terça-feira, agosto 28, 2007
Continuando.
Em Antropologia Médica fala-se da intolerância à tristeza normal. E em Psiquiatria da dificuldade, por exemplo, em destrinçar o luto do luto patológico. Concordo que a cultura consumista empurra para as soluções miraculosas, "instantâneas" e vindas de fora para todo o tipo de mal-estar, psíquico ou somatizado. Os anti-depressivos têm o seu lugar e importante, mas receio que nos últimos anos se tenha passado com eles o que antes acontecera com as benzodiazepinas - uma banalização exagerada de prescrição, por vezes a longo termo, o que facilita a dependência psicológica. (Já vi pessoas tomarem um comprimido de anti-depressivo para combater um dia mau...)
segunda-feira, agosto 27, 2007
Ora aqui está uma discussão interessante.
Médicos diagnosticam infelicidade como depressão
Muitas pessoas são dignosticadas com depressão, quando na realidade estão simplesmente infelizes, conclui uma pesquisa realizada na Universidade de New South Wales, na Austrália.
De acordo com a BBC, o investigador Gordon Parker refere que a definição de depressão é difusa e, por isso, os médicos muitas vezes tratam estes estados emocionais como se fossem uma doença.
O estudo refere que um em cada cinco adultos é diagnosticado com depressão em algum momento da sua vida. Parker acompanhou 242 pessoas durante 15 anos e descobriu que mais de três quartos se encaixavam nos critérios utilizados actualmente para definir a doença.
O investigador explica que quase todos os participantes apresentaram sintomas como sentimentos de tristeza e pouca alegria, o que não significa que devessem ser considerados como casos de depressão clínica que requerem tratamento. Neste caso, explica, a prescrição de medicamentos pode aumentar falsas esperanças e não ser eficaz, uma vez que o paciente não tem nada de errado a nível biológico.
«Nos últimos 30 anos, as definições tradicionais para se definir depressão clínica expandiram-se para o território da depressão considerada normal e, com isso, há o risco de as depressões amenas, que são experiências comuns, acabarem por se tranformar em patológicas».
O trabalho foi publicado no “British Medical Journal”, onde um outro artigo, da autoria de Ian Hickie, contradiz a teoria de Parker. Hickie defende, por seu lado, que o diagnóstico e o tratamento da depressão reduziram o número de suicídios e acabaram com o velho estigma que sempre rondou esta doença mental. Para Hickie, se apenas os casos sérios fossem tratados, algumas pessoas acabariam por morrer desnecessariamente.
Sónia Santos Dias
27 de Agosto de 2007
Muitas pessoas são dignosticadas com depressão, quando na realidade estão simplesmente infelizes, conclui uma pesquisa realizada na Universidade de New South Wales, na Austrália.
De acordo com a BBC, o investigador Gordon Parker refere que a definição de depressão é difusa e, por isso, os médicos muitas vezes tratam estes estados emocionais como se fossem uma doença.
O estudo refere que um em cada cinco adultos é diagnosticado com depressão em algum momento da sua vida. Parker acompanhou 242 pessoas durante 15 anos e descobriu que mais de três quartos se encaixavam nos critérios utilizados actualmente para definir a doença.
O investigador explica que quase todos os participantes apresentaram sintomas como sentimentos de tristeza e pouca alegria, o que não significa que devessem ser considerados como casos de depressão clínica que requerem tratamento. Neste caso, explica, a prescrição de medicamentos pode aumentar falsas esperanças e não ser eficaz, uma vez que o paciente não tem nada de errado a nível biológico.
«Nos últimos 30 anos, as definições tradicionais para se definir depressão clínica expandiram-se para o território da depressão considerada normal e, com isso, há o risco de as depressões amenas, que são experiências comuns, acabarem por se tranformar em patológicas».
O trabalho foi publicado no “British Medical Journal”, onde um outro artigo, da autoria de Ian Hickie, contradiz a teoria de Parker. Hickie defende, por seu lado, que o diagnóstico e o tratamento da depressão reduziram o número de suicídios e acabaram com o velho estigma que sempre rondou esta doença mental. Para Hickie, se apenas os casos sérios fossem tratados, algumas pessoas acabariam por morrer desnecessariamente.
Sónia Santos Dias
27 de Agosto de 2007
quarta-feira, agosto 22, 2007
Hoje apetece-me falar-vos de electromagnetismo.
Electromagnetismo
No estudo da Física, o electromagnetismo é o nome da teoria unificada desenvolvida por James Maxwell para explicar a relação entre a electricidade e o magnetismo. Esta teoria baseia-se no conceito de campo electromagnético.
O campo magnético é resultado do movimento de cargas elétricas, ou seja, é resultado de corrente elétrica. O campo magnético pode resultar em uma força eletromagnética quando associada a ímãs.
A variação do fluxo magnético resulta em um campo elétrico (fenômeno conhecido por indução eletromagnética, mecanismo utilizado em geradores elétricos, motores e transformadores de tensão). Semelhantemente, a variação de um campo elétrico gera um campo magnético. Devido a essa interdependência entre campo elétrico e campo magnético, faz sentido sentido falar em uma única entidade chamada campo electromagnético.
Esta unificação foi terminada por James Clerk Maxwell, e escrita em fórmulas por Oliver Heaviside,no que foi uma das grandes descobertas da Física no século XIX. Essa descoberta posteriormente levou a um melhor entendimento da natureza da luz, ou seja, pôde-se entender que a luz é uma propagação de uma perturbação eletromagnética, ou melhor dizendo, a luz é uma onda eletromagnética. As diferentes freqüências de oscilação estão associadas a diferentes tipos de radiação. Por exemplo, ondas de rádio tem freqüências menores, a luz visível tem frequências intermediárias e a radiação gama tem as maiores freqüências.
A teoria do eletromagnetismo foi o que permitiu o desenvolvimento da teoria da relatividade especial por Albert Einstein em 1905.
Autor: Júlio Machado Vaz.
Nota: Se algum visitante, por óbvia deselegância!, duvidar dos meus conhecimentos sobre a matéria e invocar - malevolamente... - a semelhança destas linhas com as que constam na Wilkipédia, respondo-lhe que os meus direitos cívicos não são em nada inferiores aos do assessor do Dr.Luís Filipe Menezes que vela pelo seu blog. Por isso, repudio em absoluto a acusação de plágio! Trata-se de um lapso e todos vocês entendem que não fui eu a escrever o texto.
No estudo da Física, o electromagnetismo é o nome da teoria unificada desenvolvida por James Maxwell para explicar a relação entre a electricidade e o magnetismo. Esta teoria baseia-se no conceito de campo electromagnético.
O campo magnético é resultado do movimento de cargas elétricas, ou seja, é resultado de corrente elétrica. O campo magnético pode resultar em uma força eletromagnética quando associada a ímãs.
