quinta-feira, julho 05, 2007

Dia 7, às 15.30, na Praça da República.

2ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto

Manifesto 2007
Igualdade de Direitos Aqui e Agora

"2007 é o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Tod@s (AEIOT) que pretende a luta transversal contra as várias discriminações, marcando as especificidades de cada uma.
E vale a pena marcá-las: a orientação sexual é a única das categorias enquadradas no Ano Europeu que em Portugal ainda gera discriminação na própria lei. Em Portugal o AEIOT não pode ser por isso uma excepção num quadro de negligência dos direitos das pessoas LGBT. Pelo contrário, é fundamental que haja medidas que marquem uma verdadeira mudança de atitude do Estado português face às pessoas LGBT – e que a homofobia deixe finalmente de estar consagrada na lei.
É que Portugal é, desde 2004, o único país europeu cuja Constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual. Foi com base numa disposição constitucional semelhante que a África do Sul eliminou recentemente a discriminação no acesso ao casamento para gays ou lésbicas – eliminada por vontade política em países como a Bélgica ou o Estado Espanhol. É com base no mesmo princípio que reclamamos em 2007 o fim da discriminação no acesso ao casamento civil.
Como qualquer outro casal, um casal de pessoas do mesmo sexo deve poder ser livre de escolher a forma do compromisso que pretende assumir, com o conjunto de direitos e deveres inerentes. Mas esta é sobretudo uma clara reivindicação de igualdade perante a lei. A manutenção da discriminação na lei é um atentado à dignidade de gays e de lésbicas que é inaceitável para qualquer pessoa que se preocupe com os direitos civis e que põe em causa a qualidade da democracia portuguesa. Alertamos por isso os partidos e o Governo: a nossa dignidade não é negociável e a igualdade não é adiável.
Da mesma forma, o Estado deve reconhecer que a parentalidade de gays ou de lésbicas já existe, por mais que a legislação em vigor tente negá-lo. É o próprio interesse das crianças que determina que uma criança criada por um casal de dois homens ou de duas mulheres possa ver legalmente reconhecidas ambas as figuras parentais, pelo que a lei não pode continuar a promover o absolutismo da filiação biológica. Mais: casais de pessoas do mesmo sexo não podem continuar a ser automaticamente excluídos do acesso à adopção. Crianças institucionalizadas têm direito ao carinho, a uma casa e à educação de pessoas ou casais que possam e queiram dar-lhos, sem cedências a preconceitos que se sobrepõem afinal ao bem-estar das crianças. É inadmissível que o Estado continue a tentar promover uma "esterilização social" de gays e de lésbicas, como fez ao impedir a possibilidade de acesso à inseminação artificial para mulheres solteiras e para casais de lésbicas – no mesmo país que mostrou no dia 11 de Fevereiro o respeito pelo direito das mulheres a decidirem como e quando têm filh@s.
A cidadania plena de gays e lésbicas só acontecerá com o fim da discriminação na lei e também a nível institucional, em todas as áreas em relação às quais o Estado tem responsabilidades. Um exemplo gritante de discriminação institucional é o facto de homossexuais masculinos continuarem impedidos de dar sangue, com o preconceito a sobrepor-se a qualquer critério objectivo e a colocar mesmo em risco – para toda e qualquer pessoa que necessite de uma transfusão – uma triagem correcta da qualidade do sangue.
Mas também a cidadania das pessoas transexuais não é reconhecida pelo Estado português. Espanha aprovou este ano uma lei de protecção do direito à Identidade de Género em que as pessoas transexuais podem mudar o nome e o sexo nos seus documentos de identificação sem terem, para isso, que atravessar um longo e doloroso percurso médico e judicial. Em Portugal, a alteração nos documentos está condicionada pela realização de uma operação cirúrgica de reatribuição de sexo pela qual se espera normalmente demasiados anos, situação que é agravada ainda pelo poder injustificável da Ordem dos Médicos na aprovação da cirurgia. A discordância entre corpo e documentos causa assim uma quase impossibilidade de acesso ao emprego e é pretexto para discriminações quotidianas. Além disso, as pessoas transexuais que têm filhos são duplamente discriminadas, ao serem impedidas de alterar o seu nome e sexo nos documentos mesmo após esta cirurgia, com base na mesma regra homófoba que impede o registo de uma criança com dois pais ou duas mães. Porque o Estado não pode continuar a ignorar activamente a existência das pessoas transexuais, é fundamental preencher a lacuna legal no reconhecimento da identidade de género, bem como a introdução explícita da categoria “identidade de género” nas provisões de não-discriminação da Constituição, do Código do Trabalho e do Código Penal.
Mas num país em que continua a haver crimes como os de Viseu em 2005 ou o que vitimou Gisberta Salce Júnior em 2006, o Estado tem também uma obrigação de, em parceria com a sociedade civil, se empenhar na prevenção activa do preconceito. Só então terá reconhecido esta causa como a questão de Direitos Humanos que ela representa. É, pois, necessária uma política activa que promova a igualdade de género e combata a discriminação em todas as suas formas e é urgente o desenvolvimento de acções de formação anti-discriminação junto de sectores particularmente sensíveis para o funcionamento da democracia, incluindo tribunais, polícias, forças armadas, estabelecimentos de saúde, de apoio social e de educação. É ainda fundamental uma aposta na educação contra a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género, no âmbito da Educação para a Cidadania, bem como a introdução de um requisito legal de Educação Sexual não-heterossexista que aborde de forma científica as várias orientações sexuais e identidades de género.
É que um país decente olha para as pessoas LGBT como pessoas. Portugal, que assume a presidência da União Europeia no segundo semestre do Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Tod@s, ainda não é um país decente. Na Europa do século XXI, a igualdade de direitos não é adiável ou negociável. As nossas vidas acontecem aqui e agora. É aqui e agora que exigimos a cidadania plena para tod@s."

P.S. Como adivinharão sem dificuldade, subscrevi o Manifesto. Como cidadão e embaixador:))))))).

quarta-feira, julho 04, 2007

Via sacra parece uma expressão adequada:(.

Professor morreu a trabalhar
2007/07/03 | 20:35 || Judite França
Apto para leccionar. Esta foi a decisão da CGA apesar de um cancro na traqueia o ter deixado mudo. Era professor de Filosofia e aos 60 anos, depois de uma «via sacra» burocrática, faleceu. Colegas e alunos marcam vigília à porta da escola de Braga


Foi considerado apto para leccionar apesar de ter cancro na traqueia e uma operação o ter deixado mudo. Era professor de Filosofia e tinha mais de trinta anos de serviço quando adoeceu. Artur Silva morreu no passado dia 9 de Janeiro, aos 60 anos, depois de a Caixa Geral de Aposentações lhe ter recusado a reforma e uma Junta Médica, que não o convocou, o ter considerado apto para dar aulas.

Quando regressou à Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, já o ano lectivo de 2006 estava no fim e os alunos acabaram por não ter aulas com Artur Silva. A escola não lhe marcou «serviço lectivo», garante a DREN. Morreu no início deste ano «deprimido» e «desiludido».

«Via sacra»

Quem o diz é o professor Miguel Soares, que escreveu um artigo para os jornais sobre este caso, e relatou ao PortugalDiário a via sacra a que Artur Silva foi sujeito ao longo de 36 meses. «Desde Janeiro de 2003, deslocava-se de três em três meses à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), no Porto, para comparecer às juntas médicas» (JM). Entretanto, uma JM reconhece a gravidade da doença e atribui-lhe a incapacidade permanente de 80 por cento.

Até Agosto de 2005, e depois de 12 deslocações à DREN, Artur Silva pediu a aposentação à Caixa Geral de Aposentações (CGA). «Exigem documentação e exames, mas a junta médica é considerada inconclusiva e pedem um parecer do Instituto Português de Oncologia do Porto». A mesma é entregue, conta Miguel Soares, que na próxima segunda-feira estará presente na vigília organizada em honra do docente à porta do liceu bracarense.

Não foi convocado para junta médica

A 18 de Abril de 2006, uma outra junta médica da CGA teve lugar. Para esta, Artur Silva não foi convocado, garante o docente na reforma e presidente do conselho executivo em 2003, quando o cancro trocou as voltas à vida deste professor de Filosofia. A JM considerou que Artur Silva não estava «absolutamente e permanentemente incapaz» para prosseguir com as suas tarefas na escola e o pedido foi indeferido.

Como só uma outra junta médica - passados nove meses - poderia deliberar sobre a aposentação, Artur Silva escreveu uma longa carta ao Director-Geral da CGA «dando conta da injustiça de que estava a ser vítima pela decisão de o considerarem apto para dar aulas de Filosofia quando se encontrava em afonia total e incurável, incapaz, portanto, de exercer as suas funções».

Miguel Soares conta que este «calvário» afectou psicologicamente o professor de Filosofia, agravou o seu estado de saúde, e sucederam-se os internamentos no Hospital S. Marcos.

No dia 29 de Novembro de 2006, a CGA indefere, de novo, o pedido de Artur Silva. Dois meses depois, a 9 de Janeiro, Artur Silva sucumbe à doença. Mas para Miguel Soares, o professor sofreu ainda da «implacável cegueira da máquina administrativa» e da «burocracia». «É uma pouca vergonha o que lhe fizeram. Era um cidadão exemplar, e tem mais de 30 anos de carreira para o provar. Negarem-lhe a reforma foi mais um passo para o caixão», diz ao PortugalDiário o docente na reforma.

A indignação estende-se à Escola Secundária Alberto Sampaio que, através da assembleia da escola, convoca uma vigília para segunda-feira, à porta do liceu de Braga, às 19h, para «simbolicamente» marcar o seu desagrado pelo processo pelo qual passou Artur Silva.

Em comunicado enviado às redacções, a DREN garante ter feito tudo o que estava ao seu alcance no sentido de assegurar as condições humanas ao docente.

Recorde-se que, recentemente, um outro caso noticiado pelo PortugalDiário deu conta de uma professora de Aveiro, vítima de leucemia, que faleceu sem que lhe fosse concedida a aposentação.

terça-feira, julho 03, 2007

Uma tragédia silenciosa...

Emprego de maiores de 55 anos apoiado
alfredo cunha

Parceiros sociais acolheram com agrado proposta do Governo


A possibilidade de o Estado vir a conceder apoios fiscais às pequenas e médias empresas que empreguem desempregados com mais de 55 anos foi bem acolhida pelos parceiros sociais, embora eles ainda não conheçam a proposta.

O anúncio da medida foi feito na edição de ontem do "Jornal de Negócios", mas nem a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCSP) nem a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) tinham recebido qualquer documento.

A Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), que se insere num universo de superior a 320 mil unidades em actividade e ao qual a medida se destina, só a conhece "superficialmente", segundo o seu presidente, Joaquim Rocha.

De acordo com a notícia avançada pelo "Jornal de Negócios", as empresas que contratem a tempo inteiro e por tempo indeterminado desempregados com idades superiores a 55 anos ficarão isentas de taxa social única por um período superior a três anos.

"Trata-se de uma boa medida, pois nas últimas duas décadas apoiou-se a inserção dos jovens e está na altura de perceber que as pessoas com mais de 55 anos não são fardos para o país", declarou ao JN o presidente da APME.

"Muitas dessas pessoas foram vítimas da reestruturação de empresas e da globalização, mas ainda têm muito para dar", acrescentou o dirigente, observando que as multinacionais e as grandes empresas preferem contratar quadros com menos de 40 anos.

Com o aumento da esperança de vida à nascença, argumenta, "a idade não pode ser factor de exclusão social, defende Joaquim Rocha, considerando que o sector do comércio e serviços deverá ser o mais sensível ao programa anunciado, "por ser o que mais está a crescer e o que mais tem a ganhar com a experiência" da mão-de- -obra a reintegrar, utilizando por exemplo antigos bancários. O presidente da CCSP, José António Silva, está de acordo, sublinhando que trabalhadores com experiência nas áreas financeira, contabilidade e administrativa serão úteis ao sector, pelo que apoia a medida, que não conhece em concreto.

