com bastante atenção (ou pelo menos tento)!

E pronto, eu desisto, sem problemas! Ficamos por aqui, pelo menos neste tópico! heheh :)))

andorinha disse...

Thorazine,
Eu respeito as pessoas, sejam mais novas ou mais velhas que merecem ser respeitadas.
Há quem não o mereça, mas isso são outras histórias.:)

Fazes bem em apalpar o terreno, pode haver areias movediças...Looooool

Ok, ficamos por aqui, mas gostei muito deste bocadinho.

Continuo a dizer, fica bem, miúdo:)

Vamo-nos encontrando por aí....