A variação do fluxo magnético resulta em um campo elétrico (fenômeno conhecido por indução eletromagnética, mecanismo utilizado em geradores elétricos, motores e transformadores de tensão). Semelhantemente, a variação de um campo elétrico gera um campo magnético. Devido a essa interdependência entre campo elétrico e campo magnético, faz sentido sentido falar em uma única entidade chamada campo electromagnético.
Esta unificação foi terminada por James Clerk Maxwell, e escrita em fórmulas por Oliver Heaviside,no que foi uma das grandes descobertas da Física no século XIX. Essa descoberta posteriormente levou a um melhor entendimento da natureza da luz, ou seja, pôde-se entender que a luz é uma propagação de uma perturbação eletromagnética, ou melhor dizendo, a luz é uma onda eletromagnética. As diferentes freqüências de oscilação estão associadas a diferentes tipos de radiação. Por exemplo, ondas de rádio tem freqüências menores, a luz visível tem frequências intermediárias e a radiação gama tem as maiores freqüências.
A teoria do eletromagnetismo foi o que permitiu o desenvolvimento da teoria da relatividade especial por Albert Einstein em 1905.
Autor: Júlio Machado Vaz.
Nota: Se algum visitante, por óbvia deselegância!, duvidar dos meus conhecimentos sobre a matéria e invocar - malevolamente... - a semelhança destas linhas com as que constam na Wilkipédia, respondo-lhe que os meus direitos cívicos não são em nada inferiores aos do assessor do Dr.Luís Filipe Menezes que vela pelo seu blog. Por isso, repudio em absoluto a acusação de plágio! Trata-se de um lapso e todos vocês entendem que não fui eu a escrever o texto.
terça-feira, agosto 21, 2007
Au naturel.
Em Santorini havia uma multidão empilhada em meia-dúzia de metros quadrados para ver o pôr do sol. Oficialmente o mais belo do mundo, versão confirmada pelo taxista de Atenas, que conhecia o Benfica e o Karagounis. O mais belo do mundo... Estas declarações bombásticas fazem-me sorrir. Quais são os critérios? A recolha da amostra foi exaustiva? Não importa, o espectáculo revelou-se deslumbrante, não preciso de lhe dar pontos como os membros dos júris dos concursos de patinagem artística - "e agora a nota técnica...". Quando o sol desapareceu, centenas de pessoas irromperam numa alegre salva de palmas. Nem tudo está perdido, se a Natureza ainda faz sucesso - sem maquilhagem, brinquedos tecnológicos a tiracolo, meninas da PT a ronronarem "há coisas fantásticas, não há?" às cavalitas de sorrisos plastificados. Há. Incluindo os camarões grelhados de Oia. Já não permitirei que se diga o mesmo do branco lá do sítio...
segunda-feira, agosto 20, 2007
Circular.
Maralhal,
O patraozinho tencionava escrever sobre política nacional, nomeadamente a dissertação de Alberto João Jardim acerca das iniciativas debochadas do Governo da República, mas depois da imediata e decisiva influência do seu post nos acontecimentos ocorridos no seio da família benfiquista, decidiu guardar silêncio, com receio de provocar uma crise do regime. Cá para mim, é megaleuforia..., megalomaria..., mecalofaria..., bom..., mania das grandezas dele. Mas mesmo que tenha esse poder todo sobre o que acontece à nossa volta, não me importo - eu tenho o Quaresma! (eh, eh, eh).
Souzá, chauffeur et surtout... dragon:).
O patraozinho tencionava escrever sobre política nacional, nomeadamente a dissertação de Alberto João Jardim acerca das iniciativas debochadas do Governo da República, mas depois da imediata e decisiva influência do seu post nos acontecimentos ocorridos no seio da família benfiquista, decidiu guardar silêncio, com receio de provocar uma crise do regime. Cá para mim, é megaleuforia..., megalomaria..., mecalofaria..., bom..., mania das grandezas dele. Mas mesmo que tenha esse poder todo sobre o que acontece à nossa volta, não me importo - eu tenho o Quaresma! (eh, eh, eh).
Souzá, chauffeur et surtout... dragon:).
sábado, agosto 18, 2007
Home, sweet home:).
Cantelães igual, a Minda igual, a ganapada igual (uf!, que saúde cansativa...). Ah, sim!, e o Benfica igual:(. Setenta e cinco minutos de avanço dados, golo conseguido, golo consentido nos descontos por falta de concentração. Mas sejamos justos - um treinador que precisa dos mesmos setenta e cinco minutos para perceber que tinha de mudar um sistema até aí penosamente ineficaz, só confirma o que escrevi no fim da época passada: nunca virá dele o golpe de asa que modificará o rumo dos acontecimentos. Um abraço ao Leixões, clube pelo qual sempre tive uma simpatia especial. E parabéns aos seus jogadores, por uma óptima primeira parte e pela entrega (durante noventa minutos...), que justificaram amplamente o empate.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Para adultos!
Eu a sair das ondas, qual Apolo michelinesco, e duas gregas a acenarem-me, frenéticas. O ego recomposto, mas lúcido - mulheres inteligentes, que não concedem favores apenas ao físico, há que não as desiludir e recitar uns versos da Ilíada! Os dedos apontando, o meu sorriso grato, o Tiago desconfiado - "quéquequerem, Avô Júlio?" Como se diz a um neto de quatro anos que em meia-dúzia de minutos enlouquecemos as banhistas? "São amigas do Avô" e para elas me dirigi, pronto a gabar a hospitalidade, o gosto refinado, a iniciativa que caracteriza o belo sexo liberto; o convite. As vozes, numa excitação enternecedora - "be careful, jelly-fish behind you!". A verdade humilhante; o medo sobrevivente; a anémona ameaçadora; a fuga. "Thank you kindly". Nem amigas eram:(. Mas a sua solidariedade turística evitou uma visita ao posto de primeiros socorros. Na minha provecta idade, a ausência de sofrimento já é uma experiência erótica:).
quarta-feira, agosto 08, 2007
Diário verborreico II
Comer risotto é uma forma de saudade, resolvida por via gastronómica. Trata-se do meu querido e tão luso arroz, e bem saboroso, embora não impeça o suspiro que emoldura uma alucinação do de forno:(.
Na Grécia sê grego, receio que a condução dos Machado Vaz venha deixando muito a desejar no que a traços contínuos diz respeito.
Leio a notícia de mais uma morte numa discoteca do meu Porto. Vejo hipóteses de gangs, invejas, negócios de segurança... Fica apenas uma certeza - triste estatística caracteriza ultimamente a noite portuense.
As televisões britânicas crucificam a Judiciária pelo atraso na investigação algarvia. Ou muito me engano ou este caso vai misturar media, políticos, investigadores, suspeitos não culpados, culpados insuspeitos, etc... E um cadáver de criança:(.
O Mediterrâneo é azul e tépido, mas a areia da praia de hoje tem um nome na minha terra - calhaus!