"É sempre um incentivo às empresas, que podem aproveitar e ajudar alguns trabalhadores, porque é difícil arranjar emprego com mais de 55 anos e muitas vezes a experiência, só por si, pode não ser suficiente para se decidir pela experiência, explicou ao JN.

A CGTP reconhece que a medida é "louvável" por se dirigir a "um grupo com dificuldades em conseguir emprego", explica Joaquim Casimiro, do Secretariado da central sindical. Mas coloca alguns pontos na discussão.

"Em primeiro lugar, é necessário fazer um balanço de outras políticas de emprego, como as de inserção dos jovens, antes de introduzir novas políticas", enuncia, observando que tal balanço "não está feito".

Depois, "o problema do emprego resolve-se com políticas económicas que geram crescimento e desenvolvimento, criando postos de trabalho", acrescenta, considerando que a medida "reflecte a preocupação do Governo de dar continuidade à política de subsidiodependência das empresas".

"Quem vai beneficiar são as empresas, que vão continuar a ter subsídios e, depois de extraírem os benefícios, acabam por despedir trabalhadores e ir à procura de outros, como já acontece com o programa de inserção de jovens, pois não há fiscalização nem acompanhamento dos programas", acrescenta.


Governo diz investir no emprego qualificado

No âmbito da revisão das políticas activas de emprego, o Governo quer deixar de incentivar a contratação de jovens que não tenham concluído o ensino secundário, pois considera que os apoios actuais estão em contradição com as suas preocupações com as baixas qualificações.



Preservação de idosos na vida profissional

O Governo reconhece que não existem incentivos para o regresso de trabalhadores mais velhos desempregados à vida activa e que a necessidade de criar mais oportunidades se prende com o envelhecimento da população. Essa é uma razão pela qual as reformas em idades anteriores aos 65 anos são penalizadas e são atribuídas bonificações a quem se mantiver activo além dela.

domingo, julho 01, 2007

Domingo à noite.

Nunca idealizei Diana, os olhos eram escorregadios e a cumplicidade com a imprensa evidente. Mas gosto dos "filhotes" e é bom escutar o Sailing do velho Rod Stewart:).

P.S. Devo informar que em Vieira do Minho já existe um café chamado Dr.House! Aquela gente até conhece os meus vícios!

sexta-feira, junho 29, 2007

Erro político, tal como o processo movido contra o autor de blog pelo PM. Dá o flanco à acusação de deriva autoritarista.

Saúde
Ministro justifica despedimento com «incapacidade»
O ministro da Saúde justificou hoje a exoneração da ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho acusando-a de «deslealdade» e «incapacidade» para o cargo


Em conferência da imprensa, o ministro Correia de Campos explicou que a ex-directora foi confrontada duas vezes pelas autoridades regionais de Saúde sobre o comentário jocoso (que segundo o ministro o atacava politicamente) e, em ambas as situações, «transferiu as responsabilidades para terceiros».

Estas acções, defendeu o ministro, são «prova pública de incapacidade» para o cargo.

A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado um cartaz afixado nas instalações do centro contendo declarações de Correia de Campos «em termos jocosos».

O despacho de exoneração foi publicado quinta-feira em Diário da República e uma cópia foi fornecida à agência Lusa por deputados socialistas que se manifestaram «incomodados com a situação».

No despacho do Diário da República pode ler-se o seguinte: «Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo», refere-se.

Lusa/SOL

quinta-feira, junho 28, 2007

Festa não me apetece, mas aceito os presentes:).

'Um em cada quatro britânicos se arrepende do casamento'


Muitos só se casam para aproveitar a festa e os presentes
Um entre quatro britânicos não se casaria novamente com o mesmo parceiro ou parceira, segundo uma pesquisa.
Cerca de 35% dos entrevistados revelaram que o marido ou a esposa não são o melhor parceiro sexual que já tiveram, enquanto outros 23% confessaram que não se casariam com a mesma pessoa novamente se tivessem uma segunda chance.

Mais 20% dos 4 mil entrevistados revela não estar seguros quanto à decisão que fizeram no altar, de acordo com o estudo da companhia especialista em pesquisa de mercado One Poll.com.

Aproximadamente um terço dos entrevistados não se casou por amor e sim porque gostariam de ter filhos, de comprar uma casa ou por medo de ficarem sozinhos; 4% dos entrevistados casaram-se apenas por causa da festa e dos presentes.

Antes de encontrarem seu parceiro ou parceira, a maioria dos britânicos disse ter tido uma média de sete romances e 17% disseram terem saído com 20 ou mais parceiros até se casarem. Aproximadamente um terço confessou que era virgem antes do casamento.

Mentiras e cansaço

Entre os pesquisados 15% confessaram terem mentido para seu parceiro ou parceira sobre seu passado enquanto 2% revelaram que aumentaram o número de parceiros sexuais após o casamento.


Dez razões para o casamento
1. Porque encontrou o verdadeiro amor
2. Porque queria ter filhos
3. Porque o parceiro(a) queria
4. Porque estava na idade de casar
5. Porque compraram uma casa juntos
6. Porque tinha medo de ficar sozinho(a)
7. Porque achava que não teria mais chances
8. Porque a família queria
9. Devido a gravidez
10. Porque queria aproveitar a festa e os presentes
OnePoll.com

Apenas 12% dos entrevistados disseram ter escolhido seu parceiro simplesmente porque estavam cansados de procurar alguém novo.

A pesquisa ainda revelou que 14% dos entrevistados gostariam de ter se casado com outra pessoa que conheceram no passado.

Na busca pelo casamento, 43% freqüentavam bares e casas noturnas, enquanto 22% acreditaram nos encontros planejados por amigos; 12% confessaram escolheram os encontros às escuras e 8% apelaram para os classificados.

Mais de 55% disseram que investiam mais com roupas para impressionar o sexo oposto e outros 60% gastavam mais socializando; 33% confessaram que se divertiam mais quando eram solteiros.

"Nós tendemos a achar que todas as pessoas se casam apenas por causa do amor, mas a pesquisa mostra que pessoas juntam as escovas de dente por vários motivos", disse John Sewell, porta voz da One Poll.

Porém, apesar de muitos se arrependerem de ter se casado, britânicos apontam o amor como o primeiro na lista de motivos para o altar.

segunda-feira, junho 25, 2007

Parece ter lógica. Espero que o Prós e Contras desta noite não seja uma desilusão...

TGV
Rui Moreira pede a Rio para fazer TGV parar no aeroporto Sá Carneiro
O presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), Rui Moreira, defendeu hoje que o TGV tem de parar no aeroporto Francisco Sá Carneiro, dizendo que aconselhou Rui Rio a opor-se a qualquer outra hipótese


Nas jornadas parlamentares do CDS-PP, e num painel dedicado ao futuro aeroporto internacional de Lisboa, Rui Moreira disse ter ficado «assustadíssimo» com os planos que conhece para linha de TGV Lisboa-Porto e que prevêem que a estação do comboio de alta velocidade no Porto se situe na Campanhã.

«A estação do TGV no Porto tem de ser objectivamente no aeroporto Francisco Sá Carneiro, se assim não for não se justifica fazer a ligação a Vigo», defendeu.

Considerando que o aeroporto Sá Carneiro e o porto de Leixões são «as únicas vantagens competitivas» do Porto em relação à Galiza, Rui Moreira disse ser «impensável» que se construa uma nova linha ferroviária sem uma estação no aeroporto.

«Se não estiver lá, já pedi ao presidente Rui Rio e à Junta Metropolitana do Porto para não deixar construir, não dar canal», afirmou.

Para o presidente da ACP, uma opção do TGV que exclua o aeroporto Sá Carneiro significaria «assumir que essa linha serve apenas para alimentar a Ota».

Sobre o futuro aeroporto, Rui Moreira reiterou que a ACP irá elaborar «um estudo isento» sobre a hipótese da manutenção da Portela, conjugada com a base área do Montijo.

«Posso prometer que não é um estudo à medida. Se este estudo demonstrar que a hipótese 'Portela + 1' não tem vantagem diremos que não tem vantagem», garantiu.

Segundo Rui Moreira, o estudo será acompanhado por um «conselho de sábios» e já foi escolhida para a sua coordenação uma universidade portuguesa, cujo nome não quis revelar.

Lusa/SOL

domingo, junho 24, 2007

Regresso.

Quando aterrei na Portela soube que estava em Portugal. Quando, em Gomes da Costa, vi o condutor de um Volvo atirar uma casca de banana janela fora, senti-o:(. No Porto Canal, o Pedro Abrunhosa faz um diagnóstico impiedoso da nossa querida cidade. Impiedoso e verdadeiro! As prendas para os meus netos aguardam o jantar risonho de amanhã. Tenho um prefácio e seis textos curtos para escrever. Cantelães chama... Voltei.

quarta-feira, junho 20, 2007

Há dores psicológicas não tratáveis e pedidos que não resultam delas...

20% dos oncologistas com pedidos de eutanásia
MANUEL MORENO / afp

Cuidados paliativos poderiam reduzir o número de pedidos de suicídio assistido e eutanásia


Virgínia Alves

A legalização da eutanásia em Portugal é defendida por 39% dos médicos oncologistas , mas apenas 23,8% admitiram praticar esse acto se a legislação o permitisse. Dados obtidos através de um inquérito anónimo a estes profissionais da saúde, a que se acrescenta o facto de 20% já terem recebido pedidos para a prática da eutanásia e apenas 5% para o suicídio assistido. No entanto, poucos (apenas 11%) estariam disponíveis a praticar a eutanásia a pedido de outra pessoa.

"Resultados surpreendentes e preocupantes, porque demonstram alguma inversão do que a ética médica determina", afirmou ontem o director do Serviço de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ontem durante a apresentação do estudo levado a cabo por Ferraz Gonçalves, pioneiro dos cuidados paliativos no país.

Os dados deste estudo, obtido junto dos profissionais de saúde que lidam diariamente com doentes terminais, estão sujeitos a várias interpretações, como referiram os dois responsáveis, sublinhando no entanto, que se deve abrir o debate à sociedade, porque não se conhece a sua opinião.

Para Rui Nunes, os médicos "podem ter mudado de opinião, ou esta é uma forma de demonstrar o seu descontentamento face à evolução da sociedade".

Isto é, acrescentou, "vários estudos indicam que a maioria que solicita estes actos não o faz pela dor física, mas por uma dor psicológica tratável". Logo, sublinhou, "há que alterar o Serviço Nacional de Saúde e dotá-lo de uma verdadeira rede de cuidados paliativos".

Ferraz Gonçalves salientou que "alguns dos pedidos feitos pelos doentes poderiam ser evitados, desde que existissem cuidados paliativos e não o abandono de doentes terminais".

Quanto à diferença que existe entre os médicos favoráveis à legalização e os que praticariam a eutanásia ou o suicídio assistido, não foi dada uma explicação clara, apenas foram apresentadas algumas especulações.

"Uma razão pode estar relacionada com o código deontológico (que agora vai ser alterado) que não permite e até pune tais actos, como a Interrupção Voluntária da Gravidez . A outra razão pode ser uma questão de princípio - a finalidade da medicina não é tirar vidas, em caso de legalização outros a podiam fazer".


"Sempre se praticou a eutanásia em privado"

"Defendo que se deve legislar rigorosamente sobre a matéria, o que implica a monitorização das situações onde o médico assistente pode fazer, o que se chama de morte assistida. Um exemplo recente disso, foi em Espanha, uma mulher presa a uma cama há mais de 15 anos que pedia para morrer e o que os médicos fizeram foi desligar as máquinas que lhe garantiam a sobrevivência. Chamaram morte assistida, mas foi eutanásia.

A eutanásia só pode ser feita com a permissão do paciente, vontade que exprimiu de forma consciente e congruente com a realidade médica, porque se trata de um acto médico, de conferir dignidade à morte, evitando o sofrimento inútil e vazio, com controlo rigoroso. Nesse contexto, sou claramente a favor da eutanásia, que sempre se praticou em privado".


"Não se pode permitir a banalização deste actos"

"Sou contra por várias razões. Primeira, por uma questão de princípio, a vida humana não é um bem disponível. Por outro lado, está provado que em 99% dos casos das pessoas que pedem a eutanásia não estão em condições para o fazer do ponto de vista ético. Isto é, a generalidade dos doentes com cancro acabam por desenvolver uma doença afectiva, que é tratável. Os 20 mil casos de cancro anuais certamente têm pensamentos suicidas, mas a solução não passa pela eutanásia, mas sim pelo tratamento.

Depois, há também a questão ética. Uma coisa é avaliar um acto concreto, outra é legalizar uma política que tem consequências. Não se pode permitir a banalização destes actos, como aconteceu na Holanda. Corre-se o risco de se estender essa liberdade a crianças e a pessoas inconscientes, incapazes de decidirem por si. Neste caso, permite-se que alguém decida pela vida ou pela morte de uma outra pessoa".

quinta-feira, junho 14, 2007

Se o ridículo matasse...

Estados Unidos
Projecto militar queria construir ‘bomba gay’
Uma organização em Berkeley que controla os gastos militares diz ter descoberto uma proposta para criar uma bomba hormonal que provoca comportamentos homossexuais

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O objectivo desta ‘bomba gay’ seria fazer com que os soldados inimigos se tornassem homossexuais e que desta forma a atenção dos militares se focasse no sexo e não nos combates, tal como noticia a CBS 5.

O Pentágono confirmou que líderes militares consideraram construir esta arma ‘alternativa’ mas acabaram por rejeitá-la. Edward Hammond, do Berkeley's Sunshine Project, a organização responsável pela descoberta, afirmou ter conseguido acesso a uma cópia do projecto argumentando com ‘Freedom of Information Act’.

Este projecto peculiar vem no seguimento de uma política de esforço militar para desenvolver armas não letais. A organização à frente deste recurso é o laboratório da Força Aérea, que pediu cerca de sete milhões e meio de para desenvolver a curiosa arma química.

Segundo Hammond, a ‘Ohio Air Force lab’ propôs que a bomba a desenvolver libertaria um «químico que provocaria a homossexualidade nos soldados inimigos, fazendo com que as suas unidades entrassem em colapso por causa da atracção irresistível entre soldados».

Oficiais militares insistiram à CBS 5 que actualmente já não estão a trabalhar na ideia e que o plano foi abandonado.

A comunidade gay na Califórnia já reagiu ao projecto considerando o conceito ‘bomba gay’ ofensivo e ao mesmo tempo hilariante.

«A história conta com muitos homens e mulheres soldados gays e lésbicas que serviram o exército com distinção», disse Geoff Kors da Equality Califórnia. «É ofensivo que eles pensem que por tornarem as pessoas homossexuais elas sejam incapazes de fazer o seu trabalho».

SOL c/ agências

quarta-feira, junho 13, 2007

Sinais? Quais sinais?

Em Florença todos os acessos ao hotel eram proibidos, além de haver sinais de sentido obrigatório..., em sentido contrário uns dos outros! Desesperados, seguimos o mapa sem ligar à sinalização, "limpando" três proibições pelo caminho. O recepcionista cortês, eu curioso e extenuado - "como raio se chega aqui sem prevaricar?". Resposta tranquila - "não se chega". Mas evidentemente, onde tinha eu a cabeça?:). Continuo a preferir Florença a Roma, é mais aconchegada. Americanos por todo o lado, com os mais jovens a beberem forte e feio. Um Bob Dylan transalpino na Ponte Vecchio a cantar Father and Son de Cat Stevens. "Take your time...". Sentei-me no chão e assisti ao espectáculo. Dele e dos vendedores ambulantes, em constante jogo do gato e do rato com uma polícia que os persegue (?) muuuiiito preguiçosamente. Já tarde, o rapaz assassinou Neil Young e eu percebi que chegara a hora de recolher. Na TV, o Instinto Fatal II. Não restavam dúvidas - hora de recolher e de dormir!

segunda-feira, junho 11, 2007

À italiana!

Os quatro rotíssimos num táxi, ansiosos por um banho e ar condicionado. O condutor apitando a um pacífico casal que atravessava fora da passadeira. A "boca" de um esspectador que parecia saído de um anúncio da Regisconta. Travões a fundo e o nosso anfitrião disparado porta fora - "Ó senhor do fato e gravata!". Os dois em altos berros no meio da rua, em que também repousava (?) o táxi, à mercê de qualquer Fittipaldi que se lhe viesse esborrachar na traseira. O gladiador de volta, trazendo a tiracolo uma condução ainda mais escalafriante do que a anterior. Várias dessas romanas encantadoras nas suas vespas à beira do Serviço de Urgência sem o saberem. Um silêncio sepulcral no carro, a lava do vulcão esperava um pretexto para se derramar sobre nós. A travagem. A nota da minha mão para a dele, as moedas em sentido inverso. O alívio de bater a porta atrás de mim. E o horror por ver que o Júlio se esquecera de fechar a dele, aberta como uma asa suicidária à espera do arranque. Eu sem pinga de sangue, o Júlio, atarantado, a exorcizar o desastre em castelhano - "perdón, perdón". A porta de regresso ao flanco do táxi, que arrancou preso da mesma fúria. O sorriso da menina da recepção, plastificado como sempre, e no entanto..., nem ela sabe quão perto estive de lhe saltar para o colo alegremente:).

sábado, junho 09, 2007

O caso da americana enfastiada:).

Bush e o Murcon no Vaticano. O Papa mandou dizer que preferiria falar comigo das aquisições do Benfica, mas o protocolo obrigava-o a receber George W. Todas as visitas suspensas, as filas monumentais. E a americana à minha frente perdeu a cabeça e disparou: "Why doesn't somebody shoot the man, it's the third time he ruins my holidays!". Só tornei a abrir o bico dentro do Museu do Vaticano, já ouviram falar de deslocamento da agressividade:)?

quarta-feira, junho 06, 2007

Como é bom estar na plateia e não no palco:).

Assisti a uma conferência do Guilherme sobre a Casa do Vale. Meu Deus!, o trabalho que deu imaginar aquela simplicidade...

http://www.youtube.com/watch?v=apRICurxXqQ

segunda-feira, junho 04, 2007

Lá cantava Lennon: "something you can't hide, is when you're crippled inside":(.

Produtora britânica procura desfigurados para concurso

Uma produtora está a suscitar polémica no Reino Unido ao propor um programa de televisão que assuma os gastos de cirurgia plástica a pessoas desfiguradas em troca de estas participarem no espaço, revelou hoje o The Sunday Times.
A produtora Rocochet, responsável por «Supernnany», entrou em contacto com o médico Peter Butler, que vai realizar no Reino Unido o primeiro transplante mundial de rosto completo, a fim de encontrar pacientes com deformações faciais.

O jornal teve acesso a um e-mail enviado no mês passado pela produtora à organização não governamental de Butler, chamada Face Trust.

A produtora procura pessoas com falta de auto-estima, até ao ponto de «terem medo de sair de casa».

Buler, chefe da equipa de cirurgiões do hospital Royal Free de Hampstead, já expressou «profunda preocupação» pela iniciativa.

03-06-2007 15:00:28

domingo, junho 03, 2007

Pois...

Um quinto dos jovens britânicos 'já se encontrou com amigos virtuais'


Na avaliação da empresa, os jovens estão se expondo ao perigo
Um estudo da empresa britânica Garlik, especializada em segurança na internet, revelou que 20% dos jovens britânicos entre oito e 15 anos já se encontraram com um amigo que conheceram na internet – e sem o consentimento dos pais.
A empresa ouviu 500 jovens nessa faixa etária sobre os seus hábitos na internet e 500 pais, que responderam a perguntas sobre como reagem ao hábito dos filhos de acessar a rede mundial de computadores.

Um em cada 20 jovens afirmou se encontrar regularmente com os "amigos virtuais", e apenas 7% dos pais deles estavam cientes disso.

Além disso, o estudo apontou que 40% dos jovens visitam regularmente sites que são proibidos por seus pais e muitos dão informações pessoais sem o consentimento deles.

Detalhes divulgados incluem nome completo (30%), endereço residencial (12%), detalhes sobre a escola (46%) e fotos da família (9%).

Ameaças

Um em cada dez jovens admitiu ter sido ameaçado virtualmente, mas apenas a metade afirmou ter contado isso aos pais.

Embora 90% dos pais digam monitorar o uso da internet, mais de metade dos jovens admitiram ter entrado na rede quando os pais não estavam presentes.

Na avaliação da empresa, os jovens estão se expondo ao perigo. Tom Ilube, diretor da Garlik, descreveu os resultados como "um despertar chocante".

"A rede é um lugar magnífico para se explorar, mas pessoas jovens continuam a se tornar vulneráveis ao não ter a mesma precaução que teriam pessoalmente."

sexta-feira, junho 01, 2007

Que saudades! mas a "revolução" já começara em Revolver:).

"Sgt. Pepper`s" dos Beatles faz hoje 40 anos
O disco que mudou o rock
Cristina Pombo

Lennon, McCartney, Starr e Harrison lançaram há quatro décadas "Sgt. Pepper`s lonely hearts club band", um álbum que ditou o rumo do rock.


É por muitos considerado o melhor álbum de todos os tempos e o mais emblemático dos Beatles. Foi lançado há 40 anos no Reino Unido e catapultou o quarteto de Liverpool para os tops do mundo inteiro.

O registo sonoro que mudou a história do rock, impressionou ouvintes nos quatro cantos do planeta quer pela musicalidade arrojada quer pela inovação visual, de tal forma que a capa do álbum se manteve um ícone até hoje. Concebida em conjunto pelos artistas Robert Fraser, Peter Blake e pelo próprio Paul McCartney, é uma das imagens mais associadas à banda.
O disco encabeça os 500 melhores álbuns de sempre, eleitos em 2003 pela revista 'Rolling Stone'. Um trabalho que teve tanto de inovador para a época quanto continua a ter de enigmático. São muitas as teorias da conspiração que rondam as 13 faixas. Entre as mais curiosas, a ideia de que a capa do disco mostra um grupo à beira de um túmulo com a indicação de que o falecido é McCartney e a interpretação do tema “A day in the life” é o relato da morte do baixista, que teria sido substituído por um sósia.

Segundo os dois membros da banda, Lennon e McCartney, a canção que abre e dá nome ao disco “Sgt. Pepper`s lonely hearts club band” resultou de uma tentativa de evocar bandas californianas que assumiam uma identidade paralela. Os momentos iniciais dão a impressão de um espectáculo com um burburinho na plateia e uma orquestra que se prepara para tocar. O som distorcido mostra uma influência de Jimi Hendrix, guitarrista que era uma sensação em Londres naquela época e cujos espectáculos eram habitualmente testemunhados por Paul McCartney.
Fãs assinalam data

Personagens do teledisco dos Beatles "Sgt. Pepper`s lonely hearts club band"
(clique na imagem para ver o vídeo)
Uma série de eventos vão marcar em diferentes pontos do globo o 40.º aniversário de “Sgt. Pepper`s lonely hearts club band”. O mais importante ocorrerá já este sábado, quando grandes nomes da pop britânica como os Oasis, The Killers, Travis e Kaiser Chiefs vão participar num tributo na rádio BBC 2.
Já nos EUA, os fãs vão comemorar os 50 anos do encontro entre John Lennon e Paul McCartney e os 40 anos de transmissão mundial via satélite de “All you need is love” para 400 milhões de pessoas. Serão três dias de festa em Las Vegas, com shows, exposição de fotos e a presença de Pete Best, o primeiro baterista dos Beatles.

quinta-feira, maio 31, 2007

Ilibado??????? De mala na mão????? Foi o lobby gay!:).

Boneco ilibado de promoção "gay"


"Teletubbies"


A responsável pela defesa dos direitos de menores da Polónia excluiu ontem a possibilidade de a série "Teletubbies" estar a promover a homossexualidade.