Se descubro o facínora que colocou pilhas Duracell nos meus netos obrigo-o a voar na TAP juntamente com o FCP:).
Na Grécia sê grego, receio que a condução dos Machado Vaz venha deixando muito a desejar no que a traços contínuos diz respeito.
Leio a notícia de mais uma morte numa discoteca do meu Porto. Vejo hipóteses de gangs, invejas, negócios de segurança... Fica apenas uma certeza - triste estatística caracteriza ultimamente a noite portuense.
As televisões britânicas crucificam a Judiciária pelo atraso na investigação algarvia. Ou muito me engano ou este caso vai misturar media, políticos, investigadores, suspeitos não culpados, culpados insuspeitos, etc... E um cadáver de criança:(.
O Mediterrâneo é azul e tépido, mas a areia da praia de hoje tem um nome na minha terra - calhaus!
Se descubro o facínora que colocou pilhas Duracell nos meus netos obrigo-o a voar na TAP juntamente com o FCP:).
segunda-feira, agosto 06, 2007
Diário verborreico.
Não gostei de Atenas.
Gostei da Acrópole.
Adorei os taxistas gregos, que pensavam ser o nosso salário mínimo superior ao "helénico":).
O aeroporto de Atenas fez-me suspirar pelo avião, só para fugir a tal confusão terrena.
A piscina do hotel de Mykonos dá para o mar na Net e para uma estrada e um poste eléctrico na realidade.
O Chardonnay chileno é honestíssimo.
O Benfica ganhou o torneio do Guadiana e ainda só tem meia-dúzia de lesionados, incluindo Nuno Gomes, cujo tempo de paragem era 10 dias há vários meses atrás. Fui solidário pela Net, mas o tempo acabou a três minutos do fim do jogo e tive de resolver a minha angústia à força de sms para Portugal.
Carolina Salgado vai escrever segundo livro. A julgar pelas declarações da irmã, o título deve ser O Império contra-ataca...
Cavaco Silva, segundo um jornalista, derrubou o templo do estado de graça de Sócrates com um comentário sobre a demissão da Directora do Museu Nacional de Arte Antiga, adequadamente Dalila de seu nome. Não o sabia tão incisivo...
O Professor Jesualdo Ferreira não está preparado para perder mais jogadores. É a versão ex-benfiquista/actual dragão furioso dos pesadelos de Fernando Santos sobre a saída de Simão.
O BCP encena hoje a sua versão do célebre filme OK Corral. Joe Berardo já ensaiou o V de vitória para os jornalistas, mas por enquanto aposta no consenso.
Em contrapartida, Marques Mendes não parece muito entusiasmado com a hipótese de duelos televisivos com Luís Filipe Menezes. Não admira, este ameaçou comparecer com 130.000 apoiantes.
A aterragem em Mykonos fez o ameriacno sentado a meu lado explodir num visceral "shit", mas eu dei-me por satisfeito, o avião parou a vinte metros do fim da pista.
Desconfio que 15 dias de Cantelães não vão chegar para recuperar destas férias...
Gostei da Acrópole.
Adorei os taxistas gregos, que pensavam ser o nosso salário mínimo superior ao "helénico":).
O aeroporto de Atenas fez-me suspirar pelo avião, só para fugir a tal confusão terrena.
A piscina do hotel de Mykonos dá para o mar na Net e para uma estrada e um poste eléctrico na realidade.
O Chardonnay chileno é honestíssimo.
O Benfica ganhou o torneio do Guadiana e ainda só tem meia-dúzia de lesionados, incluindo Nuno Gomes, cujo tempo de paragem era 10 dias há vários meses atrás. Fui solidário pela Net, mas o tempo acabou a três minutos do fim do jogo e tive de resolver a minha angústia à força de sms para Portugal.
Carolina Salgado vai escrever segundo livro. A julgar pelas declarações da irmã, o título deve ser O Império contra-ataca...
Cavaco Silva, segundo um jornalista, derrubou o templo do estado de graça de Sócrates com um comentário sobre a demissão da Directora do Museu Nacional de Arte Antiga, adequadamente Dalila de seu nome. Não o sabia tão incisivo...
O Professor Jesualdo Ferreira não está preparado para perder mais jogadores. É a versão ex-benfiquista/actual dragão furioso dos pesadelos de Fernando Santos sobre a saída de Simão.
O BCP encena hoje a sua versão do célebre filme OK Corral. Joe Berardo já ensaiou o V de vitória para os jornalistas, mas por enquanto aposta no consenso.
Em contrapartida, Marques Mendes não parece muito entusiasmado com a hipótese de duelos televisivos com Luís Filipe Menezes. Não admira, este ameaçou comparecer com 130.000 apoiantes.
A aterragem em Mykonos fez o ameriacno sentado a meu lado explodir num visceral "shit", mas eu dei-me por satisfeito, o avião parou a vinte metros do fim da pista.
Desconfio que 15 dias de Cantelães não vão chegar para recuperar destas férias...
quarta-feira, agosto 01, 2007
Ovídio, Parte III
Posso apenas prometer-vos, sem receio de qualquer espécie, que se trata da obra mais pindérica até hoje realizada pelas producoesmurcon. Então o chapelinho faz de mim o rei da piroseira:).
segunda-feira, julho 30, 2007
Jantar.
Maria,
Os Machado Vaz na Petisqueira do Godinho. O Gaspar declarou que será arquitecto e me construirá uma casa onde brincarei com os meus bisnetos! (Um optimista como a Mãe...)
O Tiago manteve-se ocupadíssimo a fazer asneiras, os meus óculos voaram para o chão perante sorrisos amarelos. O Guilherme saiu disparado para o estirador, o João para a guitarra, a Cati para o adormecer das feras, depois de um dia exaustivo no hotel (as mulheres continuam a ter duas profissões...). O Senhor João não retirou o lugar posto a meu lado. Enquanto os Machado Vaz se reunirem, por maior que seja a alegre confusão, será sempre assim - a cadeira vazia e os talheres reluzentes por virgens mostrarão que a tua ausência impede o jantar perfeito.
Os Machado Vaz na Petisqueira do Godinho. O Gaspar declarou que será arquitecto e me construirá uma casa onde brincarei com os meus bisnetos! (Um optimista como a Mãe...)
O Tiago manteve-se ocupadíssimo a fazer asneiras, os meus óculos voaram para o chão perante sorrisos amarelos. O Guilherme saiu disparado para o estirador, o João para a guitarra, a Cati para o adormecer das feras, depois de um dia exaustivo no hotel (as mulheres continuam a ter duas profissões...). O Senhor João não retirou o lugar posto a meu lado. Enquanto os Machado Vaz se reunirem, por maior que seja a alegre confusão, será sempre assim - a cadeira vazia e os talheres reluzentes por virgens mostrarão que a tua ausência impede o jantar perfeito.
domingo, julho 29, 2007
Com as minhas desculpas.