A controvérsia, que não é nova - uma vez que em 1999 os mesmos bonecos provocaram reacções parecidas entre os conservadores norte-americanos -, foi levantada pela responsável poloca no início da semana. A suspeita recaía sobre Tinky-Winky, por este aparecer sempre de mala na mão.

"Um sexólogo exclui a possibilidade de que esta série tenha um efeito prejudicial na psicologia das crianças", disse Ewa Sowinska, a responsável polaca. Anteontem, a Comissão Europeia desvalorizou a suspeita de promoção da homossexualidade por parte dos " Teletubbies", fazendo notar o respeito pela liberdade de expressão. A série da BBC, exibida em 120 países, já comemorou 10 anos. DM

quarta-feira, maio 30, 2007

Conclusão? O Supremo também não teve educação sexual:(.

Abuso sexual: adolescente «colaborou»
2007/05/30 | 11:24
Juíz «não mudava uma vírgula» na decisão de reduzir pena de pedófilo

MAIS:
Pedofilia: Supremo explica redução de pena
Quando a pedofilia é menos grave

O juiz do Supremo Tribunal de Justiça e relator da decisão que reduziu a pena a um indivíduo condenado por abusos sexuais de menores, Artur Costa, disse ao Correio da Manhã que «não mudava uma vírgula» na decisão tomada e afirma que o adolescente «colaborou» no abuso de que foi vítima.

O responsável afirma que o documento que assinou em conjunto com mais três juízes-conselheiros é «uma peça inatacável do ponto de vista jurídico e bem estruturada na sua fundamentação».

O juiz reafirma que a diferença entre a violação de uma criança e um menor de 13 anos é inequívoca. «A realidade diferencia as situações. Uma criança de cinco, seis ou sete anos não tem erecção e esta teve. Logo são situações que não podem ser graduadas da mesma forma».

O magistrado assegurou ao jornal que o acórdão teve em conta o facto de o jovem ter «colaborado» nos abusos sexuais. «Aceitou sete vezes ir ter com o arguido. O tribunal deu como provado que foi por medo. Mas ele não podia ter dito que não?», interroga-se o juiz, que assegura não compreender a polémica em torno da decisão. «É inequívoco que é diferente violar uma criança de seis anos e uma de 13».

Ao 24 Horas, o magistrado diz ainda que «um rapaz de 13 anos em plena puberade não tem por sete vezes erecções e ejaculações obtidas à força». O juíz não acredita que o rapaz não tivesse consciência dos seus actos.

Artur Costa critica ainda António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que ontem afirmou que os juízes deviam evitar dar opiniões pessoais nas decisões judiciais. «Não aceito a crítica porque o sr. procurador-geral adjunto desconhece o objecto criticado. Disse aliás que não tinha lido o acórdão, portanto não pode saber se é ou não opinião pessoal. Qualquer decisão tem sempre uma carga subjectiva. Aliás, o Mundo é sempre visto pelos olhos de alguém. E isso não me parece ter nada de errado», refere.

terça-feira, maio 29, 2007

Bem integrado, limitou-se a ordenar, punição a ter em conta...

Acórdão: Menos dois anos e meio de prisão
Juízes atenuam pedofilia
















Natália Ferraz

Supremo Tribunal de Justiça diz que pena por pedofilia foi distorcida pela sua “relevância mediática”
Uma violação aos 13 anos é menos grave do que aos sete. É este o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça, que considera estar-se a valorizar excessivamente a pedofilia, aplicando-se penas demasiado altas a indivíduos condenados por abusos sexuais de menores.






“O tribunal da 1.ª instância, com o aval da Relação, sobrevalorizou a componente da prevenção geral positiva, filtrada através da sua relevância mediática, com as distorções que uma tal abordagem do problema ocasiona”, disseram agora os juízes, criticando mesmo uma passagem do acórdão onde se agravava a pena a um homem que tinha sido condenado a sete anos e meio de cadeia por seis crimes de abusos sexuais, quer na forma tentada quer continuada.

“No que concerne às necessidades de prevenção geral positiva, há que ponderar o facto de que a natureza deste tipo de crime ser susceptível de causar alarme social, sobretudo numa época em que os processos de pedofilia têm relevância mediática e a sociedade está mais desperta para esse flagelo. Por conseguinte, as necessidades de prevenção geral positiva são relevantes, ( ) tal como a reposição da confiança dos cidadãos nas normas violadas e a efectiva tutela dos bens jurídicos”, diziam então os juízes, ao que o Supremo contrapôs com a idade das vítimas: “É de considerar o grau de desenvolvimento do menor, não sendo certamente a mesma coisa praticar algum dos actos com uma criança de cinco, seis ou sete anos, ou com um jovem de 13 anos, que despertou já para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade”, lê-se no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, onde os juízes determinam que a pena do arguido deve descer de sete anos e cinco meses para cinco anos de prisão.

CINCO CONDENAÇÕES

A pena de sete anos e cinco meses de cadeia resultava do cúmulo jurídico de cinco condenações por diferentes situações. Por três crimes de abuso sexual de criança, na forma tentada, o homem foi condenado a penas de oito, nove a dez meses de prisão; pelo crime de abuso sexual de criança através de conversa obscena, na pena de um ano de cadeia; e pelo crime de abuso sexual de criança na forma continuada, na pena de seis anos e cinco meses.

O Supremo entendeu que só admitia recurso do caso dos abusos sexuais continuados. Os restantes crimes, por preverem penas, no limite máximo, inferiores a oito anos de cadeia, não eram passíveis de recurso.

Também quanto à argumentação do indivíduo, que garantia não ter o Ministério Público legitimidade para avançar com a acção por não haver queixa dos pais do menor, o Supremo não lhe deu razão. Disseram os juízes que a mãe havia inicialmente manifestado o desejo de se queixar, sendo irrelevante que depois não se lembrasse.

RUMORES NA LOCALIDADE

Dizem os juízes-conselheiros que a imagem social do arguido foi prejudicada pelo processo, dado o forte impacto que os crimes tiveram em Celorico da Beira. Lembram ainda que aqueles factos deram “alguma consistência aos rumores que há vários anos circulavam relativamente à sua apetência por crianças, para fins sexuais”, o que por si só também é uma punição a ter em conta.

Relativamente ao indivíduo, os juízes deram como provado que mantinha à data dos factos uma relação afectiva estável e equilibrada com a cônjuge” e com os dois filhos do casal. A vida familiar estava adequadamente estruturada, beneficiando o agregado de uma situação estável ao nível económico. No seu quotidiano, o arguido também privilegiava os momentos passados em contexto familiar e no exercício da sua actividade profissional, mantendo escassas e pouco aprofundadas relações de amizade e convivência social. Mas beneficiava de uma positiva integração ao nível comunitário, sendo a sua imagem social globalmente positiva.

QUATRO ANOS DE ABUSOS

A sentença fala em abusos sexuais entre 2000 e 2004. Foram apuradas situações relativas a quatro rapazes, todos eles abordados pelo arguido para manterem contactos sexuais. Só num caso, porém, os abusos foram concretizados. De forma reiterada e numa garagem em Celorico da Beira.

O rapaz foi obrigado a praticar sexo com o indivíduo e, por medo, nunca o revelou. O que também é anotado pelos juízes-conselheiros que ressalvam que o facto de não ter havido coacção deve também ser entendido como uma não agravante do crime. “O arguido foi mantendo o seu comportamento sobre este menor, o que foi sendo propiciado pelo facto de o menor não contar a ninguém. (...) Por receio do arguido, que se limitou a ‘ordenar’ ao ofendido que não contasse o que se passava entre eles”, dizem os juízes.

segunda-feira, maio 28, 2007

O ouvido mais duro do país:(.

Alma caridosa disse-me que o encore foi Liszt e não Chopin, peço desculpa por ter induzido o maralhal em erro. Por este andar acabo a confundir os hinos do F.C.P. e do Benfica:(.

sábado, maio 26, 2007

Saturday Night Fever.

Casa da Música. Lang Lang e o concerto nº1 para piano e orquestra de Tchaikovski. Uma das obras favoritas de minha Mãe. Na fila da frente, outra recebia nos ombros as cabeças, já cansadas, dos dois filhos mais novos, que despertaram com a trovoada de aplausos. Um dia os miúdos ouvirão o concerto recordando o sorriso doce da Mãe, gratos por terem sido apresentados tão cedo à música clássica. Um abençoado encore de Chopin. E eu passei-me, a vida é bela e as pessoas também, os meios de comunicação enganaram-se - a Exma Directora da DREN pôs um processo disciplinar, mas ao bufo! O ar fresco trouxe-me de volta ao mundo real. O meu Avô tinha razão - o esperanto falhou, resta-nos a música:). Boa noite, gente.

quarta-feira, maio 23, 2007

Mas não tínhamos descoberto...: o vitral da simplicidade!

Correcções


A vida parece-se com esses poemas
que brotam, a princípio, intermináveis,
retóricos, grandiosos e banais.

Depois vais corrigindo até deixá-los
no pouco que importa: nos dois versos
que dizem o que todos já sabemos.


Javier Salvago.

segunda-feira, maio 21, 2007

Penso que a redução dos três anos será uma realidade.

Partidos rejeitam divórcio «na hora»
2007/05/16 | 19:13

PS, PSD e CDS-PP criticaram esta quarta-feira o projecto do Bloco de Esquerda que pretendia facilitar o processo de divórcio, mas socialistas e democratas-cristãos admitiram reduzir os prazos de separação de facto exigidos nos casos de divórcios litigiosos, noticia a agência Lusa.
O projecto do BE pretendia regularizar o divórcio a pedido de um dos cônjuges, sem obrigação de revelar o motivo, e sem necessidade de se verificar a «violação dos deveres conjugais» e após duas conferências separadas por um período de reflexão de três meses.
A deputada socialista Sónia Sanfona justificou a rejeição deste diploma, que irá ser votado quinta-feira, com a ausência deste compromisso no programa eleitoral socialista que foi a votos em 2005 e suscitou ainda dúvidas de constitucionalidade em relação ao diploma.
No entanto, a deputada manifestou a disponibilidade da maioria socialista para «impor um limite mais baixo à separação de facto» que, actualmente, para um divórcio litigioso é de três anos.
Também o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães lamentou que o BE não tenha proposto apenas uma redução do prazo do tempo exigido para ser concedido o divórcio.
Na mesma linha, o PSD, pelo vice-presidente da bancada Montalvão Machado, salientou que «o casamento não é um contrato qualquer».
O diploma do BE foi defendido no Parlamento pela deputada Helena Pinto, salientando que este projecto protege os cônjuges cujos direitos foram violados, mantendo a figura do divórcio litigioso, os direitos dos filhos menores e os bens patrimoniais.
«Não propomos o divórcio na hora mas somos claramente contra o casamento contrariado e forçado», frisou Helena Pinto.
Apenas o PCP e os Verdes admitiram a pertinência do diploma apresentado pelo BE, mas o deputado comunista António Filipe levantou algumas dúvidas formais em relação ao projecto, considerando que pode gerar «alguma desprotecção da parte economicamente mais fraca».
No final do debate, o Bloco de Esquerda, pelo deputado Fernando Rosas, acusou o PS de ter mudado de posição, agora que está no poder, em relação ao passado.

domingo, maio 20, 2007

Abraço de lampião:).

Um abraço de parabéns para todos os murcónicos portistas! Não me levem a mal achar que teria sido mais justo o título ir para o Sporting, é apenas a opinião de um lampião:). Quanto ao meu Benfica, o que se passou está bem expresso no site do clube - nele vem dito que ganhámos por um a zero:)! Houve demasiado amadorismo aos mais diversos níveis: nas expectativas criadas à volta de um plantel muito curto; no lidar com as lesões; nos riscos assumidos em contratações e na saída de Ricardo Rocha; na incapacidade de "sobreviver" às bolas no ferro contra o Espanhol. E no entanto, uma coisa me satisfez hoje. Apesar dos esforços dos media para nos convencerem que existia um tremendo suspense a resolver hoje às 19.15, todos sabíamos que só uma catástrofe impediria a lógica de imperar. E 42.000 foram à Luz, ver futebol, apoiar a equipa, ser benfiquistas. Merecem uma nova época devidamente preparada, um plantel mais forte, uma definição clara de quem está dentro e fora do clube e de quem faz o quê. Por mim, gostaria de ver os miúdos mais vezes na primeira equipa, não percebi, por exemplo, porque não foram dados alguns minutos ao garoto que tão bem jogou no Dubai. Quanto a Fernando Santos - que me parece um santo homem e benfiquista dos quatro costados! -, mantenho a minha opinião - não foi uma boa escolha. Mas aceito que a estabilidade seja um valor a preservar num clube que a não tem cultivado muito. Ficarei, contudo, muito surpreendido se eventuais vitórias futuras se deverem a um seu golpe de asa ou audácia.

sábado, maio 19, 2007

Pedido de ajuda de um ignorante informático:).