É curioso como interiorizei o estatuto de "Diário da República pessoal" do Murcon:). Acabo de verificar que o meu regresso à televisão é já do conhecimento da imprensa escrita. Preferiria que tivesse acontecido apenas no início de Setembro, mas compreendo que noticiazinha é noticiazinha - eu e a Ana sabemos a distância que nos separa de antigos concorrentes do Big Brother... -, eu teria feito o mesmo. Assim, passo a informar:
1 - Em meados de Setembro começaremos a gravar Serralves Fora de Horas para a Sic-Mulher.
2 - O programa será gravado em Serralves à Segunda-Feira, fora dos horários de visita, facto que me sugeriu o título, miseravelmente copiado de um filme famoso:).
3 - Serralves foi o trunfo que tornou impossível a minha recusa, é um espaço que adoro e não visito como merece, proporciona mil pretextos para a associação livre em qualquer área do conhecimento ou fantasia.
4 - O programa abrigará duas partes: na primeira, eu e a Ana entrevistaremos especialistas em Sexologia ou gente que permite chegar a ela por veredas mais ou menos tortuosas; na segunda prolongaremos esses "triálogos" a partir das "dicas" de Serralves, ou seja, vamos vampirizar exposições, jardins, bosques, casa de chá, etc... Num registo bem disposto, mas não semelhante ao O Amor é... diário.
5 - Este programa é uma surpresa para mim. Atendendo a que nos últimos dois anos tenho recusado todos os amáveis convites que me fizeram por não desejar gravar fora do Porto, pensei sinceramente que não voltaria ao pequeno ecrã. Regressar com Serralves como pano de fundo e boca de cena é um prazer e uma enorme responsabilidade. Espero sinceramente estar à altura do desafio, mas não nego que tenho dúvidas.
A bem da Nação murcónica,
Eu.
1 - Em meados de Setembro começaremos a gravar Serralves Fora de Horas para a Sic-Mulher.
2 - O programa será gravado em Serralves à Segunda-Feira, fora dos horários de visita, facto que me sugeriu o título, miseravelmente copiado de um filme famoso:).
3 - Serralves foi o trunfo que tornou impossível a minha recusa, é um espaço que adoro e não visito como merece, proporciona mil pretextos para a associação livre em qualquer área do conhecimento ou fantasia.
4 - O programa abrigará duas partes: na primeira, eu e a Ana entrevistaremos especialistas em Sexologia ou gente que permite chegar a ela por veredas mais ou menos tortuosas; na segunda prolongaremos esses "triálogos" a partir das "dicas" de Serralves, ou seja, vamos vampirizar exposições, jardins, bosques, casa de chá, etc... Num registo bem disposto, mas não semelhante ao O Amor é... diário.
5 - Este programa é uma surpresa para mim. Atendendo a que nos últimos dois anos tenho recusado todos os amáveis convites que me fizeram por não desejar gravar fora do Porto, pensei sinceramente que não voltaria ao pequeno ecrã. Regressar com Serralves como pano de fundo e boca de cena é um prazer e uma enorme responsabilidade. Espero sinceramente estar à altura do desafio, mas não nego que tenho dúvidas.
A bem da Nação murcónica,
Eu.
quinta-feira, julho 26, 2007
Sei que não sou isento, mas o maroto continua fino como um alho, perdão!, coral:).
"Perdeu-se o hábito das contas à moda do Porto"
Helena Teixeira da Silva
O desafio era convencer Sobrinho Simões, 59 anos, a despender tempo com um pingue-pongue pouco académico. Mas o investigador do IPATIMUP - dos maiores do mundo em cancro - aceitou-o com a generosidade habitual. E com rigor científico seis dias depois, como prometeu, eis as respostas , com direito a bónus: uma pergunta para Rui Rio.
Se tem um conflito com o correio electrónico, por que optou por responder por mail?
Não gosto de entrevistas telefónicas - não se vê a cara do outro e não se tem tempo suficiente para pensar - e tive medo que não percebesse a minha letra, se lhe mandasse um fax.
É obcecado pela voragem do tempo. Não consegue retirar prazer das coisas inúteis?
Gosto mais de pessoas do que de coisas. E das coisas, gosto sobretudo das que duram livros, casas, pratos de louça, bicicletas, discos. (Não gosto de roupa nova, prefiro cinema ao teatro...)
A sua paixão pelo cinema inclui o nacional?
Sou um apreciador de alguns Oliveiras (mais dos primeiros) e da maioria dos filmes de João César Monteiro e de Fonseca e Costa.
Numa família de médicos, é possível conversar sobre banalidades à hora da refeição?
Desde o tempo dos meus bisavós que as refeições são momentos de conversa, cacarejo e ternura.
Leva trabalho para casa?
Sempre, demasiado, despertando enorme irritação doméstica.
No Porto, as pessoas da sua geração evocam sempre uma tribo à qual pertencem. Às vezes, parece que o denominador comum é só o estrato social. É mais do que isto?
É. É sentido de pertença, cumplicidade, falta de mobilidade social, alguma homogeneidade profissional, ética republicana, primado da acção sobre o discurso, ironia e humor q.b., boas contas. É mau ter-se perdido o hábito das contas à moda do Porto.
Consegue fazer um diagnóstico breve da cidade?
Um diagnóstico morfológico do Porto, de que gosto muito, com certeza cidade marítima, granítica, cinzenta, enevoada, sólida, segura. Como na Medicina, o problema está mais no prognóstico do que no diagnóstico, mas esse depende de todos nós.
Tem em comum com o arquitecto Souto Moura o Prémio Pessoa. Também partilha o gosto pelos Aliados?
A Avenida dos Aliados merecia ser mais bem aproveitada. Não tem sido, mais por culpa dos comerciantes e das gentes do Porto do que dos suspeitos-do-costume.
De quanto tempo precisa para se sentir em férias?
Costumo sentir-me desligado do trabalho durante a terceira semana - cheguei até a ter uma teoria que apontava para um clique no décimo oitavo dia de férias.
Já lhe aconteceu, em Moledo, cruzar-se com Durão Barroso, onde ambos possuem casa. Falam do país ou cingem-se ao cumprimento?
Não me lembro de ter conversado alguma vez com o doutor Durão Barroso em Moledo.
Não exercendo prática clínica, acontece-lhe receber telefonemas de doentes que esperam de si uma solução?
Mais cartas e mails - protejo-me das abordagens telefónicas. Mesmo sem ser capaz de resolver os problemas, sinto-me na obrigação de ajudar. Não há pior para quem está doente do que a solidão e o desamparo.
Quando está doente, sente-se mais confortável com médicos homens ou mulheres?
Procuro escolher os meus médicos pela competência, não pelo sexo. Começaram por ser antigos professores, depois colegas de curso e agora já são muitas vezes antigos alunos. É mais difícil lidar com a diferença de idade do que com a diferença de sexo.