O que aconteceu ao espaço para comentários?:(.

Não conheço pormenores, mas traz-me o eco de outros tempos:(.

Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira

Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).

No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.

A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."

Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.

No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."

sexta-feira, maio 18, 2007

At last! De preferência na versão de Lou Rawls:).

Cantelães. Uma noite inacreditável. E de repente evaporam-se as eleições em Lisboa, o clímax do campeonato, o regresso ao país da cadela do Mourinho, a história da evangelização da América do Sul reescrita pelo Papa, a discrepância dos números sobre o desemprego - ainda sem os da Guarda... -, os 60% governamentais no Metro do Porto. Só existe o silêncio avermelhado na direcção de Vieira, onde irei buscar amigos amanhã, para tornar ventríloqua a casa. Mas hoje é tempo de recolhimento e gratidão, a terra acolhe o citadino ainda tenso e embala-o como a filho pródigo. Gentileza dela, sorte minha. Boa noite, gente.

quinta-feira, maio 17, 2007

Seis, mas com imaginação, afinal também têm o direito de não cumprir promessas:).

Bélgica
Candidata anti-sistema promete sexo em troca de votos
Tania Derveaux, candidata do NEE ao Senado belga, promete sexo oral em troca de votos. Promessa que, à semelhança das que são feitas pelos seus rivais políticos, não pretende cumprir



É uma variante moderna e ousada do jobs for the boys. Tania Derveaux, candidata pelo NEE ao Senado belga, promete sexo oral aos eleitores que votarem no seu partido. O golpe publicitário está a agitar a Bélgica, mas não passa disso mesmo, uma promessa.

A ideia é criticar os partidos políticos sérios que fazem promessas em vão. Só que em vez de prometer jobs (empregos), Tania, de 24 anos, promete blowjobs (calão inglês para sexo oral).

Na Bélgica, onde o voto é obrigatório, o NEE (algo como Não à Má Política) é conhecido pela sua postura anti-sistema e por concorrer a todas as eleições mas sem nunca assumir os lugares ganhos.

Nesta eleições, o NEE decidiu apostar em Tania Derveaux, uma jovem de 24 anos que não tem ambições políticas nem publicitárias mas que promete entrar para a história do marketing político.

Ao El País, Tania disse ser «necessário um anúncio que desse visibilidade ao movimento», que conta apenas com seis militantes. Apesar de se sentir «insegura» perante as objectivas, a jovem arriscou dar o corpo ao manifesto, e os resultados são impressionantes: o site do NEE é actualmente um dos mais visitados de todo o mundo, batendo até as páginas do Partido Democrata americano e do Partido Trabalhista britânico.

Apesar de todo o mediatismo e da expectativa de uma boa votação, o NEE promete deixar vago qualquer lugar ganho no Senado - como habitual - e reafirma que a promessa de Tania não passa de uma brincadeira.

No entanto, o site não poupa detalhes acerca da sua promessa eleitoral: Tania Derveaux realizaria 40.000 sessões de sexo oral ao longo de 500 dias, a um ritmo de 80 por dia. Cada sessão duraria 5 minutos e caberia a Tania a iniciativa durante o acto, onde o preservativo seria obrigatório. Os casados e os tímidos poderiam ainda optar por receber a 'prenda' no Second Life.

pedro.guerreiro@sol.pt

Circular informativa.

Cessei a colaboração com a Nova Gente. Gralhas acontecem, mas mutilar um texto com "Estamos" para arranjar espaço para uma foto "escaldante de apoio" não é aceitável. Como sempre fiz ao longo da vida, quando não me sinto confortável num determinado cenário, saio sem fazer ondas. Fica um abraço para a Maria Jorge Costa que sempre foi de uma gentileza inexcedível.

terça-feira, maio 15, 2007

Estas mulheres...:(.

Estamos

Adormecer a luz e senti-lo acordar. Cruel, de tão gentil e vagaroso. Não me posso queixar, fui eu que lhe ensinei o gozo de gozar antes do gozo. Encabritar-se nas minhas costas sem resposta, prefiro outras embaixadas. As mãos; as mãos dele – suaves como a pele que lhes ofereço, cuidada a pensar nestes momentos. No escuro é ainda mais fácil imaginar-lhe os dedos longos, amei-os desde o primeiro ajeitar de cabelos. Tantos anos volvidos, continuam a desenhar mapas virgens no meu corpo, que se vira para acolher o seu. E conseguem o milagre de sobreviver ao estreito abraço, onde um alfinete sufocaria, elas continuam, marotas, a semear fogueiras. Orlam-me as coxas, arrepiadas e clamando por vingança, que chega de bosque e fonte. Afogo-lhe dedos que subirão, subirão, ao longo de ventre liso, busto arqueado e montes rijos, até à boca, ansiosa pelo sabor do meu prazer. Secá-los um por um, entreabrir os lábios, senti-los fugir, o cabelo espera-os, feliz pelo turbilhão que prometem. Partir rumo ao impossível esgueirar – às dele juntar as minhas. Tocarmo-nos a quatro mãos. Viajar em sentido contrário, gosto de lhe partir do peito e esquivar-me à impaciência do mastro que espera velas e brisa para abandonar o porto. Não há pressa, a maré-cheia é garantida. Chegar. Manter um diálogo mudo e esquivo entre a rijeza dele e o borboletear da minha língua, cuidado!, não despertar o vulcão… Cobri-lo eu. Todo. Porque do meu corpo minúsculo se desprendem as asas do desejo, que o rodeiam em voo picado. Erguer-me, cavalgando-o. E vê-lo sorrir de mansinho, olhos fechados, as ancas em busca do meu ritmo, numa volúpia preguiçosa e abandonada, que os homens desejam muito e receiam mais, ele também era assim. A explosão; os gemidos; adoro alimentar o meu prazer no seu. Um de regresso, outro a levantar voo, é chegada a minha vez. O espasmo repetido, febril, ausente. O peito dele, acolhedor, escuto o coração, que passa da desfilada ao pé ante pé. O silêncio. Estamos. Bem. Saciados, mas com a selvagem certeza desta fome não ter fim.

segunda-feira, maio 14, 2007

Eu não digo? E prevenção adequada para este grupo? (Sabe Deus para os outros...).

VIH/Sida: Tema em Congresso
Um em oito infectados tem mais de 50 anos
Baía Reis

Uma investigação dos HUC – Hospitais da Universidade de Coimbra revela que uma em cada oito pessoas infectada com o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH) tem mais de 50 anos de idade.

A 31 de Dezembro do ano passado, os casos de notificados de infecção VIH/Sida no nosso País eram 30366: cerca de 12,4 por cento incluem pessoas acima dos 50 anos de idade. Nos países desenvolvidos, os idosos são o grupo etário onde se verifica uma maior incidência dos casos e a via sexual é a principal forma de contágio.

“Há uma falsa crença dos clínicos de que os idosos não apresentam uma vida sexual activa”, alerta António Meliço Silvestre, director do Departamento de Doenças Infecciosas dos HUC, salientando que muitas doenças crónicas do processo de envelhecimento mascaram os sintomas da Sida e induzem um diagnóstico errado ou inconclusivo”.

Os dados serão apresentados em pormenor no Congresso “Pandemias na Era da Globalização”, que terá lugar em Aveiro, na próxima quinta-feira.

domingo, maio 13, 2007

A propósito de mãos esburacadas:).

esperei por ti em todos os lugares errados
- a quem pedir agora explicações?


Alice Vieira, Dois corpos tombando na água.

sexta-feira, maio 11, 2007

Dúvida académica.

Maria,
Que chamar a um Deus que deposita o futuro do amor nas mãos esburacadas dos amantes?

Distraído?
Irónico?
Cruel?
...
...
...
Ou simplesmente invejoso?
Dorme bem.

quarta-feira, maio 09, 2007

Aclarar dúvidas.

Recebi um mail sobre o O Amor é... Para discordar da minha afirmação, segundo a qual o orgasmo mais violento pode não ser considerado o melhor por parte... do(a) interessado(a):). Aposto que não fui claro. Para decidirmos que "aquele" foi o melhor de x orgasmos (esta parte é dolorosa de escrever na minha idade:() é preciso senti-lo como tal, se me perdoam a lapalissada. Ora o que acontecia nas experiências era a comparação entre a opinião da pessoa e o registo das contracções musculares orgásmicas. Ou seja: nem sempre máquina e mente estavam de acordo, o prazer não é apenas "muscular". E ainda bem!

terça-feira, maio 08, 2007

Ou este:).

O Viktor diz que funciona:).

Trailer do Murcon à beira Mar

domingo, maio 06, 2007

Nunca são rumos como quaisquer outros:).

"Estava, calculou num balanço rápido, lixado, fascinado e só. Nessas condições, aquela mulher era um rumo tão bom como qualquer outro".

Arturo Pérez-Reverte, O cemitério dos barcos sem nome.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ó, cruéis dilemas!:).

Dúvidas a esclarecer durante o fim de semana: Carmona Rodrigues mudou de opinião de um dia para o outro? Marques Mendes ouviu mal? Os médicos do Benfica têm razão quando dizem que Fernando Santos sabia de tudo? Ou - para evitar especulações! - informaram o treinador de outro clube? O Ministro Mário Lino disse uma graça que demonstra a descontracção do nosso Primeiro ou pintou-lhe de amarelo o sorriso primaveril?
Muito movimento para a minha cabeça. Vou trabalhar e lagartar ao sol nos intervalos:).

quinta-feira, maio 03, 2007

Mais uma luzinha...

Alzheimer: cientistas dão novos passos

2007/05/03 19:41

Descoberta de cientistas dos EUA pode levar a diminuição de sintomas

Cientistas norte-americanos descobriram que a redução dos níveis de uma proteína específica diminui os sintomas de doenças neurológicas, nomeadamente o progressivo e incurável Alzheimer, noticia a Lusa.
Esta descoberta é conhecida poucas horas depois de um outro grupo de cientistas, também norte-americanos, anunciarem que uma terapia hormonal pós-menopausa poderá ajudar as mulheres a combater a demência, um dos principais sintomas da doença de Alzheimer.
Num artigo publicado hoje pela revista «Science», os cientistas do Gladstone Institute of Neurological Disease (Universidade da Califórnia, San Francisco), assinalaram que ao eliminar a proteína «tau» em ratos modificados geneticamente para simular o Alzheimer, estes mantiveram a sua memória e o seu ciclo de vida normal.
Além disso, uma redução nos níveis da proteína conseguiu aumentar a resistência dos roedores aos ataques epilépticos.
«Este é o efeito terapêutico mais surpreendente que vi nos nossos modelos da doença», afirmou Lennart Mucke, professor de neurologia na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.
«Se esta estratégia também resultar em seres humanos pode ajudar-nos a dar um enorme passo na nossa capacidade de tratar e prevenir as devastadoras doenças neurológicas», concretizou.
Até agora, a luta contra o Alzheimer baseou-se na redução dos níveis de proteínas beta-amilóides porque os neurologistas suspeitam que podem ser as causadoras da doença.
O Alzheimer afecta principalmente pessoas com mais de 65 anos e os seus principais sintomas são a perda de memória e a demência, provocando também a morte prematura dos doentes.


P.S. Ontem fui à Junta de Freguesia de Paranhos colaborar com a Associação Lágrima Humana num Encontro sobre Alzheimer. E, como de costume!, fiquei maravilhado com o empenho de toda esta gente: familiares, técnicos, amigos. Até agentes das Forças de Segurança estavam na plateia, caderno de notas em punho. Foi bom, sentir que a solidariedade continua por aí a preço de saldo: um dia inteiro sobre Alzheimer por meia-dúzia - literalmente! - de euros. Quando me lembro do preço de inscrição de alguns Congressos...

terça-feira, maio 01, 2007

Alguém me explica?

Simão: Benfica deu o jogador como «apto» no sábado à tarde
[ 2007/04/30 22:27 ] Redacção MaisFutebol
O Benfica deu Simão Sabrosa como «apto» no sábado à tarde, depois do último treino na Luz.
No boletim clínico figurava apenas Luisão. Eis o que foi escrito no site oficial do clube às 17:29: «O capitão do Benfica, Simão Sabrosa, está apto e por isso mesmo foi convocado por Fernando Santos tendo em vista o "derby" deste domingo, ante o Sporting. Fernando Santos tirou todas as dúvidas quanto à condição física do nº20 e por isso mesmo conta com o atleta para o importante desafio da Luz».

Foi operado.
Ouvi hoje na SIC-Notícias o Dr.Fernando Seara dizer que o próprio jogador demonstrara a convicção de não estar apto para o derby durante a semana. No Domingo de manhã fez um teste e não o passou. Quem me explica este boletim clínico? Ou foi para assustar o Sporting?

segunda-feira, abril 30, 2007

Preguiçosamente no Verão passado:).

Nova brincadeira à vossa disposição nas Produções Murcon.

P.S. Diálogo citado pelo Provedor do leitor do Público na edição de ontem:

João Bonifácio: "É das canções de amor mais desesperadas que já alguém escreveu: "Deixa-me ser... o ombro do teu cão..."
Camané: "Ele queria ser o ombro do cão dela porque queria era estar ao pé dela, não queria que ela o deixasse. E nessa fase da canção existe o desespero: nem que seja uma mosca à tua volta, o ombro do teu cão, qualquer coisa, mas que eu possa estar ao pé de ti".

Verso em análise de Brel, como já adivinharam - "L'ombre de ton chien...". Se existe um Céu dos artistas, o pobre Jacques deve achar que está ser tratado abaixo de cão:(.

domingo, abril 29, 2007

Derby.

Resultado justo.
Fernando Santos igual a si próprio.
Única novidade - soube de fonte segura que Marco Caneira só poderia ser expulso por indicação conjunta do Presidente Cavaco Silva, do Papa Bento XVI e de George Bush. Embora as três personalidades referidas advogassem a sua exclusão, o árbitro Pedro Henriques alegou que o comunicado respectivo chegou depois do jogo.

quinta-feira, abril 26, 2007

Tudo acontece a Marques Mendes...

Carmona Rodrigues vai ao DIAP na próxima semana depor, como arguido, no âmbito das investigações sobre a permuta de terrenos do Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, e da Feira Popular de Lisboa, da CML, negócio que se revelou ruinoso para a autarquia lisboeta.
Inquirido esta tarde, durante a sessão pública do executivo camarário, sobre a sua situação judicial, Carmona não confirmou nem desmentiu que tinha sido constituído arguido, declarando, contudo, que “aconteça o que acontecer, o meu propósito é levar o mandato que os lisboetas me confiaram até ao fim”.
Curiosamente, o vereador Pedro Feist defendera ontem a manutenção no cargo de Carmona, mesmo que viesse a ser constituído arguido no caso Bragaparques.

quarta-feira, abril 25, 2007

Por "sugestão" do RAM:).

A princípio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se se alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...


(e entretanto o tempo fez cinza da brasa!...)


O RAM pôs estes versos no seu blog. Acho-os muito adequados ao dia de hoje...

segunda-feira, abril 23, 2007

Make a wish:).

Mergulhar num amor perfeito por condenado.
E morrer com as velas soltas, não encalhado.

domingo, abril 22, 2007

Os velhos Steppenwolf:).

You know I've smoked a lot of grass
O' Lord, I've popped a lot of pills
But I never touched nothin'That my spirit could kill
You know, I've seen a lot of people walkin' 'round
With tombstones in their eyes
But the pusher don't careAh, if you live or if you die
God damn, The PusherGod damn, I say
The PusherI said God damn, God damn The Pusher man
You know the dealer, the dealer is a man
With the love grass in his hand
Oh but the pusher is a monster
Good God, he's not a natural man
The dealer for a nickelLord, will sell you lots of sweet dreams
Ah, but the pusher ruin your bodyLord, he'll leave your, he'll leave your mind to scream
God damn, The PusherGod damn,
God damn the PusherI said
God damn, God, God damn The Pusher man
Well, now if I were the president of this land
You know, I'd declare total war on The Pusher manI'd cut him if he stands, and I'd shoot him if he'd run
Yes I'd kill him with my Bible and my razor and my gun
God damn The Pusher
Gad damn The Pusher
I said God damn, God damn The Pusher man

Preparo um Encontro em que falarei do histórico dos consumos. E as palavras dos velhos Steppenwolf vêm-me à memória, traçando a fronteira entre os "tambourine men" de Dylan e os dealers das ditas "drogas duras".

sexta-feira, abril 20, 2007

Uma discussão que parece interminável e angustia muita gente...

Portugueses vão manter as terapias hormonais ELSA COSTA E SILVA*

Em Portugal, cerca de 120 mil mulheres fazem terapêutica hormonal de substituição (THS) para tratar os sintomas ligados à menopausa. Um tratamento que volta a estar sob polémica depois de um estudo, ontem publicado na revista Lancet lançar novos dados que relacionam a THS com um risco aumentado do cancro do ovário em cerca de 20%. Risco esse que, cruzados os dados de incidência de cancros do útero e da mama, atinge os 63%.Contudo, este trabalho - a actualização de uma investigação britânica de 2003 - é, segundo a Sociedade Portuguesa de Menopausa, "controverso" entre a comunidade científica. E, para os médicos portugueses, a THS continua a ser válida para tratar situações de desconforto em mulheres que atingem a meia-idade.O alarme relativamente à THS começou a surgir em 2002, quando estudos de larga escala sugeriram que o risco de cancro da mama estaria aumentado nas mulheres submetidas a esta terapêutica. A atenção debruçou-se sobre um medicamento que até então era visto como uma resposta simples a problemas que iam dos sintomas próprios da menopausa a doenças cardíacas ou osteoporose.Uma prescrição quase indiscriminada que acabou por levantar o problema dos efeitos colaterais. E, um pouco por todo o lado do mundo ocidental, foram registados casos de mulheres com cancro da mama, cuja doença começou a ser associada à THS.Em 2003, o estudo Million Women Study apresentava o que poderiam ser evidências de um risco realmente acrescido de cancro da mama. Esta investigação foi construída com base numa preocupação que não é nova: é que, sendo 70% dos cancros da mama ligados a factores hormonais, uma terapia com essa base poderia, de facto, aumentar ou acelerar a proliferação das células malignas."Recebemos mulheres com cancro da mama e que estiveram em THS, mas há casos em que não fizerem este tratamento. E, mesmo que tenham feito, não há como garantir uma relação de causa-efeito, nem que não teriam tido a doença, caso não tivessem tomado este medicamento", explica Deolinda Pereira, médica do Instituto Português de Oncologia do Porto.Contudo, o alarme criado em 2002 e 2003 levou muitas mulheres a abandonar voluntariamente a terapêutica e levantou dúvidas entre a própria comunidade médica relativamente ao medicamento. "Penso que houve um boom de prescrições, mas hoje a classe médica é muito mais cautelosa na prescrição e o seguimento das pacientes é mais rigoroso", explica Deolinda Pereira. E as novas conclusões do estudo da Lancet, refere Mário Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa, não produzem "evidência médica" que seja aplicada em clínica. Mário Sousa garante que, entre a comunidade científica, este estudo é "contestado, nomeadamente pela metodologia que utilizou". "Não tem significado para nós, a não ser pelo número de mulheres envolvidas", garante o médico, até porque, em alguns casos, houve mesmo "erros de prescrição".Deolinda Pereira explica ainda que estes problemas detectados no estudo levam a que as conclusões sejam, "pelo menos, questionáveis" e que, se não tiverem sido alterados os pressupostos metodológicos, este novo estudo deve ser "lido com cuidado".Ambos os médicos salientam que, para a prática clínica, há outro estudo norte-americano "cientificamente válido": o Women Health Initiative, também de 2002, mas que numa reavaliação posterior e recente demonstrou, por exemplo, que nas mulheres em THS entre os 50 e 59 anos, se verifica uma redução de todas as causas de morte, inclusive por cancro. "Este é um trabalho mais bem delineado e as suas conclusões aceites cientificamente", adianta Deolinda Pereira.Por isso, a THS continua a ser indicada. O que é recomendável, explica Mário Sousa, é que a prescrição obedeça às indicações do medicamento, ou seja, que estejam presentes os sintomas relacionados com a menopausa, como suores nocturnos ou insónias. Outra dimensão a não esquecer são as contra-indicações à THS: tumores hormonodependentes, doença hepática grave, hemorragia não identificada ou tromboembolismo. Por isso é que, num total de três milhões de mulheres portuguesas em menopausa, apenas 4% estarão a fazer THS.Mário Sousa salienta ainda que a THS não deve ser encarada nem prescrita como uma terapêutica contra a osteoporose, uma doença também pós-menopáusica, porque essa não é a sua "finalidade primária". Uma recomendação que segue, aliás, as orientações dadas pelo Infarmed, em 2003, na sequência da polémica levantada pelos estudos entretanto publicados. Os médicos adiantam ainda a necessidade de avaliar o tempo de duração do tratamento, que, dependendo dos casos, se deverá situar entre os cinco e os sete anos.As orientações aos médicos que prescrevem THS passam ainda por, em primeiro lugar, não indicar o tratamento quando a mulher se mostrar muito preocupada com a situação. Outro cuidado que os profissionais têm de ter é avaliar, periodicamente, as mulheres no que diz respeito ao cancro da mama, confirmando que são submetidas a mamografias regulares. * Com Filomena Naves

quinta-feira, abril 19, 2007

O debate.

Observando ontem Paulo Portas e Ribeiro e Castro confirmei uma velha convicção - é muito difícil vestir o ódio com punhos de renda.

terça-feira, abril 17, 2007

E não é possível processá-los?:(

Escolas que promovem abstinência sexual podem colocar jovens em risco, diz relatório

Jovens estariam buscando mais informações em revistas
Um relatório divulgado pelo órgão do governo britânico que fiscaliza a educação, a Ofsted, indica que escolas que promovem a abstinência sexual na Grã-Bretanha podem estar colocando seus alunos em risco.
Segundo o documento, isso pode estar acontecendo porque essas escolas não estariam fornecendo aos jovens informações sobre métodos contraceptivos, o que por sua vez aumentaria o risco de gravidez e de contrair doenças sexualmente transmissíveis.
"Não há nenhuma evidência de que programas baseados somente na abstinência como a única ferramenta de educação possam reduzir o índice de gravidez entre as jovens ou melhorar a saúde sexual dos adolescentes", diz o relatório.
O documento diz também que "não há indícios que sustentem a alegação de que ensinar sobre contracepção leva a uma maior atividade sexual (por parte dos alunos)".
Em casa
O levantamento da Ofsted, feito com base em informações coletadas em 350 escolas britânicas, também revela que os alunos acham que muitos pais e professores não têm muita habilidade para falar com eles sobre assuntos delicados, como o sexo.
"Os jovens vivem em um mundo muito distante daquele em que viveram seus pais quando eram adolescentes", diz o documento, explicando a dificuldade de diálogo entre as duas gerações.
Os jovens vivem em um mundo muito distante daquele em que viveram seus pais quando eram adolescentes

Trecho do relatório
Isso faz com que muitos jovens recorram a revistas para buscar informações.
"O aumento no número de revistas voltadas para jovens do sexo masculino, embora às vezes incentive atitudes sexistas, tem ajudado a corrigir o desequilíbrio de conselhos destinados a jovens", diz o documento.
Um outro empecilho seria a "ausência de um código moral" em casa, o que também força as escolas a assumirem mais responsabilidade sobre a educação dos jovens.
Tabaco e álcool
A Ofsted também aborda o impacto daqueles que foram identificados no relatório como os principais fatores de risco à saúde dos jovens britânicos – o tabaco e o álcool.
Os dados mostram 34% das garotas de 16 anos e 28% dos garotos da mesma idade admitiram se embriagar uma vez por semana e que "aqueles que bebem estão tomando muito mais do que no passado".
O número de jovens fumantes, particularmente do sexo masculino, caiu desde os anos 90. Mas o órgão identifica como "causa de preocupação" um aumento do tabagismo entre as jovens.
O relatório alerta ainda que há sinais de que mais jovens do ensino médio estão dizendo não às drogas, mas recomenda que as escolas primárias aprimorem suas estratégias para combater o problema desde cedo.

segunda-feira, abril 16, 2007

Lutamos em todas as frentes:).