Vê o dr. House. É mais parecido com ele na eficiência dos diagnósticos ou no mau feitio?
Nem uma coisa nem outra, mas não tenho a certeza quanto ao mau feitio. Aprecio nele a inteligência operacional que o leva a fazer as perguntas certas. Saber perguntar é muito mais difícil do que saber responder, por mais que a cultura portuguesa nos empurre no sentido contrário.
Já disse que em Portugal ninguém tem capacidade para fazer perguntas. Que questão lançaria a Rui Rio?
Não me recordo de ter dito isso de forma tão abrutalhada mas, se calhar, disse. As perguntas-chave a Rui Rio andariam à volta do seguinte O que fazer para aproximar o Porto de Barcelona?
Helena Teixeira da Silva
O desafio era convencer Sobrinho Simões, 59 anos, a despender tempo com um pingue-pongue pouco académico. Mas o investigador do IPATIMUP - dos maiores do mundo em cancro - aceitou-o com a generosidade habitual. E com rigor científico seis dias depois, como prometeu, eis as respostas , com direito a bónus: uma pergunta para Rui Rio.
Se tem um conflito com o correio electrónico, por que optou por responder por mail?
Não gosto de entrevistas telefónicas - não se vê a cara do outro e não se tem tempo suficiente para pensar - e tive medo que não percebesse a minha letra, se lhe mandasse um fax.
É obcecado pela voragem do tempo. Não consegue retirar prazer das coisas inúteis?
Gosto mais de pessoas do que de coisas. E das coisas, gosto sobretudo das que duram livros, casas, pratos de louça, bicicletas, discos. (Não gosto de roupa nova, prefiro cinema ao teatro...)
A sua paixão pelo cinema inclui o nacional?
Sou um apreciador de alguns Oliveiras (mais dos primeiros) e da maioria dos filmes de João César Monteiro e de Fonseca e Costa.
Numa família de médicos, é possível conversar sobre banalidades à hora da refeição?
Desde o tempo dos meus bisavós que as refeições são momentos de conversa, cacarejo e ternura.
Leva trabalho para casa?
Sempre, demasiado, despertando enorme irritação doméstica.
No Porto, as pessoas da sua geração evocam sempre uma tribo à qual pertencem. Às vezes, parece que o denominador comum é só o estrato social. É mais do que isto?
É. É sentido de pertença, cumplicidade, falta de mobilidade social, alguma homogeneidade profissional, ética republicana, primado da acção sobre o discurso, ironia e humor q.b., boas contas. É mau ter-se perdido o hábito das contas à moda do Porto.
Consegue fazer um diagnóstico breve da cidade?
Um diagnóstico morfológico do Porto, de que gosto muito, com certeza cidade marítima, granítica, cinzenta, enevoada, sólida, segura. Como na Medicina, o problema está mais no prognóstico do que no diagnóstico, mas esse depende de todos nós.
Tem em comum com o arquitecto Souto Moura o Prémio Pessoa. Também partilha o gosto pelos Aliados?
A Avenida dos Aliados merecia ser mais bem aproveitada. Não tem sido, mais por culpa dos comerciantes e das gentes do Porto do que dos suspeitos-do-costume.
De quanto tempo precisa para se sentir em férias?
Costumo sentir-me desligado do trabalho durante a terceira semana - cheguei até a ter uma teoria que apontava para um clique no décimo oitavo dia de férias.
Já lhe aconteceu, em Moledo, cruzar-se com Durão Barroso, onde ambos possuem casa. Falam do país ou cingem-se ao cumprimento?
Não me lembro de ter conversado alguma vez com o doutor Durão Barroso em Moledo.
Não exercendo prática clínica, acontece-lhe receber telefonemas de doentes que esperam de si uma solução?
Mais cartas e mails - protejo-me das abordagens telefónicas. Mesmo sem ser capaz de resolver os problemas, sinto-me na obrigação de ajudar. Não há pior para quem está doente do que a solidão e o desamparo.
Quando está doente, sente-se mais confortável com médicos homens ou mulheres?
Procuro escolher os meus médicos pela competência, não pelo sexo. Começaram por ser antigos professores, depois colegas de curso e agora já são muitas vezes antigos alunos. É mais difícil lidar com a diferença de idade do que com a diferença de sexo.
Vê o dr. House. É mais parecido com ele na eficiência dos diagnósticos ou no mau feitio?
Nem uma coisa nem outra, mas não tenho a certeza quanto ao mau feitio. Aprecio nele a inteligência operacional que o leva a fazer as perguntas certas. Saber perguntar é muito mais difícil do que saber responder, por mais que a cultura portuguesa nos empurre no sentido contrário.
Já disse que em Portugal ninguém tem capacidade para fazer perguntas. Que questão lançaria a Rui Rio?
Não me recordo de ter dito isso de forma tão abrutalhada mas, se calhar, disse. As perguntas-chave a Rui Rio andariam à volta do seguinte O que fazer para aproximar o Porto de Barcelona?
terça-feira, julho 24, 2007
Conselho aos opositores a Chávez, se perderem a votação destinada a legalizar a eternização de um presidente - qual? - no poder!
“Como é legal não me preocupa.”
Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, sobre o patrocínio de bebidas alcoólicas no futebol.
Público, 23/07/2007
Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, sobre o patrocínio de bebidas alcoólicas no futebol.
Público, 23/07/2007
segunda-feira, julho 23, 2007
Mas não se perde a guerra em todo o planeta da mesma forma:(.
O mundo está a perder a guerra contra o HIV, diz conselheiro de Bush
Anthony Fauci, o principal conselheiro de Bush no campo do HIV, afirmou ontem, numa conferência em Sydney, que o mundo está a perder a batalha contra o vírus
Segundo avança a BBC, Dr. Fauci admite que muitos progressos neste campo foram feitos, mas as estatísticas indicam que mais pessoas são infectadas do que aquelas que são tratadas.
«Por cada pessoa que se coloca em terapia, seis ficam infectadas. Estamos a perder o jogo, o jogo dos números», disse Fauci na conferência que reúne os maiores especialistas mundiais em HIV.
O acesso a medicamentos anti-retrovirais é um factor a considerar. Os números têm vindo a subir (há três anos apenas 300 mil pessoas tinham acesso, no ano assado já tinham 2,2 milhões), mas as novas infecções continuam a ultrapassar o esforço de tratamento.
«Apesar de estarmos a fazer grandes progressos no acesso aos medicamentos, é claramente na prevenção que devemos apostar», disse Fauci, também director do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA.
Contudo, a área da prevenção fica afectada pela ineficácia de acções de distribuição de métodos contraceptivos. Em países sub-desenvolvidos, apenas 15 por cento da população tem acesso a este tipo de produtos, segundo informa a BBC.
Os participantes da conferência assinaram uma declaração, cujo objectivo é aumentar a investigação na área, propondo Programas de HIV que impõem 10 por cento de investimento em pesquisa.