Engenheiro,
Estamos contigo! Vamos conversar, analisar, recuperar física e animicamente, multiplicar as substituições a 5 minutos do final, dizer que os jogadores foram inexcedíveis e enquanto for matematicamente possível.... Vamos esgotar o futebolês! E a paciência:(. Mas... o Belenenses não nos alcançará:) E na próxima época preservaremos - ó palavra assustadora... - a estabilidade!

domingo, abril 15, 2007

É o nosso fim:(. Adeus mundo cruel!

Ciência pode transformar as mulheres em «pai»
2007/04/15 11:12

Investigadores produziram espermatozóide com células da medula óssea

Uma equipa de cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, garante que extraiu células da medula óssea de humanos adultos e que as transformou em células precursoras de espermatozóides.
O grupo liderado pelo investigador Karim Nayernia vai, agora, tentar transformá-las em espermatozóides maduros. Se a experiência tiver êxito, poderá ajudar homens inférteis e, pasme-se, também será capaz de produzir espermatozóides oriundos de mulheres. Isto é, uma mulher poderá ser mãe e pai.
Os resultados da insólita experiência vêm descritos na última edição da revista científica «Reproduction: Gamete Biology», refere o site da Globo.
Os pesquisadores extraíram células-tronco da medula óssea de um voluntário e separaram um subgrupo.
As células especiais foram cultivadas em placas de vidro e alimentadas com substâncias que potenciam a sua transformação em células mais especializadas.
Os investigadores identificaram a presença de células-tronco espermatogónias -- uma fase inicial do desenvolvimento dos espermatozóides.
O passo seguinte da experiência foi realizado com ratos. Os cientistas implantaram as células espermatogónias, [extraídas da medula dos ratos] nos testículos dos roedores, tendo aqueles conseguido processar a sua aproximação ao espermatozóide maduro.
«Estamos muito animados com a descoberta, porque o trabalho com os roedores mostra que podemos ir ainda mais longe», referiu Nayernia em comunicado.
Agora é preciso «ver se as células-tronco espermatogónias se transformam em espermatozóides maduros no laboratório, e isso deve exigir entre três e cinco anos de experiências», refere.
Se os testes forem bem sucedidos a mulher «pai» apenas poderá ter filhas já que não possui cromossoma Y, a marca genética da masculinidade. A reprodução teria, naturalmente, de ser feita in vitro.

sábado, abril 14, 2007

Obsessão.

Sei que já o sugeri antes, mas quem não tiver melhor para fazer... - Cyrano no Foxlife:).

sexta-feira, abril 13, 2007

E um dia será ridículo saudar:).

Pedro Catarinos Pinto Balsemão, autorizou Nuno D., pivô da SIC Notícias, a gozar 15 dias de licença de casamentoFrancisco Pinto Balsemão, presidente da SIC, vai ficar para a história como o primeiro patrão de uma empresa de media portuguesa a permitir uma licença de casamento a um trabalhador homossexual.O patrão da SIC intercedeu junto dos Recursos Humanos da estação para que Nuno D., pivô da SIC Notícias, gozasse de licença de casamento, apesar de a lei portuguesa não o permitir, já que se trata de uma união entre pessoas do mesmo sexo.

O jornalista casou em Março, em Toronto, no Canadá, e gozou quinze dias (11 úteis) de férias e, como usual, não sofreu corte no ordenado. Tal como dita a lei nos matrimónios entre heterossexuais. Portugal não só não legitima os casamentos homossexuais como, naturalmente, não os contempla na legislação que estipula as respectivas licenças a atribuir aos trabalhadores. Segundo o CM apurou, há uns meses, o jornalista expôs a situação à direcção do canal, colocando à consideração a hipótese de gozar a licença, por norma, atribuída aquando do casamento de um qualquer funcionário. A direcção “não levantou problemas” mas, por se tratar de um caso isolado, fez chegar o assunto à administração. “E Balsemão disse que sim.” Assim, nos Recursos Humanos tudo foi tratado de forma rotineira, como aconteceria em países que já aceitam o enlace entre casais do mesmo sexo, como Espanha e Holanda, entre outros, e, neste caso, Canadá, o único a permitir o casamento entre homossexuais estrangeiros, sem que um deles tenha que residir no país. “É DE LOUVAR”Contactado pelo CM, António Serzedelo, presidente da Opus Gay, congratula-se pela ‘abertura’ da SIC. “É de louvar. É uma atitude pioneira no País e é um passo muito interessante de boas práticas empresariais”, frisa, enaltecendo ainda o sentido não discriminatório de um outro caso nacional. “A Tabaqueira também foi a primeira empresa a reconhecer os direitos de união de facto a casais homossexuais”, alargando assim os benefícios usuais atribuídos a casais heterossexuais, casos de seguros de saúde, etc.Dizem os colegas, Nuno “é uma pessoa reservada e sempre preservou o seu lado privado”. Fonte oficial da SIC comenta apenas: “É um assunto interno normal da empresa e do foro privado de um colaborador. Seria discriminatório comentar.”

quinta-feira, abril 12, 2007

Autorizado por uma frequentadora do Murcon.

Ou seja o que eu gostaria que comentasse, é como os casais embora se amem e o provem, mantendo-se
juntos durante muitos anos, de repente, podem começar a ter conflitos interiores ao ponto de se tornarem inseguros
e com crises de ciúmes, instalando-se obviamente uma grande instabilidade nas relações!
Principalmente quando algumas mulheres começam a despertar para uma maior autonomia e independência, relativamente aos seus gostos e sonhos por concretizar...
Tenho um grupo de amigas, estamos todas nos quarenta, somos todas casadas há muitos anos e debatemos inúmeras vezes temas que nos são comuns e a nossa constatação foi igualmente comum: agora que os filhos obtiveram maior independência e que já não precisamos de os acompanhar de forma tão intensa e directa,concluimos ter necessidade de nos mimarmos um pouco mais, daí a necessidade de realizar algumas coisas que ficaram pelo caminho e foram sendo adiadas!
O grande problema é que os maridos não têm os mesmos gostos ou interesses e de repente surge a dúvida: porque
têm eles ataques súbitos de ciúme quando lhes dizemos por exemplo que queremos viajar, apontando inúmeros pontos negativos, para que o nosso ânimo se desmorone?
Será que a nossa forma de estar na vida e toda a atenção e carinho que lhes demonstrámos durante tantos anos, não foi suficiente para provarmos que somos adultas e maduras para darmos este passo? Ou será que julgam mal o facto de serem mulheres a fazer coisas de homens, ou seja machismo à vista...
De que têm medo eles, afinal?
No fundo o que nós queremos ouvir é que as nossas pretensões são justificadas e que a ser concretizadas, não devemos sentir algum tipo de sentimento de culpa, isto se decidirmos ir sózinhas!


Culpa? Porquê? Não vão sequer "fazer coisas de homens", mas de pessoas:). O problema é o habitual - a maior autonomia reivindicada e exercida pelas mulheres torna alguns homens inseguros quanto às consequências. E motivações... As mães dos filhos deles e suas mulheres decidem explorar outros papéis sociais no mundo e surge o receio, a surpresa, o ciúme escandalizado. Nada no processo implica menor afecto, por isso, e para citar uma frase célebre do Dr. António Vitorino... - habituem-se:)!.

quarta-feira, abril 11, 2007

É irrelevante??????????

Supremo condena PÚBLICO por notícia sobre dívidas do Sporting 10.04.2007 - 15h41 PUBLICO.PT

O jornal PÚBLICO foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a pagar uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal por ter noticiado, em 2001, que o clube tinha uma dívida ao Estado de 460 mil contos desde 1996. Apesar de o Supremo ter admitido que a notícia é verdadeira, condenou o jornal com o argumento de que o clube foi lesado no seu bom-nome e reputação.
O caso remonta a 22 de Fevereiro de 2001, quando o PÚBLICO noticiou que o Sporting devia, desde 1996, cerca de 460 mil contos (2,29 milhões de euros) ao fisco e que essa dívida ao Estado nunca fora cobrada. O clube, na altura presidido por Dias da Cunha, alegou, em comunicado, que "as dívidas fiscais anteriores a 1996 foram regularizadas através da adesão ao Plano Mateus, estando em dia todos os impostos e contribuições devidos posteriormente àquela data". O Sporting acabou por processar o PÚBLICO, exigindo uma indemnização de cem mil contos (500 mil euros). O julgamento arrancou no ano seguinte e terminou em Abril de 2003. A sentença seria proferida apenas dois anos depois, com a absolvição dos jornalistas autores da notícia (João Ramos de Almeida, José Mateus e António Arnaldo Mesquita). O tribunal afirmou que estes jornalistas "cumpriram com o dever de informação".A direcção de Dias da Cunha recorreu dessa decisão, mas em Setembro do ano passado o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão da primeira instância. O Sporting voltou a apresentar novo recurso, desta feita para o Supremo Tribunal de Justiça. O Supremo decidiu então que a notícia do PÚBLICO é verdadeira, mas considera que tal facto "é irrelevante" dada a violação do bom-nome e reputação do Sporting.

"É irrelevante que o facto divulgado seja ou não verídico para que se verifique a ilicitude a que se reporta este normativo, desde que, dada a sua estrutura e circunstancialismo envolvente, seja susceptível de afectar o seu crédito ou a reputação do visado", lê-se no acórdão (ver link), datado de 8 de Março, subscrito pelos conselheiros da sétima secção cível do tribunal Salvador da Costa, Ferreira de Sousa e Armindo Luís.Os conselheiros consideram ainda que os jornalistas "agiram na emissão da notícia em causa com culpa stricto sensu, isto é, de modo censurável do ponto de vista ético-jurídico". Segundo os mesmos, "não havia em concreto interesse público na divulgação do que foi divulgado", situação que ofendeu "o crédito e o bom-nome do clube de futebol, que disputa a liderança da primeira liga".

terça-feira, abril 10, 2007

Séries.