A mensagem central da Declaração de Sydney é assim alertar os governos para a necessidade de investir na pesquisa na área do HIV.
SOL com agências
Anthony Fauci, o principal conselheiro de Bush no campo do HIV, afirmou ontem, numa conferência em Sydney, que o mundo está a perder a batalha contra o vírus
Segundo avança a BBC, Dr. Fauci admite que muitos progressos neste campo foram feitos, mas as estatísticas indicam que mais pessoas são infectadas do que aquelas que são tratadas.
«Por cada pessoa que se coloca em terapia, seis ficam infectadas. Estamos a perder o jogo, o jogo dos números», disse Fauci na conferência que reúne os maiores especialistas mundiais em HIV.
O acesso a medicamentos anti-retrovirais é um factor a considerar. Os números têm vindo a subir (há três anos apenas 300 mil pessoas tinham acesso, no ano assado já tinham 2,2 milhões), mas as novas infecções continuam a ultrapassar o esforço de tratamento.
«Apesar de estarmos a fazer grandes progressos no acesso aos medicamentos, é claramente na prevenção que devemos apostar», disse Fauci, também director do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA.
Contudo, a área da prevenção fica afectada pela ineficácia de acções de distribuição de métodos contraceptivos. Em países sub-desenvolvidos, apenas 15 por cento da população tem acesso a este tipo de produtos, segundo informa a BBC.
Os participantes da conferência assinaram uma declaração, cujo objectivo é aumentar a investigação na área, propondo Programas de HIV que impõem 10 por cento de investimento em pesquisa.
A mensagem central da Declaração de Sydney é assim alertar os governos para a necessidade de investir na pesquisa na área do HIV.
SOL com agências
sábado, julho 21, 2007
Por cá é assim tão diferente?
Debate em torno da exposição do corpo
Sensualidade na publicidade gera nova polémica em Itália
A exploração do corpo feminino em publicidade e nos mais variados programas de televisão transformou-se em debate nacional em Itália, onde críticos vêem no fenómeno um sinal de derrota das conquistas feministas
«A Itália é o país das mulheres nuas» e «Onde as mulheres são apenas objectos» foram os títulos dos dois principais jornais italianos esta semana.
Os artigos faziam referência às jovens bonitas, com pouco ou nenhum talento, que aparecem de biquínis, e roupa interior minúscula ou mini-saias em quase todos os programas televisivos e peças publicitárias do país.
O assunto veio à tona depois do jornal inglês Financial Times ter publicado um artigo de quatro páginas no qual criticava o tratamento reservado às mulheres em Itália: «o uso de bailarinas em todos os géneros de programas televisivos, as peças publicitárias dominadas por alusões sexuais, a mulher como objecto, destinada a excitar os órgãos genitais dos homens em vez do cérebro».
Adrian Michaels, autor do texto, diz que o mais surpreendente é a ausência de protestos. De acordo com ele, «aparentemente, as mulheres não vêem nada de mal em terem os seus corpos expostos inutilmente para divulgar qualquer produto».
No centro da polémica, está a campanha publicitária da rede de telemóveis TIM, com cartazes e outdoors, espalhados por todos os cantos do país, com a imagem de uma famosa ex-apresentadora de televisão com apenas um biquíni vermelho.
Um representante da TIM, que não se quis identificar, disse à BBC que o nível de erotismo na publicidade e na televisão italiana reflecte a cultura do país.
De acordo com ele, quem inventa as campanhas são os publicitários. «Eles fazem pesquisas de mercado e detectam o que pode melhorar as vendas. Se o retorno é positivo, quer dizer que a maioria dos italianos está satisfeita».
«Não acredito que a televisão e a publicidade em Itália sejam melhores ou piores do que em Inglaterra, ou nos Estados Unidos. Apenas mostra como é a realidade cultural italiana».
Emma Bonino, ministra italiana e protagonista de muitas lutas feministas nos anos 70, diz ter a sensação de que o feminismo já não existe no país.
A ministra lembra que em 1976, 11 por cento do parlamento eram mulheres. Passaram três décadas e o número é o mesmo.
SOL com agências
Sensualidade na publicidade gera nova polémica em Itália
A exploração do corpo feminino em publicidade e nos mais variados programas de televisão transformou-se em debate nacional em Itália, onde críticos vêem no fenómeno um sinal de derrota das conquistas feministas
«A Itália é o país das mulheres nuas» e «Onde as mulheres são apenas objectos» foram os títulos dos dois principais jornais italianos esta semana.
Os artigos faziam referência às jovens bonitas, com pouco ou nenhum talento, que aparecem de biquínis, e roupa interior minúscula ou mini-saias em quase todos os programas televisivos e peças publicitárias do país.
O assunto veio à tona depois do jornal inglês Financial Times ter publicado um artigo de quatro páginas no qual criticava o tratamento reservado às mulheres em Itália: «o uso de bailarinas em todos os géneros de programas televisivos, as peças publicitárias dominadas por alusões sexuais, a mulher como objecto, destinada a excitar os órgãos genitais dos homens em vez do cérebro».
Adrian Michaels, autor do texto, diz que o mais surpreendente é a ausência de protestos. De acordo com ele, «aparentemente, as mulheres não vêem nada de mal em terem os seus corpos expostos inutilmente para divulgar qualquer produto».
No centro da polémica, está a campanha publicitária da rede de telemóveis TIM, com cartazes e outdoors, espalhados por todos os cantos do país, com a imagem de uma famosa ex-apresentadora de televisão com apenas um biquíni vermelho.
Um representante da TIM, que não se quis identificar, disse à BBC que o nível de erotismo na publicidade e na televisão italiana reflecte a cultura do país.
De acordo com ele, quem inventa as campanhas são os publicitários. «Eles fazem pesquisas de mercado e detectam o que pode melhorar as vendas. Se o retorno é positivo, quer dizer que a maioria dos italianos está satisfeita».
«Não acredito que a televisão e a publicidade em Itália sejam melhores ou piores do que em Inglaterra, ou nos Estados Unidos. Apenas mostra como é a realidade cultural italiana».
Emma Bonino, ministra italiana e protagonista de muitas lutas feministas nos anos 70, diz ter a sensação de que o feminismo já não existe no país.
A ministra lembra que em 1976, 11 por cento do parlamento eram mulheres. Passaram três décadas e o número é o mesmo.
SOL com agências
quinta-feira, julho 19, 2007
Quando a política "invade" áreas técnicas, o resultado é este, previ-o há anos e avisei no JN:(.
Porto: CDU pede diálogo entre autarquia e Governo sobre o tratamento de toxicodependentes
18:54 | quinta-feira, 19 JUL 07
Link permanente: x
Porto, 19 Jul (Lusa) - A CDU pediu hoje à Câmara do Porto e ao Governo que tentem entender-se sobre o tratamento e a reinserção dos toxicodependentes na cidade, não transformando a questão em "arma de arremesso político".