O Público de Domingo dedicava um artigo a duas séries de culto: House e Os Sopranos. Ambas têm o condão de me prender ao quadradinho mágico. Greg House foi "construído" com mestria pelo argumentista. Cínico, viciado em analgésicos, cáustico, transgressor impenitente, clínico genial, misantropo, lá no fundo um bonzarrão. Tudo o resto é pano de fundo, contra o qual se recorta o perfil dele. Foi bem salientado que a série só em aparência se debruça sobre a prática médica. Um Serviço de elite e a Instituição em geral nunca poderiam tolerar o personagem, desde logo pelo individualismo, impensável em tempos de sistemático trabalho de equipa. Dir-me-ão que os cirurgiões, por exemplo, sempre gozaram da fama de prima donnas. É verdade, mas como "casta", os virtuosos que executam as tarefas mais delicadas dentro do "sistema", não fora dele. House vive escarranchado no muro. É tolerado pela instituição e idolatrado pelos companheiros pela sua capacidade de diagnosticar a doença que habita o corpo de doentes que trata bem ou mal de acordo com o seu lábil humor (tão corrosivo que permite a gulosa identificação da nossa vertente agressiva). A barba, a ausência de bata, as sapatilhas, a ostensiva dependência criam a ilusão de uma espécie de "sonho americano" - com talento tudo é possível, mesmo numa das mais severas profissões. Até quando um dos seus doentes, polícia de profissão, o aperta, House pode contar com a lealdade da equipa e a simpatia do espectador. Pasme-se!, o "anarquista" do Hospital acaba por levar de vencida quem doa milhões de dólares mas exige a sua cabeça por razões formalmente aceitáveis. O artigo e quem para ele contribui acertam no alvo - House é uma transposição genial de Sherlock Holmes para o mundo da medicina, ela é apenas o cenário onde Hugh Laurie se move, nunca poderia ser o seu habitat real. Mas..., who cares:)? Eu não, delicio-me com episódio atrás de episódio, certo de que o primeiro diagnóstico nunca é o correcto e da bondade essencial - embora mais ou menos clandestina... - do herói, duro por fora e geleia por dentro, à boa maneira de John Wayne (que teve bem menos sorte com os argumentistas...).
Os Sopranos levantam outra questão. Mais geral, menos personalizada, para muitos de nós angustiante - a humanização do mal. O reconhecimento de que nos habita, a admissão de que um criminoso pode ser um pai tão preocupado e inseguro como nós, um filho cheio de nódoas negras, uma pessoa capaz da maior generosidade nos intervalos das selvajarias descritas como "simply business". Isto pia mais fino, estilhaça a visão a preto e branco que tranquiliza e estrutura o mundo de uma forma intelegível. Que importa se é falsa?:). Um dia destes voltamos a falar disto.

segunda-feira, abril 09, 2007

O fim anunciado.

Não é só o limão estar espremido, quem defende assim não pode aspirar a ser campeão. E muito dificilmente manterá o segundo lugar...

sábado, abril 07, 2007

Um sexólogo na política!

Masturbação como contracepção?
2007/04/07 10:58

Ideia é lançada por Le Pen, candidato de extrema-direita à presidência francesa

Jean-Marie Le Pen, candidato de extrema-direita à presidência francesa, continua a surpreender e desta vez com uma sugestão às mulheres: combatam a gravidez indesejada com a masturbação. A declaração foi feita num debate realizado no Instituto de Ciências Políticas de Paris, perante uma plateia formada maioritariamente por mulheres, que o apuparam, noticia o jornal «El País».
O encontro foi organizado pela revista «Elle» e tinha como tema «O que querem as mulheres». Enquanto Ségolène Royal protestou contra a discriminação e disse que «chegou a hora das mulheres» na política, o conservador Nicolas Sarkozy prometeu criar novas formas de protecção que evitem a discriminação.
O último a falar foi Le Pen e quando subiu ao púlpito o ambiente ficou logo tenso, com o discurso a ser interrompido constantemente com gritos de «racista» e «fascista». Foi aí que aconselhou as mulheres a masturbarem-se para evitar a gravidez indesejada, ou seja, como método anti-concepcional. Também aproveitou para apelidar a audiência de «imbecil».

quinta-feira, abril 05, 2007

O humor é uma arma poderosa.

Gato Fedorento ataca cartaz do PNR

2007/04/05 11:03

Humoristas colocam outdoor ao lado do do partido nacionalista

O cartaz do Partido Nacional Renovador (PNR), colocado na Praça do Marquês de Pombal, apelando ao fim da entrada de imigrantes em Portugal, ganhou na passada quarta-feira uma companhia: um outdoor da autoria dos Gato Fedorento.
José Pinto Coelho, fundador e presidente do partido nacionalista, tem agora a companhia de Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores, Miguel Góis e José Diogo Quintela.
Os quatro humoristas decidiram parodiar o cartaz do PNR. Com as mesmas dimensões do vizinho, o outdoor dos Gato Fedorento mostra os rostos dos quatro humoristas, todos com bigode e pêra, numa clara imitação de José Pinto Coelho, além de algumas frases em oposição à mensagem inscrita no cartaz do PNR.
«Mais Imigração. A melhor maneira de chatear os estrangeiros é viver em Portugal. Com os portugueses não vamos lá. Nacionalismo é parvoíce», é a resposta dos Gato Fedorento à mensagem xenófoba do PNR, na qual pode ler-se «Portugal aos portugueses. Basta de imigração, nacionalismo é solução».
À imagem do avião a afastar-se, com a mensagem «Façam uma boa viagem», a resposta dos «gatos» é o mesmo avião a aterrar e a expressão «Bem-vindos!».
De acordo com o jornal Público, o cartaz dos Gato Fedorento foi custeado pelos próprios e teve autorização dos serviços camarários para ser exposto no Marquês de Pombal. Resta saber se a câmara lisboeta o deixa ficar até 2 de Maio, dia em que o cartaz do PNR vai ser retirado.


P.S. Os Gatos podem ser fedorentos, mas exalam um odor a consciência cívica que me apraz registar:). É muito fácil cabecear à sombra do sucesso, evitando qualquer movimento que ponha em risco a aceitação de "largo espectro". Nesse sentido, a intervenção no referendo sobre o aborto foi exemplar, muitos sobrolhos se franziram perante a alegre ferocidade da crítica. Agradeço-lhes o "simples" riso pelo riso e as maravilhosas caricaturas dos nossos tiques quotidianos. Mas agradeço mais que mostrem a todos - e sobretudo aos jovens! - que a cidadania é um dever e um direito. Para o exercício da qual, com vontade, se encontra sempre um naco de tempo. E nada de pessimismos! - podemos exercê-la das mais variadas formas; porque não é forçoso partilhar-lhes o talento - uf... -, apenas os princípios:).

quarta-feira, abril 04, 2007

Os meus filhos já me perguntaram se sou ilegal:).

Guitarrista dos Rolling StonesKeith Richards admite ter inalado as cinzas do próprio pai 04.04.2007 - 08h59

Keith Richards admitiu ter inalado as cinzas do seu próprio pai durante uma festa de drogas, afirmou o guitarrista dos Rolling Stones em entrevista à revista NME.
O "rocker" de 63 anos confessou ter inalado alguns dos restos mortais do seu pai, Bert, que morreu aos 84 anos, em 2002. "Ele foi cremado e eu não resisti a inalá-lo com um pouco de cocaína. O meu pai não se teria importado. (...) Aquilo caiu-me muito bem e eu continuo vivo".O músico afirmou ainda, na mesma entrevista, que a pior experiência que já teve com drogas foi quando lhe misturaram estriquinina com a droga. "Estava na Suíça. Fiquei totalmente comatoso, mas estava acordado. Eu conseguia ouvir toda a gente a dizer que eu estava morto (...) e eu a pensar 'Eu não estou morto'!"
In PÚBLICO.

segunda-feira, abril 02, 2007

E ficaram surpreendidos?

Formação dos pais decisiva no sucesso escolar dos filhos Pedro Sousa Tavares Hernâni Pereira (imagem)

Um estudante oriundo de uma família com um nível cultural elevado tem dez vezes mais oportunidades de chegar ao ensino superior do que os que não têm essa mais-valia. E, entre os que entram, os antecedentes culturais e económicos - dois factores quase sempre interligados - pesam decisivamente no tipo de curso que se consegue alcançar.A área da Saúde, ainda hoje uma das mais valorizadas pela sociedade portuguesa, é disso o exemplo absoluto. Entre a totalidade dos estudantes que entraram no curso de Medicina, no ano lectivo de 2004/05, 73,2% têm pais com formação de nível superior. Já os cursos de Enfermagem e Tecnologias da Saúde (dos institutos politécnicos) revelam uma proporção exactamente oposta, com 73% das famílias abaixo desse nível de formação."São dados que nos deixam a pensar se, de facto, a nossa sociedade está tão democratizada como julgamos", diz Diana Amado Tavares, do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) e uma das autoras do estudo "Preferências dos estudantes". Um trabalho que deverá ser publicado em breve pelo European Journal of Higher Education.A matéria-prima para a pesquisa, explica a investigadora, foram as chamadas "fichas ENES", questionários que todos os alunos preenchem quando entram no ensino superior pela primeira vez mas que, até agora, nunca tinham sido tratados. "Quando o actual ministro [da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago] tomou posse, deparou-se com uma quantidade imensa de dados", conta. "A maioria da informação que trabalhámos diz respeito a 2004 e 2005, mas agora aguardamos os dados de 2006/07."Docência atrai classes baixasUma das conclusões mais controversas do estudo prende-se com a qualidade das opções dos estudantes. Os dados parecem demonstrar que os antecedentes culturais e económicos não se limitam a afectar "a probabilidade de ingresso no ensino superior" mas também as próprias "escolhas de curso e instituição". Por outras palavras, o estudante acaba por "fazer uso dos critérios de escolha apreendidos e integrados pelo seu background social".A percepção familiar do que é uma boa formação poderá ajudar a explicar dados aparentemente pouco plausíveis: a maioria dos alunos que optam por cursos de formação de professores (preparação para a docência), 39%, e de gestão, 20%, são oriundos de famílias que têm no máximo o primeiro ciclo de escolaridade (a antiga quarta classe).Por outro lado, o Direito (Ciências Humanas e Sociais), as Belas- -Artes e as Ciências (nomeadamente a Medicina) "são cursos maioritariamente preferidos pelos filhos das famílias com capital cultural mais elevado".Ainda assim, se compararmos estes dados com as estatísticas do desemprego entre licenciados, que afecta cerca de 42 mil pessoas, parece claro que não há fórmulas infalíveis. Por um lado, os cursos de Educação revelam-se uma má escolha, com cerca de 31% dos desempregados. Por outro, as Artes e Humanidades vêm logo a seguir com 12%. O estudo revela também que o nível económico dita a escolha do sector do ensino superior. Quanto maior o rendimento das famílias, mais evidente é a opção pelas universidades, em prejuízo dos politécnicos, apesar de este último sector ser tradicionalmente encarado com mais profissionalizante. "Há diferenças, mesmo ao nível do financiamento, que levam as pessoas a encararem o politécnico como uma via pior", diz Diana Tavares.Isto apesar de os dados acabarem por demonstrar que não há diferenças substanciais entre os filhos de licenciados por um ou outro sector. "Tentámos encarar algum factor de distinção, mas o que se verifica é que, desde que os pais cheguem ao ensino superior, universitário ou politécnico, os filhos têm melhores oportunidades", diz.

domingo, abril 01, 2007

Não percebo por que houve jogo...

... se antes eu dissera no RCP que o resultado seria 1-1!

1 - Não gostei do jogo.
2 - O Porto só queria empatar e o Benfica lá deu a balda habitual na defesa.
3 - A primeira parte do Benfica foi lamentável.
4 - A segunda do Porto, pese embora a clara subida do adversário, não foi melhor, e em termos físicos chegou a ser penosa, quando o Benfica tinha jogadores bem mais sobrecarregados.
5 - Ambos os treinadores continuam a justificar um diagnóstico de..., timoratos:).
6 - Quaresma e Simão entraram de férias, mas o segundo tinha "álibi sérvio":).
7 - E agora vou repetir o que disse ao RCP antes do jogo: não estou desiludido nem zangado, atendendo ao curtíssimo plantel do Benfica e às lesões que surgiram não esperava que a equipa chegasse a lutar pelo título, embora isso também se deva à péssima segunda volta do FCP. Como já afirmei, não considero Fernando Santos o treinador ideal, mas compreendo a sua continuidade na próxima época, nenhum clube pode progredir com mudanças constantes de direcção técnica. A outro nível, devemos lembrar-nos, na semana em que Vale e Azevedo ouviu mais uma condenação, de que situações humilhantes saímos há pouco tempo. Acho que o Benfica está no bom caminho em termos de gestão e espero que o reforço da equipa de futebol seja criterioso, o que nem sempre aconteceu no passado recente. Nesse caso, o futuro poderá ser risonho:).
8 - Mas desculpem lá - porque raio houve jogo? Já não confiam na minha clarividência futebolística? Gente de pouca fé...:(.