A posição dos comunistas, expressa em comunicado, surge um dia depois de o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio (PSD), ter anunciado o fim do programa Porto Feliz, fundamentalmente vocacionado para reinserção social de arrumadores toxicodependentes.
Rui Rio disse quarta-feira que o PS e o Governo "mataram" um projecto de "reconhecido sucesso" e os vereadores socialistas do Porto acusaram-no de enveredar por uma estratégia de vitimação, "atribuindo a outros a responsabilidade por uma decisão que é apenas, e só, sua".
"É fundamental construir uma linha de diálogo entre a Câmara do Porto e o Governo, através do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT)", afirma agora CDU, considerando que as partes "tem de se entender para combater problemas sociais da cidade".
A CDU afirma que o tratamento e a integração social dos toxicodependentes da cidade "são questões demasiado importantes para serem transformadas em arma de arremesso político nas tramas partidárias entre PSD e PS".
No seu comunicado, os comunistas exigem à coligação PSD/CDS, maioritária na Câmara do Porto, que apresente um "balanço exaustivo" dos custos e benefícios do programa Porto Feliz.
O único vereador comunista na Câmara do Porto, sugeriu terça-feira, em sessão do executivo, uma reunião dos autarcas e de responsáveis do IDT "para debater as diferenças metodológicas existentes".
A CDU anuncia também que vai pedir uma reunião com o IDT para conhecer "possibilidades" de novos programas para combate a toxicodependência no Porto.
O protocolo que regia o Porto Feliz foi denunciado pelo IDT em Julho de 2006, com efeitos a partir de 15 de Novembro, tendo desde então decorrido negociações que levaram a autarquia a abandonar o projecto.
JGJ.
Lusa/fim
18:54 | quinta-feira, 19 JUL 07
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Porto, 19 Jul (Lusa) - A CDU pediu hoje à Câmara do Porto e ao Governo que tentem entender-se sobre o tratamento e a reinserção dos toxicodependentes na cidade, não transformando a questão em "arma de arremesso político".
A posição dos comunistas, expressa em comunicado, surge um dia depois de o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio (PSD), ter anunciado o fim do programa Porto Feliz, fundamentalmente vocacionado para reinserção social de arrumadores toxicodependentes.
Rui Rio disse quarta-feira que o PS e o Governo "mataram" um projecto de "reconhecido sucesso" e os vereadores socialistas do Porto acusaram-no de enveredar por uma estratégia de vitimação, "atribuindo a outros a responsabilidade por uma decisão que é apenas, e só, sua".
"É fundamental construir uma linha de diálogo entre a Câmara do Porto e o Governo, através do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT)", afirma agora CDU, considerando que as partes "tem de se entender para combater problemas sociais da cidade".
A CDU afirma que o tratamento e a integração social dos toxicodependentes da cidade "são questões demasiado importantes para serem transformadas em arma de arremesso político nas tramas partidárias entre PSD e PS".
No seu comunicado, os comunistas exigem à coligação PSD/CDS, maioritária na Câmara do Porto, que apresente um "balanço exaustivo" dos custos e benefícios do programa Porto Feliz.
O único vereador comunista na Câmara do Porto, sugeriu terça-feira, em sessão do executivo, uma reunião dos autarcas e de responsáveis do IDT "para debater as diferenças metodológicas existentes".
A CDU anuncia também que vai pedir uma reunião com o IDT para conhecer "possibilidades" de novos programas para combate a toxicodependência no Porto.
O protocolo que regia o Porto Feliz foi denunciado pelo IDT em Julho de 2006, com efeitos a partir de 15 de Novembro, tendo desde então decorrido negociações que levaram a autarquia a abandonar o projecto.
JGJ.
Lusa/fim
terça-feira, julho 17, 2007
A Medicina usa-a há milhares de anos.
Cannabis: IDT aceita legalização para tratamento
O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, afirmou à agência Lusa não ter «qualquer objecção de princípio» à legalização da marijuana para fins medicinais, «desde que devidamente comprovados».
O responsável acrescentou que desconhece a existência de «investigações médicas em curso» para validar as potencialidades terapêuticas da 'cannabis' ou marijuana, que em Portugal não está legalizada para nenhum fim.
João Goulão assinalou, no entanto, os efeitos nocivos associados ao consumo não controlado: «O sintoma mais comum é a desmotivação mas também há registo das chamadas psicoses canábicas, doenças mentais que, embora tendo uma associação estatística com o consumo, não possuem uma relação de causa-efeito confirmada».
Por seu lado, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) destacou que «o desenvolvimento de um novo medicamento contendo como substância activa uma substância considerada estupefaciente não depende da legalização do seu uso para aplicações não clínicas».
«A substância tem apenas que provar que é eficaz e com uma relação benefício/risco adequada à indicação terapêutica a que se destina», sublinhou fonte do Infarmed, indicando que há, em Portugal, «medicamentos contendo derivados do ópio, embora a sua utilização para outras finalidades não seja legal».
O Infarmed, que regula a comercialização dos fármacos de acordo com a lei, aprovando os medicamentos após os testes laboratoriais e fazendo a sua vigilância e acompanhamento, revelou à Lusa que «os estudos sobre o uso, quer da planta quer do tetrahidrocanabinol [substância psico-activa da "cannabis"], para fins terapêuticos tem acontecido ao longo dos últimos anos, em diversos laboratórios de investigação».
Questionado pela Lusa sobre se tinha recebido um pedido de regulação de um medicamento com base na «cannabis», o Infarmed assegurou não lhe ter chegado nenhum.
Em relação ao Marinol, fármaco com Dronabinol (a versão sintética do tetrahidrocanabinol) destinado ao tratamento dos vómitos, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento indica na sua página de Internet que teve autorização de introdução no mercado a 23 de Dezembro de 1999 e foi revogado a 28 de Abril de 2005.
«O Marinol obteve efectivamente a autorização de introdução no mercado mas, como sucede com outros medicamentos, nunca chegou a ser comercializado em Portugal», garantiu o Infarmed.
De acordo com o livro «Marijuana - A medicina proibida», da autoria dos professores Lester Grinspoon e James B. Bakalar, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, a 'cannabis' tem um uso médico corrente no alívio dos sintomas do tratamento por quimioterapia, glaucoma, epilepsia, paraplegia e quadriplegia, SIDA, dor crónica, enxaqueca, doenças reumáticas, sintomas pré-menstruais e dores de parto, depressões e outras doenças mentais.
Menos vulgar mas também referido pelos dois docentes é a utilização em casos de asma, insónia, esquizofrenia, doença de Cronh (uma doença do intestino), esclerose sistémica e síndrome do stress pós-traumático, entre outras doenças.
Publicada recentemente pela editora Esfera dos Livros, a obra - que está recheada de testemunhos de doentes que recorreram à droga com êxito - faz uma história da 'cannabis', pesa os riscos da sua aplicação, mesmo que com intuitos terapêuticos, e declara-a um medicamento «com passado e futuro».
Diário Digital / Lusa
17-07-2007 10:31:00
O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, afirmou à agência Lusa não ter «qualquer objecção de princípio» à legalização da marijuana para fins medicinais, «desde que devidamente comprovados».
O responsável acrescentou que desconhece a existência de «investigações médicas em curso» para validar as potencialidades terapêuticas da 'cannabis' ou marijuana, que em Portugal não está legalizada para nenhum fim.
João Goulão assinalou, no entanto, os efeitos nocivos associados ao consumo não controlado: «O sintoma mais comum é a desmotivação mas também há registo das chamadas psicoses canábicas, doenças mentais que, embora tendo uma associação estatística com o consumo, não possuem uma relação de causa-efeito confirmada».
Por seu lado, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) destacou que «o desenvolvimento de um novo medicamento contendo como substância activa uma substância considerada estupefaciente não depende da legalização do seu uso para aplicações não clínicas».
«A substância tem apenas que provar que é eficaz e com uma relação benefício/risco adequada à indicação terapêutica a que se destina», sublinhou fonte do Infarmed, indicando que há, em Portugal, «medicamentos contendo derivados do ópio, embora a sua utilização para outras finalidades não seja legal».
O Infarmed, que regula a comercialização dos fármacos de acordo com a lei, aprovando os medicamentos após os testes laboratoriais e fazendo a sua vigilância e acompanhamento, revelou à Lusa que «os estudos sobre o uso, quer da planta quer do tetrahidrocanabinol [substância psico-activa da "cannabis"], para fins terapêuticos tem acontecido ao longo dos últimos anos, em diversos laboratórios de investigação».
Questionado pela Lusa sobre se tinha recebido um pedido de regulação de um medicamento com base na «cannabis», o Infarmed assegurou não lhe ter chegado nenhum.
Em relação ao Marinol, fármaco com Dronabinol (a versão sintética do tetrahidrocanabinol) destinado ao tratamento dos vómitos, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento indica na sua página de Internet que teve autorização de introdução no mercado a 23 de Dezembro de 1999 e foi revogado a 28 de Abril de 2005.
«O Marinol obteve efectivamente a autorização de introdução no mercado mas, como sucede com outros medicamentos, nunca chegou a ser comercializado em Portugal», garantiu o Infarmed.
De acordo com o livro «Marijuana - A medicina proibida», da autoria dos professores Lester Grinspoon e James B. Bakalar, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, a 'cannabis' tem um uso médico corrente no alívio dos sintomas do tratamento por quimioterapia, glaucoma, epilepsia, paraplegia e quadriplegia, SIDA, dor crónica, enxaqueca, doenças reumáticas, sintomas pré-menstruais e dores de parto, depressões e outras doenças mentais.
Menos vulgar mas também referido pelos dois docentes é a utilização em casos de asma, insónia, esquizofrenia, doença de Cronh (uma doença do intestino), esclerose sistémica e síndrome do stress pós-traumático, entre outras doenças.
Publicada recentemente pela editora Esfera dos Livros, a obra - que está recheada de testemunhos de doentes que recorreram à droga com êxito - faz uma história da 'cannabis', pesa os riscos da sua aplicação, mesmo que com intuitos terapêuticos, e declara-a um medicamento «com passado e futuro».
Diário Digital / Lusa
17-07-2007 10:31:00
segunda-feira, julho 16, 2007
Que ingénuos:).
Família: Estudo revela que mulheres dominam no seio familiar
Washington, 06 Jul (Lusa) - As mulheres têm mais influência no seio familiar do que os homens, segundo um estudo realizado por uma equipa de investigadores da universidade do Estado do Iowa, publicado esta semana.
A investigação observou o comportamento de 72 casais com idade média de 33 anos e casados há sete anos.
As conclusões ilustram que as mulheres demonstram um comportamento mais dominante do que os seus maridos no momento de resolver problemas e exercem mais poder no que respeita a tomada de decisões.
"As mulheres assumem a responsabilidade de velar pela relação, assegurando que tudo funciona bem e que toda a gente está contente" explica Megan Murphy, membro da equipa de pesquisa da Universidade do Estado do Iowa.
Os cônjuges que participaram no estudo tinham de preencher individualmente um questionário sobre o nível de satisfação geral no seio do casal.
Cada um tinha também de identificar um problema que não podia ser resolvido sem a cooperação do outro. Os casais eram depois reunidos para falarem durante dez minutos sobre os problemas abordados.
"As mulheres não só tomavam mais vezes a palavra como chegavam mesmo a troçar dos argumentos apresentados pelos maridos. É isto que é particularmente interessante", explica David Vogel, professor de psicologia da Universidade do Estado do Iowa.
Estes resultados contradizem a intuição inicial dos investigadores que pesavam que o marido era predominante no seio do casal.
ALF.
Washington, 06 Jul (Lusa) - As mulheres têm mais influência no seio familiar do que os homens, segundo um estudo realizado por uma equipa de investigadores da universidade do Estado do Iowa, publicado esta semana.
A investigação observou o comportamento de 72 casais com idade média de 33 anos e casados há sete anos.
As conclusões ilustram que as mulheres demonstram um comportamento mais dominante do que os seus maridos no momento de resolver problemas e exercem mais poder no que respeita a tomada de decisões.
"As mulheres assumem a responsabilidade de velar pela relação, assegurando que tudo funciona bem e que toda a gente está contente" explica Megan Murphy, membro da equipa de pesquisa da Universidade do Estado do Iowa.
Os cônjuges que participaram no estudo tinham de preencher individualmente um questionário sobre o nível de satisfação geral no seio do casal.
Cada um tinha também de identificar um problema que não podia ser resolvido sem a cooperação do outro. Os casais eram depois reunidos para falarem durante dez minutos sobre os problemas abordados.
"As mulheres não só tomavam mais vezes a palavra como chegavam mesmo a troçar dos argumentos apresentados pelos maridos. É isto que é particularmente interessante", explica David Vogel, professor de psicologia da Universidade do Estado do Iowa.
Estes resultados contradizem a intuição inicial dos investigadores que pesavam que o marido era predominante no seio do casal.
ALF.
domingo, julho 15, 2007
Os tiques partidários.
Eu gosto de António Costa e teria votado nele se fosse lisboeta. Acredito que fará um bom trabalho, apesar dos equilibrismos inesperados (?) que tem pela frente (permitindo daqui a dois anos uma vitimização que poderá render votos...). Mas não pude evitar um sorriso ao ouvi-lo agradecer a confiança... de "independentes socialistas" de Cabeceiras de Basto, idos de camioneta! Vizinhos meus, carago!, estarei com eles no próximo fim-de-semana. Quando abandonarão os partidos estes funcionamentos arcaicos?
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